Monday, October 26, 2020

Resposta ao tema Reiki é invocar demónios com sinais japoneses

enfermeira-reikiEm 2013 deparamo-nos com o testemunho de um jovem espanhol, Eduardo, que diz que “Reiki é invocar demónios com sinais japoneses”. Dentro da nossa prática dos cinco princípios “Só por hoje, sou calmo, confio, sou grato, trabalho honestamente, sou bondoso”, consideramos este testemunho como uma má experiência passada por alguém que se encontra com difíceis questões emocionais e se agarra à sua crença para as ultrapassar. Nada tem de incorrecto o autor expressar a sua opinião ou dar conselhos como entender, é para isso que existe a liberdade de expressão.

No entanto, em Portugal, começamos a deparar-nos com folhetos entregues em igrejas, onde usam exactamente este “testemunho” para convencer católicos a julgarem o Reiki e a não praticarem, ou convencerem quem não pratica, a não praticar mais. Outros folhetos têm sido também distribuídos, desaconselhando a prática de Yoga, Tai Chi, Chi Kung e Reiki, principalmente em igrejas de Lisboa.

Associação Portuguesa de Reiki, tendo como um dos seus pilares o esclarecimento público, considera graves estas manifestações de desinformação, manipulação da liberdade de pensamento e deturpação dos valores e reais significados do que é Reiki. Desta forma, além da presente resposta, parágrafo a parágrafo sobre o tema Reiki é invocar demónios com sinais japoneses iremos também enviar um pedido de esclarecimento ao Patriarcado sobre esta situação. Este esclarecimento vem também como apoio aos praticantes de Reiki católicos que encontraram neste testemunho, considerações ofensivas e degenerativas da sua prática e vivência.

Acreditamos que esta não é a perspectiva da Igreja, nem de todos os seus padres, que acreditam no diálogo intercultural e na liberdade de vivência e expressão individual.

Ao abordarmos este tema ou nos inteirarmos de um diálogo sobre o mesmo, devemos ter sempre em conta os cinco princípios – só por hoje, sou calmo, confio, sou grato, trabalho honestamente, sou bondoso. Sejamos compassivos para com a situação e, principalmente, para com a desorientação do autor.

Reiki em Portugal, a visão e acção actual

A Associação Portuguesa de Reiki representa mais de 1800 praticantes em Portugal. Desenvolvemos projectos de voluntariado em três hospitais, estamos em mais de cinquenta instituições sociais, com mais de uma centena de voluntários distribuídos por trinta núcleos regionais em Portugal Continental e Ilhas.

Hoje em dia, Reiki não está apegado a crenças que populavam nos finais da década de 80 até inícios do ano 2000. Reiki é Reiki, é uma filosofia de vida assente em cinco princípios, uma prática terapêutica que visa o equilíbrio holístico da pessoa. Existem milhares de praticantes em todo o país. São de profissões tão diversas como arquitectos, médicos, administrativos, professores, filósofos, cabeleireiros, políticos, juízes, advogados, enfermeiros e até padres. São tantos os praticantes porque encontram os benefícios na prática e vão construindo o seu equilíbrio.

Reiki não torna ninguém especial nem cura milagrosamente. Quem o pratica, sabe que é a própria pessoa que cresce por si e que a sua felicidade, por estar equilibrada, se espalha para os demais. Quem recebe Reiki, sabe que não é de um momento para o outro que tem a sua questão resolvida, que não deve abandonar o processo terapêutico com o seu médico e que a cura, a resolução da origem da questão, está em si mesmo.

Advertência aos praticantes

Este testemunho vem reforçar a ideia que o esclarecimento sobre Reiki está ainda muito longínquo do esperado. E este esclarecimento deve também vir como advertência aos Mestres de Reiki – se ensinarem Reiki com as vossas próprias crenças, expliquem o que é Reiki e o que é a vossa crença. A simplicidade desta prática leva a pessoa a integra-la em tudo na sua vida, incluindo na espiritualidade. Assim, surgem naturalmente misturas da prática de Reiki com outras práticas. Esclareçam, informem!

Mais informações sobre o tema

Folheto distribuído com o testemunho

Testemunho de um padre português sobre o Reiki

Reiki para cristãos

Resposta ao testemunho

Eduardo é um jovem espanhol que no verão de 2012 escreveu contando sua experiência com o Reiki e a Nova Era ao jornalista José Mª Zavala, depois de ler seu livro de sucesso “Assim se vence o demônio”. Depois, explicou a ‘ReL’ alguns aspectos de sua vivência no Reiki.
“Eu aprendi em minha carne que as ofertas da Nova Era não são o que parecem, que as supostas energias que te vendem não são energias, não vêm nem da terra, muitíssimo menos de Deus. As pessoas não sabem onde estão se metendo”, denuncia Eduardo.
A forma mais comum de cair no Reiki é sofrer alguma enfermidade e buscar algo alternativo, sempre por conselhos de amigos, pseudo-terapeutas, etc…

  • Reiki não é uma oferta da Nova Era, foi desenvolvido em 1922, por Mikao Usui, no Japão.
  • As experiências que Eduardo viveu são fruto das suas escolhas e perspectivas. Sabemos que perante a mesma situação, duas pessoas podem ter reacções completamente opostas. A diferença de uma para a outra é a sua consciência, memórias e emoções a elas agregadas, que darão voz ao seu julgamento da situação. Se por sua opção prefere colocar as culpas do mal que ele possa fazer ou que outros façam em terceiros como “personificações” de “demónio” e não assumir atitudes e lidar com elas através de compaixão, essa é uma opção inteiramente sua. A verdadeira questão está em querer impor a sua vivência e julgamento aos outros, fazendo crer que aquilo a que chama de Reiki é uma “invocação de demónios”.

