Friday, October 30, 2020

Comunicar para ajudar ao reconhecimento oficial do Reiki

Andreia Vieira

Contribuir para o reconhecimento oficial do Reiki como terapia complementar é um dos objectivos que persegue com o seu trabalho na área da Comunicação dentro da Associação Portuguesa de Reiki. Jornalista de profissão, Andreia Vieira procura ajudar a APR a divulgar as suas actividades e iniciativas, ao mesmo tempo que se dedica a recolher o que vai sendo publicado sobre Reiki.

Há quanto tempo estás ligada ao Reiki e à Associação Portuguesa de Reiki?

Sou praticante desde 2004, mas só me liguei à Associação Portuguesa de Reiki no ano passado. Associei-me e, nessa mesma altura, comecei a fazer voluntariado no Centro de Dia de São Francisco Xavier, pertencente à Cruz Vermelha Portuguesa. Por motivos profissionais, actualmente não tenho disponibilidade para continuar neste projecto, mas recordo-o com muitas saudades, sobretudo pelo muito que aprendi com os utentes.

O que é que te motivou a aceitar o convite para integrares os Órgãos Sociais da APR?

Confesso que o convite me apanhou de surpresa. Tinha pouco contacto com a Associação e conhecia poucas pessoas que a integravam. O que me motivou mesmo foi descobrir que me identificava plenamente com os objectivos da Associação. Refiro-me sobretudo ao trabalho desenvolvido com a intenção de se conseguir um reconhecimento formal desta terapia complementar. Quando percebi que essa é a linha de actuação do João Magalhães e da APR, então, não hesitei em aceitar.

Porque é que valorizas tanto o reconhecimento oficial do Reiki?

Trabalho há vários anos em publicações médicas e, por contactar de perto com profissionais de saúde, sei o quanto este objectivo é determinante para que possamos ir mais longe. Não basta que cada um de nós saiba, para si mesmo, o potencial de cura e equilíbrio do Reiki. Se defendemos a integração desta terapia complementar no Serviço Nacional de Saúde, então, cada um de nós tem de fazer o que está ao seu alcance para que isso seja mesmo possível. É verdade que já existem diversos projectos que conseguem essa integração com sucesso. Mas com certeza que se o reconhecimento oficial do Reiki for conseguido muitos mais projectos aparecerão. E muitos mais profissionais de saúde e administradores de unidades de saúde irão aceitar algo que, muitas vezes, só aceitam às escondidas, com medo daquilo que os colegas possam pensar deles.

O que sentes que mudou na comunicação da Associação, desde a tua entrada em Janeiro de 2012?

Acredito que estamos a conseguir divulgar um pouco mais do muito que é feito por todas as pessoas que integram a Associação em todo o país. Ainda assim, sei que há muito mais trabalho a fazer. Tenho sempre comigo uma lista de projectos que gostaria de desenvolver na área da comunicação e essa lista é interminável. Mas sendo que este é um trabalho voluntário, cada um de nós, elementos dos órgãos sociais, vai fazendo o que está ao seu alcance.

Enquanto jornalista, o que achas que falta para que o Reiki seja transmitido, em comunicações, de forma clara e credível?

O que por vezes falta é mesmo a simplicidade. Embora todos concordemos que o Reiki é simples, na hora de falarmos ou escrevermos sobre ele tudo se complica. Tenho perfeita noção dessa dificuldade, por isso, achei muito importante a recente palestra que Pamela Miles trouxe a Portugal. Por exemplo, ela chamou a atenção para o problema de se usar determinadas palavras que, para nós, praticantes de Reiki, são banais, mas para outras pessoas criam verdadeiros bloqueios na comunicação. Isto é verdade não só quando estamos a falar sobre Reiki com profissionais de saúde mas até quando estamos a conversar com amigos. Basta usarmos uma palavra que lhes soe um pouco mais esotérica e eles ficam logo de pé atrás em relação ao assunto. Sei que há pessoas que se afastam completamente do Reiki porque se deparam com textos com que não se identificam e os quais não correspondem, necessariamente, ao Reiki. Portanto, cada um de nós pode fazer muito para melhorar este aspecto da comunicação.

Qual o objectivo que queres atingir com o teu trabalho?

Como referi antes, quero contribuir para o reconhecimento oficial do Reiki enquanto terapia complementar. Se há cada vez mais pessoas que recorrem à Medicina alternativa como forma de colmatar aquilo que não encontram na Medicina convencional, então, considero que é justo que essa opção seja considerada. Isto já acontece no Reino Unido, por exemplo, onde o Reiki pode ser prescrito nos centros de saúde, à semelhança do que é feito para a fisioterapia. Mas para que um dia isto possa ser realidade em Portugal é necessário que haja primeiro um reconhecimento oficial. Daí a grande importância do Grupo de Debate para a Formação em Reiki (GDFR), promovido pela APR.

Pretendes realizar algum trabalho de pesquisa?

Há muitos projectos que gostaria de concretizar, porque há mesmo muita coisa para fazer. Como jornalista tenho tido a oportunidade de acompanhar de perto a área dos cuidados paliativos e interesso-me muito pela humanização dos cuidados de saúde. Por isso, fazer pesquisa sobre a influência do Reiki nestas áreas é algo que me motivaria muito.

Segundo João Magalhães, Presidente da Associação Portuguesa de Reiki, a função de Comunicação Social e Investigação é de extrema importância quando se quer levar o Reiki a um reconhecimento e esclarecimento claros. O trabalho da Andreia Vieira tem-se demonstrado uma enorme mais-valia para tudo o que fazemos, possibilitando alargar os nossos projectos de comunicação e divulgação. O seu trabalho voluntário não fica distante do profissional, pelo contrário, o mesmo rigor, incidência e clareza de pensamento pautam as entrevistas e artigos que escreve. Só por hoje, sou grato por todo o trabalho honesto e confiança da Andreia em levar além a comunicação da Associação Portuguesa de Reiki.

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Andreia Vieira

Função na APR: Comunicação Social e Pesquisa

Cargo nos Órgãos Sociais: Vogal da Assembleia Geral

Tarefas:
— Recolher, editar e produzir artigos para o Jornal Ser Kurama e para o blog Reiki em Portugal;
— Cobertura jornalística dos eventos promovidos pela APR;
— Recolher e desenvolver conteúdos sobre Reiki;
— Clipping de artigos publicados sobre Reiki ou sobre a APR;
— Assessoria de comunicação;
— Actualização do Facebook da APR.

Contacto:
editorial@montekurama.org
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