Monday, October 26, 2020

Reiki não gasta luz

Reiki não gasta Luz

A prática de Reiki é algo de maravilhoso, simples e eficaz. A nós, apenas nos exige uma mente limpa e um coração predisposto, ou seja, estarmos focados, ausentes de ego e dispostos a realizar um acto de amor incondicional, de dar sem esperar receber, dar sem apego, sem juízo.
Esta energia está ao dispor de todos, é gratuita como a alegria, o amor, a sabedoria é, ou como a força de vontade. E, a partir daqui, encontramos o ponto de divergência tão comum entre os próprios praticantes e observadores não praticantes – Afinal, porque se paga por Reiki?
De um ponto de vista conservador e tradicionalista, o que é de carácter espiritual (ou que trabalhe com energia), deve ser gratuito, pois o que vem do espírito vem gratuitamente, o que vem da energia vem gratuitamente. Nos dias de hoje, observamos o Homem como um todo e se assim o fazemos não podemos desgarrar uma parte do Ser de todas as outras. Por exemplo, um escritor poderá fazer muito uso da sua intuição (e/ou espiritualidade) e imaginação para escrever, assim como dos seus processos mentais e emocionais. Será que um engenheiro ou matemático apenas usa as suas faculdades mentais?
O problema estará em cada um se assumir como um Todo, ultrapassando essa barreira onde o Homem se encontra compartimentado em diferentes corpos (físico, mental, emocional e espiritual), que raramente interagem ou trabalham em conjunto, torna-se mais fácil compreender os próprios limites ou reconhecer melhor as virtudes que antes estavam ocultas.
Confesso que esta questão sempre me fez algum momento de paragem e reflexão, isto porque a minha profissão está relacionada com criatividade e também com metodologias e processos. Em tudo o que faço, uso tudo o que sou, incluindo os meus processos energéticos ou espirituais. Devo então não ser pago por isso?
Se um pintor tiver uma inspiração através de meditação e quiser vender um quadro, não poderá cobrar por ele?
Mil outros exemplos podem ser encontrados em todas as áreas de trabalho, reconhecidas como pagas.

Voltemos à questão – pagar por Reiki?
Quando um terapeuta cobra ao seu cliente, não está a cobrar a energia, não somos um “contador de electricidade”, está sim a colocar um valor do qual poderá tirar o seu sustento, onde entram variáveis de custos como água, luz, gás, internet, aluguer de espaço, materiais consumíveis, alimentação. O custo da sua sessão poderá ainda variar com o saber, prática do terapeuta, além de poder ter que estar enquadrado com os valores aceites na localidade onde está inserido, poderá também ter que manter o mesmo nível de valor dos seus colegas ou outras muitas considerações.
O mesmo se aplica para o cobrar por um curso de Reiki. Em tudo o que fazemos há um investimento de tempo, cursos, livros de estudo e muitas muitas horas de prática – o mesmo se aplica ao Reiki.
Resumindo, a energia não é cobrada, o que é reflectido no valor são as despesas, o saber, o necessário à subsistência.
Como em tudo o que fazemos, temos que ter os pés bem assentes no chão e o coração no lado certo.
Cobrar por cursos e terapias, sim, possível! Mas, não esquecer de doar a quem precisa, de apoiar a comunidade, de auxiliar o próximo. O equilíbrio gera o melhor dos dois mundos e ajuda a construir uma sociedade mais saudável.
Noutro ponto, para cobrar, o praticante de Reiki deve ter as competências e qualificações necessárias para tal.
O Reiki é simples mas exige trabalho (interior e exterior).

 


 

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