Vânia Soares, Prémio Hayashi de Investigação Reiki

Durante o 3.º Congresso Nacional de Reiki foi entregue, pela segunda vez, o Prémio Hayashi de Investigação. Vânia Soares foi a vencedora, pela pesquisa que desenvolveu e que lhe permitiu encontrar “alterações comuns” nos desenhos de todas as crianças estudadas, após a realização de sessões de Reiki.

Vânia Soares é professora do Ensino Básico, Variante de Educação Visual e Tecnológica, e desenvolveu a sua investigação no âmbito de uma pós-graduação em Educação Especial, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria, subordinada ao tema “Influência do Reiki – Terapia de Desenvolvimento Humano na Realização do Desenho Infantil com Crianças com Necessidades Educativas Especiais e Dificuldades de Aprendizagem”. No decurso da sua pesquisa, detectou alterações nos desenhos das crianças acompanhadas, que sugerem mais harmonia e disponibilidade, bem como uma maior exteriorização do Eu.

Qual a importância de ter sido distinguida pela APR?

Ser distinguida pela APR com o Prémio Hayashi de Investigação foi muito importante. Não pelo prémio em si, mas pelo reconhecimento de tudo o que ajudei a construir ou ajudei a crescer, com vista a quebrar barreiras em torno da medicina complementar e de abraçar a oportunidade de despertar a sociedade para a abertura, reflexão e mudança de atitude e, quem sabe, da sua futura integração nos centros de recuperação infantil. Dedico este prémio à fonte de toda a Energia Universal e a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, permitiram que este trabalho fosse realizado, nomeadamente, dedico-o às crianças que acolheram o Reiki com muita alegria e interesse.

De que forma o Reiki foi incluído nesta investigação?

Estava muito longe de imaginar integrar o Reiki como ferramenta no trabalho que tive que desenvolver no âmbito da Unidade Curricular Projecto, do curso de Pós-Graduação em Educação Especial, no Domínio Cognitivo e Motor, pela Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leira. No entanto, e citando Albert Einstein, “a mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original”.
A ideia de integrar o Reiki no meu projecto amadureceu quando surgiu aliada também a um conjunto de sincronicidades que me fizeram acreditar que este era o caminho certo para avançar. Apesar de a proposta ter sido aceite pela minha orientadora, a minha desorientação era total, pois estava longe de saber como haveria de dar início ao projecto. Incrivelmente, foi durante uma sessão de esclarecimento com a mesma, que a minha pergunta de partida nasceu.
Como professora do Ensino Básico, Variante de Educação Visual e Tecnológica, sou colocada inúmeras vezes perante situações em que alunos utilizam o desenho para comunicar, exteriorizar pensamentos e emoções, reflectindo nele também o seu estado de espírito. Nesta óptica, decidi perceber a forma como a terapia de Reiki, enquanto terapia de desenvolvimento humano, poderá ser útil e influenciar a realização de um desenho de uma criança. Ou seja, estudar a possibilidade de existir, ou não, uma relação entre o desenho e a influência da terapia de Reiki com crianças com necessidades educativas especiais e dificuldades de aprendizagem.

Que metodologia foi usada neste estudo?

A realização do desenho infantil é influenciado por múltiplos factores e não ocorre de igual maneira em todas as crianças. A metodologia neste estudo foi criada por mim e assentou sobretudo na minha experiência profissional e relacional com crianças. Os pontos fortes deste estudo centram-se na recolha e análise dos desenhos em três momentos: antes, após a primeira terapia e após cinco sessões de terapia. Isto permite ao observador, de forma empírica, tirar as suas conclusões sem ter necessidade de recorrer a conhecimentos específicos da área do desenho e do Reiki. Na qualidade de terapeuta e investigadora deste estudo, procurei ser o mais imparcial possível na análise dos resultados, recorrendo, por isso, também, a uma extensa fundamentação teórica.

Quais as principais conclusões alcançadas?

