A Joana Barradas é praticante e Mestre de Reiki. Após a escrita do seu livro «Era Uma Vez o Reiki – Viagem ao Monte Kurama», dedicado a crianças, recebeu outra inspiração, a de transformar o texto numa peça de teatro, que agora visita o país de Norte a Sul. Vamos partilhar um pouco do seu trabalho.

Associação Portuguesa de Reiki: Fala-nos um pouco de ti e de como foi a tua entrada no percurso do Reiki.

Joana: Cresci no Alentejo Litoral, entre Vila Nova de Santo André e Grândola onde continuo a viver. A minha mãe é uma mulher muito intuitiva que sempre acreditou no «para lá do que os olhos podem ver» tendo sido sempre um suporte muito importante na minha vida não só como mãe mas também como alguém que me compreendia e compreende. O meu percurso consciente na espiritualidade começou cedo, embora até aos 22/23 anos, altura em que terminei os meus estudos na faculdade, pensasse sempre que a minha vida profissional passaria apenas por ser Assistente Social e por ter uma vida dita «normal».

Foi com a minha entrada no mundo profissional aos 23 anos de idade que a minha vida deu uma grande reviravolta. Trabalhei dois anos na área do serviço social e despedi-me.  Não foi uma decisão fácil de assumir perante a minha família mas a vida chamava-me para outros voos e era algo tão forte que me deu coragem para assumir que já não queria mais ser Assistente Social, que ia ficar em casa sem ordenado e que não, não estava maluca! :)

Abri um espaço próprio em Grândola com assistência domiciliária a pessoas idosas e apoio na área da ortopedia em 2008 e em 2009 entra o Reiki no meu espaço e na minha vida de forma permanente. O espaço foi recebendo vários profissionais das áreas holísticas e passou a chamar-se «Centro Holístico». Dediquei-me aos estudos do Reiki, área que não me canso de estudar e explorar até hoje. Tornei-me numa professora de Reiki e em Novembro do ano passado editei o meu primeiro livro infantil nesta área «Era uma vez o Reiki – Viagem ao Monte Kurama» Ariana Editora.

O texto deste livro foi escrito propositadamente para contar a história do Reiki aos meus alunos mais pequenos (a partir dos 5 anos de idade) em formato de sebenta do curso. Certo dia, estava eu a descansar nas minhas férias de verão 2014, um «passarinho» soprou-me ao ouvido:«Edita o teu texto em formato de livro infantil ilustrado…» E eu assim fiz :) Cheguei das férias, contactei editoras e tratei de tudo. Decidi doar os lucros do meu livro, caso existissem, a instituições de solidariedade social.

Anteriormente, em 2012 dei inicio a um estudo de investigação com as crianças que tenho acompanhado em terapia com diagnósticos de hiperatividade e défice de atenção e os resultados têm sido maravilhosos. O Reiki é realmente uma ferramenta de amor e de luz muito poderosa.

Hoje em dia estou dedicada ao Reiki, à formação nas áreas do desenvolvimento pessoal e espiritual, à escrita e ao teatro a tempo inteiro.

Festival-da-Terra-2015

Associação Portuguesa de Reiki: O que te levou a criar a peça de teatro «Era Uma Vez o Reiki – Viagem ao Monte Kurama»?

Joana: A ideia da criação da peça de teatro do meu livro surgiu espontaneamente, já nem sei descrever com precisão. Surgiu, ressoou cá dentro e fez-me vibrar de entusiasmo :) Uma forma dinâmica, leve, prática e divertida de apresentar e dar a conhecer o Reiki a muita gente. Foi o que pensei na altura.

A ideia de fazer teatro já fazia parte da minha vida, só não tinha imaginado que seria com um texto escrito por mim.

