Tuesday, October 27, 2020

Reiki cura, trata, é a pílula milagrosa, embuste ou prática credível?

Reiki é algo de verdadeiramente extraordinário e completo – tem uma filosofia de vida que nos leva a crescer como uma pessoa melhor, permite o autotratamento e ainda o cuidar do outro.

Desde estes últimos anos que a prática tem sido cada vez maior – mais pessoas a aprender, mais mestres, mais terapeutas. Tal acontece porque Reiki é simples e é para todos.

Neste processo, os praticantes e o público que usufrui da prática depara-se com algumas situações que, ou não têm a melhor resposta ou ainda não há uma resposta conclusiva – Será que o Reiki cura? O Reiki trata? É uma pílula milagrosa? É um embuste, um placebo? É uma prática credível?

Vamos por tópicos.

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Reiki cura?

A cura é a total transformação de uma condição de ausência de saúde, para um estado de plena saúde. É a descoberta da causa, a irradicação dessa questão e dos seus sintomas. Muitos praticantes conhecem casos onde a condição da pessoa se alterou por completo e se transformou para um estado de saúde plena.

Mas, vamos reflectir na base dos cinco princípios – Será que devemos nos considerar os únicos facilitadores dessa cura? Será que foi realmente o Reiki que curou? Nada mais aconteceu?

Quem proclama que Reiki cura, é também capaz de proclamar que o Reiki falhou numa cura?

Quando queremos ter uma postura de terapeuta, ou seja, daquele que ministra com alegria um tratamento, precisamos também reconhecer os nossos limites e compreender toda a amplitude de uma doença, da condição humana e do próprio Reiki. Dizer que apenas o Reiki curou é menosprezar o aspecto de autocura do próprio corpo ou do trabalho conjunto com outras medicinas ou terapias, ou até da própria mudança da pessoa em relação à doença.

O Reiki traz equilíbrio a todas as nossas dimensões, dentro do possível da resposta que o nosso próprio corpo pode dar – a homeostase. Nesse processo, sim, o Reiki auxilia no processo de cura. Auxilia, não quer dizer que por si cure. São muitos os estudos que estão a ser feitos, pelo menos desde 1999 mas ainda com resultados pouco conclusivos. Há que dar também tempo à ciência para compreender melhor a subtileza da energia.

Portanto, nesta questão, o que podemos responder é que Reiki auxilia no processo de cura e que é uma terapia complementar.

Apenas como nota, é preciso ter algum cuidado com as declarações que se fazem. O Reiki não está regulamentado mas o praticante que proclame que realiza curas pode ainda ser alvo de um processo judicial, por parte de um cliente insatisfeito.

O Reiki trata?

Curar e tratar são duas coisas muito distintas. A cura é o encontrar da origem do problema e a sua solução. O tratamento é a técnica para se atingir a cura, que nem sempre pode acontecer.

O Reiki tem técnicas para tratamento. É um método japonês com 21 técnicas tradicionais, umas para desenvolvimento pessoal, outras para cuidado a outros ou autocuidado.

Por tudo isto, sim, o Reiki tratar, o terapeuta de Reiki é um cuidador. O sucesso do seu trabalho, esse depende de imensos factores.

É uma pílula milagrosa?

Não, de forma alguma. Novamente a mesma resposta que no caso de o Reiki cura. Muitas vezes observamos a dor a desaparecer quase instantaneamente, a depressão a reduzir, o alívio das emoções, o feedback positivo na redução dos efeitos secundários de um tratamento agressivo. Noutros casos, não ajudou a aliviar a dor de cabeça, não resolveu o problema no joelho, nem deu as direcções de vida que a pessoa procurava. Coloquei apenas alguns exemplos pelos quais quem tem muita prática já passou por elas. Numa consulta de Reiki, há todo o tipo de procura e todos os tipos de situação acontecem. Mas, Reiki não é uma pílula milagrosa, pelo que saiba, ainda não há uma pílula milagrosa.

É um embuste, um placebo?

Esta questão surge em vários contextos, desde os irados, aos céticos, aos revoltados, aos que perderam a esperança. Até próprios praticantes deixam de acreditar e por vezes isso tem a ver com a sua falta de prática, com o seu medo de trabalho interior, ou simplesmente porque foram mal ensinados.

Existe este artigo muito interessante sobre “Reiki mais uma patetice” que é uma pequena tradução do artigo do Dr. Edzard Ernst. Acho muito curioso as razões indicadas para ser um embuste. Como não sou nem académico nem cientista, deixo apenas algumas referências de estudos, incluindo a tese do Dr. Ricardo Monezi.

Acredito que com tempo, a ciência terá um outro olhar sobre o Reiki e métodos para avaliar esse trabalho.

É uma prática credível?

Dependerá de quem estiver a praticar.

Quando costumo dizer que “vocês são o rosto do Reiki”, não é apenas por dizer uma frase bonita, ela representa uma grande realidade. A prática que realizam é que dá ou tira valor ao Reiki e ao que ele representa. Da parte da Associação Portuguesa de Reiki, tentamos mostrar a importância da autoregulamentação através de um código de ética, de uma norma da prática e de todo um conjunto de materiais e esclarecimentos sobre a prática. Mas, no momento de uma terapia, não é a associação que lá está, é a pessoa, o praticante e aí, nas suas mãos tem o Reiki.

Ainda falta um longo caminho para o reconhecimento da prática. Muitas vezes o problema nem está do lado do Estado ou das instituições mas sim de alguns praticantes que gostam de colocar o Reiki numa posição que é bastante delicada. Estão no seu direito, pois é a sua visão, mas…

  1. Colocar o Reiki num patamar de “Reiki cura”, é estarem sujeitos não só a uma incompatibilidade de aceitação por parte de profissionais de saúde como de instituições e até pessoas que podem considerar como charlatanice;
  2. Colocar o Reiki como uma prática meramente espiritual é reduzir a prática e todos os praticantes a um pequeno conceito, principalmente quando existe uma quase iliteracia em relação ao que é espiritual. Tendo Portugal um passado religioso e espiritual ainda conflituoso, leva a situações desconfortáveis, ficando sujeitos a considerações e ataques por parte de movimentos religiosos, também eles pouco conhecedores do que é o Reiki, apegando-se apenas a algumas experiências muito convenientes;
  3. Quando difamam outros praticantes para colocarem os seus pontos de vista como certos, apenas estão a dar razão a quem diz que “afinal há princípios mas não os praticam”;
  4. Querem fazer parecer que as Associações seguem é interesses de farmacêuticas (uma boa comédia) ou quaisquer outros, quando nem se dão ao trabalho de ver o trabalho que realizam, a doação que fazem e a motivação.

Então, temos mesmo que nos concentrar no que é mais importante. Sentir Reiki, expressar Reiki. Tentar ultrapassar as questões de ego, que essas sim pedem reconhecimentos e “capacidades de cura” e mostrarmos como o Reiki realmente faz a diferença em nós (em primeiro lugar) e nos outros.Não é preciso falar muito, basta colocar as mãos.

 


 

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