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A Doença: O meu maior mestre – um livro de Diana Eugénio

Desde que me lembro que sou apaixonada por desenvolvimento Espiritual e pelos mistérios da mente humana. Encontrar o sentido de propósito nos acontecimentos mais marcantes, que todos nós acabamos por viver, é algo que sempre me fascinou. Nesta fase da minha vida esta paixão acentuou-se pelo facto de agora ser eu mesma a passar por um grande desafio. Isso fez com que me aventurasse na prática em vez de ler apenas teoria. Daí nasceu este livro e a vontade de partilhar tudo o que tenho aprendido. Acredito que viver uma grande dificuldade de uma forma atenta e consciente leva-nos à descoberta de grandes tesouros.
Com este livro tenho a intenção de mostrar em como a doença pode ser um enorme “veículo” para a evolução de consciência e desenvolvimento espiritual.
Defendo uma evolução dos cuidados de saúde, no sentido de se poder conciliar a sabedoria antiga oriental, com a medicina moderna ocidental. Nesse sentido, ao longo do livro procuro transmitir as ferramentas que uso para os cuidados com o Corpo, Mente e Espírito.
No caminho em busca de saúde, tenho vindo a descobrir que as razões para que a doença se manifestasse estão registadas em mim e na minha história de vida. Pode parecer uma constatação óbvia dita assim, mas foi uma importante tomada de consciência. De repente começa a não fazer sentido o vitimismo e cresce um sentido de poder e responsabilidade, tanto pelas vivências passadas como pelas que viverei futuramente.

Este livro biográfico é uma inspiração para qualquer pessoa. Para ti, Diana, se houvesse uma frase de poder para te definir, qual seria?

Obrigada João.
“Na dor profunda ajoelhei-me. E encontrei riqueza.”

Como a prática de Reiki te ajudou e ajuda ao longo do tempo?

Eu refiro no livro que embora seja muito bom mesmo receber sessões de Reiki, é muito diferente as pessoas poderem iniciar-se com o Nível 1.
Não com a intenção de se tornarem terapeutas, mas sim para terem mais uma “ferramenta” que lhes ajude a que a Luz entre. Essa Luz cura.

Como sabes tenho o Nível 2 e pelo menos para já sinto-me bem assim.
O Reiki foi uma grande ajuda para mim porque quando a energia começa a entrar em nós, algo acontece. Começas como que a ser redirecionado. Véus vão-se abrindo no caminho.
Então até podes não te tornar um terapeuta de Reiki, mas começas a ver o teu caminho com mais clareza.
Aprendi também algo que para mim é extremamente importante: trabalhar com a energia e direcioná-la. Nunca pensei que a intenção tivesse tanto poder e nem acreditava. Enfim, só sentindo.
Mesmo que não faça auto-tratamento dou comigo a usar técnicas que nos ensinaste. Amo o Nentatsu e dou comigo a fazê-lo sem pensar. Faço o Joshin Kokyu Ho sempre que vou à natureza. Limpo um determinado chakra se assim o sentir.
O Reiki faz parte do meu dia a dia nas coisas mais simples, mesmo sem auto-tratamento.

Como te caracterizas como pessoa e como este processo te trouxe transformação interior?

Sou extremamente curiosa. Os mistérios do Universo sempre me fascinaram. Ao mesmo tempo tinha um medo profundo do desconhecido e de perder o controlo das coisas, o que me levou à doença. Foram escolhas. Inconscientes, mas ainda assim escolhas minhas.
Eu lembro-me que até 2017 eu até tinha medo de meditar, vê lá tu. Porquê? Porque era “desconhecido” o que encontraria.
Ter esta questão de saúde ajudou-me a perder o medo da aventura, principalmente interior. Não digo isto com orgulho nenhum, mas infelizmente tenho de reconhecer que precisava de uma grande chamada de atenção.

É emocionalmente desgastante viver com limitações motoras. Às vezes é frustrante mesmo. Estou aos poucos a aprender a aceitar ajuda quando preciso.
Mas também te digo, obviamente que eu preferia recuperar a saúde, mas amo a minha vida actual. Estudo e pratico os temas que gosto, Reiki, Numerologia, Astrologia, Espiritualidade, o que for. Antes eu não fazia nada disso, nem sei porquê dado que sempre gostei.
Agora ando sempre fascinada com o que vou aprendendo. Sou a cada dia que passa mais Eu. Sou livre. A doença trouxe-me liberdade.

Achas que faz mesmo sentido outras terapias, nutrição, medicinas tradicionais, se complementarem e integrarem à medicina convencional?

Acho que é extremamente importante a união de todas as ferramentas que temos à disposição.
A medicina convencional por si só não chega, mas digo o mesmo para qualquer terapia complementar sem a medicina tradicional. Ou seja, é na junção das duas que nos aproximamos da cura.
Por exemplo, eu faço medicação convencional, mas se não fizer exercício físico vou complicar a minha vida. Se não me nutrir de forma consciente igual.
A medicina tradicional ajuda a tratar dos sintomas e isso é extremamente importante. Porque continuamos a ter o nosso dia a dia para viver. Seja o trabalho, filhos, amigos etc, etc. Então tudo o que ajudar na qualidade de vida parece-me muito importante.
No entanto tratar dos sintomas não chega. É preciso olhar e entender o que o desafio nos está a tentar mostrar. É preciso reaprender a escolher. Merecemos isso. Que o sofrimento não seja em vão, mas sim consciente.
Sinto que até podem descobrir a cura para a Esclerose Múltipla(e desejo muito que consigam obviamente) , no entanto se não tentarmos alcançar o motivo, a vida chamará a nossa atenção com outra doença, ou outra perda qualquer. O Universo é inteligente.

Se tivesses uma palavra que melhor te define espiritualmente, ou seja, tu como essência, qual seria?

Fé.

Qual a mensagem que queres deixar a outras pessoas que tenham também Esclerose Múltipla?

Que procurem conciliar as as medicinas espiritual e convencional.
O corpo é um mensageiro de algo em desarmonia no nosso interior. Sinto ser muito importante tentar compreender os padrões que nos trouxeram aqui. E chorar quando o fizermos, porque é corajoso encararmos a nossa sombra de frente,
Desejo a todos que as limitações não sejam em vão e que vos possa trazer uma grande clareza

O que mais desejas para o mundo neste momento presente?

Elevação e consciência mundial.

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2020 – Ano da Saúde Mental, Meditação e Consciência Ecológica

Hoje, dia da mulher, partilhamos um artigo que saiu na edição de março da revista “Business Portugal” com os testemunhos de algumas mulheres, órgãos sociais da APR. Deixamos também o link com a revista completa:
https://issuu.com/revistabusinessportu…/…/marco_smallquality

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Reiki nos Hospitais, da Utopia à realidade – Artigo da revista Reiki e Yoga

A procura de terapias complementares como suporte na medicina convencional é uma realidade.

A terapia de Reiki está a ganhar algum espaço nos hospitais portugueses com claros benefícios no relaxamento, na diminuição da ansiedade e na melhoria da qualidade de vida.

Nos dias que correm é cada vez mais frequente encontrarmos pessoas que recorrem a terapias complementares enquanto suporte adicional à medicina tradicional e aos tratamentos convencionais. Entre elas, o Reiki deixou de ser desconhecido e há cada vez mais pessoas a falarem sobre o assunto, demonstrando curiosidade e uma postura proativa na procura. Mas o Reiki é muito mais do que o alívio de sintomas físicos.

Poderíamos dizer que tem um papel importante na redescoberta da nossa essência e sentido de vida.

Podes ler este artigo na Revista Zen de Janeiro de 2020,

Reiki no Hospital de Faro:

  • Por Magda Fernandes – magui.fernandes@hotmail.com
  • Rosa Boal – rosa_boal@sapo.pt
  • Andreina Tavares – tavares_andreina@hotmail.com

Associação Portuguesa de Reiki – www.associacaoportuguesadereiki.com/

Associação Portuguesa de Reiki
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Livro Essencialmente Reiki de Ailla Pacheco

Ailla Pacheco é graduada em Psicologia, professora internacional de Yoga, mestre em Reiki, escritora e pesquisadora de práticas integrativas de saúde, especializada em medicina integrativa, neurociência e hipnose clínica. É também educadora, terapeuta holística, criadora da Neuromeditação, da Psiconeuroterapia, do programa “Essencial’mente” e da personagem animada “Aillinha”, além de idealizadora e diretora da Clínica Ailla Pacheco: Núcleo de Yoga e Terapias Integrativas.
Ao longo de seus 15 anos de experiência, Ailla Pacheco conquistou 65 certificações, publicou 4 livros e dedica-se a compartilhar seus conhecimentos com o mundo: já formou mais de 2.000 alunos no Brasil e no exterior.
Divide seu tempo ministrando cursos, aulas, realizando atendimentos psiconeuroterapêuticos, trabalhos voluntários e atualmente está concluindo sua quinta obra.

O seu livro Essencialmente Reiki foi lançado em setembro de 2019 pela Editora Nascente.

Entrevista a Ailla Pacheco

O que te levou até à prática de Reiki?
Desde criança, eu tinha um instinto intuitivo e natural para utilizar as mãos terapêuticamente e tocar as pessoas com a intenção de aliviar seus desconfortos, bem como, uma percepção muito grande para as energias. Os anos foram se passando e eu fui entrando em contato com diversas técnicas terapêuticas, espirituais e energéticas. E dentre todas as ferramentas que tive o privilégio de conhecer, o Reiki e o Yoga sempre foram aquelas que mais tocaram o meu coração. Quando então eu conheci o Reiki, logo me apaixonei e senti o chamado para fazer a formação e aprender a utilizar esta ferramenta maravilhosa, em minha própria vida e também, contribuir terapêuticamente com outros Seres. Comecei a ministrar cursos de Reiki aos 19 anos de idade e tenho muita gratidão ao Uni’verso por ter me apresentado tão cedo este caminho.

Quais os ensinamentos que encontras como sendo mais importantes para a tua vida?
O ensinamento do “Somente por hoje” nos orienta sobre a profundidade do agora, que é o momento mais importante de nossas vidas, e que, portanto, deve ser cultivado com o máximo de amor, presença, carinho e cuidado. O agora é o único momento em que podemos ser, sentir, amar e viver essencial’mente.

O que te motivou a escrever o livro Essencial’mente Reiki?
O que me motivou a escrever o livro “Essencial’mente Reiki” é a missão que eu acredito que meu espírito possui, tanto com relação à disseminação da maravilhosa filosofia do Reiki, quanto com a conscientização de todo o manancial científico que envolve essa terapia.
Minha missão como escritora se concretizou inicialmente com a publicação da obra “Essencial’mente Yoga” e logo que eu a concluí, comecei a me dedicar profundamente à conclusão do livro “Essencial’mente Reiki”, que nasceu das apostilas que eu utilizava em meus cursos.

