Ela não veio duma montanha algures, entoando cânticos e a queimar incenso. Sema Tihan cresceu no Norte de Jersey. Frequentou a NJIT. Tinha uma carreira que lhe rendia 6 dígitos ao ano. E então, encontrou o seu chamamento.

Tihan, fundadora do The Reiki Healing Center de New Jersey, na cidade de Wayne, põe agora a sua mente cientificamente treinada ao serviço da desmistificação do Reiki (pronunciado “rei-qui”), o método Japonês de cura por imposição das mãos usado para a redução do stress, para o relaxamento e para promover a cura. Como explica Tihan, é o canalizar da “energia vital”. E, diz ela, isso faz todo o sentido, cientificamente.

“Tenho um bacharelato em Engenharia”, conta ela, “Venho da ciência. É Física básica. De que é feita toda a matéria? Energia. Não é preciso estar para lá do razoável para dizer ‘ok, se o nosso corpo é energia, há um campo magnético à nossa volta.’”

De acordo com Tihan e outros praticantes de Reiki, quando o corpo está doente, ferido, stressado, privado de sono ou de qualquer outra forma sem ser num estado óptimo de saúde, a energia está desequilibrada. Através de um conduto, o Reiki pode equilibrar essa energia, resultando num relaxamento profundo que gera clareza na mente, paciência, foco, alívio da dor e deixa o corpo equipado para se curar, entre outras coisas.

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Sean Ender, de 9 anos, recebe tratamentos de Reiki de Karen Overgaard.

Paixão óbvia

Tihan fala do Reiki com uma paixão evidente. Ela não é a única.

A colega, Mestre de Reiki, Karen Overgaard, é enfermeira credenciada e coordenadora do Whole Child Center, um gabinete de pediatria em Oradell. Ela debate entusiasticamente as suas sessões, falando da dor que sente nas suas mãos quando toca (ou as põe acima) duma área que aflige alguém. Overgaard interrompe-se e mostra-se compreensiva com o silêncio ligeiramente céptico do outro lado do telefone.

“Soa realmente muito rebuscado.”, admite.

Não para Janet Hamill, enfermeira licenciada e terapeuta holística no Valley Hospital em Ridgewood. Hamill faz sessões de Reiki a pacientes em internamento e educa os funcionários e os membros da comunidade em relação ao Reiki, como parte da abordagem de enfermagem integrativa do hospital.

“Equilibra a energia que flui pelo corpo”, diz Hamill sobre o Reiki. “Quando estamos doentes ou sob stress, hospitalizados, a energia que flui pelo corpo pode ficar bloqueada ou desequilibrada.”

Como Hamill, as outras duas mulheres têm experiência hospitalar. Overgaard é chamada ao Centro Médico da Universidade de Hackensack para ter sessões com os pacientes. Tihan passou 1 ano num piso de Oncologia no hospital Morristown Memorial. Cada uma delas poderia passar o dia inteiro a contar histórias de pacientes, ilustrativas dos efeitos positivos do Reiki. Para doentes oncológicos, obviamente que não significará uma cura, mas em muitas situações criou esperança e um melhor estado geral de corpo e mente para combater a doença.

Uma mente aberta

“Faz-te sentir mais leve”, conta Overgaard. “Se tens o tipo de sencação de ter o peso do mundo sobre os ombros, faz sentir que, bem, agora consegues lidar com isso.”

Para a maioria dos adultos, é uma questão de ter a mente aberta. Para ver como funciona quando não nos precipitamos a julgar, talvez seja melhor observar uma criança.

O Sean Ender é um rapaz de 9 anos com Sindrome de Joubert, uma doença caracterizada por tónus muscular diminuido, dificuldades de coordenação motora e dificuldades cognitivas. O Sean está no extremo mais ligeiro do espectro de Joubert. Integrado nas escolas públicas de Washington Toenship desde a creche, está agora no 3º ano e começa a aperceber-se que é diferente dos colegas.

“É difícil para ele compreender isso”, conta a sua mãe, Allison Ender.

“Tem havido ansiedade e frustração – muita frsutração – e birras. Por isso, procurei ajuda em várias direcções.”

Como parte desse processo, os Ender mudaram de pediatras e são agora pacientes no Whole Child Center. Aí, reencontraram Overgaard, que tinha sido enfermeira certificada no gabinete pediatria que frequentavam antes. Quando a Sr.ª Ender soube que Overgaard disponibilizava sessões de Reiki, decidiu tentar esta terapia com Sean.

‘Mantém-o calmo’

Viu resultados imediatamente.

“Mantém-o calmo, ele sai daqui feliz e calmo e focado”, conta a mãe.

E embora irmãos e amigos e a vida em geral o possam fazer descarrilar um pouco, na maioria das vezes a calma persiste.

“Sinto que se mantém com ele, solidamente, por uns dois dias”, diz a Srª Ender. “Mesmo se ele se começa a sentir frustrado, é capaz de se distanciar desse sentimento e acalmar-se mais rapidamente. Também temos um psicólogo tradicional. Creio que isso ajuda. (mas) Sinto que isto chega a ele a um nível diferente.”

O Sean não sabe sobre a energia dentro de si ou à sua volta ou sobre o acto equilibrante que Overgaard pratica.

Sabe que vai para o Reiki, uma coisa parecida com uma massagem, e sabe como isso o faz sentir. À saíde de uma sessão, recentemente, o Sean tinha claramente mudado. A energia excessiva e os movimentos bruscos tinham desaparecido e, no seu lugar, estava uma calma feliz de mente e corpo.

“As crianças têm uma mente aberta”, diz a Sr.ª Ender.

“Não julgam o que os adultos fazem. Não questionam. Não são cínicas. PAra ele, ter ido daquela primeira vez e sentir-se tão bem por causa do Reiki realmente faz pensar que sim, há definitivamente alguma coisa ali.”

E-mail: yoriok@northjersey.com

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por KARA YORIO, Editora, The Record.
Tradução: Sónia Braz

 


 

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