Monday, October 26, 2020

Reiki em hospital, com resultados surpreendentes

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 Reikianos a atender um paciente no hospital de Tornú.

Por Marisa Cortéz / Especial

Esta técnica japonesa de harmonização natural já se está a aplicar como terapia para a dor no hospital de Turnú. É grátis, ajuda a um menor consumo de analgésicos e diminui a ansiedade. A generosidade nas nossas mãos.

Todas as quintas-feiras, pouco tempo antes das nove da manhã, Adriana e um grupo de mestres praticantes de reiki reúnem-se no Centro de Dolor del Hospital de Agudos Dr. E. Tornú de Buenos Aires.

Lá, desde Fevereiro, foi instalada uma sala onde os pacientes, familiares, pessoas do hospital e outras pessoas que necessitem, possam aceder gratuitamente a sessões desta disciplina de origem japonesa que só necessita das mãos para aliviar, e não tem efeitos adversos, segundo profissionais do hospital, lançam resultados surpreendentes.

“Juntei-me à Adriana Ginatto, mestre de Reiki, do grupo de Reiki autoconvocado ao Serviço, apresentando uma proposta para fornecer sessões e acções de formações gratuitas, para pacientes, acompanhantes e pessoas do hospital”, diz a Dra. Teresa Franco, médica anestesista e especialista em Dor e Cuidados Paliativos, coordenadora do Centro de Dor do Hospital Tornú, dependente do serviço de anestesia da instituição.

“Este é um centro multi-disciplinar da dor, ou seja, tenta-se concentrar o tratamento na dor integradamente, desde o físico, o emocional, mental e espiritual; sabemos que existem diversas ferramentas para ajudar o paciente que sofre a encontrar respostas. E os resultados que verificamos nos levam a utilizar Reiki, sem dúvidas”, acrescenta.

O Reiki é um sistema de alinhamento natural que vem do Japão: quem descobriu e desenvolveu este método foi Mikao Usui, em 1922. E o seu ensino e a sua prática estão muito difundidas em todo o país e no mundo.

A pessoa que recebe a formação, ao aperfeiçoar-se, alcançará o nível de mestre aprendendo a canalizar a energia que é chamada energia do vácuo, primária ou universal, aplicando-a através das suas mãos, sem tocar no receptor.

Normalmente, realizam-se sessões em que o Reikiano percorre por diversas áreas do corpo do receptor, detectando desequilíbrios, moldando o fluxo de energia, para alcançar o equilíbrio.

No início, as pessoas formadas em Reiki trabalham com pacientes e funcionários que assim o desejem, dando as sessões como formandos para que eles se possam auto tratar. Mas ao longo do processo de formação, a notícia viajou de boca em boca e agora também se acrescentam familiares, pessoas de outras áreas do hospital e de outras instituições.

Menos analgésicos e mais esperança

A Dra. Franco é quem está a fazer a avalização e o levantamento dos casos, tendo as fichas de cada paciente.

“O que vemos é menos queixas de dores, aumento de esperança com cronicidade da doença, satisfação com a qualidade de atenção e com a criação da área de Reiki dentro do hospital – diz a especialista – nós também observamos uma diminuição do consumo de analgésicos esta, creio que é a chave que se ensina aos pacientes a realizar Reiki antes e/ou depois da dor. Além disso, vemos os pacientes crónicos deixarem de vir para o centro de forma compulsiva, e pensamos que a auto-cura com Reiki lhes permite resolver eles mesmo a sensação emocional que acompanham a dor cronica.”

O emocional é uma dos fundamentos em que parecem assentar-se a melhoria, mas não é o único. Diz a Dra. Franco: “Observamos que os pacientes têm uma maior autonomia de gestão da dor e da energia. O mais notável é a redução da dor e da ansiedade em todos os casos, e do surgimento de uma sensação de bem-estar e equilíbrio emocional, físico, mental e espiritual. Algumas vezes, encorajamos a dizer que há uma inversão de certas patologias através do efeito acumulativo alcançado nas sessões.”

Médicos e enfermeiros, também

Adriana Ginatto é uma das fundadoras do Reiki ao serviço, organização que tem como objectivo difundir o Reiki em centros de saúde, escolas e outras instituições de forma gratuita, dando sessões e iniciações (assim se chama a capacitação, que tem vários níveis) a esta técnica. Ela conta o dia-a-dia.

“No Hospital de Tornú equiparam-nos uma sala com camas, mesas e cadeiras. Não parece muito, mas lá, durante duas horas por semana, podemos dar entre 20 e 30 sessões de Reiki, e trabalhamos vários Reikianos ao mesmo tempo com um paciente, dando Reiki em várias zonas do corpo ao mesmo tempo. A maioria dos pacientes têm dor cronica, e vêm ao hospital exclusivamente para a sessão. Lá só damos Reiki, as iniciações gratuitas realizamos fora do hospital.”

