Mais de duas centenas de praticantes de Reiki de todo o país participaram no VI Congresso Nacional de Reiki, promovido pela Associação Portuguesa de Reiki. João Magalhães, Presidente da APR, faz um balanço positivo do evento e revela as prioridades para 2016.

O VI Congresso Nacional de Reiki, que este ano decorreu na cidade do Porto, abordou temas como o Reiki nos hospitais, Reiki para animais, Reiki no apoio à pessoa com deficiência e o Reiki e a Psicologia no tratamento da depressão.

A iniciativa contou, entre outros, com a participação dos oradores Johnny De’Carli, autor e Mestre de Reiki, Ricardo Garé, médico veterinário, e Luís Carlos Matos, Mestre em Medicina Tradicional Chinesa pelo ICBAS e Doutorando em Engenharia Biomédica pela FEUP.

João Magalhães, Presidente da Associação Portuguesa de Reiki, falou-nos sobre este VI Congresso Nacional, onde foram também anunciados o tema para 2016, “A Filosofia do Reiki”, e a criação de uma Comissão Nacional de Ética, e as prioridades da APR para 2016:

1. Que balanço faz do VI Congresso Nacional de Reiki? 

Foi de coração quente. Sempre gostei de todos os congressos mas este trouxe-me algo de muito especial. Senti proximidade. Apesar de sermos mais de duzentas pessoas numa sala pequena, acabou por ser ainda mais positivo. Todos estávamos mais próximos e de alguma forma todos convivemos.

A partilha de temas foi excelente, pois pegámos em casos muito interessantes como hospitais, animais, a interação entre Psicologia e Reiki para a depressão, a apresentação de vários projetos de «Cuidar de Quem Cuida», o tema central de 2015, além da apresentação do Luís Matos que nos deu um enquadramento científico sobre a energia, e sem esquecer mais uma apresentação de coração do Johnny De’ Carli.

Algo que foi muito importante foi também a apresentação do voluntariado Reiki (e não só) na Cercigui. É também muito positivo vermos o lado das instituições e da forma como praticantes mudam a vida das pessoas. Neste caso não foi apenas só com Reiki mas também com muitas outras atividades de voluntariado lúdico, que auxilia na qualidade de vida de todos.

Encerrámos com a entrega dos prémios “Dar de Coração”, sobre as iniciativas de voluntariado, e ainda o “Prémio Hayashi de Investigação Reiki”, sobre trabalhos académicos.  Este tema é muito importante, pois mesmo a nível internacional somos a única associação a dar reconhecimento oficial ao esforço que muitos académicos fazem, muitas vezes indo contra tudo e contra todos, para que se possa credibilizar cada vez mais a prática – merecem mesmo reconhecimento e apoio.

Por tudo isto, o Congresso foi mesmo de coração quentinho. Foi um tempo de Reiki, alegria e muita partilha. Creio que deixou muita gente feliz.

2. Quais são as prioridades da APR para 2016, “Ano da Filosofia do Reiki”?

Será um ano de extrema importância, pois irá também incidir muito no esclarecimento e na transformação. Não podemos continuar a passar a mensagem que Reiki é apenas energia ou o passar da energia.  A parte central do método é o que está descrito nos preceitos.

A mudança que fazemos implica tomada de consciência e inflexão nos padrões de vida. Assim, em 2016 iremos criar vários workshops que incidirão na importância dos princípios como base transformadora da mente e do coração, assim como a reflexão nos poemas do Imperador Meiji.

O objetivo passará mesmo por mostrar a importância da transformação da nossa mente e coração para conseguirmos trilhar um melhor caminho para a felicidade.2016 será um ano lindíssimo para todos os praticantes.

3. Como vai atuar a nova Comissão Nacional de Ética?

A Comissão Nacional de Ética para a Terapia Reiki surge como uma resposta natural, fundamentada nos estatutos da Associação Portuguesa de Reiki como um apoio à autorregulamentação e regulamentação do Reiki em Portugal.

Esta comissão serve os interesses das pessoas em geral que usufruem da prática, e dos praticantes de Reiki em particular. A sua missão será a de cooperação, integração e apoio, tendo sempre em vista os princípios que nos regem. Criará instruções de referência para a prática profissional, dará pareceres sobre irregularidades na prática, auxiliará na resolução de conflitos, dará apoio informativo sobre o que exista de legal no âmbito da terapia Reiki ou reencaminhará para as entidades competentes. Trabalhará para o reconhecimento da terapia em Portugal.

Esta é uma comissão para a qual já há muito muito tempo temos vindo a trabalhar e que terá como decisor um associado, pois são os associados que compõem a APR.

É muito importante este tipo de iniciativa para apoiar os praticantes até a resolverem questões internas que têm ou a esclarecer o público em geral que procura mais informações sobre a prática profissional.

Alguns praticantes ficam receosos de que seja algo para controlar, mas é evidente que não. Nunca nos podemos esquecer de que tudo em que haja envolvimento profissional necessita de um sustento ético e que, infelizmente, nem sempre tal acontece.

Mesmo com o inquérito que fizemos sobre a prática de Reiki em Portugal,  77,4% dos inquiridos respondeu que não receberia Reiki, profissionalmente, de qualquer pessoa, então, devemos mesmo trabalhar para mais informação, consciência e prática.

Acima de tudo, queremos esclarecer, unir, simplificar e tornar o Reiki cada vez mais acessível a todos. Cada um de nós é o rosto do Reiki e aquilo que os outros pensam e falam sobre o Reiki, dependerá muito das nossas atitudes. Tu que és praticante, fazes diferença.

Fonte: Reiki Studio Porto

 


 

associacao_portuguesa_reiki_redondo_120 Descobre os conteúdos exclusivos para os associados no nosso site www.associacaoportuguesadereiki.com

 

(Visited 477 times, 1 visits today)