Durante o Fórum Reiki e Empreendedorismo aproveitámos para entrevistar Isabel Gonçalves e Fernanda Sousa, duas das oradoras convidadas a partilhar as suas experiências profissionais. Afinal, o que é necessário para que alguém se torne empreendedor na área do Reiki? A resposta de ambas é unânime: meditação.

Entrevista a Isabel Gonçalves – Espaço Harmonizando

Reiki em Portugal — Quais são as formações ou ferramentas necessárias a quem pretende tornar-se empreendedor na área do Reiki?
Isabel Gonçalves —
A base é a meditação. Aliás, esta é a ferramenta número um que advogo para qualquer actividade, profissional ou outra. Porque nos permite sintonizarmo-nos connosco próprios e com a nossa essência. Hoje a meditação tem já uma base científica. Se a pessoa estiver sintonizada com a sua mente, com o seu coração e com aquilo que é o seu potencial, ela de certeza vai ser vencedora. Depois, há o estudo fundamental das Leis do Tao, das leis Herméticas. Há que entendê-las profundamente e trabalhá-las não só através da prática mas sobretudo através da meditação. Também o estudo do Dharma é fundamental. Depois, é óbvio que a pessoa se tem de informar e formar relativamente a tudo o que se relaciona com a legislação existente sobre como abrir uma empresa.

RP — O facto de a crise estar a levar muita gente a enveredar pela via do Reiki como forma de escapar ao desemprego preocupa-a?
IG —
Leva-me a alguma apreensão. Pergunto-me até que ponto é que algumas pessoas estão movidas pelos sentimentos que devem mover um terapeuta e mestre, ou se na realidade o encaram mais como uma actividade comercial. O materialismo espiritual é muito preocupante. Por vezes, apercebo-me que algumas pessoas transportam para estas áreas todo um comportamento e uma filosofia que trazem do mundo empresarial. E isso pode vir, a prazo, a descredibilizar a forma como algumas terapias se tentam afirmar no mercado. Isso sim, preocupa-me.

RP — O que fazer para evitar que situações dessas aconteçam?
IG —
Por exemplo, legalizar as actividades. O trabalho que a Associação Portuguesa de Reiki está a fazer nesse sentido é fundamental.

RP — Há lugar para todos no Reiki? Não teme a concorrência?
IG —
De todo. Aliás, eu tento dar logo formação às pessoas se sinto que elas estão bem e se percebo que isto ressoa com elas. Quando uma pessoa gosta, vai falar de nós aos outros e crescemos. Aquilo que é hoje uma ferramenta boa para mim, daqui a um tempo pode deixar de ser. Todos estamos em movimento… e o medo é uma má forma de fazer seja o que for. Nós somos todos um, mas, na unicidade, cada um tem a sua forma muito particular de ser e de se manifestar. E se cada um de nós sentir que é único, então compreende que sem ele o universo não é igual. Todos nós temos, de facto, lugar.

Isabel Gonçalves e João Magalhães, presidente da APR

Entrevista a Fernanda Sousa

RP — Quais são as formações ou ferramentas necessárias a quem pretende tornar-se empreendedor na área do Reiki?
Fernanda Sousa —
A pessoa tem de aprender a fazer meditação. É fundamental. Tem também de seguir os caminhos indicados pela Associação, aprender como ser um terapeuta profissional e aprender os níveis de Reiki, que no método tradicional são quatro. Essa tem sido a minha experiência e é assim que eu continuo a passar aos meus alunos.

RP — Porque é que defende que deve haver o nível 3-A e o nível 3-B?
FS —
Entendo que faz todo o sentido pararmos entre o 3-A e o 3-B e termos um tempo só para nós, para interiorizarmos e pormos em prática tudo o que aprendemos. E só depois, então, começarmos a dedicar-nos ao outro, com o ensinamento. Mas primeiro é mesmo essencial trabalharmos em nós, praticando muito.

RP — O facto de a crise estar a levar muita gente a enveredar pela via do Reiki como forma de escapar ao desemprego preocupa-a?
FS —
Nunca me assustou nem me assusta agora. Porque nós somos indivíduos completamente diferentes uns dos outros e cada um tem o seu dom. O dom de uma pessoa não é igual ao de mais ninguém e quem tiver de vir ter connosco não vai ter com mais ninguém. Nós só vamos atrair aquilo que temos de atrair.

RP — E como é que o utente é protegido da eventualidade de haver mestres menos profissionais, por exemplo?
FS —
Respondo da mesma maneira que o Carlos Marques, há muitos anos, me respondeu a mim: cada um vai atrair aquilo de que precisar. E se precisar de ir ter com uma pessoa que é menos profissional, é porque tem de aprender com isso. Terá de aprender com esse processo. Caso contrário, essa pessoa não vai crescer.

RP — Há, então, lugar para todos no Reiki?
FS —
Sim, há lugar para todos. Há tantos médicos, enfermeiros e eles não lutam contra os outros, porque é que os reikianos teriam de lutar? Acredito muito que o universo se encarrega de criar as oportunidades de que cada um precisa. E quem tem de ser afastado, acaba por ser.


Fernanda Sousa e João Magalhães


Fórum Reiki e Empreendedorismo

A Associação Portuguesa de Reiki organizou no passado dia 30 de Junho, em Lisboa, o seu fórum anual, desta vez dedicado ao tema Reiki e Empreendedorismo. Tratou-se de uma iniciativa destinada a promover o diálogo entre praticantes, terapeutas e mestres de Reiki sobre questões de carácter profissional. O principal objectivo passou por responder às dúvidas mais frequentes que surgem a quem pretende iniciar-se como empreendedor na área do Reiki.


Mais informação sobre o Fórum

http://www.associacaoportuguesadereiki.com/reiki/hub-criare/sobre-o-forum-reiki-e-empreendedorismo/

Associação Portuguesa de Reiki
http://associacaoportuguesadereiki.com/reiki/

info@montekurama.org
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