De acordo com um artigo publicado no site da University of Huddersfield, datado de fevereiro de 2015, foi levado a cabo um estudo piloto pela Dr.ª Serena McClusky que concluiu que o Reiki pode ser uma ferramenta valiosa para melhorar a qualidade de vida em mulheres com cancro.
Considerando que estudos recentes mostram que pelo menos metade da população mundial terá cancro em algum momento das suas vidas, um projeto de investigação da University of Huddersfield, no Reino Unido, alega que a terapia complementar Reiki pode melhorar a qualidade de vida de pacientes com cancro ao diminuir os níveis de depressão, ansiedade e cansaço de que padecem.
O projeto, intitulado «An exploratory study of Reiki experiences in Woman living with cancer» [Um estudo exploratório de experiências com Reiki em mulheres que vivem com cancro], foi conduzido pela Dr.ª Serena McCluskey, praticante de Reiki e investigadora Sénior no Centre for Applied Psychological and Health Research, pela Professora Marilynne Kirshbaum e pela Dr.ª Maxine Stead, formada em Oncologia Psicossocial e proprietária de um Spa de saúde holístico em Huddersfield.
Os pesquisadores envolvidos no projeto concluíram que o Reiki pode ser benéfico na qualidade de vida de mulheres que sofrem de cancro e que, em breve, o Reiki será adicionado ao Sistema Nacional de Saúde, a par de outras terapias complementares: «A acunpuntura e outras técnicas vistas como pouco ortodoxas são prescritas no Sistema Nacional de Saúde, por isso percebemos que devíamos aprofundar pesquisas acerca do Reiki. Não queremos dizer que haverá comprovação científica, mas é um facto que o Reiki traz benefícios na qualidade de vida de mulheres com cancro», afirmou a Dr.ª McCluskey.
Durante um ano, investigadores levaram a cabo entrevistas a dez mulheres que tinham recebido Reiki e as descobertas foram unânimes: alívio de tensões emocionais, menor preocupação mental com a doença, sentimentos de paz e relaxamento. Os benefícios, de acordo com a Dr.ª Stead, podem durar até quinze dias: «O Reiki deu a estas mulheres a oportunidade de esquecerem o que estavam a viver, pois estavam sob tratamentos complicados. O Reiki foi como um refúgio e ajudou-as a lidar melhor com a doença. Tirou-as da escuridão.»
A Dr.ª McCluskey e a Dr.ª Stead, que é agora Mestre de Reiki, foram colegas na University of Leeds, na Unidade de Investigação Psicossocial Oncológica e Experiências Clínicas, fundada pelo Cancer Research Uk: «Graças a métodos de diagnóstico e tratamento mais eficazes, as pessoas com cancro vivem mais tempo. Os pacientes não vão ao hospital assim tantas vezes e não têm apoio médico com frequência, o que os leva a procurar outro tipo de apoio complementar que não o tratamento médico convencional para ajudá-los a reduzir efeitos secundários da doença, como depressão, ansiedade, cansaço e dor».
Os resultados deste projeto-piloto foram apresentados em Leeds, no mês de março de 2015, na Conference of the British Psychosocial Oncology Society e serão, mais tarde, publicados para fazerem frente às críticas de evidências empíricas sobre a validade e credibilidade do Reiki: «Não sabemos exatamente como ou por que é que os pássaros migram para o outro lado do mundo e regressam para o mesmo sítio todos os anos, mas um dia ainda iremos perceber. E o mesmo acontece com o Reiki», disse a Dr.ª Stead.

 


 

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