1José Luis livro
CANTINHO DE LEITURA DO NÚCLEO
Cultivamos o gosto pela leitura e pela escrita
Seguindo os 5 Princípios da Filosofia Reiki
Perdoar é abraçar a felicidade
Reiki é a arte secreta de convidar  felicidade
Só Por Hoje
Sou Calmo
Confio
Sou Grato
Trabalho Honestamente
Sou Bondoso
Reiki é a arte secreta de convidar a felicidade
Mestre Mikao Usui 1José Luis Perdoe
PERDOE, AJUDE E ESQUEÇA!
Caro amigo,
É possível amar uma pessoa e detestar tudo o que nela é mau, cada um dos vícios que a estragam. Temos um monte de imperfeições. Mas mais do que quem nos aponte os erros, precisamos de quem nos ame e ensine a amar. De quem nos perdoe, nos ajude e esqueça o nosso mal. E até se esqueça que nos perdoou!

Calculo que lhe custe a ideia do esquecimento… A ferida só fica curada quando já não se vê rasto de cicatriz.

Mas, para alguns, perdoar não é esquecer. Perdoam na condição de deixar bem evidente no outro o sinal da imperfeição. Contabilizando para si mais um perdão.

Ora, o amor só se concebe de uma forma: ou é inteiro ou não é. O amor exige que quem ama não faça contas, entregue o seu coração, inteiro.

Ser justo com alguém que amamos também é duro para nós, pois tal implica apontar-lhe os erros que são da sua responsabilidade (não outros!) sem nunca o excluir, por um momento que seja, da nossa intimidade.

É muito mais fácil e cómodo apontar o dedo e condenar. Até mesmo quem não é culpado. Não se distingue a falta (que é sempre censurável) do faltoso (que deve sempre ser compreendido), até porque esse processo deixa a ilusão de que esse juiz é superior àqueles que rebaixa. Ser justo implica ser capaz de aceitar também o que o outro tem a dizer-nos a respeito das nossas faltas. Devemos sempre escutá-lo. Mesmo quando não nos perdoe, não nos ajude e se recorde do mal em nós.

Lembre-se que as palavras duras de um amigo são sinal de lealdade e cuidado, o beijo do inimigo não.

Cuidado com as generalizações. Uma pessoa que falta à verdade não é um mentiroso, nem é um ladrão quem alguma vez deixou de acertar as contas. É frequente que depois de descobrimos algo de errado em alguém, essa pessoa pareça perder todo o seu valor. Ou que, diante de uma desilusão de alguém em particular, julguemos que todos os demais lhe são iguais e, assim sendo, o melhor é fecharmo-nos na nossa perfeição. Ora, não só nós estamos longe de ser perfeitos, como também a solidão egoísta é um gesto grave de orgulho. Todos erramos. É nisso que somos todos iguais.

Não julgue que existe alguém perfeito à sua espera numa ilha isolada, longe do tempo, do mundo e dos outros.

Muitos queixam-se tanto dos outros que resulta claro que não têm ideia do que neles próprios existe de venenoso. Sob as capas da ingenuidade e da vitimização escondem punhais bem afiados, à espera apenas da melhor oportunidade para se… vingarem, segundo acreditam e dizem. Porque, na sua ideia, esse seu mal é sempre justificado pelo que sofreram antes. Julgam-se no direito (e dever!) de ser maus com os outros.

Não devemos julgar o outro, mas isso não significa admirar-lhe os defeitos que o degradam. Nem tão-pouco censurar-lhe as virtudes, porque também há quem pense que toda virtude alheia é defeito e, claro, que todo defeito pessoal, é virtude… Amar alguém é ser capaz de o ajudar, antes de tudo através do exemplo, da luta contra os nossos próprios vícios.

Devemos desejar sempre o bem, mais ainda quando estamos perante o mal. Num primeiro momento, perdoando. Acreditando que tal não se deve a uma intenção pura da bondade do seu íntimo. Depois, ajudando, dando com a nossa presença a força e a confiança para uma luta que será sempre pessoal. Por fim, esquecendo. Sim, quem ama esquece. Quem não esquece o mal, não ama. Amar é suprir as faltas do outro. Anulando-as. Em todo o lado. Para sempre.

A diligência é a pressa própria de quem ama. É também sem demoras que devemos perdoar e esquecer. Afinal, também nós só devemos ser perdoados na exata medida em que tivermos sido capazes de perdoar.

Amar, por vezes, exige que o amor supere a nossa razão.

Amar é esquecermo-nos das faltas do outro. É ajudá-lo, esquecendo-nos de nós. É perdoá-lo, perdoando-nos a nós mesmos pela má vontade de não querer esquecer.

Permita-me apenas mais um conselho: Que os seus braços sejam um lugar (e um tempo) onde o outro possa chorar… sem que nunca se julgue, por isso, no direito de saber o porquê de nenhuma dessas lágrimas.

Assim faz quem ama: perdoa, ajuda e esquece.

Admiro-o, em especial por essa humildade de me conceder o direito de lhe entrar pelo seu coração adentro… permitindo-me assim conhecer toda a grandeza da sua vida…

muito Obrigado e um abraço, grande.


José Luís Nunes Martins
8 de agosto de 2015
Ilustração de Carlos Ribeiro

 


 

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