A quem ele é dirigido?
A todas as pessoas que desejam aprender, compreender ou estudar sobre o Reiki.

Partilha conosco algo de muito valioso que a sabedoria do livro nos pode trazer:
Essencial’mente Reiki explora o contexto histórico, filosófico, científico e cultural do Reiki, investigando a sua eficácia como prática terapêutica. Aborda ainda a relação dessa filosofia de vida com a neurociência, o Yoga, a medicina energética, a física quântica e a psicologia; apontando resistências do modelo biomédico de saúde vigente na nossa sociedade.
Fruto de 15 anos de estudo, este livro inclui um manual de exercícios respiratórios e reúne conhecimentos sobre os cristais, a meditação, a cromoterapia, os mantras, os gestos energéticos feitos com as mãos (mudrās) e outras intervenções terapêuticas, com o objetivo de proporcionar ao leitor o desenvolvimento do seu processo de auto-conhecimento e bem-estar.

Tens notado diferença na prática de Reiki entre Portugal e Brasil?
Apesar de contarmos com grandes pesquisadores no Brasil, sinto que os Reikianos de Portugal tem se unido mais em prol dessa filosofia, e assim, naturalmente, tem conquistado uma rede de apoio mais consistente e fortalecida.

Qual um sonho que queiras partilhar com todos os praticantes de Reiki?
Sonho com um momento planetário no qual todos os Seres tenham acesso à filosofia transformadora do Reiki e compreendam que essa terapia transcende o sistema de crenças individuais e constitui-se como uma metodologia científica e filosófica que proporciona saúde e qualidade de vida. Desejo também que as pessoas compreendam que tudo o que elas buscam incessantemente do “lado de fora”, já é proporcionado pela sabedoria do Uni’verso e pode ser acessado do “lado de dentro”, em sua própria essência ou literalmente, em suas próprias mãos.

O que desejas para os praticantes de Reiki em Portugal?
Muito amor, vivência e auto-aplicação. Afinal, a transformação começa dentro de nós, portanto, somente conseguimos aplicar verdadeiramente no outro, aquilo que vivenciamos essencial’mente em nossos corações. Somente por hoje, sejamos amor!

Por fim, gostaria de agradecer à todos que se dedicaram a ler esta entrevista até aqui e também, à Associação Portuguesa de Reiki pela oportunidade de falar um pouco sobre o meu trabalho e sobre essa filosofia de vida transformadora que é o Reiki. Espero em breve, poder abraçar os associados e Reikianos de Portugal.
Somente por hoje, sejamos essencial’mente luz!
Recebam o meu amor.
Muito obrigada!
Namastê!

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Terapia Reiki no meio empresarial, uma entrevista

Ana Barreto é apaixonada pelas pessoas e acreditando na construção de um mundo mais humano, formou-se em animação sociocultural e em reabilitação social, tendo trabalhado vários anos na prevenção primária com adolescentes e no tratamento da toxicodependência.

Desde cedo que a vertente mais holística das pessoas a despertou, tendo iniciado este percurso pela meditação.

Sentiu sempre uma enorme curiosidade na compreensão da energia das pessoas, pelo que desde 2006, ano em que realizou o seu primeiro curso de Reiki, que tem vindo a apostar no seu desenvolvimento pessoal em diversas terapias complementares.

É mestre de Reiki e tem o 2º nível de Reiki Karuna, sendo associada na Associação Portuguesa de Reiki.

Atualmente dá consultas de Reiki em gabinete próprio e em empresas.

Dedica-se de coração ao seu trabalho e a cada pessoa.

Entrevista a Ana Barreto sobre a Terapia Reiki no meio empresarial

Como tem sido, para ti, trabalhar com a Terapia de Reiki no meio empresarial?

Tem sido uma experiência fantástica, emotiva e muito humana. Tenho experienciado, de forma efetiva, como o Reiki pode ajudar as pessoas.

No final de 2018 a Galp realizou uma semana de wellbeing, na qual participei. Desde logo a adesão superou as expetativas e o que começou por ser uma semana transformou-se em duas. Apesar do Reiki não ser muito conhecido em contexto empresarial, foi uma das atividades mais procuradas e melhor avaliadas pelos participantes.

Atualmente e fruto do que anteriormente referi, estou a realizar consultas de Reiki no Centro Médico da empresa nas Torres de Lisboa. A forma como fui recebida excedeu largamente as minhas expetativas. Todas as pessoas me têm apoiado muito, até na gestão das marcações.

A curiosidade e a procura têm sido bastante positivas, com uma lista de espera significativa e um número de faltas quase residual, o que espelha bem a forma como tudo está a decorrer.

Os níveis de empatia e de confiança que têm vindo a ser criados enchem-me de satisfação e, ao mesmo tempo, de um enorme sentimento de responsabilidade.

Trabalhar no meio empresarial, tem sido muito gratificante e um grande desafio. Encaro este trabalho como uma nova aprendizagem na minha vida mas também como uma nova visão para as pessoas que trabalham neste âmbito.

Posso afirmar, sem qualquer dúvida, que sou muito feliz a fazer o que faço!

Achas que faz sentido as empresas terem este tipo de serviço, para os seus colaboradores?

Sim, sem dúvida, e os testemunhos das pessoas que têm realizado as consultas corroboram esse facto.

Vários autores classificam o nosso mundo com sendo VICA – volátil, incerto, complexo e ambíguo. Todos estes adjetivos reforçam a necessidade de nos focarmos e de nos equilibrarmos.

Nos dias que correm, as pessoas caminham a uma velocidade e a sua mente a outra, tipo piloto automático. O problema é que essa velocidade é, por vezes, estonteante.

Estamos todos cientes que devemos trabalhar o nosso corpo, ir ao ginásio, comer bem, mas nem sempre isso é acompanhado pela mesma consciência no que diz respeito a trabalharmos a mente e a equilibrarmos a nossa energia. Sinto que não existe um equilíbrio entre a mente, o físico e a energia.

Por outro lado, os pensamentos que nos inundam ao longo dos dias são muitos e, com alguma predominância, focam-se mais nos aspetos negativos em detrimento do que é benéfico e positivo.

Assim, as empresas podem ganhar muito com este tipo de terapias, proporcionando um maior bem-estar e uma maior qualidade de vida aos seus colaboradores. Tal como o João Magalhães referiu num artigo, os benefícios do Reiki são muitos e diferem de pessoa para pessoa: “Para uns sente-se uma grande serenidade, alívio da dor, para outros, uma grande força interior que ajuda a ultrapassar a debilidade emocional de uma doença ou de um momento de vida.”

No aspeto da responsabilidade social esta é também uma grande aposta, pois as pessoas são a alma e o corpo de qualquer empresa.

Em termos de saúde mental, de que forma achas que o Reiki pode auxiliar?

Em termos de saúde mental, o Reiki, pode ajudar a atenuar e a acalmar as emoções mais negativas. Estrategicamente, pode potenciar o foco positivo a nível mental.

Eu acredito que o Reiki pode ajudar a encontrar o equilíbrio, bem como a orientar e a disciplinar a mente para o bem-estar, dependendo obviamente da situação e da envolvente de cada pessoa.

Hoje em dia, já vão surgindo alguns estudos que demonstram que até poucos minutos de prática de Reiki podem fazer a diferença ao nível do cérebro.

Várias investigações apontam para o facto dos padrões das ondas cerebrais dos praticantes de Reiki proporcionarem estados profundos de relaxamento e de meditação, inclusive de forma harmonizada com o campo magnético do nosso planeta.

Além disso, parte da popularidade crescente do Reiki parte do princípio de não serem impostas quaisquer crenças, podendo ser utilizado por pessoas de todas as crenças religiosas e filosofias. Esta neutralidade torna-o especificamente adequado como complemento em vários domínios.

Sendo a prática de Reiki exclusivamente de âmbito energético, como a vês a complementar e integrar o tratamento médico?

A terapia de Reiki pode e deve posicionar-se lado a lado com os tratamentos da medicina convencional, uma vez que ajuda a aumentar o bem-estar e a tranquilizar as pessoas.

Quanto maior equilíbrio existir, mais benefícios poderão resultar para um tratamento. O importante é melhorar a predisposição para o tratamento e nunca desistir dele. O objetivo é potenciar o tratamento, nunca abdicar dele.

O Reiki pode ajudar, principalmente, em casos de depressão, necessidade de equilíbrio emocional, ansiedade, stress, dor crónica, insónias e perturbações do sono, redução de toxinas no corpo, diminuição de comportamentos impulsivos, fortalecimento do sistema imunitário, renovação celular, reposição de níveis energéticos, entre outros.

A verdade é que a nível organizacional são cada vez mais as pessoas que sofrem de depressões, stress e mesmo dores crónicas, por vezes tendo mesmo a necessidade de recorrer a baixas mais ou menos prolongadas. Acredito que o Reiki pode ajudar, de forma significativa e complementar, a minimizar estes impactos.

Conta-nos um sonho que tenhas para a prática de Reiki:

Um dos meus maiores sonhos é conseguir que o Reiki seja cada vez mais conhecido e aceite.

Eu tenho o sonho de ver esta terapia a crescer em centros médicos e em hospitais, sendo acessível a toda a população.

Quero continuar a apostar no bem-estar dos colaboradores nas empresas, pois acredito que posso ajudar a potenciar o talento, a aumentar a produtividade e a diminuir o desalento.

Por fim, mas talvez ainda mais importante, tenho também o sonho de divulgar e desenvolver o Reiki nas escolas, quer para os alunos quer para os professores.

 

 

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Reportagem "The power of power" com Reiki

A “The Power of Power” é uma reportagem que surge no âmbito de uma proposta no seio escolar de forma a evidenciar as aptidões e conhecimentos adquiridos ao longo de um curso científico-tecnológico de Comunicação Social.
Com este projeto ambiciona-se, através de uma reportagem, expor, explicar e desmitificar as práticas medicinais bioenergéticas, revelando as suas capacidades de atuar como métodos alternativos e complementares de cura viáveis. Para isso recorre-se a entrevistas com profissionais da área da Acupuntura e do Reiki e a excertos de estudos que, apesar de comprovarem o sucesso do Reiki em diversos pacientes oncológicos, não se revelam suficientes para que se regulamente esta prática aos olhos do Parlamento e Estado Português, ao contrário da Acupuntura que já é regulamentada.
Em suma, a “The Power of Power” acaba por, de forma simples através de um discurso corrente e fácil de entender, desempenhar um papel eficaz na difusão do que está para lá do tabu entre os que a assistem, incentivando a curiosidade e a procura de conhecimento sobre estas práticas, consciencializando as pessoas a abrir a mente a outras possibilidades de cura.

