Friday, August 14, 2020

Centro de Cuidados Complementares valida resultados de terapias de toque

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Faculdade de Saúde e Cuidados Sociais , Lancaster, Reino Unido – Journal of the Royal Institute of Public Health, 119, 2005, 3-10.

Durante doze anos, o Centro de Cuidados Complementares (CCC) de Eskdale, Cumbria, tornou-se notório em função da melhoria da saúde e da qualidade de vida de seus clientes, sendo alvo de muitas recomendações. Curiosamente, a principal modalidade terapêutica é a cura pelo toque sutil. Trata-se de uma intervenção não-invasiva que envolve o gentil posicionamento das mãos em várias partes do corpo, com a intenção de promover cura. A técnica é utilizada complementarmente ao tratamento médico.
Muitos estudos recentes confirmam a demanda por terapias complementares por pacientes com uma multiplicidade de condições. Os benefícios incluem redução da ansiedade e aumento do bem-estar emocional. Modalidades similares envolvendo cuidado, atenção e intenção de cura do praticante incluem as terapias de toque, do toque terapêutico e do Reiki. Variações entre os tratamentos e as metodologias de pesquisa limitam a avaliação comparativa directa.
Como exemplo, pacientes vítimas de queimaduras que receberam a terapia do toque durante um único teste aleatório reportaram redução significativa da dor e dos níveis de ansiedade, quando comparados àqueles pacientes que não receberam este tratamento. Ambos os grupos receberam o mesmo tratamento para analgesia.
O tratamento do CCC consistia de quatro sessões de 1 hora por um período de 4 a 6 semanas. Após uma conversa preliminar, o terapeuta trabalhava sistematicamente nas várias partes do corpo do paciente, tocando-o gentilmente, em especial nas regiões de dor e de desconforto. Ao final dos trabalhos, o paciente descansava por 10 minutos. O termo “cura” é utilizado como uma forma concisa de nomear o tratamento. Como funciona ainda não se sabe – porém, parece fortalecer os processos fisiológicos de cura do paciente.
Parâmetros de avaliação incluíam a comparação de alguns dados antes e depois do tratamento: imobilidade e dor físicas, distúrbios de sono, confiança na medicação, habilidade em realizar atividades corriqueiras e funções psicológicas (estresse, pânico, medo, raiva, relaxamento, cooperação, depressão e ansiedade). Fatores adicionais monitorados: características demográficas, duração da condição médica que trouxera o paciente ao Centro, histórico médico, expectativas prévias frente ao tratamento, satisfação pós-tratamento e experiência prévia com terapias complementares.

O desenho do estudo permanece aberto a críticas – porém, seus resultados são dignos de nota. As melhorias mais impressionantes foram observadas em pacientes com sintomas mais severos no início do estudo. Apesar da menor melhoria em casos de sintomas mais leves, a associação inversa entre a extensão da melhoria e a severidade inicial dos sintomas oferece um potente argumento para ratificação da eficácia do tratamento.

Por reduzir sintomas, aumentar a qualidade de vida e melhorar as estratégias de cooperação, o método tem o potencial de otimizar os resultados de tratamentos convencionais, particularmente em condições crónicas, podendo ser pertinente no cuidado paliativo. O aumento do bem-estar induzido pela redução da severidade do sintoma pode reforçar habilidades de colaboração, girando a roda da melhoria contínua. É importante salientar que os participantes não apontaram qualquer efeito adverso em função do tratamento.

C. Weze, H.L. Leathard, J. Grange, P. Tiplady, G. Stevens, Evaluation of Healing by Gentle Touch, Public Health – Journal of the Royal Institute of Public Health, 119, 2005, 3-10.

[box type=”info”]Artigo publicado no blog Transmutando.br

Pode ser lido no Pubmed, em inglês, aqui…

Public Health. 2005 Jan;119(1):3-10.

Evaluation of healing by gentle touch.

Faculty of Health and Social Care, School of Health, Medical Sciences and Social Work, St Martin’s College-Lancaster, Lancaster LA1 3JD, UK.

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