Friday, October 30, 2020

Reiki no Alerta! Saúde

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O Reiki é uma terapia complementar a outros procedimentos de saúde.

Miguel Chaves, terapeuta, fala-nos sobre esta prática, sublinhando que o mais importante para a realizar é deixarmo-nos levar pelo coração, e não pela mente.

Miguel Chaves

Miguel Chaves

O Reiki é uma terapia holística. Este género de terapias defende que os elementos emocionais, mentais, espirituais e físicos de cada pessoa formam um todo completo, daí visar o tratamento da mesma na sua totalidade, atendendo a todos esses fatores.

Estas terapias são baseadas no sistema energético, não visível a olho nu.

O Reiki trabalha o equilíbrio energético, sendo importante sublinhar que todas as pessoas possuem um sistema de energia, estejam mais ou menos conscientes disso.

Como nos disse Miguel Chaves, o Reiki faz-se através da imposição das mãos, funcionando o terapeuta como um canal de transmissão da energia universal que deve ser levada até ao paciente, que estará deitado sobre uma marquesa, totalmente relaxado. O terapeuta serve de canal de harmonização da energia da pessoa, sendo a própria energia que conduz as mãos do terapeuta aos pontos do corpo que mais dela precisam.

“O nosso sistema energético, mais conhecido como sistema de chakras. Cada chakra é responsável pelo equilíbrio de uma parte física do ser, mas também por uma emocional. No nosso corpo correm igualmente os nadis (canais energéticos), que se podem assemelhar aos meridianos energéticos da acupuntura, os quais transportam energia dos chakras para o resto do corpo”.

Ao fazer-se acupuntura, por exemplo, está-se a manipular fisicamente a energia do corpo. Porém, o Reiki não usa qualquer instrumento: é feito apenas através da sensibilidade das mãos. Todavia vão ambos além do aspeto físico na busca do lado emocional do ser. No reiki procura-se a consciencialização da lição a aprender .

A energia sentida pelas mãos pode ser interpretada consoante a sensação, por exemplo, de calor ou formigueiro, indicando assim o estado energético da zona do corpo e/ou chakra por onde as mãos do terapeuta estão a passar.

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“A raiz dos problemas está no foro emocional, basta que a pessoa esteja emocionalmente desequilibrada para criar um padrão que, ao manter-se por longo período de tempo, pode gerar doenças, que se fazem sentir no corpo”, asseriu o terapeuta.

O Reiki defende que há uma lição espiritual atrás de qualquer dor. Não se pode atuar só no sintoma, é imprescindível entender a causa espiritual.

Miguel Chaves atenta que é normal as pessoas acreditarem na sua incapacidade de  serem felizes e não interpretarem as vicissitudes da vida da forma correta, levando-as a serem mais severas consigo mesmo, “sobrecarregando-se ainda com mais deveres e imposições sobre os ombros”.

“A cura energética pode resolver distúrbios mentais que causam problemas a nível físico, mas tem de haver uma ligação com o espírito para se alcançar a causa e solucionar o problema. O Reiki procura resolver as causas, sempre em harmonia com a faceta espiritual do ser. Tem de ser entendida a lição para se conseguir a cura, senão o problema reincide”, observa o terapeuta.

Para que poderá ser indicado?

Miguel Chaves afirma que pode ser aplicado a casos de ansiedade, stress, depressão e problemas conjugais, entre outros do género.

“Como o Reiki atua no campo emocional, pode ser útil em qualquer situação, contudo posso referir os casos de cancro, como exemplo, na suas fases terminais, pois ajuda a preparar a pessoa para aceitar a partida, ou para reverter doença, há situações em que acontece”.

No entanto, o terapeuta ressalva que a pessoa tem de querer e aceitar ser ajudada.

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Quais serão os problemas mais comuns?

O terapeuta de reiki refere que a maioria dos casos que auxilia se deve a ansiedade e pânico causados pelo dia a dia: “As pessoas não estão satisfeitas com o seu trabalho, ou não conseguem suportar o que a sociedade lhes exige. Pode também ser devido a problemáticas conjugais, como traições, fazendo-as sentirem-se inferiorizadas e não amadas, a autoestima ressente-se ”.

Pode experimentar o Reiki apenas uma vez ou seguir um programa. Porém, Miguel Chaves opina que deve manter uma regularidade, pois as atitudes positivas aumentam a frequência vibratória, o que será fomentado pela prática de Reiki.

“Há a tendência de ignorar os problemas de forma a esquecer e não enfrentá-los. O Reiki faz vir ao de cima as emoções ou preocupações que estão a ser escondidas e recalcadas, levando a um confronto interno”, esclarece o nosso entrevistado.

É importante esclarecer que o Reiki nunca causa danos. E a irritação, a título de exemplo, que pode eventualmente ser sentida resulta da libertação de emoções acumuladas. Por vezes, é possível que as pessoas não estejam avisadas e cientes desse processo libertador de sensações, crendo que algo de errado se passa, o que não é verdade.

“Todos os problemas ou distúrbios físicos humanos resultam, em última instância, da ilusão de uma separação do mundo, o que origina sensações de solidão”, comentou Miguel Chaves.

Como referido, na primeira sessão é possível que se sinta algum desconforto ou irritação, pois há o conflito interno de todos as emoções negativas, de modo a expulsar tudo o que não se encontra em harmonia com a luz da pessoa.

“Aconselho um mínimo de 4 sessões. Para casos mais profundos, um tempo mais prolongado é melhor, como 1 a 2 meses. É importante que a pessoa faça o seu trabalho de casa, consciencializando-se das fases do processo. Pensamos comummente que somos a nossa parte física, descurando o espiritual”, sugere Miguel Chaves.