  • Marlene Ferreira

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Entrevista a Juliana De' Carli sobre o livro Ho'oponopono, Mindfulness e Reiki

Juliana De’ Carli é Mestre de Reiki e com bastantes formações que lhe dão uma abrangência alargada da perspectiva holística, para a saúde e bem-estar da pessoa. Fizemos uma entrevista sobre o seu recente lançamento do livro Ho’oponopono, Mindfulness e Reiki, que partilhamos convosco.

Que experiências de vida te levaram a conjugar estes três temas de desenvolvimento pessoal num só livro?

As três técnicas entraram na minha vida em momentos muito diferentes e distante entre si. Assim, tive um momento de atenção e experiência com cada uma delas, mas sempre mantinha a técnica que já praticava. Fui iniciada no Reiki aos oito anos de idade e a técnica se mantém presente por toda a minha vida. A primeira experiência que tive com o Ho’oponopono foi durante uma prática de Reiki na qual eu me sentia extremamente sem energia e não sentia muito fluxo da energia. Ao repetir o mantra do Ho’oponopono a energia Reiki fluiu fortemente. Portanto quando o Ho’oponopono fez sentido pra mim, quando me conquistou, já chegou junto ao Reiki. E quando comecei a praticar o Mindfulness, procurava e continuo a fazer isso, convidar minha atenção para cada momento do meu dia, independente do que estivesse a fazer. E portanto o Mindfulness se uniu as outras técnicas que eu já pratico diariamente. Assim pude perceber o empoderamento que uma técnica dava a outra e escrevi o livro pra compartilhar com as pessoas.

De que forma tens observado a forma como o universo manifesta a energia que emitimos?

Todo pensamento, emoção, palavra ou ação apresentam consequências. Tens liberdade para emanar o que quiser, mas colherá suas consequências positivas ou negativas. Nada acontece de repente, tudo tem uma semente. E por isso percebo a conexão do meu interior e exterior constantemente. Existem respostas do que emitimos a curto, médio e longo prazo na nossa vida. Então percebo desde como um pensamento pode tocar alguém próximo ou até a distância, como também percebo a resposta do Universo na minha vida no geral. Uma dica é procurar ser honesto consigo próprio, se transformar aos poucos e compartilhar com as pessoas.

Quais deviam ser as virtudes a serem desenvolvidas pelas pessoas, para uma vida mais harmoniosa?

Todas as pessoas apresentam algumas virtudes, e o primeiro passo é estar consciente do que tenho como virtude e o que devo desenvolver. Portanto a resposta pode ser uma para uma pessoa e outra para outra pessoa. Isso é conquistado a partir de um trabalho de autoconhecimento, no qual utilizo ferramentas como mapas. E também manter uma postura de vigília sobre si mesmo, sobre o próprio ego diariamente, o ideal a cada momento. O que identificar não ser positivo, buscar se trabalhar. Ao fazer este trabalho perceberá quais são as vibrações que emana, fique atento e poderá perceber reflexos na sua vida. Fica mais fácil de nós responsabilizarmos por cada pensamento por exemplo. Assim honestidade em primeiro lugar consigo mesmo, humildade, paz interior, perseverança, paciência, responsabilidade são virtudes que fazem parte deste processo. Mas com certeza existem mais.

Uma das grandes questões é como ter tempo para colocar em prática as ideias. Que sugestões dás?

Sugiro procurar ter uma rotina e também perceber e respeitar a necessidade de cada momento, aplicando a técnica mais indicada para cada situação.

Como tem estado a ser a tua vivência cá em Portugal e que diferenças sentes do Brasil?

A vivência tem sido positiva. Fiz grandes amigas aqui, posso dizer que o português pra mim foi acolhedor, assim como dizem dos brasileiros. Na verdade o estilo meu e da minha família no Brasil e em Portugal são bem semelhantes, tanto pessoal, quanto profissional. As diferenças mais notórias são a questão da segurança e  o tamanho dos países.

Qual o teu sonho para um mundo mais harmonioso e verdadeiro?

O sonho em si é viver este mundo harmonioso e verdadeiro. É para isso que trabalho, para que as pessoas tenham mais consciência de si e do outro, haver mais respeito, menos competição. E ter consciência de si engloba muita coisa, engloba desenvolver todo potencial que um ser humano pode ter de maneira alinhada com sua Alma e equilibrada com o Todo. Existe abundância para todos. E como já dizia nosso querido Gandhi: “Se quero mudar o mundo, tenho que começar por mim. Pratique diariamente o silêncio e a paz. A única revolução possível é dentro de nós.”

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Sara Ponte e o filme Vive – um desafio para a medicina integrativa nos Açores

Miguel Betterncourt Mota, para o jornal Açoriano Oriental, entrevista Sara Ponte sobre o seu desafio para o Serviço Regional de Saúde dos Açores ter em conta a medicina integrativa. Este trabalho de Sara Ponte é mostrado através da curta-metragem “Vive”, que estará disponível online após a sua estreia.
Fonte: Açoriano Oriental

É preciso “pensar e apoiar projetos inovadores para a saúde dos açorianos”

Sara Ponte exerce medicina em São Miguel. Está na Índia para apresentar o filme ‘Vive’, que ‘convida’ o Serviço Regional de Saúde a olhar às potencialidades da medicina integrativa.

Apresenta o ‘Vive’, curta-metragem documental da sua autoria e de Filipe Tavares, esta quinta-feira, na Índia. Que mensagem pretende transmitir?
O “core value” do filme está relacionado com o impacto que a prática de yoga teve na vida de um grupo experimental composto por 86 utentes do Centro de Saúde de Ponta Delgada. Quis revelar, através do testemunho direto e espontâneo dos participantes, quais os ganhos em saúde que obtiveram após seis meses de prática regular de yoga, bem como, reforçar o potencial terapêutico que as intervenções mente-corpo (tal como, yoga, meditação mindfulness, qigong, pilates, acupuntura, reiki, etc.) podem ter se inseridas no sistema público de saúde.
Quais são as grandes problemáticas que o ‘Vive’ aborda e deixa a nu?
Na minha opinião, as duas grandes problemáticas são a sobremedicação da sociedade e a desresponsabilização da população pela sua saúde (…). Observamos uma população cada vez mais dependente do binómio médico-farmacêutico, onde a doença (e não a saúde) assume um lugar central. É necessário mudar de paradigma, através do conhecimento e integração de abordagens terapêuticas mais naturais. A população tem de se capacitar que a saúde começa e termina na atitude que assumem perante a vida, na forma como percecionam os seus problemas e nas escolhas e hábitos diários.
A Sara é médica interna de Medicina Geral e Familiar na Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel, mas também formada em Medicina Tradicional Chinesa. Como olha à integração dos modelos holísticos no Serviço Regional de Saúde (SRS)?
Ainda com muitas resistências… Existem ainda lacunas e necessidades basilares nos Cuidados de Saúde da Região, tais como a falta de profissionais de saúde, a necessidade imperativa de se criar e generalizar os núcleos de saúde familiar, às vezes até a falta de recursos materiais básicos. O SRS encontra-se focado a investir na colmatação destas e outras falhas. No entanto, estas fragilidades não podem ser impeditivas de se pensar e apoiar projetos inovadores para a saúde dos açorianos e para um desenvolvimento mais sustentável do SRS.
O corpo médico é ainda algo renitente a aceitar a complementaridade das terapias naturais?
Gradualmente assistimos a uma maior abertura por parte do corpo médico, principalmente nas novas gerações de médicos, com um novo olhar para a dimensão holística da saúde e do ser humano. No entanto, a formação médica sobre o potencial terapêutico das medicinas não convencionais é quase nula. As faculdades de medicina não oferecem formação sobre as técnicas utilizadas, os seus efeitos e benefícios, as precauções e contraindicações, bem como a investigação desenvolvida nestas áreas. Mediante o desconhecimento, é difícil o médico recomendar, referenciar ou aceitar a sua complementaridade.
No que respeita diretamente aos Açores, o que se revela como mais preocupante?
(…) As perturbações de ansiedade, depressivas ou mesmo as perturbações de adaptação a eventos traumáticos ou geradores de (dis)stress são cada vez mais prevalentes entre os açorianos (…) Segundo o último Inquérito Regional de Saúde dos Açores (2014), mais de metade da população é sedentária e cerca de 32% dos açorianos, com idades entre os 20 e os 74 anos, sofre de distúrbios psicológicos. Uma outra problemática importante que a nossa Região enfrenta, relaciona-se com a iliteracia para a saúde…
…Está em crer que, por exemplo, o yoga pode substituir uma prescrição médica convencional, como um antidepressivo ou um ansiolítico?
Acredito que o futuro passa pela Medicina Integrativa, uma nova abordagem médica que alia o melhor da medicina convencional com os benefícios das terapêuticas não convencionais (…). De certa forma, o estudo de investigação que desenvolvemos constituiu um primeiro passo para essa transição, uma vez que os participantes foram referenciados pelos profissionais de saúde da Unidade de Saúde de São Miguel (USISM).
Tem esperança que o filme possa ser visto na Região?
Após a sua estreia, o filme será disponibilizado na internet e acessível a todos (…). Acima de tudo, o nosso principal objetivo é que se crie uma reflexão pública sobre o panorama atual dos cuidados de saúde primários da Região, qual a sua importância e quais as melhores estratégias para a sua melhoria e desenvolvimento sustentável.
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Entrevista a Johnny De' Carli sobre o livro Reiki: Sistema Tradicional Japonês

Johnny De’ Carli é Mestre de Reiki e autor internacional de vários livros. Em 2018, partilha com os leitores portugueses o livro Reiki: Sistema Tradicional Japonês.
Escrito após uma viagem do Mestre Johnny De’ Carli ao Japão, este livro apresenta a sabedoria do Mestre Mikao Usui, o fundador do método Reiki, de uma maneira simples, direta e até pedagógica. Nele encontrará explicações para compreender melhor o Reiki e o sistema tradicional japonês, que prima por ter poucas regras e um enorme sentido prático, intuitivo e espiritual. Inclui a visão japonesa sobre os cinco princípios do Reiki (Gokai) e as 21 técnicas do Reiki Tradicional Japonês, ensinadas por Mikao Usui.
«Estou certo de que é de grande utilidade a publicação deste livro sobre o Reiki Tradicional Japonês. Acredito que o meu encontro com o Sensei Johnny De’ Carli foi guiado pelo fundador Sensei Usui.» – Sensei Fuminori Aoki, criador do Reido Reiki