Depois os contactos foram surgindo naturalmente e formou-se a Família Zen, um grupo de oito pessoas, dois músicos e seis atores amadores (dos quais eu faço parte) que constituem o Teatro Zen da OMDPE – Organização Mundial para o Desenvolvimento Pessoal e Espiritual, uma associação sem fins lucrativos fundada por mim este ano e da qual sou presidente atualmente. Somos todos voluntários, fazemos este trabalho com muito amor e decidimos criar um Teatro Zen aberto a todos e sem cobrar entradas. Funcionamos por donativos.

Contámos com o apoio do nosso atelier de costura que elaborou com as suas crianças formandas na área da costura todos os nossos fatos e vários adereços para a peça e com a parceria com um  profissional da área do teatro a quem estamos também muito gratos.

 Associação Portuguesa de Reiki: De que forma sentes que tem vindo a ajudar o público em geral a compreender o que é o Reiki?

Joana: O texto é simples e desmistifica o tema do Reiki de forma clara e muito direta pois foi escrito a pensar nos mais pequenos. A peça tem uma duração de quarenta minutos e mais de metade do tempo passamo-lo a cantar. Tenho sentido que o facto de ser tão simples e ter a música envolvida, acaba por também tocar os adultos, pois captam a mensagem facilmente e deixam-se envolver naquele ambiente connosco.

A ida ao teatro com os mais pequenos contribui para a sensibilização dos adultos que os acompanham, o que tem sido muito gratificante para nós, pois no público adulto é onde, geralmente, se encontram as maiores resistências.

Temos reparado que o público em geral participa na meditação final connosco, mais que não seja com o intuito de mostrar e dar o exemplo à criança que está ao lado, para que faça e participe também. O resultado final, são lindos sorrisos que nos deixam o coração quentinho e alegre.

Muita gente chora de emoção na plateia… nós próprios choramos de amor e gratidão muitas vezes nos ensaios, é um sentimento maravilhoso e inexplicável.

11895940_1904434833114285_7042318034752313352_n 11960106_1904434496447652_2387473368552251715_n

Associação Portuguesa de Reiki: Por onde tens passado a peça de teatro?

Joana: A peça tem passado por auditórios municipais, feiras alternativas, hospitais (IPO Lisboa) e escolas (a convite de pais, educadores, professores e associações de país). Já temos convites para lares de idosos e mais hospitais e escolas neste momento.

A primeira ida ao IPO Lisboa (Pavilhão Lions) atuar para as crianças utentes e suas famílias foi um dos momentos mais marcantes para nós. Levámos connosco a missão de levar mais luz e uma mensagem de força e esperança a todos os meninos e familiares. Fomos preparados pelo hospital horas antes para o trabalho que iríamos realizar, mas mesmo assim fiz força para não chorar a meio da peça várias vezes, confesso, emocionei-me bastante. Foi muito envolvente e gratificante receber aqueles sorrisos, beijinhos e abraços no final. Um dia que jamais irei esquecer na minha vida.

Associação Portuguesa de Reiki: Qual é o teu sonho para o futuro do Teatro Zen?

Joana: Bem, uma pergunta difícil… (sorrisos)

Acho que ainda não pensei bem nisso. Estou concentrada em continuar esta jornada chamada «Era uma vez o Reiki – Viagem ao Monte Kurama» com a família Zen por tempo ilimitado, deixando correr um dia de cada vez. Mas é nossa intenção percorrer todo o país, ilhas e quem sabe outros países de forma a passar a mensagem até onde nos for permitido chegar.

Agradeço a todos os que de forma direta ou indireta contribuem para o cumprimento desta nossa  missão aqui em baixo na terra. Agradeço ao Mestre Usui, ao Reiki, ao Céu, aos Anjos… Agradeço também aos obstáculos e desafios pois compreendo que fazem parte do nosso aprendizado. E desta forma, vamos construindo o caminho e concretizando os nossos sonhos todos os dias… :)

Muito obrigado,
Joana Barradas

 
 
associacao_portuguesa_reiki_redondo_120 Descobre os conteúdos exclusivos para os associados no nosso site www.associacaoportuguesadereiki.com
 
(Visited 463 times, 1 visits today)