O voluntariado Reiki é uma grande tarefa para qualquer praticante. É exigente, mas também humanizador e traz-nos um grande preenchimento no coração. Também para quem recebe, não só Reiki é bom, mas também os abraços e o poder ter alguém com quem conversar um pouco. Aqui fica um testemunho da Maria José Barros, na Cruz Vermelha de St. Elói, no tratamento de utentes seniores.

A G., a A., a C., a J. e mais algumas, são amigas que me entraram no coração de há uns meses a esta parte.

Têm todas histórias de vida riquíssimas e uma sede imensa de as partilhar com alguém. Uma sede muito maior do que aquela que saciam com o copo de água que faço questão que bebam após cada sessão de Reiki a que se submetem, comigo, todas as quartas feiras.

Já é uma rotina que se vive, semanalmente, em Srº Eloi, no Centro de dia da Cruz Vermelha. As minhas amigas recebem-me sempre com sorrisos e grandes abraços, mesmo que logo a seguir tenham queixas a fazer.

Há sempre novidades para contar: Um bisneto novo que nasceu, uma neta que, finalmente, conseguiu emprego, um tricô com um ponto bonito para mostrar (e a promessa de o ensinar). Mas algumas novidades são de doer: Uma utente que foi internada, uma colite malvada que não larga a C., entre outras histórias. Seja a novidade boa ou má é recebida com humor e boa disposição; as 1ªs por cumplicidade, as segundas para aliviar a tensão e não dramatizar mais o que, já de si, é doloroso.

Importante num trabalho de voluntariado: A boa disposição, sermos um raio de luz que entra num ambiente já de si enfadonho e cinzento. Ouvir, ouvir muito, ouvir mesmo, mostrarmos que estamos atentas às pequenas coisas que se tornam um drama para estas pessoas. Tocou-me a mágoa da A. ao contar que uma das colegas lhe chamou “padreca” porque ela tem o hábito de ler livros de orações de santos. Por muito que tentasse anima-la, dizer-lhe que o caminho de cada um só a si diz respeito, que interessa faze-lo do modo que ficamos mais confortáveis, sentindo-nos bem com o que fazemos e não com o que nos dizem, os olhos marejavam-se de lágrimas e repetia: “Padreca! Porque leio!”

Maria José Barros – Novembro 2016

 


 

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