Reiki: Sistema Tradicional Japonês

As 21 técnicas de Reiki mostram a profundidade da prática. Qual a técnica que mais te inspira?
A técnica que mais me inspira é a Meditação Gassho, que era ensinada pelo Sensei Usui no Shoden (nível 1 do método Reiki). Gassho significa que significa duas mãos a juntar-se, unidas ou em prece. Segundo as orientações do Sensei Usui, é a primeira coisa que devemos fazer antes de aplicarmos energia Reiki. É a primeira etapa de um tratamento com o método Reiki. Esvaziar-se para receber é a condição primordial. Este esvaziamento ajuda a sintonia com um estado mais apropriado antes da aplicação de energia Reiki e no nosso dia a dia. A verdadeira meditação é uma sintonização cósmica, uma afinação do receptor humano com o Emissor Divino.
O Sensei Usui utilizava diariamente a meditação Gassho. Consta no seu memorial que ele orientava os alunos a praticá-la, individualmente ou em grupo, da seguinte forma: “De manhã e à noite, sente-se na posição Gassho e repita estas palavras (os Cinco Princípios do Reiki) em voz alta e no seu coração.”
O amor segue sempre a meditação e vice-versa. Ambos acontecem juntos.
O que aconselharias a um praticante que tem estado a passar por um momento difícil e não tem conseguido praticar?
Quando estamos num momento difícil, entramos num estado não meditativo, a nossa mente fica cheia de lixo, lembrando um espelho embaçado. Há um tráfego incessante de pensamentos, preocupações, ansiedades, ambições, até na hora do sono. Meditar é o oposto, é acalmar o fluxo dos pensamentos, desejos e lembranças em movimento. Só entramos em estado meditativo quando deixamos a nossa mente de lado, e a energia, que era utilizada para mover os pensamentos, passa a ser canalizada para a consciência. Este silêncio é o verdadeiro estado meditativo. A meditação é um mecanismo para acalmar e neutralizar a mente. A meditação dá ao ser humano segurança e serenidade em todas as circunstâncias da vida, paz e felicidade permanente. Na meditação, o corpo inteiro muda, a sua química muda, o sistema imunológico fortalece-se, os hormônios equilibram-se. A meditação é um santo remédio. Mente sã, corpo são. Se está num momento difícil, procure encontrar o seu momento para meditar, aprenda a conviver consigo mesmo.
Conforme as orientações do Sensei Usui, a melhor hora para realizar a meditação Gassho é logo cedo, imediatamente depois de acordar. Quando a Terra está a acordar, existe uma energia despertadora. Muitas religiões pregam que devemos orar pela manhã bem cedo, porque o nascer do sol irradia todas as energias da existência. Devemos aproveitar esta oportunidade. Quando saímos do sono, estamos também mais receptivos. O processo será muito mais profundo. Quando nos levantamos, ainda não teremos recebido os impulsos externos e nem começado a envolver-nos totalmente nos pensamentos. Estamos menos na nossa mente. O segundo melhor momento para realizar esta meditação é à noite, quando vamos recolher-nos, para que tenhamos uma boa qualidade restauradora de sono. Nada melhor que uma boa noite de sono para restaurar as energias. Dormindo bem, no dia seguinte estamos melhores, com mais equilíbrio e aptos a realizar uma melhor produção nas nossas atividades.
Cultive o hábito da Meditação Gassho e descobrirá tesouros escondidos. Silencie-se.

O autor, Johnny De’ Carli

Os cinco princípios são uma base sólida para todos nós, como achas que os podemos aplicar mais no dia-a-dia tão agitado e exigente da vida portuguesa?
É bom repetir os princípios logo após a Meditação Gassho, porque ela pode ajudar-nos a descondicionar hábitos que precisam de ser modificados. Devemos lembrar de que qualquer boa palavra tem um efeito benéfico.
Ao longo destes anos, quais as técnicas que mais praticas?
Somente conservando o equilíbrio e a felicidade somos capazes de proporcionar condições para que as pessoas também sejam mais equilibradas e felizes.
Além do auto tratamento diário de Reiki, após meditar, quando sinto um bom nível de tranquilidade mental, repito pausadamente — refletindo sobre as suas palavras, significados e mensagens — os Cinco Princípios do Reiki, ministrados pelo Sensei Usui como instrução máxima (GOKAI):

  1. Não se zangue.
  2. Não se preocupe.
  3. Expresse a sua gratidão.
  4. Seja aplicado e honesto no seu trabalho.
  5. Seja gentil com os outros.

O que é, para ti, a Energia Universal?
Na minha concepção, a Energia Universal é a Força ou a Energia de Amor que vem de Deus.
Qual o teu maior sonho para o Reiki, em todo o mundo?
Que o Reiki se espalhe o mais rapidamente possível, para todas as regiões do planeta, em todos os níveis, para que tenhamos um planeta mais justo, com melhor distribuição de renda e com maior justiça social.

No V Congresso Nacional de Reiki, em Lisboa
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Entrevista a João Magalhães autor de Reiki A Energia Universal

João Magalhães é Presidente da Associação Portuguesa de Reiki e também autor do recente livro Reiki – A Energia Universal. Esta entrevista é sobre o tema do livro, mas também sobre as várias questões que surgem no ensino, profissionalização e aprendizagem de Reiki em Portugal.

Reiki – A Energia Universal

Como surgiu a ideia de escrever Reiki – A Energia Universal?

O conceito por detrás deste livro é o caminho que um praticante de Reiki faz para se tornar Mestre de Reiki e segue aquilo que o Mestre Usui nos deixou como missão. Dizia ele, “A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade e a nossa”.

No livro, refere a existência de várias energias universais. O que distingue o Reiki das outras energias?

É um pouco difícil distinguir a energia e mais ainda comprovar o tipo de energia, é por isso mesmo que temos a técnica da sintonização, que nos auxilia a trabalhar com a Energia Universal, de forma mais direta e imediata. No entanto, há algo que nos permite distinguir claramente – a passividade.
Reiki é um tipo de energia passiva, não é imposta, não é forçada, não pode ser. Se tal acontecer, não é Reiki que se está a usar, assim como não se está a praticar Reiki. Como é uma energia que trabalha no campo da homeostasia, de forma alguma se consegue, naturalmente, forçar esse processo. Esta é uma boa forma de compreender a diferença e também a sentir.

Qual a preparação ideal para se ser um bom Mestre de Reiki?

  • Levar a prática de Reiki com seriedade, vivência e experiência, desde o primeiro dia;
  • Compreender os conceitos profundos do Usui Reiki Ryoho;
  • Trabalhar muito como voluntário e como Terapeuta.

O que faz de um Mestre de Reiki um bom profissional?

Saber colocar-se no lugar dos outros e estar aberto a todas as situações, o que é verdadeiramente difícil. É também saber trabalhar em conjunto, formar não só bons praticantes, mas boas pessoas.
Cada vez mais compreendo este último sentido. A prática de Reiki, dizia o Mestre Usui, é para a melhoria do corpo e da mente, isso é alcançado através do tratamento e dos cinco princípios, o que implica dizer que tem que haver uma transformação e tem que ser assumida uma disciplina – a disciplina do autocuidado e da bondade para consigo mesmo. Um Mestre de Reiki é um facilitador, é aquele que forma bons praticantes e boas pessoas, tendo sempre o devido equilíbrio de compreender que muitos mal terminam o curso, esquecerem tudo o que foi ensinado e irem fazer o que já tinham em mente, mas mantendo um bocado de papel ao qual outros dão valor.
Manter o equilíbrio nas relações humanas não é simples e saber conciliar é um dever do Mestre de Reiki. Assim, tornar-se um bom profissional significa que sabe formar, que sabe praticar, viver e que acima de tudo está a construir uma comunidade, uma sociedade e um mundo melhores, através da prática de Reiki.

O caminho do Reiki é um caminho árduo. Como é que um Mestre de Reiki pode superar as dificuldades?

Acima de tudo, manter-se centrado nos ensinamentos do Mestre Usui, compreender claramente a missão que ele nos legou. A partir daí é avaliar toda a sua ação, com bondade e honestidade.

A que se deve a banalização do conceito «Mestre de Reiki», em Portugal?

Existem algumas situações que contribuíram para isso:

  1. Importamos o conceito de que quem tem o nível 3 de Reiki é Mestre de Reiki, mesmo não sabendo sintonizar;
  2. É implícito na nossa cultura que uma pessoa só tem valor quando tem um título – doutor, engenheiro, “mestre de Reiki, …;
  3. A necessidade de afirmação que cada um possa ter.

De facto, não existe uma necessidade de uma pessoa se apresentar e dizer “olá, eu sou Mestre de Reiki”, ou afirmar opiniões pessoais reforçando o seu nome com um título, que já vimos estar a criar um preconceito em relação aos Mestres de Reiki. Por outro lado, o conceito de Mestre que tem um determinado valor no Oriente, não é de todo compreendido nem é possível de ser praticado em Portugal, porque realmente nós não seguimos à risca aquilo que nos dizem.
Antigamente, o conceito Mestre era usado para uma pessoa que continha um grande saber e arte sobre algo, por exemplo, um Mestre Carpinteiro. Dava-se valor a esse saber, hoje apenas se desvaloriza, a pessoa, o trabalho, a profissão. Quando conseguirmos compreender que sentirmo-nos bem a desvalorizar os outros e as coisas não é um bom caminho, muito mudará de certeza.
Assim, o melhor conceito que posso dar é que não haja tanta importância no ser “Mestre de Reiki”, mas sim no ser praticante de Reiki, ou seja, aquele que pratica, aplica, vive os conceitos do Usui Reiki Ryoho.

Qual o maior erro que um Mestre de Reiki pode cometer na sua prática profissional?

Deixar-se enganar por si mesmo.
Isto quer dizer acreditar que sabe tudo e que nada mais tem a aprender, só a ensinar e que os outros o deviam escutar e reverenciar. Não há maior erro que este porque a partir daqui surgirão cada vez mais situações exigentes que o farão ver o contrário, para que possa retornar a um caminho de harmonia. Quanto maior resistência, maior o sofrimento.

Pensa que em Portugal há abertura de mentalidades para a criação de escolas de Reiki?

Acredito sim. É um trabalho esforçado de credibilização, mas quanto mais bons praticantes existirem, com cada vez melhor formação, mais facilmente as mentalidades de grupo se irão tornar esclarecidas e compreenderão o que é Reiki e para que serve uma escola de Reiki e a sua aprendizagem.
Quem pretende criar uma escola de Reiki tem que ter a consciência que é difícil, que exige tanto esforço quanto qualquer outra profissão, se realmente se quiser fazer as coisas corretamente. Por vezes temos que parar para saber reequacionar. Como conselho, nunca vás com demasiado fogo, depressa ele se irá extinguir, principalmente à primeira dificuldade. Leva uma ideia como quem recita os cinco princípios.

