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A medição de todas as iniciativas que a Associação Portuguesa de Reiki (APR) vai realizando é uma das bandeiras de Gabriel Simões, vice-presidente da Assembleia Geral da APR e responsável pela área de Acção Social. É também graças a esse esforço de medir e avaliar que a Associação passa a dispor de informação que cada vez mais credibiliza o Reiki.

Há quanto tempo estás ligado ao Reiki e à APR?

Estou ligado ao Reiki desde 2006 e à Associação desde praticamente o seu início, como associado.

O que é que te motivou a aceitar o convite para integrares os Órgãos Sociais da APR?

Aceitei o convite na sequência de uma conversa com o João Magalhães, em que abordámos alguns pontos que nos pareceram interessantes relativamente ao futuro da Associação.

És o responsável pela área de Acção Social da APR. Qual é a tua filosofia de intervenção para esta área tão crucial para uma associação como a nossa?

A acção social é hoje uma das áreas mais importantes para as organizações afectas ao sector lucrativo e ao não lucrativo. Do nosso ponto de vista, é necessário lembrar que as acções de cada organização devem ter em conta o modo como esse desempenho afecta a comunidade onde se insere, tanto a nível ambiental, como social. Neste sentido, as organizações afectas à economia social (associações, fundações, misericórdias, cooperativas) na sua concepção estão profundamente implicadas na comunidade representada, procurando permanentemente soluções, sendo que existem vários desafios ao nível da informação, da formação e do estabelecimento de regras e códigos de conduta, baseados em princípios éticos indissociáveis para a prática do Reiki.

Defendes a necessidade de medirmos todas a acções que vamos fazendo, nomeadamente em termos de voluntariado e formação. Porque é que essa avaliação é tão importante?

A missão e os valores da APR são o nosso Norte na elaboração dos objectivos, na concepção do plano estratégico e a base para as acções. As acções da APR, ao terem por base esse plano, necessitam de ser medidas para se avaliar a sua eficácia, reformulando-se as que não tenham atingido os objectivos específicos. Ao medir e avaliar o impacto dessas acções, a APR torna-se mais sustentável, podendo ainda dar escalabilidade às acções mais eficientes e mais eficazes. Deste modo, os Órgãos Sociais, os nossos colaboradores, parceiros e fornecedores percebem que sabemos onde estamos e para onde nos dirigimos.

O chamado terceiro sector começa a ter uma grande expressão no nosso país. De que forma é que uma associação como a APR se integra nesse tecido constituído pela sociedade civil?

A APR cedo percebeu que o caminho faz-se dentro e para a comunidade. Neste sentido, promove um caminho que se entrecruza com toda a sociedade, nomeadamente, estabelece ligações dentro e fora do âmbito da economia social. Ou seja, promove uma forte ligação entre as organizações afectas ao sector não lucrativo (associações, fundações, etc.), ao lucrativo (organizações de âmbito lucrativo) e ainda com organizações do sector público. Esta ponte reforça os laços entre organizações representativas de todos os sectores da sociedade, fazendo percepcionar que a sociedade deve ser inclusiva.

Há quem defenda que as acções isoladas de caridade ou filantropia são meros actos paliativos, que não resolvem realmente os problemas sociais. Concordas?

As acções isoladas de caridade, desde que tenham um objectivo e uma missão que vise solucionar um problema da comunidade onde se inserem, são em regra práticas louváveis. Quando se inicia um projecto social, normalmente existe conhecimento das carências sociais da comunidade e esse é o primeiro passo para não ser considerado um paliativo. Entendo que uma determinada acção possa ser considerada por elementos exteriores à organização como paliativa, se não for minimamente medida nem avaliada, devendo-se, para isso, utilizar indicadores quantitativos e qualitativos. Após a análise dos resultados vão-se ajustando as acções ao nível da sua eficiência e eficácia. Este é geralmente o tipo de análises, que em regra os filantropos procuram.

Qual a tua visão para o futuro de associações do tipo da APR?

Acho que este tipo de associações deve ter uma linha de actuação muito clara, servindo os interesses e aspirações da comunidade e, em particular, dos seus associados. Esse futuro parece-me positivo se tiverem em conta as constantes mutações da sociedade, de modo a poderem estar sempre um passo à frente.
Considero ainda que os associados, tanto a nível individual como colectivo, ao terem acesso a fontes de informação com a máxima credibilidade e com respeito por códigos éticos e profissionais, a formações com uma metodologia própria adequada às práticas diárias, alicerçada na sua missão e nos seus valores, percepcionam que a associação se credibiliza dia após dia.

“O trabalho de Gabriel Simões é dos mais ingratos pois não tem visibilidade. O seu projecto é movimentado com conceitos, definições, reestruturações, tudo coisas que não são palpáveis em actividades e que nem sempre podem transparecer. No entanto o seu trabalho espelha-se no que hoje somos e fazemos. Na estrutura, na comunicação, na acção. Por isso e muito mais, muito obrigado a ti, que trabalhas incógnito, lanças as sementes e cuidas do terreno.”

João Magalhães, presidente da APR

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Gabriel Simões

Função na APR: Acção Social
Cargo nos Órgãos Sociais: Vice-presidente da Assembleia Geral
Tarefas:
– Criar modelos de avaliação
– Analisar informação social
– Apoiar iniciativas sociais

Podem ver as funções de cada Órgão Social no nosso site:
http://associacaoportuguesadereiki.com/reiki/a-associacao/orgaos-sociais.html
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