Tanto ela como a Dra. Franco apoiam a formação em Reiki para todos os trabalhadores na área da saúde. Algumas enfermeiras e outros membros do hospital foram iniciados. “Os profissionais, ao estarem capacitados a utilizar Reiki, sentem que as suas consultas são mais eficazes”, explica a Dra Franco, uma das primeiras profissionais iniciadas em Reiki no Hospital Tornú.

Ela conta a sua própria experiencia. “O Reiki ajuda-me a mim em particular e também para usar com os pacientes. Antes, quando eles vinham a gritar de dores, eu desesperava porque os analgésicos podem aliviar a dor física mas não acalmam o sofrimento causado pela patologia dolorosa, e eu não sabia como os ajudar. Agora eu faço-lhes 15 minutos de Reiki e o alívio é completo, nesse instante pode-se fazer uma boa história clinica, um bom diagnóstico e, por fim, um melhor tratamento. Também podemos experimentar um melhor ambiente de trabalho dentro do centro, já que todos estamos capacitados para oferecer alívio, sem efeitos colaterais, com muita alta eficácia e também gratuitamente”.

Carta da Europa

Víctor Fernandez Casanova é um dos mestres mais respeitados de Reiki da Europa, presidente da Federação Europeia de Reiki Professional. Ao perguntar-lhe sobre algumas experiencias que têm sido feitas neste continente, testemunhou um facto em que ele mesmo é o protagonista e permite imaginar o que aconteceu, no futuro, poderíamos viver na Argentina.

“Na Espanha, há relativamente poucos anos que o Reiki saltou dos círculos misteriosos em que inicialmente aparecia. O trabalho de introduzir o Reiki em âmbito hospitalar começou através de muitas pessoas voluntárias que foram aos hospitais fornecer terapias aos pacientes que concordavam em receber, assinando um documento dando o seu conhecimento. Hoje é uma das terapias complementares que tem maior aceitação.”

“Reiki foi implementado em 12 hospitais e 14 centros de saúde em Madrid, e mais de 3.000 profissionais de saúde foram formados em Reiki. No Hospital Ramón e Cajal foi criado o primeiro gabinete de Reiki a trabalhar em hospital publico, com mais de 400 profissionais formados servindo 150 pessoas por semana em consultas de oncologia e no hospital de dia. Em Barcelona, onde eu moro, também se usa no hospital de Vall d’Hebron, Hospital Clinico e no Hospital de Mataró, alem de ser ensinado por as Faculdades de Enfermagem e da Federación Europea de Reiki Profissional, exclusivamente para o pessoal médico.”

O Mestre espanhol disse também que criou uma Comissão de Reiki, liderada por a Federação Europeia de Reiki através da Associação de Profissionais de Terapeutas Naturais para criar a base para a regulamentação de Reiki como uma terapia complementar reconhecida por lei, que garante o máximo de profissionalismo. ”Sem dúvida, o Reiki tem surpreendido por a sua rápida aceitação no mundo científico com o da saúde pública e privada, é um grande avanço que nos diz que, realmente, o mundo está a mudar.”

Reiki é, agora, uma das terapias complementares mais usadas em hospitais da EUA, e está disponível através da segurança social Britânica e Alemã, bem como varias seguradoras de saúde da Suíça e Espanha.

Os que são voluntários

Os membros de “Reiki al Servicio” (reikialservicio.blogspot.com) também recebem tratamentos.

“Organizar uma equipa de pessoas que dêem Reiki numa área hospitalar não só para ajudar os pacientes – explica Adriana Ginatto -, mas também preservar o serviço a quem dá o serviço, que adequadamente treinados e equilibrados, para que eles não sejam afectados pelo que recebem, a nível emocional, físico e espiritual. Todos os que ali trabalham fazem-no gratuitamente, é um gesto profundo de amor e está em nossas mãos. Então definimos algumas regras para quem quiser vir, podem ser mestres ou iniciantes avançados. Estamos a chamar constantemente e podemos informar através de reikialservicio@gmail.com.”

Este grupo tem trabalhado silenciosamente e continua a fazer a alguns anos em hospitais de Buenos Aires, onde são ecoados. Por exemplo, Adriana comenta que no hospital de infantil Pedro de Elizalde foi apresentado um projecto para dar Reiki aos pequenos pacientes, com 250 assinaturas, incluindo médicos e enfermeiros do hospital e já foi aprovado por o director e a Comissão de Bioética, “mas como implica a passagem de pessoas externas fora do horário de visitas, ainda não foi possível começar”, disse, na esperança de encontrar uma solução em breve.

A autora é uma jornalista especialista em medicina integrativa e terapeuta holística. marisafloresygemas@hotmail.com

[box type=”info”]Tradução: Ricardo Basílio

Fonte: Clarin.com[/box]

 


 

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