Fazer voluntariado é algo que me preenche o coração. Ser voluntária no IPO do Porto através da Liga Portuguesa Contra o Cancro – NRN, no serviço de Pediatria, é muito gratificante.

Sou voluntária há dois anos e 4 meses e, desde que entrei, pratico Reiki em crianças, desde os primeiros meses de vida, a jovens adolescentes e seus familiares.

A situação em que se encontram não é fácil; Vêm-se dentro de uma casa especial que, para muitos, se torna na sua segunda casa. Num contexto familiar, o mundo desaba e tudo passa a ser vivido de uma forma muito particular e intensa. Os mais pequenos podem sentir a falta de casa, mas estando com a mãe por perto…sentem-se seguros. Podem ter dores fortes, efeitos secundários dos diversos tratamentos que fazem, mas…são crianças. Continuam a ter alegria de viver e há lugar para a brincadeira e momentos lúdico-pedagógicos, dependendo apenas da sua disposição no momento. Para os jovens, a situação é diferente. Há noção do que têm, do que estão a sentir, do que vão ter de fazer, do que estão a perder “lá fora” e esse choque de realidade fá-los sentir revolta, medo, ansiedade, insegurança, desânimo.  Para os familiares que os acompanham, a sensação é de impotência completa. Põe um “pause” nas suas rotinas diárias e reajustam-se à nova e dura realidade.

O Reiki funciona como uma bomba de oxigénio.

Os adultos, na sua maioria, conseguem relaxar completamente; sair de onde estão indo para um lugar tranquilo, tendo muitas vezes dificuldade em despertar. A maioria dos jovens/adolescentes sentem curiosidade em saber o que é o Reiki e como “funciona”. Conseguem sentir um maior relaxamento do corpo e a mente mais tranquila. Podem eventualmente adormecer, contudo o bem-estar é notório. No que diz respeito aos mais pequenos (0-10 anos)… gostam do Reiki mesmo sem saber o que é. Sentem o calor das mãos, o corpo começa a relaxar e a respiração fica mais pausada e profunda. A maior parte dos pacientes adormece, outros ficam mais bem-dispostos e faladores.

Também já dei tratamento de Reiki a adultos, com problemas oncológicos, e o resultado é igualmente compensador. O paciente fica mais relaxado, pode adormecer e há uma sensação de bem-estar, comum a todos os que recebem Reiki.

Como terapeuta e voluntária dou o meu tempo, amor e carinho, sentindo uma enorme responsabilidade e orgulho, por poder contribuir para um maior bem-estar destes pacientes.

 

Ana Margarida Ladeira, 34 anos, Porto.

 


 

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