– Opa, tudo o que você precisa é que te façam um pouco de Reiki…
– Rei… o que? Isso o que é?
– Reiki, homem! É uma terapia boníssima para tudo… Ela te cura e te melhora todo tipo de enfermidades físicas e psicológicas. Inclusive pode te ajudar a morrer, se tiver chegado a tua hora. Pode ser como uma terapia ou tratamento paliativo…

  • No Reiki não há promessa de cura. Reiki equilibra a homeostase e tudo se processa segundo a própria pessoa. Ela sim é que traz a cura a si mesma, se tal for possível.
  • Esta interpretação é mais uma razão para o esclarecimento ser cada vez mais claro e desprendido das crenças pessoais de cada um.

Diálogos assim, diz Eduardo, levam o Reiki para muitas pessoas.
Sem formação sobre o mal e o sobrenatural
“Você fica com cara de paisagem. Geralmente resulta que você é(como eu era) um total analfabeto em temas religiosos. De pequeno te batizaram, mas você não se lembra. Fez a Primeira Comunhão vestido de branco, porque faziam teus amigos mas realmente não tinha se inteirado muito bem do que estava fazendo. E jamais nenhum padre em 12 anos de colégio católico e catecismo te falou sobre o mal, Satanás, o demônio… Nunca te advertiram que não deve abrir uma porta ao demônio, que depois para fechar custa meses ou anos de oração e de nem imaginas”, explica Eduardo.

  • Reiki é simples e é para todos, porque não tem dogmas, não é religião, não implica qualquer crença ou predisposição mental. Reiki é apenas trabalhar com a energia, desenvolvendo a consciência de nós mesmos.
  • Possivelmente se Eduardo tem meses e anos de oração para resolver um problema de consciência é porque efectivamente não encontra ele mesmo perdão para os seus actos ou para as suas emoções. Querendo culpar o exterior ou factores externos a si, apenas prolonga mais e mais o ciclo insatisfação e amargura.

E então a pessoa pega o celular, chama e marca a sua primeira sessão de Reiki.
A armadilha do bem estar
»O Reiki fala de uma técnica japonesa de energia canalizada para a cura. Explicam que temos chakras -pontos energéticos no corpo- e certamente nos dirão que temos a aura com uma cor um pouco pálida e que isso denota enfermidade. E te dizem que não te preocupes porque imporão suas mãos sobre nosso corpo e tudo irá se vendo progressivamente…

  • Reiki é um método, com 21 técnicas. Mikao Usui dizia que era um “Método de Cura Natural”.
    • Método pois está assente em técnicas e num ensino estruturado
    • Cura pois o tratamento procura ir às causas da falta de saúde e não apenas abordar os efeitos
    • Natural pois não é invasiva, não manipula o corpo, não usa instrumentos.
  • Os chakras não fazem parte do ensino original que é japonês. Chakras vem da filosofia hindu (com 5000 anos) mas que para os ocidentais se torna mais fácil para compreender na relação do corpo energético.
  • Se numa sessão falam sobre a aura e os chakras, isso é uma opção do terapeuta ou mestre. Não é ensinado a “ver” a aura e dizer através dessa leitura que a pessoa tem um problema. Por vezes essas situações são até mistificações e deturpam o verdadeiro conceito terapêutico do Reiki – chamada de atenção aos terapeutas e às suas abordagens. Se o quiserem fazer, saibam esclarecer a pessoa sobre o que é Reiki.
  • A relação entre terapeuta e paciente é feita através de um caminho terapêutico vivencial. Nessa vivência surgem muitos temas que nem sempre estão relacionados com o Reiki, como é natural. Aconselha-se ao Eduardo a leitura de “Tornar-se Pessoa”, pelo psicólogo Carl Rogers.

»E o problema é que isso parece o princípio. Chega a notar uma pseudo sensação de bem estar, uma falsa cura de sintomas… É uma armadilha para que pense que tudo isso é maravilhoso. Também pensa: Opa, eu aqui tomando medicamentos e destroçando o meu fígado, quando tudo isto pode se resolver com uma imposição de mãos”.

  • O terapeuta de Reiki nunca recomenda retirar medicação ou faz observações sobre o estado físico, mental ou emocional da pessoa a menos que tenham competência para tal. O nosso campo de trabalho é a energia.
  • Reiki é uma terapia complementar, deve ser usada em complemento com qualquer medicina reconhecida.
  • Não impomos as mãos, colocamos as mãos, seguindo sempre o código deontológico e um aviso prévio à pessoa se temos autorização para as colocar.

O segundo passo, diz Eduardo, é perguntar ao operário:
– Ouça, perdoe-me, para fazer isto, o que é que tenho que estudar?
– Oh, nada em especial, isto todo o mundo pode fazer -geralmente é a resposta. -Somente tem que fazer um simples curso e passado o primeiro nível você já começa a ser canal de energia e já começa a notar nas mãos. E a partir daí não tem mais que vir para que te façamos aqui, porque você mesmo já pode te auto-curar.