Ao realizar um processo de limpeza, que tem a duração de 21 dias, dá-se o conflito com o que está formado na personalidade e que pode não estar de acordo com o espírito.

Só ao fim de 4 sessões se notará diferença que a prática de Reiki produz.

“As pessoas sentem-se mais calmas, veem a vida e o mundo de outra maneira”, confirma Miguel Chaves.

Para experimentar esta terapia, e para que funcione, deve-se deixar predominar o sentimento e não o pensamento. O terapeuta narra que, por vezes, há quem experiencie sentimentos que não conheciam, ou assustam-se com o que sentem durante a passagem da energia.

“Ao se virarem constantemente para fora, as pessoas não sabem que devem ser, querer ou pensar: não se conhecem e caem em crises existenciais e em depressão por esse motivo, perdem sentido da vida”, diz Miguel Chaves.

O reiki é atualmente reconhecido como uma opção complementar pela Organização Mundial de Saúde, e é já mais frequente que profissionais de saúde aconselhem a prática de Reiki, para diversos problemas.

Miguel Chaves assegura que, de momento, há uma procura enorme por esta terapêutica.

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As sessões são individuais. As crianças também experienciar o Reiki, sempre acompanhadas pelos pais. “Com elas é diferente, as crianças é que determinam o tempo que recebem de Reiki, visto que têm sempre a energia equilibrada. Quanto aos adultos é diferente: esquecem-se de si mesmos têm necessidade de energia”, referiu o terapeuta.

Os 5 efeitos do Reiki

 Produz relaxamento total e profundo

 Dissolve bloqueios de energia

 Desintoxica

 Fornece energia vital universal

 Aumenta a frequência vibratória

Os chakras

Como nos contou Miguel Chaves, a palavra chakra, em sânscrito, significa vórtice.

São esses vórtices que emanam e recolhem energia, através do contacto com o ambiente.

“Cada chakra é responsável por uma parte física e uma emocional. Se houver falta ou excesso de energia num chakra, a respetiva zona do corpo ficará desequilibrada”, menciona o nosso entrevistado.

Por exemplo, se se verificar um desequilíbrio no chakra da raiz, que se encontra sensivelmente na base da coluna, o qual se relaciona metafisicamente com a segurança material, poderá surgir uma dificuldade de concretizar projetos, de materializar desejos, de conseguir trabalho, ou revelar timidez sexual. É um chakra que se relaciona com a sobrevivência física.

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Situa-se no topo da cabeça

Responsável pela ligação ao divino e à espiritualidade. Domina o conhecimento, a clareza mental, o sistema nervoso, sendo igualmente responsável pela glândula pituitária; faz ver para além da realidade física.

Chakra 6

Este chakra comanda a intuição, conhecido também como o terceiro olho, ajudando a compreender a realidade física e espiritual, além dos cinco sentidos básicos.

Um desequilíbrio neste chakra poderá levar à falta de concentração.

Chakra 5

Situa-se na zona da garganta. Responsável pela expressão oral, pela garganta, pelos ouvidos e pela glândula da tiroide.

Instabilidade neste chakra poderá dificultar a capacidade de expressão, poderá causar dores de garganta. “A gripe pode ser o resultado de não libertar vocalmente emoções”, ilustrou Miguel Chaves.

Chakra 4

Este tem a sua localização no centro do peito, junto ao coração.

Este chakra liga os outros 3 superiores com os inferiores.

“O Reiki faz-se pelo coração, pelo sentir, e não pela mente”, recorda Miguel Chaves, acrescentando que “sem sentir as coisas do coração nada funciona”.

Equilíbrio no chakra do coração traz paz e tranquilidade.

É responsável pelo sistema imunitário, pelos pulmões.

“Muitas pessoas têm este chakra bloqueado, resultando em problemas de amor, de compaixão, de amor ao próximo e de autoestima”, explicou o terapeuta.

Basta que um esteja desregulado para que a energia não passe e desequilibre os outros.

Chakra 3

Situa-se na zona do plexo, onde se encontra o nosso ego.

É um chakra de poder pessoal, que assegura a afirmação própria, a assertividade, a capacidade de saber dizer não e a autoconfiança.

Em termos físicos, é responsável por distúrbios de estômago, digestivos, como úlceras, ou gastrites e mau funcionamento intestinal.

Chakra 2

Dirige a capacidade de relações interpessoais, a criatividade, englobando em si a energia vital. É responsável pelo sistema reprodutor feminino.

Chakra 1

Chakra de raiz, situado na base da coluna. Responsável pelos membros inferiores, pela segurança;  órgãos sexuais masculinos e virilidade.

Interfere na capacidade de aceitar a morte ou perda.

Quando o Reiki foi descoberto por Mikao Usui, não havia sistema de chakras.

A mestre Takata, iniciada pelo principal discípulo de Mikao Usui – o mestre Hayashi -, trouxe esta terapia para a Europa e introduziu então o sistema de chakras, para facilitar a compreensão europeia, assente em bases mais racionais.

“Teria de haver uma lógica para colocação das mãos no mundo europeu, contudo no Reiki tradicional não havia nada disso”, clarificou o terapeuta.

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Miguel, por que se tornou terapeuta de Reiki?

“Tratou-se de uma procura interior. Além de uma terapia, o Reiki leva-nos por um  caminho interior, de autoconhecimento.

Primeiro, aplicamo-lo a nós próprios. Posteriormente, mudamos e vemos a vida de outro modo”.

O terapeuta de Reiki deixa-lhe a seguinte mensagem: “Independentemente da terapia que procure para mudar, não deve ter receio em procurar, cada vez mais há necessidade de as pessoas se encontrarem a si mesmas, a pessoa tem de ser a sua própria referência para se manter equilibrada”.

Publicado no Alerta! Saúde dos Açores a 23 de Março.

 


 

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