Paliativos, vem do latim “pallium” que quer dizer manto, cobertor.

Era uma capa colocada nas costas dos cavaleiros das Cruzadas, para protegê-los das intempéries.

Cuidados paliativos são cuidados de proteção contra o sofrimento que é a natureza de uma doença grave, incurável. Fora as possibilidades de tratamento, de controlo. Que ameaça a continuidade da vida e está em progressão em determinado ser. Que o vai levar à morte, ao desencarne, sua terminalidade.

Terminalidade quer dizer que é uma doença grave, que está progredindo, seguindo seu curso natural. Que produz as intempéries, a que damos o nome de sofrimento.

Quando a doença encontra o ser humano, ele produz uma melodia única que se chama de “sofrimento”. As doenças repetem-se nas pessoas, mas o sofrimento é único, cada um tem o seu, que pode ser um destes 5 tons diferentes:

EMOCIONAL – som mais complexo, o peso de entender, de buscar. Porque está a acontecer tudo isto comigo??

SOCIAL – dimensão familiar, que é um doente familiar social, cuja situação fica num buraco.

ESPIRITUAL – é fundamental, porque dá a essência de sermos humanos. A espiritualidade é o encontro da forma como nos relacionamos connosco mesmos, e, na forma como nos relacionamos com o outro, com a natureza, com o Universo.

A MORTE – que é uma transição, mas que tem uma beleza impar de tristeza. A morte é um dia que vale a pena viver.

O APRENDIZADO – que recebemos ao lidarmos com o sofrimento, é algo que não se consegue descrever.

Após ter concluído todos os níveis do meu percurso de Reiki com vários métodos, comecei a minha grande caminhada.

Pratiquei, em mim todo o processo da aplicação da auto cura, os Cinco Princípios diariamente. Até que chegou o momento de experienciar no outro o mesmo processo. Sentia uma necessidade imensa de colocar as mãos e proporcionar o bem-estar que eu própria sentia.

Aos poucos fui-me dirigindo às pessoas que me rodeavam, amigos e respectivos familiares. Mas tudo isto não bastou. Por que o Universo sabe sempre o que é melhor para mim.

E o interessante aqui, do nada, após ter partilhado com algumas pessoas o que fazia, aos poucos, algumas delas partilharam também com familiares e os pedidos começaram a chegar. Então era do género, Olinda uma pessoa minha amiga encontra-se hospitalizada, se pudesses ir comigo ao hospital vê-la agradecia-te. E, eu, toda contente lá ia. Em hipóteses alguma eu saberia o que ia encontrar. E onde eu começo meu trabalho de Reiki??? Pois é Oncologia. Levei um baque, pois aquela situação fez-me lembrar a doença de minha falecida mãe. Fiquei pensativa mas, vamos lá, se aqui estou é por alguma causa, deixei de me questionar e dirigi-me à pessoa em questão.

Era uma senhora. Fui apresentada e foi-lhe dito o que eu fazia e que era a tal pessoa que aceitou ajudá-la.

Fiquei surpresa, porque eu própria ainda não sabia bem o que estava ali a fazer, olhei para a senhora que estava deitada e pensei e agora como faço a aplicação?

Ela estava toda entubada e não tinha árias corporais onde eu pudesse colocar as mãos. Concentrei-me e lá fiz o que tinha acabado de intuir. Nesse processo em que me tinha concentrado de repente intuí para iniciá-la. Sempre questionando, porque eu sou assim mesmo, de tudo quero respostas e mais uma vez concentro-me e começo o processo de iniciação do método Essencial, que era o mais simples para proceder ao propósito. A senhora a cada passo que eu estava a dar ficava mais calma, serena, com um a luminosidade que qualquer pessoa via. Acabei de fazer tudo e de repente ela adormeceu, a familiar que me tinha levado olhou para mim e falou; Olinda que maravilha, que lhe fizeste? Ela parece que está no céu!! Faz tanto tempo que ela não estava tão serena. Como a senhora tinha adormecido, fomos embora. Passado uns dias, essa pessoa que me levou ao hospital, veio agradecer-me pelo acto em si, pois a enfermeira que cuidava da senhora que tratei, comentou que não tinha visto uma partida como a da tal senhora. A paz, a serenidade com que se encontrou não era de forma alguma normal num doente oncológico. Fiquei feliz ao ouvir a descrição, mas fiquei a questionar; mas que aconteceu se tudo correu bem para a senhora partir…??? Recordo que eu estava no princípio de vida no caminho do Reiki. E assim começa a minha saga nos cuidados paliativos com o Reiki. Mal eu sabia o que estava para acontecer nesse caminho. Hoje, depois de tanta experiência, de prática em mim e nos outros, a essa situação dou-lhe o nome de “A Bênção do Reiki”!

Olinda Ângelo

 

 

 


 

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