  • Não existem “operários” no Reiki. Existem praticantes, terapeutas e mestres (ou mestres formadores).
  • De facto é como descreve – Reiki é simples e sente-se de forma muito imediata os efeitos e a energia, dependendo também de pessoa para pessoa. Quem pratica Chi Kung tem também este tipo de percepção da energia, qualquer pessoa sente ou pode sentir a energia sem ser praticante de Reiki. São então influenciados pelo “demónio”?
  • Recomenda-se a leitura do estudo “The Electricity of Touch: Detection and measurement of cardiac energy exchange between people” (Rollin McCraty, PhD, Mike Atkinson, Dana Tomasino, BA and William A. Tiller, PhD), que apresenta a medição da troca energética entre pessoas.

“O terceiro passo se você é um pouco curioso, como eu fui um dia, é mostrar à você o curso seguinte para fazer”, diz Eduardo. “E não creiam vocês que nestes cursos se mete gente rara, com problemas sociais ou com uma vida diferente a de qualquer um. Não, esses cursos estão cheinhos de gente de toda idade e classe social. Especialmente jovens como eu, ansiosos de poder curar outras pessoas. Jovens que não sabem que estão abrindo a porta ao demônio”.
Amor, meditação e boas vibrações
»Você chegas ao curso e um grupo de pessoas te fala de paz, amor, meditação e boas vibrações… Energia positiva para tua vida e l capacidade de auto-cura que tem no mundo inteiro. Uma energia que Deus repartiu na terra.

  • Num curso de Reiki fala-se sobre o que significa, a história, os cinco princípios (que são a filosofia de vida), o corpo energético, as técnicas, entre muito mais temas. No entanto, não se fala que é “uma energia que Deus repartiu na terra” isto porque não é religião ou não está ligada a uma. Se tal for dito é da inteira responsabilidade do Mestre, por estar a expressar as suas crenças.
  • Falar de paz e amor faz todo o sentido. Reiki é também uma filosofia de vida, assente em cinco princípios – “Só por hoje, sou calmo, confio, sou grato, trabalho honestamente, sou bondoso”. Princípios que em tudo têm a ver com a geração e vivência de paz e felicidade.

»Segundo alguns deles, aos sacerdotes não convém contar isto porque a eles interessa ter o poder de cura dos enfermos com exclusividade. E te dizem aquilo de: “com a igreja temos tropeçado, já sabes”. E você vê tudo claro e pensa que pode ser que tenham toda a razão e imediatamente te metes no caminho com os chakras, as fases, a aura, a reencarnação, os seres de luz, os mestres de luz, etc… E você compra um milhão de livros porque acaba de descobrir um maravilhoso mundo novo”.

  • Reiki não é exclusivo, nem pretende ser. Não se fala de “poder de cura”, não se fala contra a igreja católica ou qualquer outra fé. Não se fala em reencarnação, seres de luz, mestres de luz… Se se falar de tais temas são próprios da crença de quem o está a proferir, não do Reiki.

»Durante esse curso, se realiza um ritual. Antes, te dão um ensinamento teórico sobre chakras e uma miscelânea de todas as religiões do mundo misturadas e manipuladas. E isso se converte no dogma de fé número um em tua vida. Já até te apetece comprar uma túnica e pintar um luar na fronte, o terceiro olho”.

  • Possivelmente uma interpretação do Eduardo sobre o que lhe foi ensinado ou partilhado no curso. Não existe um ritual, como por exemplo uma procissão ou benção. O que é realizado sim é a sintonização, que se trata de um alinhamento do canal energético para a correta recepção de Reiki, que é considerado “Energia Universal”.
  • No Reiki não usamos roupas japonesas, chinesas ou indianas, não há necessidade de aparatos, paramentos, ou decorações.

Você dá permissão para sentir as energias
“Depois te submetes a um ritual onde te fazem uma dancinha japonesa e dá permissão para sentir as energias. Você fica 3 horas tentando aprender um símbolo japonês. Você põe a desenhá-lo até que não fica só sobre um papel, também sobre uma parede e sobre o corpo, até que já o desenha com a vista sem ter que traçá-lo. Depois, outras 2 horas para aprender seu estranho nome em japonês. Mas em poucas horas, no final, o símbolo já é teu. E já começa a utilizá-lo. Tem que repetir 3 vezes para “chamar a energia curativa”. E a partir daí começa a sentir essa energia, como elétrica nas mãos. E te dizem que pode se utilizar para tudo.

  • Não temos danças japonesas no Reiki. Possivelmente assistiu a um espectáculo de Kabuki ou talvez fosse outra coisa que não Reiki.
  • Possivelmente se fez o nível 1, dependendo do sistema de ensino, o que aprendeu foi o símbolo chokurei. Um símbolo é um desenho representativo próprio de uma cultura ou até transversal a toda a humanidade. Se desenharmos ondas, um esquimó, um japonês, um português, compreenderão esse símbolo. Se desenharmos um chokurei, apenas o praticante de Reiki compreenderá o que ele significa. Se desenharmos o símbolo do povo de Deus, que as igrejas têm presentes, apenas quem conhece a cultura simbólica católica o identificará.
  • A aprendizagem de um símbolo não demora tanto tempo, à excepção do Honshazeshonen, por ser um kanji (ideograma) bastante longo. Para um japonês, seria bastante simples aprender, visto que representa uma frase.

»Vais para tua casa, marca a casa inteira com o símbolo e conta aos teus amigos, amigas, vizinhos e para as pessoas que mais gosta na vida e diz: amigo, amiga, tem que aprender a fazer isto.

