Na constituição da Associação Portuguesa de Reiki, em 2008, colocamos os pilares que nos guiam na prática diária e nos objetivos para onde dirigimos os esforços. Ao longo de cinco artigos, vamos explicar em maior profundidade cada um destes pilares.

Unificar as várias escolas, mestres e terapeutas de Reiki de Portugal

O primeiro pilar visa a unificação.

Do prisma da prática de Reiki, faz todo o sentido e, em 2008, parecia  ser algo facilmente atingível, o que se constatou bastante difícil de atingir. Por aqui vamos aprendendo as grandes lições da vida e daí tão profunda gratidão ao Reiki e aos princípios, que nos ajudam a lidar com as situações e a ultrapassar os desafios.

O desafio da unificação

A unificação pode ter um aspecto que não foi considerado, por inocência – o exclusivismo. Ou seja, tudo e todos estariam a seguir uma determinada orientação, rígida. De alguma forma, esta missão foi assim encarada por quem estava por fora e, além de críticas sobre esta possibilidade, surgiu também o conceito de Mestre Independente, o que quer dizer que é um Mestre que não tem qualquer tipo de filiação.

A crítica sobre o conceito de unificação surge, em primeiro lugar, por ausência da procura de esclarecimento, depois por falta de abertura de espírito e pelos sentimentos que cada um nutre dentro de si. Quando não compreendemos algo, não avançamos, quando não queremos compreender, não avançamos, se mantemos emoções destrutivas dentro de nós, não avançamos.

À luz dos cinco princípios, o tipo de anti-associativismo que se cria não parece condizente com a prática de Reiki, chegando ao ponto de até se criar uma associação contra os objetivos da APR. É lamentável que o Reiki continue a ser utilizado de uma forma ainda tão virada para os objetivos pessoais mas faz parte da pluralidade e até é muito construtivo que tais situações acontecem. Os desafios devem ser encarados como formas de melhorarmos e sabermos alinhar a nossa prática com o que cada vez mais sentimos do Reiki e compreendemos das necessidades de resposta ainda a dar. É um crescimento para todos.

Esclarecer a unificação

A missão da Associação Portuguesa de Reiki, ao propor-se unificar as várias escolas, mestres e terapeutas de Reiki de Portugal, era e é a de unir energias, propósitos e construir uma presença sólida e credível do Reiki em Portugal, apoiando os praticantes, terapeutas, Mestres e respectivas escolas, independentemente dos seus sistemas.

Esta união é baseada no respeito pela diferença, basta ver os guias de apoio que publicamos, os artigos, eventos e as referências que damos.

Um associado apenas tem que cumprir dois aspectos:

  1. Ser praticante de Reiki, independentemente do seu sistema, Mestre e nível
  2. Aceitar o código deontológico

Estes aspectos é que realmente representam a unificação pois, da nossa parte, respeitamos qualquer sistema de Reiki, qualquer Mestre e não distinguimos praticantes por níveis. Isso é ter espírito de união – reconhecer e aceitar a diferença. O código deontológico foi a ferramenta que encontramos para a ajudarmos aqueles que querem levar o Reiki aos outros, através da doação do voluntariado ou da prática profissional.

Estes dois pontos – o voluntariado e a prática profissional – é mais um exemplo de união. Há quem só queira a doação e não aceite a profissionalização e vice-versa. Do nosso ponto de vista, o caminho do meio é sempre o mais acertado. Não há Reiki sem doação mas se a pessoa optar por uma via profissional por considerar que é excelente no que faz e poderá ajudar muito mais pessoas a tempo inteiro, então necessita de um valor para poder viver e sobreviver. Tudo deve ser feito em harmonia e reconhecendo a realidade, nunca esquecendo os princípios e fundamentos do Reiki.

Através da profissionalização (rigor na prática terapêutica) e do voluntariado (levar o Reiki a quem mais precisa), damos uma outra perspectiva ao Reiki, desmistificando muitos dos conceitos criados nos anos 80 e 90 mas que ainda perduram.

A unificação na prática

Estamos abertos a todos, ajudamos todos dentro do nosso possível. Este espírito de união chega mesmo aos que não são nossos associados e pedem auxílio para o seu estudo, por não terem condições financeiras, pedem materiais para trabalhos que estão a desenvolver, pedem tempo e espaço onde praticar, mantendo-se com os seus mestres. Sendo ou não sendo associados, todos aceitamos porque faz parte do espírito do Reiki – aceitar e trabalhar com amor incondicional.

Lançamos pontes nas comunidades mais carenciadas, ajudando a desmistificar crenças enraizadas sobre estas práticas e, principalmente, levando saúde e harmonia a quem precisa.

Quando um associado nos indica que está em situação difícil, ajudamos da melhor forma possível, não excluímos. Por isso dizemos sempre, falem connosco. Não num espírito vitimizador mas sim construtivo – o que mudar.

E na mudança também contamos muito com os associados. Por vezes um simples email faz-nos mudar ou acrescentar, as visões construtivas e positivas chegam sempre mais longe e é esse o nosso objetivo – unificar positivamente.

Uma visão para o futuro, com a unificação

Depois da criação de vários Fóruns de Reiki e Medicina, Simpósios, Congressos Nacionais, incentivamos as Jornadas de Mestres de Reiki – para a participação de todas as Associações e tal aconteceu em 2013, com a participação de 6 associações. Assim é a união.

Como visão para o futuro, não pretendemos que todos sejam nossos associados, não faz sentido mas pretendemos sim que os praticantes se sintam à vontade para fazer parte de associações, por acreditarem que elas fazem diferença, sentido e que num espírito global, todos estejamos alinhados em praticar Reiki – levar os cinco princípios, a prática terapêutica, a todos os níveis de ação.

Reiki é simples, muitas vezes são os (pre)conceitos mentais e sociais que desalinham as interpretações. Vamos praticar Reiki, agir com Reiki e doar cada vez mais com consciência de mente e coração. Fará toda a diferença e aí sim, se verá a união positiva e construtiva que existe no Reiki.

Só por hoje, somos gratos.

 

 


 

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