O Reiki nas práticas de cuidado de profissionais do Sistema Único de Saúde. Florianópolis, 2017. Dissertação de Mestrado em Saúde Coletiva. Programa de Pós – Graduação em Saúde Coletiva. Universidade Federal de Santa Catarina.

Orientador: Prof. Dr. Charles Dalcanale Tesser

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O Reiki é uma prática oriunda do Japão caracterizada por imposição de mãos nas superfícies corporais ou próximo delas e que segundo seus praticantes transmite uma energia universal como forma de equilíbrio energético para si ou nos outros. Os praticantes também são orientados a seguir princípios e valores de conduta, de acordo com a tradição, passado de mestre para iniciado. O Reiki é uma PIC presente no Sistema Único de Saúde (SUS) e na atenção primária à saúde (APS) pelo menos desde 2004, quando foi registrado em levantamento do Ministério da Saúde, sendo que recentemente foi reconhecido oficialmente como uma prática integrativa e complementar (PIC) na tabela de procedimentos do SUS. Pesquisas têm evidenciado os seus benefícios à saúde humana, no entanto, existe uma carência de estudos qualitativos focando a prática do Reiki por profissionais de saúde do SUS, e sua contribuição para seu cuidado pessoal, seu bemestar e qualidade de vida, e como influência ou é aplicado no cuidado do outro e dos usuários dos serviços. Assim, esta pesquisa objetivou analisar a experiência de profissionais do SUS de Florianópolis recém-iniciados em Reiki. Realizou-se um estudo observacional qualitativo, envolvendo um grupo de 21 profissionais do SUS que se inscreveram voluntariamente e participaram de um seminário gratuito de iniciação em Reiki nível I, no município de Florianópolis/SC. A coleta dos dados foi realizada entre os meses de Janeiro e Fevereiro de 2016, por meio de entrevistas semiestruturadas, transcritas e analisadas por meio de análise de conteúdo temática, no software MAXQDA Standard 12. Os participantes eram na maioria jovens, enfermeiros, embora houvesse no total 07 profissões, do sexo feminino, atuantes na atenção primária, de equipes de Saúde da Família e Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), e servidores do Hospital Universitário da UFSC. Os entrevistados relataram ter praticado Reiki para si mesmo, e que a prática contribuiu para o cuidado pessoal na saúde física, mental, bem-estar e autoconhecimento. O reiki foi visto como forma de autoatenção, segundo a perspectiva de Eduardo Menendez, tendo sido praticado também em familiares e amigos. Os profissionais entenderam o Reiki como prática integrativa e complementar para (re)equilíbrio ‘energético’, de caráter holista e espiritualista. A grande maioria não praticou o Reiki em usuários nos serviços de saúde, em que atuam (apenas três o fizeram), devido à insegurança e dificuldades de tempo e espaço, mas foram otimistas quanto a sua oferta aos usuários do SUS, principalmente na atenção primária à saúde e em abordagens coletivas ou grupais, incluindo a possibilidade de capacitação dos usuários. Vem crescendo a popularidade do Reiki, principalmente por praticantes leigos, que vem usando este por mais de 90 anos, deste a época de Mikao Usui, seu fundador. São necessários mais estudos, bem como sua divulgação para a comunidade acadêmica, melhorando a aceitabilidade social e institucional desta PIC e visando elucidar as formas pelas quais esta prática pode ser inserida no cuidado dos profissionais e usuários do SUS, com intuito de um cuidado integral a saúde das pessoas e na prevenção e promoção da saúde.

Palavras-chave: Reiki, Atenção primária à saúde, Terapias complementares, Saúde Pública, Cuidado.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE SAÚDE PÚBLICA PROGRAMA DE PÓS – GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA

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Este trabalho recebe o Prémio Hayashi de Investigação Reiki, 2019
Esta publicação é da responsabilidade do CEPI
 
 
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