  • Talvez seja uma opção do Eduardo, não quer dizer que seja de todos os praticantes de Reiki. Se cometeu más decisões ou decisões das quais se arrepende, não deve julgar os outros pelas suas próprias práticas se estas foram incorrectas;

»O passo seguinte é reunir teu grupo de amizade mais fiel e convencê-los para que eles também façam o curso… Até que fazem…

  • Quase parece que está a tentar fazer parecer que o Reiki é um sistema piramidal económico, uma profissão de fé exclusiva, ou um grupo de facebook onde quantos mais amigos tiver melhor. Reiki não procura adeptos e está aberto a todos, independentemente da sua geografia, crença ou mentalidade. O único pré-requisito, é querer aprender. Em todo este tempo de prática, nunca me apercebi de alguém a querer “doutrinar” Reiki ou a querer puxar cada vez mais gente para o Reiki.

Mestres invisíveis e coisas sobrenaturais
»E o penúltimo passo antes de ficar doente, é te meter nesta seita até pontos insuspeitos e de repente ir descobrindo que os mestres do Reiki (se alcança o grau de maestria quando foi submetido a 4 rituais fantásticos, cada um com seus símbolos japoneses) são capazes de fazer coisas “sobrenaturais”.

  • Seita em relação a quê? Se Reiki não é religião ou ligado a alguma religião não é de todo considerado seita.
  • Quatro rituais? Possivelmente quer dizer a sintonização em cada um dos três níveis de Reiki? Ou será a sintonização do nível 1?
  • Coisas sobrenaturais – fora do campo natural? Não de todo. A prática de Reiki está dentro daquilo que são consideradas as terapias bioenergéticas, segundo a NCCAM. O Eduardo precisa de uma actualização sobre história e ciência, não estamos parados no século XII.

Segundo Eduardo, a partir de certo nível, os “mestres do Reiki” parecem realmente ser “capazes de adivinhar coisas, saber quando vai acontecer um terremoto, entender línguas mortas, ver espíritos passando na sala de sua casa”. 

  • Adivinhação? Não faz parte de Reiki, assim como ver espíritos, entender línguas mortas. Não se consegue perceber onde o Eduardo aprendeu este “reiki”. Ou será que era isto que ele na verdade queria aprender?

Também, eles mesmos explicam que obedecem as ordens de um invisível “guia espiritual” que segundo eles é um “anjo de luz” que é o encarregado de guiá-los por seu caminho espiritual. Então, o que começava como “uma energia curadora”, impessoal, canalizável… passa a ser, a níveis altos, uma relação com entidades espirituais invisíveis que outorgam conhecimentos ocultos.

  • Isso faz parte da componente e crença espiritual de cada pessoa. Nada tem a ver com a prática de Reiki. Energia que flui para a pessoa. Não se fazem invocações a espíritos. Se tal acontece tem a ver com uma perspectiva pessoal de quem está a praticar.
  • Este tipo de situação deve ser bastante bem esclarecido pela parte dos Mestres de Reiki aos seus alunos. Uma coisa é a energia, outra são as crenças pessoais de cada um.

A saber, no Reiki implica o trato com as entidades espirituais malignas que a tradição judeu-cristã e a Igreja chama de demônios.
O demônio cobra seu preço
“O demônio, que sabe tudo o que você sabe, não vai permitir que você vá contando isto tão alegremente por aí. Irá por você. O mais leve que te poderá fazer é começar a arruinar a tua vida em todos seus campos, especialmente no econômico/laboral. Não estranhes se tiver uma maré de azar que perdura no tempo e que não termina nunca. Não estranhes com discussões em teu lar que não sabe nem porque começa muito menos, porque não terminam nunca. E depois começarás a adoecer em maior ou em menor medida. Todo é progressivo, não acontece de um dia para o outro”, afirma Eduardo.

  • Este tipo de discurso só é possível por ser inconsequente. E então as pessoas que não praticam Reiki e são católicos e estão em marés de azar contínua? E se alguém for um grande católico e um mau trabalhador? Terá direito a ter sorte e emprego? Serão todas as pessoas doentes maus católicos?
  • Existe alguma perturbação nestas constatações do Eduardo. Não será mais simples avaliar as próprias acções e mudar a consciência do que querer colocar as culpas a factores externos?

»As pessoas que praticam o Reiki, em geral não estão conscientes de que estão chamando os espíritos de Reiki quando enviam o Reiki ou estão iniciando outros. Convidam os espíritos do Reiki desenhando o símbolo japonês de um demônio específico e o convidam chamando seu nome 3 vezes, desta maneira podem enviar a energia Reiki para alguém. Também pelos mesmos símbolos, iniciam a alguém espiritualmente ao Reiki, abrindo, por rituais, acesso a estes espíritos do Reiki para que o fluir da energia Reiki possa vir. Os Reikianos são enganados pelas manifestações e o bem estar a curto prazo”.

  • Nesta frase, o autor demonstra mais uma vez o total desconhecimento da prática e até do significado de símbolos. Recomendamos a leitura do livro de Carl Jung – o homem e os seus símbolos.
  • A contínua acentuação de “espíritos” no Reiki apenas serve para acentuar o medo que abre todas as portas do imaginário. Claramente é um ponto de vista dogmático, radical que pouco tem a ver com o que significa ser Católico (universal) e Cristão.

Eduardo identifica assim os 5 desenhos clássicos da iniciação no Reiki:
1- Dai-ko-myo, demônio principal, soberano do Reiki

  • Símbolo aprendido no terceiro nível de Reiki, o Shinpiden. Significa “Grande Luz Brilhante”, literalmente. Não é uma invocação de um espírito ou algo parecido, representa apenas Reiki.

2- Hon-cha-se-shonen, o espírito de contato do Reiki. Símbolo e espírito para o segundo nível de Reiki, para fazer contato com uma pessoa ou uma situação distante. Significado: “de minha divindade à tua”. Se usa em todas as iniciações e inclusive está escrito na mão no ritual para o segundo nível do Reiki.