Podemos inferir, a partir dos elementos que dispomos, que houve alterações comuns a todas as crianças. Por exemplo, o facto de todas as crianças passarem, após as cinco terapias, a utilizar a parte inferior central da folha, o que anteriormente não se verificava. Alguns autores defendem que a representação gráfica na parte inferior central da folha indica o momento presente, a harmonia, a disponibilidade. Contrariamente, as partes inferior direita e esquerda da folha, indicam instabilidade, tensões ou ansiedades face a acontecimentos do passado ou futuro, respectivamente.
Em relação às proporções e dimensões das figuras, podemos observar que estas aumentaram significativamente em relação aos primeiros desenhos, projectando uma maior exteriorização do Eu. Sendo o Reiki uma possibilidade terapêutica complementar que nos confere a possibilidade de tratar o Ser nas dimensões física, mental, emocional e energética a partir do princípio holístico, o facto de eu sentir, neste estudo, o fluxo da “energia amarela” penetrar no interior destas crianças, e observar os seus efeitos no papel, sob a forma de pontos, linhas, formas e cores, tornou-se para mim um desafio e uma agradável surpresa. Decorridos alguns meses, é com um sentimento de grande emoção que a criança “L” me pergunta sempre: “ Quando é que vens trabalhar comigo?”

De que forma poderia o Reiki vir a ser integrado, no futuro, como terapia de apoio a crianças com necessidades educativas especiais (NEE) e dificuldades de aprendizagem?

A ordem da vida consiste em fazer escolhas, passar por experiências, adquirir conhecimentos e transmiti-los. Este trabalho, a par de tantos outros, surge como incentivo à mudança. O de despertar as mentes para a possibilidade de integrar o Reiki a par de outras terapias recentes, como a hipoterapia, musicoterapia, arteterapia, entre outras, na educação especial. As crianças são seres muito especiais, receptores natos de tudo o que é energia.
Os benefícios da aplicação da terapia Reiki em crianças com NEE, cuja condição física, mental e emocional, na sua maioria, as distingue das outras crianças, poderá ser imediata e claramente benéfica. Neste estudo, o desenho foi um meio pelo qual pudemos aceder ao impacto ou efeitos desta terapia sobre a criança com NEE e dificuldades de aprendizagem através do aumento da auto-estima, concentração, redução dos níveis de ansiedade e de insegurança. Desenvolver uma linguagem e uma visão assentes na filosofia de Reiki bastará para que cada professor ou terapeuta ocupacional ganhe uma nova visão de si mesmo e dos que o rodeiam, potenciando-o com o poder de auto-cura, motivando-os a ajudar o seu próximo, criança ou adulto, com a certeza que a energia Reiki fluirá para o seu bem supremo. Quando se pretende atingir um objectivo que vise o bem-estar do nosso próximo, o Universo com toda a certeza abrirá portas para que o mesmo seja realizado.

[box type=”download”]Podem ler o trabalho de Pós Graduação, no site da Associação Portuguesa de Reiki, aqui…[/box] [box type=”info”]

O que é o Prémio Hayashi de Investigação Reiki?
O Prémio Hayashi de Investigação foi criado pela Associação Portuguesa de Reiki com o objectivo de reconhecer o esforço que muitos investigadores e estudantes têm vindo a desenvolver para demonstrar, em meio académico, os efeitos da terapia complementar Reiki. O galardão foi entregue pela primeira vez em Junho deste ano, a Mónica Policarpo, pela tese de mestrado que desenvolveu na área de Gestão da Saúde e que incluiu a terapia complementar Reiki. Mais informação sobre este prémio pode ser encontrada aqui.

Prémio Reiki Dinalivro 2012
Recorde-se que Vânia Soares foi também a vencedora do Prémio Reiki Dinalivro 2012, subordinado ao tema “Reiki como Filosofia de Vida — Uma perspectiva do Reiki integrado na sociedade como factor de construção positiva do indivíduo e da comunidade”.

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