O que leva um Mestre de Reiki a desmotivar-se?

Existem vários factores que sempre acontecem:

  1. Ter poucos alunos e não conseguir chegar a mais pessoas;
  2. Alguns alunos desistirem e não haver comunicação do porque;
  3. O prejuízo que existe entre Mestres de Reiki;
  4. O ser enganado financeiramente;
  5. O desgaste da compaixão;
  6. Entre muitos outros…

Então, a melhor forma de não perder a motivação é saber viver consciente dos cinco princípios e compreender a realidade da condição humana. Todas estas situações fazem parte e elas não são diferentes no “mundo” do Reiki, por isso mesmo, devemos viver em equilíbrio, saber desapegar, ter uma mente vazia e um coração predisposto.

O que diferencia os cursos de Reiki com acompanhamento dos que não o têm?

É uma opção de quem ensina assim e nos dias de hoje não há razão para os cursos não terem um ensino com acompanhamento estruturado pois já estão publicados muitos livros que permitem esse mesmo conceito. Podemos dizer que a diferença está, essencialmente, no praticante não vivenciar e desenvolver a sua prática. Por exemplo, se não tiver uma aprendizagem progressiva, irá achar que ao praticar em casa já aprendeu tudo o que tinha a aprender e quer continuar para o nível seguinte, o que é muito natural. Se não tem experiência em praticar com os colegas do mesmo nível, também não aprenderá com a partilha de experiências, nem terá oportunidade de colocar as suas dúvidas ou compreender a progressão das suas percepções com o byosen.
Podemos comparar os dois tipos de ensino a uma viagem, como por exemplo, passar um dia em Santa Catarina e achar que se viu tudo do Porto. Reiki necessita de vivência e essa só pode surgir com o tempo.

Os três pilares para um terapeuta de Reiki são a resiliência, a honestidade e a bondade. E quando, por algum motivo, não se consegue viver de acordo com eles?

Aí o terapeuta começará a entrar em dissociação de si mesmo e, muito possivelmente, as coisas começarão a falhar. Poderá demorar muito tempo até entrar em ruptura, mas isso irá acontecer pois por um lado não está a ser integro consigo mesmo, por outro lado, não conseguirá dar todo o seu potencial a outros. É como julgarmos uma pessoa pela sua aparência – um ar angelical esconde muitas vezes uma grande falsidade. É por isso mesmo que nunca nos devemos considerar mais do que os outros, ou passarmos uma mensagem que vivemos sem problemas, todos somos humanos e os praticantes de Reiki, os terapeutas, os Mestres, são humanos. Assim todos conseguimo-nos entender melhor e quando não estamos em condições, não trabalhamos, descansamos.

Neste livro, introduz um novo ensinamento pouco divulgado até então: o Reiju. Para que serve exatamente e quem poderá fazê-lo?

O Reiju é um empoderamento através da Energia Universal, ou seja, Reiki e é uma prática muito positiva para todos os Mestres de Reiki aplicarem aos seus alunos, pois não implica sintonização. É um reforço do canal energético e da energia, assim como um reforço da conexão que o praticante tem. Pode realizar um Reiju que for um Mestre de Reiki com experiência em sintonizar os seus alunos. O ideal é aprender presencialmente a técnica, por isso, a informação que consta no livro é uma indicação da técnica, mas que requer uma aprendizagem presencial para que se possa aprimorar, praticar e até compreender alguns truques por detrás do Reiju.

Por que é que há muito preconceito relativamente ao lado espiritual do Reiki?

Tem mesmo a ver com a forma como a sociedade encara o que é espiritual e com as “importações” de crenças que fizemos para a nossa cultura, que nos levaram a entender muito mal o que é Reiki. Fala-se de santos, de guias, de anjos, quando nada disso faz parte do método. Usam-se penas, defumadores, arrotos e falar com espíritos, quando nada disso faz parte do método.
Então é difícil passarmos com um pano por cima desse enraizamento cultural. Já há nove anos que a Associação Portuguesa de Reiki tem vindo a fazer um grande trabalho de esclarecimento e muito já se progrediu, mas muito ainda falta fazer porque são nove anos de grande trabalho, mas que um breve momento pode sempre chegar para deitar tudo por terra. Isto significa que devemos encarar o método como ele é – a prática da energia. Devemos saber colocar as nossas crenças pessoais de lado. Religião, espiritualidade, isso é próprio de cada um, no método não há indicação para seguirmos esse tipo de crenças. Então, qual a dificuldade de praticar cinco princípios e levar a verdadeira atenção a essa mudança de consciência?
Essa sim é uma verdadeira espiritualidade, o chegar à consciência, o mudar, o saber construir um ser através de si mesmo, com reflexão, harmonia e confiança.

Como podemos contornar essa intolerância e ignorância?

Praticando Reiki como Reiki e ter atenção a declarações públicas que se façam. Muito facilmente nos deixamos levar pelo ego e metemos os pés pelas mãos. Se pensares que és o rosto do Reiki, então sabes que é em ti que está a responsabilidade da credibilização.
A intolerância e a ignorância sempre existirão, elas fazem parte do nosso crescimento humano, por isso mesmo, devemos trabalhar da forma mais reta possível e dentro daquilo que é o Usui Reiki Ryoho. Quanto mais conseguirmos auxiliar cada pessoa por si e ter mais harmonia, autoconfiança, gratidão, honestidade, bondade e quanto mais ensinarmos a que façam o mesmo pelos outros, mais a intolerância e ignorância perderão a sua força. Estar num caminho de forma equilibrada é difícil, mas não é impossível.

Qual a mensagem primordial que pretende dar com a criação desta obra?

Que o praticante de Reiki assuma corretamente a sua prática desde o primeiro dia do seu curso e que um Mestre de Reiki seja alguém que vive e transmita harmonia, confiança, gratidão, honestidade e bondade. Que dentro dos problemas pessoais de cada um e do árduo da sua vida, consigam sempre demonstrar Reiki como é Reiki e que sempre tenham força e serenidade.
 

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Entrevista a João Marques, autor do livro Olá Eu Sou o Reiki

João Marques é terapeuta, Mestre de Reiki e também autor do recente livro Olá Eu Sou o Reiki, através do qual dá uma explicação a quem não é praticante de Reiki (e mesmo a quem é), sobre os conceitos de Reiki, da prática e do que é ser um praticante de Reiki. Aqui fica a entrevista ao autor.
O que te inspirou a escrever este livro e quais serão os seus leitores?
Como refiro no livro, o ter ouvido uma muito jovem Mestra de Reiki, jovem na experiência e na idade, queixar-se da dificuldade que tinha em explicar aos outros o que era o Reiki, terá sido o que despoletou a ideia de escrever um texto, que queria simples, que pensava enviar à Associação Portuguesa de Reiki Monte Kurama, que pudesse vir a servir de texto de divulgação e que fosse difundido a todos os reikianos associados.
Entretanto, fui-me apercebendo que havia muitíssimos reikianos (demasiados, na minha opinião) com dificuldade em explicar o Reiki a terceiros.
Não sei se esta dificuldade que me era referida era resultante da deficiente formação das pessoas ou, da sua incapacidade em comunicar. O que é certo é que ela era, e certamente ainda o será, bem real.
Já com o trabalho quase concluído e sentindo que o Reiki, essa energia e maravilhosa que o Universo colocou à nossa disposição é, muito frequentemente, mal aceite, desacreditado e não aproveitado pela maioria das pessoas, questionei-me quanto ao interesse em escrever algo mais completo que explicasse, ao público em geral, o que é o Reiki, pois o grosso, para não dizer a totalidade, dos livros sobre Reiki é para praticantes.
Sempre com a preocupação de não esvaziar o conteúdo de um curso de Nível I (risco que se poderia correr com um texto de divulgação mais completo) continuei a escrever e, ao fim de bastante tempo, pois houve várias paragens pelo caminho, o resultado foi o que conhecem, o “Olá Eu Sou o Reiki”.
Neste livro dou ênfase a um aspecto que considero de fundamental importância, mas relativamente ao qual a maioria das pessoas não tem sequer consciência e/ou conhecimento, e que é a omnipresença da Energia bem como à sua importância em tudo o que se passa.
Se as pessoas tiverem consciência de que no Universo apenas existe Energia, a qual é manipulável, transformável, etc…, terão maior facilidade em entender a importância de uma Terapia Energética, como é o caso do Reiki e, consequentemente, as vantagens de se ter o Corpo Energético mais equilibrado.
Não deixa de ser “curioso” que haja reikianos (e já li artigos sobre isso) que consideram o Reiki não como Energia mas sim como algo, que não definem muito bem, que ajuda o corpo a “recordar” e a recuperar a sua capacidade de Auto cura. Enfim, a formação nem sempre é a adequada ou a informação é transmitida de forma deficiente….
Começando por um simples texto, destinado a reikianos, acabei por escrever um livro que se dirige, fundamentalmente, a todos os não reikianos e que tem como objectivo base explicar o que é o Reiki, como funciona, que benefícios podemos colher com a sua prática e como podemos olhá-lo com o respeito que ele, na minha opinião, nos merece.
Pode também servir para ajudar os reikianos, que sintam dificuldade em explicar o que é o Reiki a terceiros, a preparar a sua própria apresentação.
 