  • Honshazeshonen – tem várias interpretações, como é natural em todos os kanji. Não sei porque razão o escreveram na mão do Eduardo. Com este tipo de considerações pelo autor, não se entende se ele apenas fez o nível um ou todos os níveis de Reiki. De qualquer das formas, ou as informações foram muito mal transmitidas ou as interpretações do autor são bastante deturpadas da realidade.

3- Sei-heki, espírito de guia, do Reiki. Símbolo e espírito para o segundo nível do Reiki, para influenciar nos níveis subconscientes. Pode-se usar na manipulação de pessoas. Este espírito revela muito sobre a pessoas e suas situações, e envia esta informação ao “terceiro olho”. Este símbolo também se usa em todas as iniciações do Reiki.

  • Seiheki – O símbolo que representa harmonia. Se alguém o usa para manipulação, com toda a certeza que não lhe foi ensinado por um mestre de Reiki e o que está a fazer não é Reiki. Com esta quantidade de informação incorrecta, também o autor está a manipular as pessoas para que tenham uma ideia errada sobre o que é uma prática.

4-Tjoko-rei, principal espírito do Reiki. Símbolo e espírito para o segundo nível, ativa ou incrementa a energia reiki que se envia sobre alguém. Significa: “deus, vem aqui”, mandando atuar na divindade do reiki.

  • Possivelmente quer dizer Chokurei. Em japonês, significa édito. Não “manda actuar” divindades algumas pois no Reiki não existem essas crenças, apenas trabalhamos com energia.

5- Ling, espírito principal do Harbori-reiki. Símbolo e espírito para enviar ou incrementar energia: é popular na Espanha.

  • Nunca ouvi falar deste símbolo no Reiki, ou até deste sistema Harbori-Reiki. Ling é chinês e significa o mesmo que Rei em Japonês.

Há muitas diferentes formas de reiki que usam outros símbolos, dão nomes a espíritos (ling, raku, dragon de fuego, etc e demônios do satanismo). Cada mestre do Reiki é livre para misturar com o que quiser. Eduardo mostra distintos gurus orientais e líderes de seitas que tem criado sua variante: reiki de Osho ou Reiki de Bagwan, Reiki de Saibaba, Reiki de Yoga, de Karuna, de Harbori, de Rainbow-reiki…etc.

  • Sem dúvida que existem centenas de sistemas de Reiki, é isso que quer dizer com “criado sua variante” mas, novamente, não é uma seita!
  • A criação excessiva de sistemas, sim pode ser uma questão de ego para quem cria ou uma forma de distinguir o seu sistema de ensino. É totalmente desnecessário porque Reiki é apenas Reiki.
  • Não existe tal coisa como “líderes de seitas” ou “gurus orientais” na prática de Reiki. Não há veneração dos Mestres. A própria palavra Mestre é uma tradução de Sensei – pessoa que sabe, que tem sabedoria. É um termo demasiado forte e sim, poderá suscitar o ego. Em profissões práticas como serralharia e carpintaria, sempre existiu o aprendiz e o mestre.

Quando os materialistas fazem espiritismo
Eduardo diz que muitos usuários do Reiki são pessoas vagamente materialistas, atraídos por essa ideia de uma energia que não é religiosa, e é difícil explicar-lhes o que se descobre a níveis mais avançados: que é um edifício construído sobre o trato com espíritos. “Para as pessoas que tentei explicar que isto vem do demônio, se puseram a rir e pensam que eu é que estou em uma seita”, lamenta. No entanto, a experiência pastoral dos sacerdotes exorcistas católicos de todo o mundo confirma o que foi vivido por Eduardo.

  • Um praticante de Reiki ser vagamente materialista? É na medida que todos são, enquanto estivermos num sistema económico onde é necessário dinheiro para viver. Nas práticas de Reiki não temos ofertórios ou peditórios. Num curso de Reiki há o pagamento do mesmo e muitas vezes é oferecido quando a pessoa não tem dinheiro para tal.
  • Aqui o Eduardo tem receio que os outros tenham uma opinião sobre a sua opinião? Então a liberdade de pensamento só pode ser exclusiva dele, tendo que todos ser permissivos para que ele possa chamar a quem queira satânico ou seguidor de uma seita?

»Tenho mais de 50 amigos e amigas metidos nisto, e estou rezando para que não adoeçam como eu, mas creio que é inevitável. Na escola de massagens que tem embaixo de meu edifício anunciam cursos de 2º nível do reiki por 200 euros. Que se supõe que tenho que fazer? Rezar Rosários, jogar água benta no local? É complicado fazer entender que estão invocando demônios japoneses no edifício onde vivo”.

  • Não se percebe bem qual a questão aqui associada? É ter 50 amigos? É anunciarem cursos de nível 2 por €200?
  • Existe aqui alguma paranóia e sentido de perseguição. A sua questão é sem dúvida interior.

Por isso, pede “instruir os jovens nos colégios e nas paróquias”.
Para os ateus, tem uma mensagem muito concreta. “Se é ateu e não crê em nada, ao menos não faça nada: melhor isso, que fazer algo que podes te arrepender o resto de tua vida”.

  • O constrangimento da liberdade de escolha terminou com a ditadura. É grave este tipo de insinuações ser transmitido através da

Eduardo também crê que o gesto de imposição de mãos do reiki é como uma gozação ou escárnio do demônio a respeito da oração com gesto de imposição de mãos dos cristãos, como se dá por exemplo na Renovação Carismática Católica, “que na América-Latina é muito normal que ajudem nas libertações, enquanto que aqui na Espanha estamos contrariados com quase todo”.

