A Dª A.  tem 62 anos e vive numa instituição. Sofre de demência (sem diagnóstico da sua origem), suspeitando-se de um episódio deveras traumático.

Por sugestão da diretora da instituição, a Dª A. recebe semanalmente terapia de Reiki.

Chegou muito agitada, no primeiro dia. Ainda hoje (depois de 8 sessões), a sua mente “regressa” ao passado a uma velocidade alucinante. Fala da M.E. (sua irmã), da mãe e da “menina, tão querida”, está focada no passado e raramente a encontramos no presente.

O tratamento, tem a duração que a Dª A. nos permite. Não tem tempo certo! As nossas sessões são feitas a três: A Dª A., eu e uma acompanhante que a vai acalmando. As sessões variam entre momentos de acalmia, choro e muita agitação. Varia entre um tom de voz mais forte e murmúrios impercetíveis. Fala muito, sempre com os “fantasmas” do seu passado e o olhar vazio. 

Não vemos resultados!

Durante os tratamentos, surgem as dúvidas se a estou a ajudar da melhor forma. Não sei se estou a fazer bem, não sei como tratá-la melhor, não sei o que sente, mas quero muito dar o meu melhor…

Reforço, com muita “força” a intenção colocada para o seu tratamento, recito em silencio, vezes sem conta, os cinco princípios, que me dão algum alento, calma e confiança para continuar.

Soube que nos dias em que recebe Reiki, fica mais calma e vejo uma esperança que estou, de facto a ajudar, nem que seja só por momentos. E mesmo que seja só por pouco tempo, vale a pena continuar. Vale a pena dar o meu melhor e ajudar nem que seja só por momentos.

Paula Baúto,
Coordenadora do núcleo de São Pedro de Sintra

 


 

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