Como é que o Reiki entrou para a tua vida e de que forma te inspira a continuar diariamente?
Curiosamente, o Reiki entrou para a minha vida de um modo perfeitamente acidental.
Numa dada altura em que, por questões profissionais, andava extremamente cansado e stressado, fui passar um fim de semana à minha casa na Beira-Alta e, como era usual quando lá ia, fui fazer uma sessão de shiatsu com um amigo que, por acaso, também era reikiano (Nível II).
Ao ver-me tão stressado perguntou-me se já tinha feito alguma sessão de Reiki e, perante a minha resposta negativa, perguntou-me se não queria experimentar.
Deu-me uma muito breve explicação e disse que o tratamento me iria ajudar.
Aceitei o desafio e fiz um tratamento. Confesso que, no final, dado não sentir qualquer diferença, me interroguei, isto é que é um tratamento de Reiki? O que é certo é que, cada vez que ia à minha casa na Beira, ia fazer outro tratamento porque sentia que o Reiki me estava ajudar a manter o equilíbrio e a continuar trabalhar com o ritmo, muito intenso, que, na altura, era necessário.
Quando me reformei, e querendo manter-me activo pois era impensável, depois de uma vida profissional bem “agitada”, ficar parado, uma das hipóteses que se colocou foi a de fazer formação em Reiki e partir para uma actividade profissional. Se teria muitos, ou poucos, clientes isso era secundário, o importante era aprender algo de novo, manter a cabeça a funcionar e também ajudar os outros.
Depois do Nível II do Usui Tibetano e do Nível II em Karuna Reiki, trabalhei, como voluntário, com toxicodependentes e alcoólicos e só depois do Nível III-B em Reiki Usui Tibetano é que iniciei, então, a minha actividade profissional e juntei-me aos voluntários da APRMK.
Talvez a primeira experiência que tive com o Reiki me tenha levado a considerar que, embora com o Nível II estejamos capacitados a fazer tratamentos a terceiros, só o deveríamos começar a fazer depois de ter, pelo menos, o Nível III-A.
O Reiki é um mundo, há quem considere que uma vida inteira não basta para nos apercebermos de todas as suas facetas e potencialidades e eu sou tentado a concordar com esta opinião pois há sempre coisas novas a aprender.
O Reiki é exigente, requer trabalho e dedicação e permite-nos uma aprendizagem contínua o que, para uma mente curiosa como a minha, é uma bênção. Não dedico todo o meu tempo ao Reiki pois também tenho outras actividades mas é um desafio e, então, quando nos cursos apanhamos alunos curiosos, é uma grande satisfação podermos responder e ajudá-los no seu caminho e, se nos faltar resposta, devemos ir à sua procura. Uma pergunta de um aluno deve ter sempre uma resposta do Mestre.
Como refiro no meu livro:
Ser Mestre de Reiki não é apenas ter frequentado o curso do Nível III-B (o que é indispensável) e estar apto a fazer sintonizações, iniciando outros na prática do Reiki.
Ser Mestre de Reiki não é apenas ter alunos e fazer iniciações, embora faça parte.
Ser Mestre de Reiki, é encetar um longo caminho de estudo e aprendizagem (feita também com os nossos clientes e alunos….), caminho por vezes árduo e que vamos desbravando ao longo do tempo à medida que o nosso conhecimento e, sobretudo, a nossa prática no dia-a-dia nos levam a ajudar, cada vez melhor, os que nos procuram.
Ser Mestre de Reiki é um trabalho de muita responsabilidade e em que é necessário um comportamento profissional pautado pelos mais elevados princípios éticos pois, muitas vezes, é pedido ao Mestre que transcenda um pouco a sua actividade profissional e funcione como guia ou conselheiro.
Ser Mestre de Reiki é também o estar numa senda espiritual de aperfeiçoamento, de crescimento, e de construção do seu Templo Interior.
Ser Mestre de Reiki, ajuda-nos a ascender na espiral do Espírito, ajuda-nos e guia-nos no caminho que todos temos de seguir para a reunião final com o Todo, que é de onde todos partimos.
 
Qual a experiência mais marcante da tua prática?
Há várias, mas aquela mais impactante talvez tenha sido o tratamento de uma pessoa com cancro nas cordas vocais (provocados por hábitos de consumo de bebidas brancas e tabagismo) e a redução do tumor a ponto do paciente não ter necessitado da uma intervenção profunda, que estava planeada, e ter visto o problema resolvido com laser. Felizmente, e apesar de ter continuado a fazer algumas asneiras depois, ainda hoje está vivo.
Uma outra, terá sido o descobrir que, para algumas situações, se podem fazer tratamentos à distância, sem recurso ao HSZSN, utilizando o desenho de pequenos bonecos como suporte.
Foi uma técnica que surgiu no seguimento de um pedido, de uma amiga, para estabelecer um programa de tratamento para um familiar.
Como uso vários tipos de Cristais em alguns dos tratamentos que faço (eu sei, o Reiki não precisa de cristais mas, na minha opinião, fazem um casamento perfeito), comecei por desenhar os bonecos com a localização dos cristais que pretendia utilizar e, posteriormente, estabeleci a sequência de tratamento bem como os tempos de aplicação da Energia em cada posição base e/ou de reforço.
No dia seguinte mostrei-lhe o que tinha estruturado para que ela, também reikiana e muito sensitiva, pudesse avaliar e/ou sugerir alterações.
Posteriormente, recebi dessa amiga, a informação de que o tratamento ao familiar tinha sido, entretanto, efectuado pois, enquanto eu estruturava o plano de tratamento, os Guias e os Mestres tinham, no plano etérico, efectuado o mesmo.
Curiosamente o plano de tratamento foi efectuado a 14 de Agosto, véspera da data de nascimento de Mikao Usui.
Utilizo a técnica com bastante frequência pois permite-me, em poucos minutos, prestar auxílio a quem me pede e dele necessita. Também dá para utilizar, respeitando a Lei do Livre Arbítrio, quando não temos um pedido directo mas sim de um terceiro ou quando sentimos que uma dada pessoa pode estar a precisar de ajuda.
A Técnica que utilizo foi, entretanto, publicada na Reiki Rays, publicação “online” em língua inglesa e para quem já escrevi mais de uma vintena de artigos, o que poderá ter contribuído para ter sido convidado a participar, com uma intervenção sobre o envio de Reiki à distância, no Reiki Winter Summit 2018 que teve lugar de 22 a 26 de Janeiro 2018, participação essa que teve a forma de entrevista.
 
Qual o capítulo, no livro, que foi mais desafiante para ti?
Talvez o das perguntas e respostas, pois seria de esperar que alguns dos potenciais leitores, ao folhearem o livro, por ele começassem e convinha que ele não fosse nem demasiadamente longo, nem demasiadamente curto, que estivesse devidamente estruturado e encadeado e respondesse a algumas (ou mesmo muitas) das preocupações daqueles que tivessem pouco conhecimento, ou mesmo desconfiança, acerca do Reiki.
Muito ficou por “perguntar” neste capítulo mas creio que algumas das questões fundamentais terão sido abordadas.
Por outro lado a estrutura do livro e o consequente encadeamento dos assuntos também deu o seu trabalho….
O meu sonho para o Reiki
O meu sonho para o Reiki é que ele adquira o estatuto e respeito que merece e que seja, cada vez mais, incorporado numa prática clínica trabalhando com os médicos de mão dada.
O Reiki não é um inimigo da medicina convencional mas sim um seu aliado e não tenho dúvidas de que uma articulação entre uma Terapia Energética, como é o caso do Reiki,  e a Medicina Convencional, traria enormes benefícios para os pacientes. De entre outros, refiro alguns já mencionados no meu livro:

  • Tempos de recuperação mais rápidos
  • Menores períodos de internamento;
  • Efeitos negativos dos medicamentos reduzidos;
  • Eficácia do tratamento acrescida;
  • Menor consumo de medicação.
  • …..

São inúmeros os exemplos de benefícios do Reiki, nas mais variadas situações, algumas mesmo confirmadas em meio hospitalar, como é o caso da Oncologia, e o desprezar a importância da energia no nosso dia a dia e, por consequência, a importância do nosso equilíbrio energético ou melhor, a importância do equilíbrio do nosso Corpo Energético, não me parece que seja razoável.
Há, ainda, um longo caminho a percorrer que passa pela qualidade, competência e honestidade dos praticantes de Reiki pois, infelizmente, nem todos contribuem para a credibilidade desta Terapia.
Talvez o futuro passe pela criação de uma Ordem dos Terapeutas de Reiki e pela Certificação. O caminho para lá chegar não será fácil pois muitos, por razões de ego (esquecendo a analogia, que é feita entre o reikiano e o Bambu), a isso se oporão.
 
Como achas que um praticante de Reiki bem informado pode influenciar boas prática da terapia, boa aprendizagem e ainda boa vivência na sociedade?
Um aspecto, para mim fundamental, é que o praticante de Reiki não se considere uma vedeta, por muitos bons resultados que obtenha e por muito que saiba. Deve ter plena consciência de que é apenas um canal, a ferramenta de que os Guias e Mestres se servem no Plano Terreno e nada mais do que isso.
Tendo em conta que o Reiki é uma arte, nem tudo é taxativo, há várias formas de se chegar ao mesmo resultado – o bem estar e equilíbrio do paciente e, se possível a sua cura. Se o  Terapeuta estiver bem informado, poderá aquilatar das vantagens de uma técnica em relação a outra ou, mesmo, desenvolver a sua própria técnica. Não há problema quanto a isso desde que seja honesto na forma de o fazer.
Quanto à vertente ensino há vários aspectos a ter em consideração, nomeadamente o que é que é fundamental ensinar, desde o início, e a forma como o vamos fazer.
Já me deparei com Mestres que nem sabiam o que era o Byosen, outros que desconheciam quais as técnicas de protecção e outros ainda que não tratavam terceiros porque ficavam exauridos depois do tratamento ou que suavam durante o mesmo.
Infelizmente os exemplos supra mostram bem o panorama que impera na formação e que há inúmeros pseudo cursos que nada ensinam. Há aspectos básicos que não podem, de forma nenhuma, ser descurados.
Há muita teoria a ser transmitida e a prática é essencial e convenhamos que, p/ex., em 4 horas de curso pouco se ensina. Não há oportunidade de o Mestre passar informação essencial bem como a sua experiência com os seus clientes, e é por isso que acho que nunca se deve escolher um Mestre que não tenha a vertente prática.
O Reiki não é só teoria e esquemas de tratamento, vai mais longe do que isso e se um Mestre estiver bem informado e consciente da importância do que está a fazer, estará a fazer um bom trabalho, caso contrário, não está a ser bom para ele nem para os alunos.
Um reikiano é, à partida, um elemento “estabilizador” na sociedade pois terá (ou deverá ter) sempre como princípio orientador os Gokai e um deles diz “Serei bondoso para com todos os outros seres vivos”.
 

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Entrevista a João Villalobos, autor do livro Terapias, energias e algumas fantasias

João Villalobos é o autor do livro Terapias, energias e algumas fantasias, publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, um escritor com experiência, também com uma perspetiva acutilante e sagaz, que traz um olhar atento sobre as terapias complementares que têm surgido em Portugal, o trabalho com as energias e ainda outras considerações. O autor é também consultor especializado em comunicação institucional e de crise, tento trabalhado com diversas empresas, instituições e personalidades. Antes foi editor de Cultura nos jornais ‘Semanário’, ‘Se7e’ e ‘O Independente’. Um muito obrigado por esta entrevista e pela partilha do livro.

João Villalobos. Foto – Tiago Miranda.