  • Se o Eduardo vir um massagista a colocar as mãos em cima do corpo de alguém por mais de 2 segundos vai achar que é “imposição de mãos” e é um acto satânico?
  • Esse termo arcaico e associado a práticas de cura nada tem a ver com o Reiki. Colocamos as mãos num toque suave ou ligeiramente afastado do corpo da pessoa, tendo sempre em conta o código de ética e se existe alguma questão na pessoa, como por exemplo, feridas.
  • O termo imposição é totalmente incorrecto porque o praticante de Reiki ou o terapeuta não impõe. Não está a obrigar a nada. Uma das grandes vantagens do uso de Reiki é exactamente o da energia ser passiva. Se a pessoa não o quiser receber ou não necessitar, não irá fluir.

Os 5 conselhos para deixá-lo
Eduardo acrescenta 5 recomendações para os que já se meteram no reiki e querem deixar.
“Se já te meteu e já começou perceber o teu grande erro, estes são meus conselhos:
1- Faça uma Confissão completa de vida. Busca um sacerdote e confessa tudo. Começa por dizer que faltou ao primeiro mandamento e que fez uma prática espiritual que é uma grande ofensa a Deus. Arrepende-te de coração e recebe absolvição. Informa-te bem do que acarreta cumprir os mandamentos porque na Espanha, quase ninguém os está cumprindo.
2- A partir desse momento, tenha uma vida 100% cristã. Missa e comunhão diária. Rezar no mínimo um Rosário ao dia.

3- Busca na Internet orações católicas de cura, libertação e renúncia ao mal, e reze-as.
4- Faça alguma novena pedindo uma completa cura e libertação. Isto não é magia, sair disto demora e é proporcional ao tempo que estava praticando…
5- Em casos muito graves, busca um sacerdote exorcista experimentado.

  • Pelos direitos de liberdade religiosa e de expressão pessoal, em Portugal, o Eduardo pode dar todas as recomendações que entenda.
  • Se se considera um bom católico, deve fazer o que entende que é melhor para si, não quer com isso dizer que todos os católicos devam seguir o seu mesmo raciocínio e acção.

Conclusões sobre Reiki é invocar demónios com sinais japoneses

Aceitamos este testemunho como liberdade de expressão do jovem Eduardo mas este tipo de considerações pejorativas sobre Reiki e os seus praticantes, pelas razões que evoca, apenas demonstram um profundo desconhecimento do que é Reiki, da sua prática e vivência.

Se o Eduardo teve uma má aprendizagem ou se foi sua percepção sobre o que aprendeu, não conseguimos compreender mas este testemunho serve também como advertência para não misturarmos conceitos e crenças pessoais.

Reiki é simples, é energia universal. É estudado academicamente, são feitos estudos científicos sobre os seus efeitos, é aplicado em hospitais e em muitas instituições sociais, sem apegos a credos ou conceitos espirituais. Reiki é Reiki e os seus praticantes são diversificados, demonstrando que a sua simplicidade está aberta e disponível a todos, sem limites ou imposições. Encontramo-nos no século XXI, não no século XII. Há que crescer na consciência e ter uma abordagem diferente sobre a vivência e a responsabilidade. Os “demónios” todos nós temos, causados pelas nossas próprias acções e são chamadas de atenção da consciência sobre o que deve realmente ser feito. Não existe tal coisa como luta entre o bem e o mal mas sim entre sabedoria e ignorância. Claramente este testemunho está num caminho de ignorância e como tal, deve ser corrigido.

Devemos ter um olhar de compaixão para com estas situações.

Testemunho do jovem Eduardo – Reiki é invocar demónios com sinais japoneses

Fonte: euqueroviverparadeus

Testemunho real de um jovem espanhol. O reiki é invocar demônios com sinais japoneses: para deixá-lo, 5 conselhos de um ex-praticante

ReL – 4 abril 2013 – religionenlibertad.com

Eduardo é um jovem espanhol que no verão de 2012 escreveu contando sua experiência com o Reiki e a Nova Era ao jornalista José Mª Zavala, depois de ler seu livro de sucesso “Assim se vence o demônio”. Depois, explicou a ‘ReL’ alguns aspectos de sua vivência no Reiki.

“Eu aprendi em minha carne que as ofertas da Nova Era não são o que parecem, que as supostas energias que te vendem não são energias, não vêm nem da terra, muitíssimo menos de Deus. As pessoas não sabem onde estão se metendo”, denuncia Eduardo.

A forma mais comum de cair no Reiki é sofrer alguma enfermidade e buscar algo alternativo, sempre por conselhos de amigos, pseudo-terapeutas, etc…

– Opa, tudo o que você precisa é que te façam um pouco de Reiki…

– Rei… o que? Isso o que é?

– Reiki, homem! É uma terapia boníssima para tudo… Ela te cura e te melhora todo tipo de enfermidades físicas e psicológicas. Inclusive pode te ajudar a morrer, se tiver chegado a tua hora. Pode ser como uma terapia ou tratamento paliativo…

Diálogos assim, diz Eduardo, levam o Reiki para muitas pessoas.

