Cada prática tem regras muito próprias e algumas práticas podem requerer uma exclusividade de empenho a partir de determinado estágio, nível de proficiência. É o que pode acontecer também entre práticas holísticas, energéticas e disciplinas com uma filosofia de vida própria.

Quando a prática de Reiki pode ser interdita por outra prática

Em primeiro lugar temos que a consciência de duas coisas:

  1. Cada tradição, cada método, disciplina, filosofia de vida, prática, tem regras próprias e quem se insere nelas deve ter a perfeita consciência das mesmas, do que pretende para a sua vida e de que forma vai encarar o seu futuro na nessas disciplinas, tendo em conta o que lhe trará e o que levará aos outros;
  2. A universalidade e coexistência pacífica são dois valores muito importantes para um interrelacionamento pacífico, harmonioso e construtivo para a humanidade.

Em algumas vertentes de Yoga, Chikung, Budismo, Catolicismo, Meditação, a prática de Reiki é proibida. A prática de Reiki é desaconselhada e a prática de Reiki é depreciada. Porque isto acontece?

Seguindo o primeiro ponto do qual tomamos consciência, cada uma dessas disciplinas ou religiões, tem todo o direito de indicar que apenas se deve seguir aquilo que acha ser o seu caminho. No entanto, observando o segundo ponto, não se compreende a necessidade de diminuir e prejudicar outras práticas ou caminhos de vida. Na verdade compreende-se esse comportamento social, porque quer se seja Religião, Método, Filosofia de Vida, Prática, ou Movimento Espiritual, quer-se que a atenção esteja apenas dedicada e entregue àquilo que se ensina.

Como deve reagir um praticante de Reiki quando lhe dizem que tudo o que aprendeu é mau?

Este tipo de confrontação de integridade é muito importante, ele traz-nos a capacidade de revisão, observando o que realmente podemos estar a seguir e o que fizemos até ao momento presente. Aqui estão algumas dicas para ti:

  1. Se o caminho que queres seguir, por exemplo, uma vertente de Yoga, te diz que não deves praticar Reiki e sentes que é esse o teu caminho, então não pratiques Reiki, não tem problema algum e deves fazer aquilo que sentes ser melhor para ti;
  2. Se tens dúvidas de que abandonar a prática de Reiki é realmente benéfico, mantém uma reflexão presente – o que te trouxe Reiki para a vida, o que levaste aos outros com a prática de Reiki?
  3. Se o que aprendes tem mérito e valor, porque diminuir ou mesmo dar um sentido negativo a uma prática que indica a sua missão como “Guia para uma vida feliz, curar os outros, melhorar a felicidade dos outros e de nós mesmos”?
  4. Será que quem diminui a prática de Reiki a aprendeu, se a aprendeu teve uma aprendizagem correta ou o momento de um dia?

E quando as energias não são compatíveis?

Algumas práticas alegam também que não há compatibilidade nas “energias” entre Reiki e outras. Acho mesmo que esta alegação até tem um sentido e uma verdade. Sim, há energias que não são compatíveis, mas nada tem a ver com Yoga ou Chi Kung e nessas incompatibilidade é que não nos devemos meter. No entanto, uma coisa é aquilo que cada um sente, outra é o que uma prática indica como regra. Se Prana não é compatível com Reiki, se Chi não é compatível com Reiki, então há que aceitar a regra que cada um coloca e optar por aquilo que realmente se quer.

O respeito pelas regras de cada instituição ou método é muito importante, é por isso mesmo que deves estar bem consciente do “contrato” que vais assinar em cada coisa que vais fazer.

Sobre a prática de Reiki, sobre o Usui Reiki Ryoho, não há proibições nem restrições, porque não tem a ver com religião, espiritualismos, seitas, ou grupos exclusivos. É sim um método que requer grande trabalho interior, fundamentado em cinco princípios, que pretende ajudar-te a desenvolver a consciência, num caminho para a felicidade e paz duradouras. Não há promessas de ser fácil, mas há sim toda a simplicidade de te convidar diariamente a praticar.

Se alguém te disser que não deves praticar Reiki, pensa com a tua mente e o teu coração. Observa realmente o que é o Usui Reiki Ryoho e então, fundamentado, faz a tua escolha. Eu acredito numa vida em que esse tipo de escolhas não faz parte de um processo evolutivo, que condicionalismos trazem outras coisas por trás, por isso mesmo se vê a questão que está a surgir agora com os gurus tibetanos e indianos, perante escândalos que nada têm a ver com práticas milenares. Por vezes não são as práticas que proíbem, são as pessoas que querem manter amarradas a si o culto.

O respeito entre práticas é muito importante, aprendermos coisas construtivas para melhorar a nossa vida e a vida dos outros também. Tudo feito em consciência e com valores universais ajuda a construir uma sociedade sem fronteiras.

 


 

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