Reiki é um método incrível, verdadeiramente para todos, ao alcance de todos e que ajuda no caminho terapêutico e mais ainda, na mudança da consciência, no viver cada vez melhor nesta vida, fazendo também os outros melhor. Sara Pargana Bröring, partilha connosco a sua experiência ao ensinar uma pessoa invisual, no nível 1 de Reiki.
saraSara Pargana Bröring, espirito tão livre e curioso, um ser do mundo. Nasci em Toronto, Canadá, filha de mãe portuguesa e pai brasileiro, passei a vida entre esses três países e seus países vizinhos. 
Desde pequena tive vocações pra saúde, ajudava meu pai a cuidar dos animais na fazenda e tinha jeito com crianças especiais (provavelmente devido à minha irmã ser portadora de necessidades especiais, a maior lição da minha vida). 
Aos 21 anos senti um chamado muito forte em viajar para a Índia, sozinha. Lá passei quase 3 meses que me transformaram e mudaram a minha maneira de ver a vida, o corpo físico, a medicina e tantas outras coisas. 
Sou Mestre em Reiki Estrelar desde os 23 anos e  formada em Cardiopneumologia, atualmente responsável pela Clínica de Pacemakers no Departamento de Cardiologia do Quarto melhor Centro Hospitalar de Londres, onde vivo com meu filho Sol e marido Frederico, que tanto me apoiam. 
Por onde passo tento deixar uma semente do Reiki plantada (um costume, uma prática, uma partilha, uma conversa, um silêncio) contudo sempre naturalmente, onde quer que eu vá o Universo cruza-me com pessoas que precisam de mim e que ensinam-me tanto. Que possamos viver sempre na corrente da sincronicidade, muito prazer. 

A experiência de um curso de Reiki para invisuais

Ao longo da tua prática de Reiki, o que te levou ao momento de ensinar Reiki a invisuais?

A sincronicidade. O quanto mais dar e receber. Estando agora instalada em Londres na Inglaterra, surgiram alguns desafios. O primeiro foi manter a prática de dar Reiki e cursos, mesmo não tendo um espaço específico, a somar veio o desafio de fazer os primeiros cursos de Reiki Estrelar em Inglês.
A segunda turma de Reiki trouxe este desafio com invisuais. O benefício do Reiki na vida dos alunos do primeiro curso atraíram este segundo curso, entre eles estava uma mãe muito doce e gentil que desabafou que gostaria que a filha (deficiente visual) pudesse realizar o curso e ter o Reiki em sua vida. Foi um momento de êxtase, tudo o que eu queria naquele momento era poder fazer isso acontecer. Iniciei pesquisas para fazer o manual em Braille ao qual os custos eram muito elevados, então a mãe deu-me a ideia de fazer em áudio. Criei o manual todo em áudio atualmente disponível para quem tiver necessidade e interesse. Foi a abertura de um lindo caminho.

Tens algum caso especial que gostasses de partilhar?

Para além de ter tido a Rita (primeira deficiente visual) como aluna tive o prazer de iniciar minha irmã Cristina no primeiro curso que dei em minha vida. A Cris tem retardo mental, atraso da condução motora e cromossoma x frágil, embora os médicos nunca tenham descoberto qual o nome final para as suas deficiências. Sem dúvida o facto de poder iniciar sua irmãzinha em Reiki é por si só maravilhoso, contudo a experiência que tive ao inicia-lá foi uma libertação. Algo pessoal (dela) que sem dúvida não consigo explicar, mas o sentir em mim foi profundo, escuro e lindo ao mesmo tempo, uma limpeza karmica ao que me pareceu, que claro não pertence a mim afirmar, apenas contemplar.

Fazes um curso misto ou apenas exclusivo para invisuais?

Misto, não há a necessidade de separação na minha opinião,  mas sim de atenção. Depois do curso tive mais encontros com a Rita do que propriamente com os restantes da turma, porém por escolha e busca dela.

Sentiste algum desafio no ensino?

Sim, quando se está a dar um curso para invisuais é quando vemos os hábitos da sociedade implantados em nós nas pequenas coisas. Deparei-me com momentos em que eu dizia: “Como podem ver, aqui temos a cor x” …

No mesmo momento dava-me conta e tentava explicar como se não visse, um desafio sem dúvida.
Com ambas senti algo que já havia experienciado nos meus muitos anos em contacto com deficientes, que é, a impaciência. Para quem está a ver ou entender tudo, os dias de curso já são cansativos por si só. Para eles são ainda mais, em diferentes aspectos. É mais difícil de manter a concentração por tanto tempo, há que haver mais dinâmica, interação e não teoria sobre teoria.

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Quais as tuas dicas a Mestres de Reiki, para cada vez mais se ensinarem invisuais?

Lembrem-se que tudo aquilo que te surge é uma chance, de ajudar a si próprio, o próximo e este planeta. Por algum motivo os desafios surgem a quem surgem.

Diria para abrirem portas atrás de portas, sem esquecer da infinita humildade e responsabilidade que necessitamos ter pois estamos aprendendo algo novo tanto quanto aos que estamos ensinando.

Pôr-se sempre na mesma posição do próximo, imaginar como seria. Por exemplo algo que me deixou a pensar era o facto de não poderem ver os símbolos. Embora eles não vejam, com a Rita aprendi que apenas não veem como vemos, contudo durante os sonhos e meditação a Rita vê tudo, inclusive é capaz de descrever ao mínimo detalhe como é um barco sem nunca ter visto um, por exemplo. Com isso quis estimular a imaginação. Juntas fizemos os símbolos em plasticina e cartolina, explicando o poder do desenho (yantra) e mantra, e os seus detalhes, ela sabe tudo e inclusive os põe em prática.

Como tens visto, sentido, o Reiki e os seus efeitos nas pessoas, hoje em dia?

Para além dos benefícios físicos que sinto neles, menos stressados e ansiosos , mais calmos, pacientes, curiosos e interessados, integrados e a vontade sinto também que parece que tudo está mais conectado ou associado para eles. O além da vida faz-lhes mais sentido. Os sonhos têm mais significado. A busca é cada vez mais interior e não exterior.

Qual o teu sonho para o Reiki e para o mundo?

Consciência. Que os seres se permitam SENTIR, sem pressa, pressão, exigência. Que possam ouvir o seu íntimo e aí então dar os seus passos, conscientes do que estão a atrair e a transmitir. Acredito que com consciência tudo se pode curar, elevar, transmitir, absorver… Acredito que o AMOR é Consciência Divina e com isto não consigo impor um limite para aquilo que desejo para o Reiki e para o Mundo. É bom demais para imaginar apenas um sonho.
Infinita gratidão por poder partilhar estes sentimentos neta experiência. Paz e Amor à todos os corações, mentes e espíritos. Que possamos todos nos ajudar nessa experiência terrena e além dela.
Em amor,
Sara
 
 
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