Terapia de origem japonesa, que visa o equilíbrio das energias do corpo, está a ganhar cada vez mais adeptos e pode ser usada em conjunto com tratamentos médico-veterinários. 

Ainda é alvo de alguma desconfiança, mas o reiki em animais está a ganhar caminho em Portugal. “Esta terapia energética visa o equilíbrio entre o físico, o mental, o espiritual e o emocional”, explica Fátima Cunha Velho, praticante de reiki em animais há cerca de cinco anos.

Pode ser utilizada em situações de doença ou para as evitar, como profilaxia. No entanto, nunca deve ser dispensada a consulta de um médico veterinário caso o animal apresente sinais de doença (física, emocional ou mental). “O reiki pode ser aplicado em conjunto com tratamentos médico-veterinários, mas não os substitui”, alerta Fátima Cunha Velho.

A terapia pode ser utilizada em diversos ambientes (clínicas ou hospitais veterinários, abrigos para animais, situações de resgate, etc.) e em contextos variados (alívio de dores, tratamento de stresse, depressão, doença oncológica, entre outros).

O reiki é aplicado através das mãos do praticante, que podem ou não encostar na zona do corpo que vai receber a energia (à semelhança do que acontece quando aplicado nos humanos). Normalmente, é feito nos centros energéticos do corpo (chacras). “A eficácia depende muito da recetividade do animal. Em determinados dias estão mais recetivos do que noutros. Há animais que se desorientam um pouco. Outros vão acalmando à medida que recebem a energia”, refere a mesma praticante.

No caso dos cães, muitos começam por se sentar. Depois, deitam-se de lado e a respiração vai ficando cada vez mais lenta. “Alguns chegam mesmo a adormecer profundamente”, conta Fátima Cunha Velho, que pratica reiki em animais desde 2014, quando começou a fazer voluntariado no abrigo da APCA – Associação de Proteção de Cães Abandonados, em São Pedro de Sintra.

Quando o praticante aplica reiki em animais, são estes que escolhem a parte do corpo onde querem receber a energia. No caso dos animais que estão em situação de canil, na maioria dos casos, “dão a parte do fundo do dorso, junto ao rabo”, diz. É nessa zona que está localizado o chacra básico, ligado ao instinto de sobrevivência.

Ao longo dos cinco anos que leva como praticante, Fátima Cunha Velho colecionou várias histórias com final feliz. Recorda em particular a que envolve um dos peixes do lago que tem em casa. “A determinada altura, um deles começou a nadar de lado e a inchar. Retirei-o para um alguidar e apliquei-lhe reiki durante duas semanas”, recorda.

O peixe recuperou e regressou ao lago. No entanto, passado algum tempo, voltou a apresentar os mesmos sintomas. Fátima Cunha Velho tornou a colocá-lo num alguidar e a aplicar-lhe reiki. Dessa vez, o animal ficou totalmente curado.

Texto de Fátima Mariano. Fonte: Notícias Magazine

 


 

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