Pesquisa é desenvolvida no Laboratório de Investigação em Biocomunicação, Exercício Físico e Modulação autonómica Cardíaca da Unesp de Marília

No próximo dia 26 (sábado) acontece  em Portugal, o X Congresso Português de Reiki, quando  estarão reunidos os maiores nomes mundiais que atuam com essa terapia de origem japonesa. O professor pesquisador Robison Quitério  (Unesp Marília)  recebe o Prêmio Hayashi pela pesquisa “Efeitos do Reiki sobre bioquímica do sangue e modulação autonómica da frequência cardíaca de adolescentes diabéticos”.

A pesquisa é desenvolvida no Laboratório de Investigação em Biocomunicação, Exercício Físico e Modulação autonômica Cardíaca (LIBEM), da Unesp de Marília,  como parte do requisito para obtenção do título de mestre, pelo aluno de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Humano e Tecnologias, Glauco Cesar Conceição Canella.  No congresso, o professor  Robison Quitério também irá proferir a palestra “Efeitos do Reiki sobre o sistema nervoso simpático e parassimpático do coração” . 

Com objetivo de extrapolar os conhecimentos derivados da física moderna, o LIBEM tem dedicado suas pesquisas no campo da medicina energética que detecta e trabalha com informações de frequência eletromagnética gerada pelo corpo, ou seja, “Biocomunicação”. 

O professor Robison Quitério explica que os seres vivos não só irradiam, mas também absorvem e respondem às frequências do meio e próprias, verbal ou não verbal, alterando nossos pensamentos e sentimentos e, consequentemente, influenciando uma infinidade de respostas no nosso organismo, mediados pelo nosso sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático). Essa visão quântica abre novas perspectivas a partir do ponto de vista da interconexão em biologia. 

Essa abordagem tem promovido o ressurgimento no interesse das práticas alternativas, denominadas pelo National Center for Complementary and Alternative Medicine (NCCAM) como terapias de biocampo ou terapias de campo energético, que tem despertado o interesse também dos pesquisadores. 

Nos Estados Unidos 1,2 milhões de pessoas buscaram tratamentos complementares na primeira década desse século. Atualmente tais práticas vem se popularizando em diversos hospitais e programas comunitários. 

No Brasil a publicação da portaria número 145 do Ministério da Saúde (2017) estabelece a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo o Reiki, atendendo, sobretudo, à necessidade de se conhecer, apoiar, incorporar e implementar novas experiências que já vinham sendo desenvolvidas na rede pública de muitos municípios e estados brasileiros.

Reiki é um método natural de harmonização e reposição energética que mantém ou recupera a saúde, captando, modificando e potencializando energia. É um processo de encontro dessas duas energias, a Energia Universal e a nossa energia física.

Como essas terapias agem sobre o sistema nervoso autonômo (SNA), que é o responsável por todo o controle de nossas funçoes vegetativas (batimentos cardíacos, respiração, digestão, etc), temos proposto que o mesmo seja utilizado como biomarcador de alterações fisiológicas induzidas por esses recursos de tratamento.

Segundo o pesquisador Robison Quitério, apesar de estar se popularizando, os efeitos terapêuticos e fisiológicos das terapias de biocampo ou bioenergéticas carecem de evidências científicas, o que contribui para resistência por parte de uma parcela da comunidade científica. 

“Como o campo magnético cardíaco é um componente importante na organização interna do corpo humano, bem como a interação entre dois ou mais seres humanos e com outros organismos vivos. E ainda, esse campo magnético não está limitado ao órgão, mas se estende para fora do corpo, demos início as pesquisas nessa linha”, disse. 

Um dos objetivos da pesquisa premiada foi testar a hipótese de que a terapia complementar vibracional por Reiki causa ajustes na modulação autonômica cardíaca de um grupo de adolescentes com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1). Doença crônica, autoimune, caracterizada por uma deficiência na produção de insulina que atinge milhares de adolescentes em todo o mundo, sendo que em países em desenvolvimento há um menor controle em relação a doença. 

O programa de intervenção com o Reiki foi constituído por uma sessão semanal durante quatro semanas com intervalo de sete dias entre as aplicações. Foi verificado diminuição da glicemia, pressão arterial sistólica, frequência respiratória e aumento da modulação parassimpática em sessões isoladas. Esse ramo nervoso está associado com melhor condição de saúde. Entretanto, o curto período de aplicação (quatro semanas) não permitiu acompanhar o efeito crônico (duradouro) dessas mudanças. 

O professor doutor Robison José Quitério é livre docente da Unesp de Marília, supervisor de estágio em Fisioterapia Cardiovascular e Metabólica da Unesp de Marília, diretor do Libem e presidente da Associação Mariliense de Terapeutas Integrativos.

Fonte: Jornal da Manhã

 


 

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