Método vem sendo utilizado na Colônia Penal Feminina do Recife. Internas aprovaram.

Um método parar curar a dor da saudade e as mazelas que pairam entre as celas de uma cadeia. “Sinto-me feliz comigo mesma. Lembro do meu filho que está lá fora”, diz Priscila da Pereira, 22 anos. “Penso em meu falecido marido. Quero me reintegrar logo à sociedade e voltar a frequentar a igreja”, comenta Célia Almeida, 62. “Hoje vivo um pouco mais em paz. Quando sair, vou cuidar e amar ainda mais meus dois filhos”, destacou Priscilla Silva dos Santos, 26. Os pensamentos positivos dessas três mulheres que cumprem pena em regime fechado na Colônia Penal Feminina do Recife – maior estabelecimento prisional destinado ao gênero – não seria o mesmo caso elas não estivessem com as energias revitalizadas. Há unanimidade no discurso “é a melhor coisa para a alma”.

O Reiki é a resposta capaz de fazer com que as detentas creiam que o sentimento de harmonia ainda está presente mesmo quando estão confinadas. Os pés descalços, toques súteis no corpo, música leve e muita meditação – são características que estão amenizando o sofrimento dessas mulheres, que, longe da família e dos filhos, usam a técnica para curar o físico, emocional e a energia de si mesma e das colegas de cela.

O ritual, com mais de dois mil anos de existência e redescoberto no século 19 pelo médico japonês Mikao Usui, traz métodos simples e naturais, utilizando apenas a imposição das mãos. É também chamada pelos adeptos de vital, sútil e amorosa, que traz relaxamento e reduz o estresse, além de outros benefícios medicinais e espirituais. O Reiki vem sendo ensinado para detentas do antigo Bom Pastor, no bairro do Engenho do Meio, por meio da parceria entre a Secretaria-Executiva de Ressocialização (Seres) com o projeto De Alma Leve, que leva a técnica para sala de aula no presídio. Os encontros acontecem às sextas-feiras e a terceira turma está sendo formada em oito meses de projeto.

Segundo a mestra em Reiki, Maria de Fátima Nunes, incialmente, as alunas aprendem os métodos e passam o período de 21 dias aplicando as técnicas em si mesmas, com o intuito de autoconhecimento do corpo. “Isso é feito para que elas conheçam o seu próprio corpo. Para ficarem mais à vontade. Em seguida, elas vão se aprimorando e se transformam em voluntárias para aplicar a técnica nas demais colegas de cela”, explica.

É o caso de Priscilla Silva, que cumpre pena no presídio há um ano e meio e tornou-se voluntária. Ela aplica o Reiki para tratar da colega de presídio que sofre de estresse e de dificuldades para andar “Pelo menos uma vez na semana vou até a cela dela e aplico o Reiki. E, o resultado vem aos poucos, pois já consegue andar devagarzinho. A técnica é maravilhosa. Cura a alma, as dores e a mente”, comenta a presidiária.

Bruno Campos

Método simples e natural, utiliza apenas a imposição das mãos, traz relaxamento e reduz o estresse

Para diretora da Colônia, Charisma Tomé, a intenção é ter uma detenta formada em Reiki em cada uma das 42 celas do presídio, assim, prevendo que em breve as 650 reeducandas confinadas no presídio com capacidade para 200 vagas sejam beneficiadas com o método. “O Reiki vem transformando o convívio entre as presidiárias. Muitas delas sofrem de ansiedade, estresse e depressão por conta de problemas ocasionados pelo desvínculo familiar, em especial na separação de seus filhos”, ressalta a agente penitenciária.

Fonte: Folha de Pernambuco

 


 

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