O Grupo de Debate para a Formação em Reiki (GDFR) reuniu pela primeira vez no passado dia 12, com o objectivo de encontrar linhas orientadoras para os diversos níveis de ensino. Em entrevista, o presidente da Associação Portuguesa de Reiki (APR), João Magalhães, esclarece todas as dúvidas sobre o processo.

Reiki em Portugal — Por que é que a APR entende que se deve uniformizar a formação de Reiki?
João Magalhães —
Ao longo destes quatro anos de trabalho temos recebido centenas de e-mails com questões sobre os cursos, nomeadamente, como se desenrolam, se têm acompanhamento, qual a sua duração e objectivos, etc. Recebemos também inúmeras reclamações sobre formações e pedidos de auxílio vindos de mestres que pretendem melhorar os seus manuais com informação mais actualizada. Tendo em conta estas questões, bem como a crescente necessidade de esclarecimento por parte da sociedade e de entidades interessadas em perceber o que o Reiki pode oferecer, concluímos que temos de fazer algo a começar pela formação. A uniformização será um instrumento de esclarecimento para o público em geral e para os alunos, já que estes poderão perceber facilmente o que irão apreender. Para os mestres será igualmente bastante positivo, pois terão à disposição um instrumento para os auxiliar a informar melhor sobre os seus cursos, mostrando também que estão a investir na qualidade do ensino ao escutar as necessidades e exigências de uma população informada e empenhada.

RP — Mas se o Reiki é fluido, livre e em constante mudança porque é que vamos criar regras para o seu ensino?
JM —
Não serão regras mas sim instrumentos de esclarecimento. Como o Reiki não está regulamentado não há qualquer obrigação, no entanto, a aplicação deste instrumento servirá também para mostrar que os praticantes e mestres de Reiki assumem a responsabilidade pela formação. Esta linha condutora não irá interferir de forma alguma na inclusão de informação que os mestres desejem inserir nas suas formações, nem mesmo na forma como ensinam.

RP — Quem foi convidado a participar na primeira reunião do GDFR?
JM —
O convite foi feito de forma aberta, através do Facebook e dos contactos que temos de newsletter, a todos os mestres de Reiki, independentemente de serem associados ou não. O único critério restritivo era mesmo serem mestres, porque queríamos iniciar esta reflexão e debate de forma focada com quem realiza cursos.

RP — Qual é o sentido de se juntarem sistemas diferentes de Reiki num projecto como este?
JM —
A pluralidade confere uma perspectiva de riqueza. Se construíssemos linhas de orientação apenas com dois ou três sistemas corríamos o risco de não compreender, na totalidade, os vários métodos de ensino.

RP — Irá haver proibição ou imposição de conteúdos?
JM —
Não. Este trabalho está a ser desenvolvido para as linhas orientadoras da formação, mas não para a exclusão de conteúdos.

RP — Cada mestre tem a sua energia e personalidade muito próprias. Com esta iniciativa não se estará a promover uma certa impessoalidade no ensino do Reiki?
JM —
De forma alguma. Ter uma estrutura de apoio na formação não é o mesmo que dizer que todos terão os mesmos conteúdos ou as mesmas acções. Tomemos como exemplo o plano curricular de filosofia. O professor tem a estrutura da matéria a ser transmitida, mas a forma como a dá é da sua responsabilidade e muito ligada à sua personalidade e experiência de vida, usando os recursos ao seu dispor.

RP — Durante a reunião do GDFR referiu-se que os órgãos do Estado estão interessados em que se faça este trabalho. Em que medida?
JM –
Reunimos com a Entidade Reguladora da Saúde e na sequência desse encontro fomos orientados para estes objectivos que agora queremos cumprir com vista ao reconhecimento da terapia a nível estatal.

RP — De que forma é que cada mestre pode contribuir para este projecto?
JM —
Em primeiro lugar, inscrevendo-se na lista do GDFR, depois inscrevendo-se na plataforma de debate. Os mestres podem organizar grupos de debate com outros mestres, preenchendo as Fichas de Trabalho e submetendo-as para serem posteriormente analisadas. Essa análise será feita pela Comissão Técnica que, após conciliar todas as Fichas de Trabalho, publicará o seu resultado.

Mais informações sobre o GDFR:
http://associacaoportuguesadereiki.com/reiki/noticias-associacao/238-2012-ano-da-formacao-e-profissionalizacao-em-reiki.html

http://www.associacaoportuguesadereiki.com/reiki/reiki-em-portugal/2012/09/13/mestres-debatem-formacao-de-reiki/

Inscrição na plataforma GDFR
http://www.associacaoportuguesadereiki.com/gdfr

 


 

associacao_portuguesa_reiki_redondo_120 Descobre os conteúdos exclusivos para os associados no nosso site www.associacaoportuguesadereiki.com

 

(Visited 389 times, 1 visits today)