 Terapias, energias e algumas fantasias

Começas o livro com uma citação de Gertrude Stein “Não existe a resposta. Não vai existir a resposta. Nunca existiu a resposta. Essa é a resposta”. Será esta a pedra basilar para o tema que apresentas no livro?
Não diria a pedra basilar do livro, mas sim um aviso, para quem nele entra. No meu entender, só abdicando da impossibilidade de olharmos para o universo procurando uma resposta única a todas as perguntas poderemos estar atentos, e despertos, para a diversidade e a singularidade. Por outro lado, é a visão unívoca e incapaz de contraditório a principal responsável pela violência de tom a que assistimos em tudo… No futebol, na política, na religião, etc. Tom esse particularmente sentido nas redes sociais, por exemplo.
O que te levou a escrever sobre este tema?
Como tive ocasião de dizer na apresentação pública do livro, este trabalho surgiu da vontade de abordar um assunto que, quanto a mim, beneficiará de uma audiência mais alargada e de um registo diferente daquele ao qual estávamos habituados. É um texto algo híbrido, entre o ensaio e a reportagem. Contextualiza historicamente fenómenos e crenças, mas partilha também testemunhos e experiências. Espero que o registo com que o escrevi não afugente nem cépticos nem crentes, e que atraia os indecisos.
Como observas o impacto na sociedade que o campo holístico está a gerar?
Não estou certo de entender o que se designa por campo holístico. Se com isso se pretende agrupar as terapias ditas complementares, considero que o impacto é maioritariamente positivo, embora careça ainda de vários passos a dar. Passos esses que estão já a ser dados pela Associação Portuguesa de Reiki mas que deveriam ser alargados a outras terapias e práticas. Um processo de certificação eficaz, por exemplo. E uma obrigatoriedade de os praticantes passarem recibo pelas suas consultas, algo que está longe de ser a prática comum.
Por outro lado, mais metafísico, digamos assim, entendo de longe preferível o discurso daqueles que integram o ‘campo holístico’ ao que é proferido pelos Trumps, Putins ou Kim Jong-uns da vida. O assustador mundo que nos rodeia, política, social e ambientalmente, é aliás a causa de cada vez um maior número de pessoas procurar as terapias complementares, seja como paciente ou praticante.
Achas que existe ainda a cultura do engano consciente, ou seja, que existem más práticas a serem realizadas conscientemente?
Em todas as áreas de actividade existem charlatões que conscientemente vendem gato por lebre. Não acho que esta área seja uma excepção. Para além disso estou em crer que existam muitas outras pessoas que acreditam genuinamente estar a fazer um bom trabalho espiritual mas ignoram que não é o caso. Por falta de prática, de estudo e de conhecimento. Recomendaria, como leitura para quem é praticante de Reiki, o livro ‘Dancing with the Devil As You Channel In The Light – Survival for Healers & Therapists”, de David Ashworth.
Como achas que a saúde pública poderia beneficiar destas terapias e energias?
Compreendendo a sua complementaridade e o efeito redutor da dor e do stress que podem ter junto dos pacientes. Pelo menos no caso do Reiki. Experiências como aquelas que referencio no livro e já foram colocadas em prática em Portugal, em hospitais e nas escolas, bem como outras que estão a ser desenvolvidas entretanto, são também oportunidades que deveriam ser cada vez menos raras para transpor a barreira artificial imposta pelos preconceitos, entre a medicina científica e as terapias complementares.
Qual o teu sonho neste campo?
Neste campo? Talvez ter uma casinha em Glastonbury, com vista para o Chalice Well e o Tor, acompanhado por quem amo. Funcionaria como acolhimento para amigos e não faria nada excepto passear, ler, ver espectáculos e exposições, dormir e comer. E também…vá lá… ir regularmente a consultas diversas com terapeutas de qualidade, para ver se duro pelo menos até aos 80 como me disse uma vez uma sina da balança 😉

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Filomena Pessanha: “As principais qualidades de um voluntário de Reiki são a humildade, o respeito, o saber escutar, saber comunicar”

Filomena Pessanha, Coordenadora do Núcleo do Porto da Associação Portuguesa de Reiki (APR), guiou-nos no nosso primeiro dia de voluntariado pela APR com sabedoria, compaixão e gestos que revelam uma grande experiência na arte de cuidar e de se doar aos outros.
Desde essa altura, quisemos saber mais sobre o seu percurso e a realidade do voluntariado de Reiki. Nesta entrevista exclusiva, Filomena Pessanha revela os casos que mais tocaram o seu coração e explica o que é preciso para se ser um bom voluntário de Reiki.

1. Como é que o Reiki surgiu na sua vida?

Nada começa por acaso. Para tudo há um tempo e o meu tempo de entrar no Reiki foi numa altura em que minha mãe estava bastante doente, com doença cardíaca crónica e com úlceras varicosas nas pernas. Os médicos chegaram a dizer que precisava de ser amputada. Felizmente, isso não chegou a acontecer.
Então, a que viria a ser minha amiga e Mestre de Reiki, Ana Maria Séica, numa conversa comigo, após ter-me feito o Mapa astral, perguntou-me se já me tinha apercebido de ter ajudado na cura de  alguém.
Realmente sim, isso tinha acontecido com meu sogro, com 91 anos, que também tinha úlceras, e com um vizinho com 92 anos. Então, falou-me no quanto beneficiaria ao continuar a ajudar, mas ligada ao Universo.
Falou-me  do Reiki e da sua filosofia, e fiquei encantada. Reiki é “a arte de convidar a felicidade”, enamorei-me por esta frase. Tinha tudo a ver com o que sempre dizia em tempos mais tristes… “Eu não vou desistir de ser feliz”.
Precisava muito na altura de praticar o princípio “Só Por Hoje Sou Calma”. Assumi a responsabilidade de tudo o que foi proposto para fazer este caminho. Não hesitei, queria muito ajudar minha mãe, ajudar-me a mim também e a quem viesse para eu ajudar.

2. Como foi a sua primeira experiência como voluntária e o que a levou a nunca mais parar?

A minha primeira experiência como voluntária de Reiki foi com uma jovem de 38 anos com cancro nos intestinos, internada no Hospital de São João, que veio a falecer nos paliativos do I.P.O., passado três meses, mais ou menos, de a conhecer.
Era familiar de uma amiga minha, funcionária do Hospital, e eu fazia a terapia a nível particular e a pedido da doente. Estava num quarto individual e nunca houve problema de fazer a terapia. Às vezes tinha que parar porque tinha muitos períodos de vómitos, relacionados com o quadro clínico.
Os profissionais de saúde sabiam que eu lhe fazia Reiki, apesar de ainda não ser autorizada esta terapia, e nunca chamaram a atenção ou proibiram. Até porque constatavam os benefícios.
A jovem esteve sempre com um humor contagiante, chegava a pedir-me para eu dançar para ela e eu dançava, e ríamos, apesar do enorme sofrimento fisico. O “Só Por Hoje” era uma realidade. Importava cada segundo de vida ser vivido celebrando a vida.
Então, esta jovem que já conhecia o Reiki, queria muito ser iniciada. Prometi que logo que um dia ela estivesse mais bem disposta o faria.
Aos poucos fui passando a informação que na altura tinha no manual elaborado por mim, e a jovem ia fazendo comigo o caminho, sempre acompanhada com um marcador de livros onde constavam os princípios, e quando os médicos falavam com ela  bastante preocupados  com a evolução rápida do cancro e a viam tão serena, ela dizia: “Oh, senhor doutor, eu não me posso preocupar. Vejam aqui os princípios do Reiki. Vejam se dá para  arranjar uns intestinos novos para mim”.
Bem, um dia, e porque foi o tempo, a jovem estava a dormir e eu em vez de lhe fazer o tratamento que ela tanto gostava, fiz-lhe a sintonização enquanto ela descansava.
A meio, abriu os olhos e perguntou: “Filó, hoje é diferente, estou tão bem, sinto-me no céu”. Eu  olhei e os olhos brilharam, riu e agradeceu pelo Universo lhe estar a dar o que ela sonhava: ser iniciada. E acabei a sintonização, sem ser incomodada por nenhum profissional. O Universo cuidou de tudo.
Dizia ela: “Ainda tive tempo”. Depois, levei um diploma e o manual. Como ficou feliz. Os 21 dias foram feitos sempre com muita alegria e empenho, e os princípios interiorizados e postos em prática de uma forma tão bonita e única que quando acabaram, já não me lembro dos dias. Faleceu para descansar, e tudo se tinha cumprido.
Não dá para parar. Os doentes aumentam. Gosto de ajudar, pois sei por experiência pessoal o que é estar internada e precisar de ser acompanhada e escutada por pessoas isentas, que nos ajudam a aceitar a fragilidade e a sentir esperança.

3. Quais foram os momentos mais marcantes do seu percurso como voluntária de Reiki no Núcleo do Porto da APR, do qual é coordenadora?

No Núcleo do Porto sou coordenadora desde Maio. Anteriormente, era coordenadora do Núcleo Bonfim – Porto, mas achei a partir dessa data não fazer sentido existirem dois núcleos numa mesma cidade, já que eu e uma das coordenadoras, Sónia Gomes, começámos a ser muito próximas e senti que juntas poderíamos fazer mais pelo Reiki, pela divulgação e certificação, pelos objetivos a alcançar e por todos os que abraçam esta terapia e que fazem parte da associação.
Porto2Aqui, foi o voluntariado que fiz a um jovem de 33 anos, ao domicílio, com um tumor cerebral, como ele se sentia quando fazia a terapia e o que ele dizia.
Dizia nunca ter sentido tanto amor dentro dele, que era inexplicável, já que ele se dizia bastante céptico, mas ficava muito tranquilo. E agradecia imenso a paz que sentia no momento e até eu voltar a ir. Estava a ir um vez por semana.
Como teve que começar a ir todos os dias ao I.P.O., o desgaste físico e emocional  era muito grande e deixei de ir a casa, porque a mãe disse que ele se cansava muito e realmente não havia hora nem dia disponível para eu ir fazer o tratamento.
Este jovem já tinha sido operado a um tumor cerebral há 5 anos e o que mais queria era estar sossegado, em silêncio. Foi feito o que foi possível e ainda me uno a ele e à família, fazendo o envio de energia à distância.

4. Qual tem sido a abertura das instituições da cidade do Porto ao voluntariado de Reiki? Sentiu alguma diferença desde o momento em que começou até hoje?

A abertura das instituições é muito boa. Tratam-nos como fazendo parte da equipa  que luta todos os dias pelo bem estar dos utentes. Tem havido muita cooperação: põem-nos ao corrente da historial clínico, da medicação, o que nos permite fazer uma avaliação da evolução do estado de saúde e registá-lo numa ficha de paciente.
A diferença que sinto é o aumento do interesse por parte dos funcionários, que querem saber mais sobre Reiki e alguns vão experimentando no seu tempo de intervalo para almoço.