Sem formação sobre o mal e o sobrenatural
“Você fica com cara de paisagem. Geralmente resulta que você é(como eu era) um total analfabeto em temas religiosos. De pequeno te batizaram, mas você não se lembra. Fez a Primeira Comunhão vestido de branco, porque faziam teus amigos mas realmente não tinha se inteirado muito bem do que estava fazendo. E jamais nenhum padre em 12 anos de colégio católico e catecismo te falou sobre o mal, Satanás, o demônio… Nunca te advertiram que não deve abrir uma porta ao demônio, que depois para fechar custa meses ou anos de oração e de nem imaginas”, explica Eduardo.

E então a pessoa pega o celular, chama e marca a sua primeira sessão de Reiki.

A armadilha do bem estar
»O Reiki fala de uma técnica japonesa de energia canalizada para a cura. Explicam que temos chakras -pontos energéticos no corpo- e certamente nos dirão que temos a aura com uma cor um pouco pálida e que isso denota enfermidade. E te dizem que não te preocupes porque imporão suas mãos sobre nosso corpo e tudo irá se vendo progressivamente…

»E o problema é que isso parece o princípio. Chega a notar uma pseudo sensação de bem estar, uma falsa cura de sintomas… É uma armadilha para que pense que tudo isso é maravilhoso. Também pensa: Opa, eu aqui tomando medicamentos e destroçando o meu fígado, quando tudo isto pode se resolver com uma imposição de mãos”.

O segundo passo, diz Eduardo, é perguntar ao operário:

– Ouça, perdoe-me, para fazer isto, o que é que tenho que estudar?

– Oh, nada em especial, isto todo o mundo pode fazer -geralmente é a resposta. -Somente tem que fazer um simples curso e passado o primeiro nível você já começa a ser canal de energia e já começa a notar nas mãos. E a partir daí não tem mais que vir para que te façamos aqui, porque você mesmo já pode te auto-curar.

“O terceiro passo se você é um pouco curioso, como eu fui um dia, é mostrar à você o curso seguinte para fazer”, diz Eduardo. “E não creiam vocês que nestes cursos se mete gente rara, com problemas sociais ou com uma vida diferente a de qualquer um. Não, esses cursos estão cheinhos de gente de toda idade e classe social. Especialmente jovens como eu, ansiosos de poder curar outras pessoas. Jovens que não sabem que estão abrindo a porta ao demônio”.

Amor, meditação e boas vibrações
»Você chegas ao curso e um grupo de pessoas te fala de paz, amor, meditação e boas vibrações… Energia positiva para tua vida e l capacidade de auto-cura que tem no mundo inteiro. Uma energia que Deus repartiu na terra.

»Segundo alguns deles, aos sacerdotes não convém contar isto porque a eles interessa ter o poder de cura dos enfermos com exclusividade. E te dizem aquilo de: “com a igreja temos tropeçado, já sabes”. E você vê tudo claro e pensa que pode ser que tenham toda a razão e imediatamente te metes no caminho com os chakras, as fases, a aura, a reencarnação, os seres de luz, os mestres de luz, etc… E você compra um milhão de livros porque acaba de descobrir um maravilhoso mundo novo”.

»Durante esse curso, se realiza um ritual. Antes, te dão um ensinamento teórico sobre chakras e uma miscelânea de todas as religiões do mundo misturadas e manipuladas. E isso se converte no dogma de fé número um em tua vida. Já até te apetece comprar uma túnica e pintar um luar na fronte, o terceiro olho”.

Você dá permissão para sentir as energias
“Depois te submetes a um ritual onde te fazem uma dancinha japonesa e dá permissão para sentir as energias. Você fica 3 horas tentando aprender um símbolo japonês. Você põe a desenhá-lo até que não fica só sobre um papel, também sobre uma parede e sobre o corpo, até que já o desenha com a vista sem ter que traçá-lo. Depois, outras 2 horas para aprender seu estranho nome em japonês. Mas em poucas horas, no final, o símbolo já é teu. E já começa a utilizá-lo. Tem que repetir 3 vezes para “chamar a energia curativa”. E a partir daí começa a sentir essa energia, como elétrica nas mãos. E te dizem que pode se utilizar para tudo.

»Vais para tua casa, marca a casa inteira com o símbolo e conta aos teus amigos, amigas, vizinhos e para as pessoas que mais gosta na vida e diz: amigo, amiga, tem que aprender a fazer isto.

»O passo seguinte é reunir teu grupo de amizade mais fiel e convencê-los para que eles também façam o curso… Até que fazem…

Mestres invisíveis e coisas sobrenaturais
»E o penúltimo passo antes de ficar doente, é te meter nesta seita até pontos insuspeitos e de repente ir descobrindo que os mestres do Reiki (se alcança o grau de maestria quando foi submetido a 4 rituais fantásticos, cada um com seus símbolos japoneses) são capazes de fazer coisas “sobrenaturais”.

Segundo Eduardo, a partir de certo nível, os “mestres do Reiki” parecem realmente ser “capazes de adivinhar coisas, saber quando vai acontecer um terremoto, entender línguas mortas, ver espíritos passando na sala de sua casa”. Também, eles mesmos explicam que obedecem as ordens de um invisível “guia espiritual” que segundo eles é um “anjo de luz” que é o encarregado de guiá-los por seu caminho espiritual.

Então, o que começava como “uma energia curadora”, impessoal, canalizável… passa a ser, a níveis altos, uma relação com entidades espirituais invisíveis que outorgam conhecimentos ocultos.

A saber, no Reiki implica o trato com as entidades espirituais malignas que a tradição judeu-cristã e a Igreja chama de demônios.

