A 2 de Outubro de 2017 comemoram-se os 9 anos da Associação Portuguesa de Reiki. 9 anos que correspondem a 3287 dias, mais coisa menos coisa, de muita prática de Reiki e aprendizagem. Ao refletir sobre o que diria para os 9 anos da Associação quis pensar no que foi feito, mas muito dificilmente o consegui fazer. Mais rapidamente surgiu o que não foi feito, as críticas necessárias, as dificuldades em tentar promover harmonia e consenso, a quase impossibilidade de criar um esclarecimento claro, objectivo e simples, que a todos servisse. Então, a dificuldade encontra o seu centro exactamente aí – no serviço a todos. No entanto, isto também ensina que devemos sempre valorizar o que é feito, recordar o trabalho, a doação, o esforço de todos. Acreditem que há coisas que são feitas, porque um associado envia um email de sugestão, outras são mudadas, porque um associado indica que algo pode ser melhor. Tudo isso gera gratidão e crescimento. Então, quero partilhar contigo alguns pontos genéricos destes 9 anos tão intensos de Associação Portuguesa de Reiki.

Um trabalho para todos requer resiliência

Quando há 9 anos a Associação Portuguesa de Reiki foi fundada tinha um propósito, algo que manteve até aos dias de hoje e esperemos que sempre mantenha segundo a vontade dos associados – o esclarecimento e união.

Recordo-me que nos primeiros anos, quando fomos fazer uma apresentação da Associação à Junta de Freguesia, para pedir apoio de instalações para realizar as assembleias gerais, que o presidente questionava – “o que é isto de unir as várias escolas”?

Foi tocar exactamente no ponto mais exigente de todos – a união. A união requer de nós uma consciência muito grande dos cinco princípios, um coração que não toca apenas a nossa vontade, mas que se expande também para os outros, não só os próximos, mas muito aqueles que até nos podem ser indiferentes ou prejudiciais. A união implica consenso, aceitação, entendimento e sabedoria. É por isso mesmo que tentamos sempre esclarecer, motivar e levar Reiki como Reiki a todos.

Estes 9 anos foram a prova de sabedoria de alguém que disse que um praticante de Reiki é como o bambu. Ele deve ser resiliente, flexível, vergar-se perante a dificuldade para não partir, mas ser oco, para que a energia flua por ele. Muito obrigado a quem tenha visto este paralelo que tão bem define aquele que deve ser o praticante de Reiki.

A resiliência surge, porque tudo tem que ser feito à luz dos cinco princípios e da missão que o Mestre Usui nos legou “Guiar para uma vida pacífica e feliz…”.

Alguns trabalhos realizados ao longo de 9 anos de Associação Portuguesa de Reiki

  • 8 Congressos
  • 4 Jornadas de Terapeutas de Reiki
  • 2 Encontros de Reiki no Algarve
  • 5 Fórum Reiki e Medicina
  • 2 Simpósios Luso Brasileiro de Reiki
  • 15 Prémios Hayashi
  • Apoio à investigação académica na Universidade de Coimbra
  • 6 projetos em Hospitais
  • Mais de 50 instituições que usufruiram de voluntariado;
  • 1406 artigos publicados sobre Reiki e as actividades realizadas;
  • 163000 seguidores no facebook;
  • Adesão à Comissão Social de Freguesia de São Brás em 2012 até ao presente
  • Adesão à Federação Nacional do Voluntariado em Saúde, sendo parte da sua direcção e agora repesentantes na região Lisboa, Amadora, Loures;
  • Dezenas de artigos requisitados por associados, instituições, revistas, entre outros para esclarecimento sobre Reiki;
  • Apoio domiciliário ou hospitalar de sessões de Reiki;
  • Sessões de voluntariado para recolha de alimentos para várias instituições;
  • Formação de mais de 100 voluntários em terapia Reiki;
  • 43 núcleos de Reiki em todo o continente e ilhas.

Nestes 9 anos tivemos muitos grupos de órgãos sociais, ou seja, associados que foram convidados ou se disponibilizaram a estar na orientação da associação, no cumprimento da sua missão e objectivos, conforme sagrados nos estatutos. A eles se deve um enorme agradecimento por tantas coisas que nunca foram óbvias, evidentes, fotografadas ou escritas, por vezes uma simples ideia em todo o teu do seu mandato fez toda a diferença. Os órgãos sociais, sempre foram voluntários, sem usufruirem de rendimento. Ao longo destes anos todos foram muito importantes, mas alguns deixaram a sua presença mais vincada, foi o caso de Fernando Mateus, Sílvia Oliveira, Catarina Ortigão, Ana António, Teresa Mendes, Valter Jacinto, Rui Serôdio, Andreia Vieira, Pedro Favinha, Bruno Azevedo e Fernando Eduardo. Cada um deles de uma maneira muito própria contribuiu para a Associação, para os associados e para todos os que nos procuraram de alguma forma. Que o seu trabalho seja sempre honrado e recordado.

