Nesta entrevista abordámos a Patrícia Branco, de 41 anos cujo percurso no Reiki se iniciou em 2010 e é agora praticante de nível III.

Antiga administradora de uma empresa e actualmente entre projetos e descobertas Patrícia Branco é voluntária há cerca de 4 meses, atende sempre que solicitada pelo Núcleo de Cascais (este núcleo abarca as localidades de Estoril, Oeiras e Carcavelos) que tem como principais projetos a partilha de Reiki na ARIM Associação de Reformados e Idosos do Murtal  cujo trabalho se baseia no apoio aos idosos que frequentam a associação bem como na Quinta do Pisão, instituição que recebe pessoas com distúrbios psicológicos onde o Reiki ajuda os colaboradores, tendo como base o trabalho da APRAssociação Portuguesa de Reiki no programa “Cuidar de Quem Cuida”.

Para além destes projetos o núcleo também presta voluntariado animal na APCA – Associação de Proteção aos Cães Abandonados de Sintra – com a presença semanal da colega  Fátima Velho.

No entanto e sempre que alguma instituição ou escola solicita este Núcleo disponibiliza-se sempre para apresentações e demonstrações de Reiki

APCA

 

Relativamente ao teu voluntariado nos centros de dia, como descreves a experiência de aplicar Reiki em pessoas idosas?

O que tenho notado é que são geralmente pessoas carentes que necessitam de atenção.

São muito receptivos mas não gostam muito de ver caras novas a fazer-lhes Reiki… Há que ter algum cuidado na introdução de novos voluntários e seguir sempre a mesma “linha” de tratamento, para conseguirmos ir ganhando a confiança deles.

Recebem bem a terapia e costumam ficar muito agradecidos e conseguem relaxar um pouco.

Consideras que o Reiki tem um impacto positivo no que respeita ás questões da solidão e da carência de que muitos dos idoso de hoje em dia sofrem?

Sim, sem dúvida.

Para além de eles reconhecerem o Reiki os relaxa e alivia algumas dores, ainda conversam um bocado e falam dos filhos que estão longes e dos cônjuges que já partiram.

Como foi ou é a tua abordagem numa primeira sessão de Reiki para com estas pessoas?

No caso de ser uma primeira vez, tento perceber se sabem o que é Reiki ou se têm alguma ideia pré definida. Faço uma breve introdução e explico o que vou fazer e como vai decorrer a sessão.

De uma forma sucinta como se passa uma sessão de voluntariado Reiki?

As sessões duram entre 20 a 30 minutos.

Primeiro fazemos a nossa ligação, limpamos energeticamente o espaço, colocamos uma música calma e chamamos a primeira pessoa.

Na conversa inicial perguntamos à pessoa como se sente desde a última sessão, registamos na ficha da pessoa as melhorias sentidas desde a última sessão e as queixas do dia.

Depois ajudamos a pessoa a deitar-se na marquesa e garantimos que está confortável. Tapamos a pessoa e abrimos o tratamento.

Como, geralmente, vamos 2 voluntários, enquanto um começa a tratar a cabeça, o outro começa a tratar os pés.

Depois de fecharmos o tratamento, enquanto ajudamos a pessoa a levantar perguntamos como se sente. Registamos na ficha.

Depois da pessoa sair, limpamo-nos energeticamente e chamamos o próximo.

Na Quinta do Pisão , onde o teu voluntariado incide sobre os colaboradores/cuidadores de pessoas com distúrbios psicológicos qual é a tua opinião sobre a necessidade e os benefícios de receber Reiki?

Estas pessoas revelam sempre grandes níveis de stress. No final da sessão, afirmam muitas vezes o quanto foi bom relaxarem um pouco.

Na minha opinião, uma sessão semanal já os ajudaria muito a aliviarem o stress e a afastarem-se por uns minutos, ainda que dentro do recinto, só stress e da loucura lá de fora.

Se tivesses que definir quais são os maiores desafios no teu papel de voluntária o que dirias?

Para mim o mais complicado é gerir o sentimento de impotência quando percebemos que a pessoa precisa de muito mais Reiki e que só daí a uma semana é que poderá voltar a receber.

Quem faz as marcações, nas instituições, vai marcando tentando “rodar” todos os que querem receber, o que é justo obviamente, mas não é suficiente para a grande maioria das pessoas.

Quais são as questões que a maioria dos teus pacientes te colocam?

A grande maioria são pessoas que já receberam alguns tratamentos e não costumam fazer muitas perguntas.

Os que ainda não estão habituados, às vezes perguntam se o que sentiram depois foi normal e se teve a ver com o Reiki.

No que diz respeito a APCA , o teu voluntariado deve funcionar de forma diferente do voluntariado com pessoas. Quais os aspetos que consideras serem mais desafiante no  Reiki Animal?

Eu não fiz ainda voluntariado com Reiki Animal. Enquanto voluntária apenas ajudei a organizar um evento para angariação a de fundos…

Como descreves a interação entre ti e os animais na partilha de Reiki?

A experiência que tenho é com os cães da família.

Mas os animais são muito mais simples que as pessoas. Depois de perceberem que podem receber Reiki (porque percebem), aproximam-se. Quando sentirem que receberam o suficiente afastam-se.

Em que situações específicas é que o Reiki pode ajudar os animais de uma associação?

Os cães dos canis são cães que tem muita falta de atenção e mimo.

O Reiki acaba por lhes dar isso tudo, quer através da energia que recebem como mimo, quer o próprio contacto físico.

Quais as maiores dificuldades, ou antes aspetos que deveriam ser melhorados para que a partilha de Reiki funcionasse melhor neste tipo de voluntariado?

Na minha opinião deveria haver uma maior divulgação junto das instituições, quer do Reiki quer do próprio voluntariado.

Para terminar, e tendo em conta que estes projetos fazem parte de ti como praticante de Reiki, porque recomendarias o voluntariado a qualquer participante?

Diriam para fazerem voluntariado, porque faz bem à alma e à mente. Sou muito mais feliz desde que sou voluntária.

Que tipo de projetos gostarias ainda de vir a desenvolver?

Gostaria de ver o nosso Reikinho em mais escolas por aqui.

E gostaria de fazer algum tipo de intervenção em lares de idosos.

Obrigada

Grata!

 

Fontes:

http://www.apca.org.pt/

http://www.portugalio.com/arim-associacao-de-reformados-e-idosos-do-murtal/ – SEM WEBSITE

http://www.cm-cascais.pt/quintadopisao

 


 

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