Friday, October 23, 2020

Método terapêutico sem medicação – Reiki Hospital Base de Brasilia

Desde 2006 que o Hospital Base do Distrito Federal, em Brasilia, conhece a prática de Reiki, como terapia complementar. Com efeitos como a diminuição da dor, do stress, aumento da capacidade de auto-cura do corpo, melhorias do sistema imunológico, equilíbrio da pressão arterial, equilíbrio emocional e diminuição de efeitos colaterais dos medicamentos e terapêuticas, o Reiki encontra a aceitação em mais um hospital, pelas mãos de terapeutas voluntários. Responsabilidade, saber, equilíbrio, objectividade e espírito de doação, são algumas das características exigidas a voluntários.

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Por Marianna Nascimento

Uma breve conversa, apresentação descontraída e explicações iniciais. São esses recursos que Nelma Santos e Valdete Linhares utilizam para obter a simpatia e a confiança dos pacientes da ala de cardiologia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), antes de lhes aplicar o reiki, terapia complementar baseada na cura de males pela imposição de mãos de uma pessoa sobre outra. Segundo praticantes, o reiki é um tratamento semelhante à acupuntura e envolve o sistema de energia do corpo humano, o qual, por intermédio da imposição de mãos de outra pessoa, equilibra-se em quem o recebe, proporcionando melhorias.

Segundo Valdete, o reiki produz efeitos como diminuição da dor e do estresse, melhorias no sistema imunológico, equilíbrio da pressão arterial e da temperatura do corpo, melhor absorção de medicamentos e diminuição de seus efeitos colaterais, além de benefícios psicológicos e emocionais.

Apesar de não ser reconhecida oficialmente pela Organização Mundial da Saúde, a prática é executada no HBDF (Hospital Base do Distrito Federal Brasilia) há sete anos, pela iniciativa de Maria Tereza Cunha, praticante do reiki. O grupo de 32 pessoas que aplicam o método nos dez andares de internação do HBDF é uma das subdivisões do Serviço Auxiliar de Voluntários (Sav), que ali realiza, além da terapia alternativa, trabalhos voluntários como visitas aos leitos e oficinas de artesanato junto aos pacientes desde 1981.

A aplicação do tratamento, realizada em pacientes internados, ocorre em sessões de aproximadamente 15 minutos cada, nas quais as terapeutas, de pé e em dupla, impõem as mãos, durante cerca de 3 minutos, sobre áreas do corpo como pés, cabeça, joelhos, peito e barriga. Ao fim, lavam as mãos e trocam as luvas de borracha que utilizam para, somente após, realizarem o procedimento em outro paciente. “Nós suamos muito. Além disso, é importante prevenir infecções ao tocar os diversos pacientes”, Nelma explica.

Bárbara Cruz
Nelma pratica reiki há mais de um ano no hospital e já trabalhou na urologia e cardiologia

A paciente Vilma Pereira, 57 anos, internada desde 11 de janeiro por complicações respiratórias e cardíacas, recebeu na segunda-feira, dia 28, aplicação de reiki pela segunda vez. Vilma diz ter experimentado melhoras desde o início das sessões, mas as atribui aos tratamentos e medicações. Todavia, ela acredita que a terapia alternativa lhe proporcionou melhorias psicológicas. “O tratamento utilizando reiki me tirou da cabeça pensamentos pesados”, conta.

A médica homeopata Elizabeth Schwan acredita na eficácia do tratamento alternativo. “Já tive pacientes que se submeteram ao reiki, assim como eu mesma o fiz, e creio que, ainda que não apresente a cura para doenças propriamente ditas, é medicinalmente válido.” Diz também que tratamentos alternativos similares não devem ser ignorados ou desvalorizados, pois “o ser humano é algo complexo, assim como suas doenças, e muita coisa ainda não foi descoberta”.

Já o cardiologista Humberto Barbosa, que acompanha Vilma e outros pacientes em tratamento no HBDF que receberam a técnica, discorda de Elizabeth. Ele afirma que o reiki sequer deve ser considerado terapia, por não haver comprovações científicas de sua eficácia. “Nunca me submeti, não o faria e, profissionalmente, não indicaria aos meus pacientes.”

Quanto aos depoimentos que afirmam que a técnica surtiu efeitos positivos, o médico também se mostra cético. “A melhora, se há, é proveniente de processos psicológicos, através do efeito placebo. Se a pessoa deposita muita fé em algo, acaba encontrando a cura dessa maneira.”

Marianna Nascimento

[box type=”info”]Originalmente publicado em:
http://campus.fac.unb.br/cotidiano/item/2546-tratamento-alternativo-em-hospital[/box]

 


 

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