Ao longo destes anos tivemos também muitos Delegados Regionais, mas que por uma questão de maior simplicidade, passaram a ser chamados de Coordenadores, mesmo para que nunca houvesse uma espécie de regionalismo, mas sim uma unidade entre todos. Alguns mantiveram-se desde o início, outros sairam, outros foram convidados a sair por incumprimento do mais básico dos princípios e valores associativos. Tudo isto faz parte na vida de qualquer associação e as mesmas questões se encontram nas Associações de Reiki. Mas aos coordenadores deve-se também uma profunda gratidão, porque eles são associados que manifestaram uma vontade de representar a associação no esclarecimento e voluntariado na região, de forma desinteressada. Algo que nem sempre é possível, mas que se tenta lá chegar da melhor forma possível, crescendo no processo. Os Coordenadores são muito importantes porque eles promovem a criação de voluntários, desenvolvem a sua região com Reiki e apoiam, devem apoiar, os associados locais.

Centenas de voluntários é o resultado destes 9 anos de Associação. A grande maioria nunca se tornou associado, mas também não era esse o propósito (apesar de muito precisarmos) e sim proporcionar a experiência da doação e ajudar a comunidade e aqueles que mais necessitam. O voluntariado é isso mesmo, uma doação em consciência, com formação e equilíbrio, com um sentido de propósito e também com o cumprimento das palavras do Mestre Usui “A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz…”. A todos os voluntários ao longo destes anos, um grande bem hajam e que sempre Reiki vos traga força e harmonia para a vida.

Milhares de associados passaram por nós, de todo Portugal, do Brasil, Suiça, Espanha, Angola, entre muitos outros lugares. Aos associados sim, todo o grande, profundo e infinito agradecimento, pois sem associados não existe associação, não existem núcleos, não existem voluntários para irem às instituições e não estamos a auxiliar as comunidades de forma mais presente e organizada.

Por último, um muito obrigado a todos os membros da Comissão Nacional de Ética, que têm feito um trabalho incrível, ainda muito invisível para todos, para que a prática de Reiki seja cada vez mais clara e de bons resultados para todos. Um profundo agradecimento à Maria João Vitorino, Olinda, Fábio, Cátia, Margarida e Fernanda. Um especial obrigado à Isabel Couto, por manter a nossa parte administrativa em funcionamento, desde finais de 2015, que é um trabalho muito árduo e exigente!!!

As lições de 9 anos de Associação Portuguesa de Reiki

  1. Nunca esquecer que uma associação é feita de associados e que são eles que devem impulsionar a direção e existência da Associação. Uma associação nunca pode ser uma pessoa, nem pode ser só uma ideia;
  2. É um dever seguir a missão da Associação, não desviando para interesses próprios, deixar influenciar por opiniões políticas ou grupos de pressão, que também existem dentro da prática de Reiki;
  3. É muito exigente lidar com o rancor, com o universo de dor individual, apenas os cinco princípios nos podem valer e por isso mesmo devemos sempre praticar muito Reiki;
  4. Se alguém surge com muito coração, ou seja, com muito fogo e vontade, rapidamente o fogo desaparece, assim como a pessoa. Isto pode ser perigoso principalmente no voluntariado, por isso devemos promover a harmonia e a tomada de consciência no trabalho a que cada um se quer dedicar;
  5. É mais fácil alguém perguntar o que pode fazer do que propor e executar um projecto. Numa associação deve ser o contrário. Num mundo ideal seria algo como “Pretendo fazer isto, de forma voluntária, desta e daquela forma, durante este tempo”;
  6. Não podemos agradar a todos, mas devemos sempre fazer o bem por todos.
  7. “Com humildade e sabedoria, percorremos um caminho do tamanho do mundo”, foi um lema que criei para o voluntariado, fruto de uma experiência com um utente que disse que ao receber Reiki sentiu uma grande humanidade. É esta humanidade que devemos promover entre todos, praticantes e não praticantes de Reiki.

Estes 9 anos de Associação representam diariamente cinco princípios e uma profunda gratidão a ti. Se és associado ou amigo da Associação Portuguesa de Reiki, muito obrigado pelo teu apoio, pelas tuas dicas, pela ajuda que dá, pela confiança que tens e acima de tudo, muito obrigado por praticares Reiki.