O demônio cobra seu preço
“O demônio, que sabe tudo o que você sabe, não vai permitir que você vá contando isto tão alegremente por aí. Irá por você. O mais leve que te poderá fazer é começar a arruinar a tua vida em todos seus campos, especialmente no econômico/laboral. Não estranhes se tiver uma maré de azar que perdura no tempo e que não termina nunca. Não estranhes com discussões em teu lar que não sabe nem porque começa muito menos, porque não terminam nunca. E depois começarás a adoecer em maior ou em menor medida. Todo é progressivo, não acontece de um dia para o outro”, afirma Eduardo.

»As pessoas que praticam o Reiki, em geral não estão conscientes de que estão chamando os espíritos de Reiki quando enviam o Reiki ou estão iniciando outros. Convidam os espíritos do Reiki desenhando o símbolo japonês de um demônio específico e o convidam chamando seu nome 3 vezes, desta maneira podem enviar a energia Reiki para alguém. Também pelos mesmos símbolos, iniciam a alguém espiritualmente ao Reiki, abrindo, por rituais, acesso a estes espíritos do Reiki para que o fluir da energia Reiki possa vir. Os Reikianos são enganados pelas manifestações e o bem estar a curto prazo”.

Eduardo identifica assim os 5 desenhos clássicos da iniciação no Reiki:

1- Dai-ko-myo, demônio principal, soberano do Reiki

2- Hon-cha-se-shonen, o espírito de contato do Reiki. Símbolo e espírito para o segundo nível de Reiki, para fazer contato com uma pessoa ou uma situação distante. Significado: “de minha divindade à tua”. Se usa em todas as iniciações e inclusive está escrito na mão no ritual para o segundo nível do Reiki.

3- Sei-heki, espírito de guia, do Reiki. Símbolo e espírito para o segundo nível do Reiki, para influenciar nos níveis subconscientes. Pode-se usar na manipulação de pessoas. Este espírito revela muito sobre a pessoas e suas situações, e envia esta informação ao “terceiro olho”. Este símbolo também se usa em todas as iniciações do Reiki.

4-Tjoko-rei, principal espírito do Reiki. Símbolo e espírito para o segundo nível, ativa ou incrementa a energia reiki que se envia sobre alguém. Significa: “deus, vem aqui”, mandando atuar na divindade do reiki.

5- Ling, espírito principal do Harbori-reiki. Símbolo e espírito para enviar ou incrementar energia: é popular na Espanha.

Há muitas diferentes formas de reiki que usam outros símbolos, dão nomes a espíritos (ling, raku, dragon de fuego, etc e demônios do satanismo). Cada mestre do Reiki é livre para misturar com o que quiser. Eduardo mostra distintos gurus orientais e líderes de seitas que tem criado sua variante: reiki de Osho ou Reiki de Bagwan, Reiki de Saibaba, Reiki de Yoga, de Karuna, de Harbori, de Rainbow-reiki…etc.

Quando os materialistas fazem espiritismo
Eduardo diz que muitos usuários do Reiki são pessoas vagamente materialistas, atraídos por essa ideia de uma energia que não é religiosa, e é difícil explicar-lhes o que se descobre a níveis mais avançados: que é um edifício construído sobre o trato com espíritos. “Para as pessoas que tentei explicar que isto vem do demônio, se puseram a rir e pensam que eu é que estou em uma seita”, lamenta. No entanto, a experiência pastoral dos sacerdotes exorcistas católicos de todo o mundo confirma o que foi vivido por Eduardo.

»Tenho mais de 50 amigos e amigas metidos nisto, e estou rezando para que não adoeçam como eu, mas creio que é inevitável. Na escola de massagens que tem embaixo de meu edifício anunciam cursos de 2º nível do reiki por 200 euros. Que se supõe que tenho que fazer? Rezar Rosários, jogar água benta no local? É complicado fazer entender que estão invocando demônios japoneses no edifício onde vivo”.

Por isso, pede “instruir os jovens nos colégios e nas paróquias”.

Para os ateus, tem uma mensagem muito concreta. “Se é ateu e não crê em nada, ao menos não faça nada: melhor isso, que fazer algo que podes te arrepender o resto de tua vida”.

Eduardo também crê que o gesto de imposição de mãos do reiki é como uma gozação ou escárnio do demônio a respeito da oração com gesto de imposição de mãos dos cristãos, como se dá por exemplo na Renovação Carismática Católica, “que na América-Latina é muito normal que ajudem nas libertações, enquanto que aqui na Espanha estamos contrariados com quase todo”.

Os 5 conselhos para deixá-lo
Eduardo acrescenta 5 recomendações para os que já se meteram no reiki e querem deixar.

“Se já te meteu e já começou perceber o teu grande erro, estes são meus conselhos:

1- Faça uma Confissão completa de vida. Busca um sacerdote e confessa tudo. Começa por dizer que faltou ao primeiro mandamento e que fez uma prática espiritual que é uma grande ofensa a Deus. Arrepende-te de coração e recebe absolvição. Informa-te bem do que acarreta cumprir os mandamentos porque na Espanha, quase ninguém os está cumprindo.

2- A partir desse momento, tenha uma vida 100% cristã. Missa e comunhão diária. Rezar no mínimo um Rosário ao dia.

3- Busca na Internet orações católicas de cura, libertação e renúncia ao mal, e reze-as.

4- Faça alguma novena pedindo uma completa cura e libertação. Isto não é magia, sair disto demora e é proporcional ao tempo que estava praticando…

5- Em casos muito graves, busca um sacerdote exorcista experimentado.

 


 

associacao_portuguesa_reiki_redondo_120 Descobre os conteúdos exclusivos para os associados no nosso site www.associacaoportuguesadereiki.com

 

(Visited 8.814 times, 1 visits today)