5. Quais são os principais benefícios que observa, nos diferentes grupos e entidades com que trabalha?

São, sem dúvida a serenidade, a alegria, a confiança de que voltamos para ajudar a terem momentos de afetos e relaxamento com a nossa visita, e com os  tratamentos.

6. O que é necessário para se ser voluntário de Reiki?

Para ser voluntário do Núcleo é preciso preencher uma ficha que contém algumas perguntas que dão para avaliar competências e o perfil de quem se propõe.
Terão que ter pelo menos o segundo nível de Reiki. Há um encontro individual com cada candidato e passam por tempo de estágio suficiente para que ambas as partes se sintam confortáveis para que passem de estagiários a voluntários, assumindo um compromisso por escrito da disponibilidade e do compromisso de fazer terapia Reiki e só Reiki.
Todos passarão por uma formação, com conteúdos e informações sobre Reiki, necessárias para o desempenho da terapia do auto cuidado, do saber ser, saber fazer e saber estar, como pessoa e voluntário, e partilha de conhecimentos científicos, para melhor identificação da desarmonia dos chakras e a relação dos mesmos com os orgãos. É distribuído um manual e um certificado a cada um.

7. Quais devem ser as principais qualidades de um voluntário de Reiki?

As principais qualidades de um voluntário de Reiki serão a humildade, o respeito, o saber escutar, saber comunicar; ser o rosto dos princípios da filosofia do Reiki, com tudo e com todos.

8. 2015 foi o ano de cuidar de quem cuida. É importante que os voluntários cuidem de si mesmos?

Neste ano do “Cuidar de Quem Cuida”, com certeza que o melhor exemplo é  cuidarmo-nos para cuidarmos bem.
Ao não nos cuidarmos, não somos bons instrumentos, e portanto a energia não flui. Cuidaremos de cuidar da equipa de voluntários com encontros para partilha de dificuldades e para que todos  possam usufruir também de tratamentos de Reiki.

9. Doar Reiki para si é…

Ser um instrumento de Energia do Amor. Responsabilidade de caminhar sendo exemplo dos cinco princípios de Reiki com tudo e com todos. Abraço de paz.
Fonte: ReikiStudioPorto – Ana Brito

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Entrevista a Paula Roque sobre Reiki no Hospital do Fundão pela Rádio Cova da Beira

No dia 8 de Outubro, a Rádio Cova da Beira, através da repórter Dulce Gabriel realizou uma entrevista a Paula Roque, coordenadora do núcleo de Reiki do Fundão, da Associação Portuguesa, sobre o projeto de voluntariado no Hospital do Fundão.

Dulce Gabriel – Porque Hoje é Domingo entrevista Paula Roque


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Reiki: o que é, o que faz e que benefícios traz – Entrevista na Saber Viver

A técnica japonesa já tem quase 100 anos e tem efeitos não só espirituais, mas também físicos. A Saber Viver explica tudo o que sempre quis saber sobre esta prática que funciona à base de energias e como um método de cura natural. Coloque o ceticismo de parte e leia o nosso artigo.

Os métodos de curas naturais podem sempre suscitar alguma curiosidade (e desconfiança), mas há muito a aprender com eles. O Reiki, por exemplo, tem uma perspetiva holística, que é trabalhada com energia e pretende funcionar como uma terapia complementar. Isto significa que não substitui qualquer outro tipo de medicina, seja tradicional ou alternativa. Devem, portanto, trabalhar em conjunto.
Ainda que esteja ligada ao bem-estar do espírito e da mente, será que este método também tem resultados a nível físico? Sim, tem, ainda que dependa do estado da pessoa, claro.
Esta terapia pode ser um pouco mais complexa do que parece, e isso vê-se na formação de um técnico ou de um mestre Reiki. Existem quatro níveis a cumprir, sendo que cada um deles tem, pelo menos, seis meses de prática continuada. Para ser terapeuta, a prática deve durar mais de um ano. Já para mestre deverá ser entre dois a dois anos e meio.
A história do Reiki tem origem oriental e foi construída apenas por uma pessoa. Mikar Usui nasceu em 1865 na aldeia de Taniai, no Japão, e trabalhou durante vários anos como funcionário do Estado japonês. Foi, um dia, para o monte Kurama para aperfeiçoar a sua disciplina e 21 dias depois começou a sentir energia universal (apelidada de Reiki). Decidiu aprofundá-la e criou, a partir daqui, uma nova técnica que ajuda com questões emocionais, mentais e energéticas. Em 1922 abriu o primeiro centro dedicado apenas a esta prática.
Pode ser complicado desmistificar tudo aquilo que o Reiki envolve. Por isso mesmo, a Saber Viver falou com João Magalhães, presidente e fundador da Associação Portuguesa de Reiki, para explicar tudo sobre o método.
Curiosa? Leia a entrevista.

Gostava que nos explicasse, por palavras suas, o que é o Reiki.

Reiki tem um duplo sentido. Por um lado, é o nome que se dá à Energia Universal, ou Energia Vital do Universo. Por outro lado, é o nome abreviado que se dá a um método para trabalhar com essa mesma energia, o Usui Reiki Ryoho. Reiki, como método de cura natural, através da Energia Universal. Esta é uma arte terapêutica e uma filosofia de vida assente em cinco princípios. É o um método com 21 técnicas de aplicação terapêutica e desenvolvimento pessoal que, como indicava o Mestre Usui, é para a melhoria do corpo e da mente.
Felizmente, hoje em dia, o Reiki é visto bem mais além de mais uma terapia, o valor da filosofia de vida, dos seus cinco princípios, tem ajudado a compreender muitas das nossas questões de vida e a ajudar no inter-relacionamento, que apesar de existir cada vez mais veículos de comunicação, está a tornar-se cada vez mais difícil. Tal está também presente nos preceitos indicados por Mikao Usui – A arte secreta de convidar a felicidade. Ou seja, o desenvolvimento da técnica de trabalho interior, que nos permite trilhar um caminho para a felicidade. Também pela missão que nos deixou, compreendemos muito bem o enquadramento do método – “Guiar para uma vida pacífica e feliz…”, ou seja toda a nossa prática precisa ser avaliada segundo este conceito e este deve estar presente no nosso quotidiano. Assim, um praticante de Reiki é alguém que se esforço para se melhorar, para ter uma vida mais harmoniosa e poder também levar essa harmonia aos outros.

Como funciona? A técnica é feita apenas com as mãos ou envolve algum produto?

A aplicação de Reiki é feita única e exclusivamente pelas mãos sem o uso de qualquer outro instrumento de suporte. Como a energia flui por todo o nosso corpo, o Mestre Usui, no seu manual (Usui Reiki Hikkei), indicava que a energia podia também fluir pelos olhos e pelo sopro, além das mãos. Claro que hoje em dia se envolvem outras terapias com Reiki, como há casos da aplicação de acupuntura e Reiki simultaneamente em animais, outros praticantes gostam de conjugar a Energia Universal com cristais, entre outros exemplos. No entanto o método terapêutico não necessita de acessórios ou instrumentos para ser realizado.

Quais os seus principais benefícios?

Os efeitos da prática são diferentes de pessoa para pessoa. Para uns sente-se uma grande serenidade, alívio da dor, para outros, uma grande força interior que ajuda a ultrapassar a debilidade emocional de uma doença ou de um momento de vida.

Quais são os tipos de problemas que o Reiki resolve?

Como o Mestre Usui indicava, Reiki pode ser aplicado em qualquer questão da pessoa. Mesmo que alguém esteja em fase terminal, ele indicava que devemos sempre continuar até ao fim, porque tal ajuda a pessoa a ter uma paz e bem-estar interior.
A aplicação de energia não realiza nenhum milagre, nem o praticante é um curador. A pessoa, o receto, sim, é que fará com que o poder autocurativo do seu corpo corresponda e caminhe para um equilíbrio e harmonia, se a sua condição o permitir. Ou seja, os efeitos dependem sempre da pessoa que recebe. É por isso que duas pessoas com o mesmo problema poderão ter resultados diferentes, para uma há uma “cura” quase instantânea, enquanto que para outra, parece que nada se passa. Tudo tem a ver com as condições da pessoa.

Quais são as principais razões que levam as pessoas a procurar o Reiki?

Antigamente, muitas procuravam para curar os outros. Hoje em dia, felizmente, já se compreende que o Usui Reiki Ryoho é em primeiro lugar para nós próprios e depois para os outros, assim como muitos procuram para alcançar mais calma e confiança na vida.

O Reiki pode curar doenças físicas? Ou incide apenas sobre o foro psicológico e no bem-estar emocional?

Sim pode, dependendo das condições da pessoa. Notamos que em casos como feridas, hematomas, recuperação de intervenções, quimioterapia entre outros, há uma recuperação mais rápida e com menos efeitos secundários.

O Reiki é feito apenas com a utilização da mãos
Que casos de sucesso é que já acompanhou?

Desde questões de stresse, ansiedade, depressão, a questões relacionadas com oncologia. Nunca poderemos afirmar existir uma cura porque a pessoa é feita de um todo e o Reiki é uma terapia complementar e integrativa. Isto significa que não é exclusiva e vai integrar-se bem com tudo o que a pessoa faz. Portanto, não podemos atribuir responsabilidades únicas ao Reiki. Por isto mesmo é que devemos sempre considerar levar uma vida mais saudável e também o saber proporcionar aos outros.

Há alguma periodicidade para fazer esta técnica?

Depende de condição para condição. Desde casos em que é feita uma sessão diária, ao longo de determinado tempo, a uma sessão por semana, quinze em quinze dias, ou mais esporádico. Ou seja, tudo tem a ver com a forma com a pessoa reage à energia e a intenção pela qual se está a receber, dependendo da condição que tem.

Quanto tempo demora uma sessão?

Temos dois aspetos diferentes – o voluntariado e a consulta. Numa circunstância de voluntariado, o processo pode ser de cerca de 30 minutos, pois estamos limitados ao tempo de tratamento por utente. Quanto à consulta, pode ser realizada de 1h a 1h30, pois existe toda uma fase de avaliação, anamnese e depois um fecho da sessão.

A formação de um técnico de Reiki tem vários níveis. Porquê? Quanto tempo demora a formação?

No tempo do Mestre Usui podíamos encontrar oito níveis, quase comparados aos das artes marciais e depois ao longo do tempo, foram sendo reestruturados. Hoje em dia é comum encontrarmos quatro níveis – Shoden, o nível 1; Okuden, o nível 2; Shinpiden, o nível 3; Gokukaiden, o nível 3B.
Eles representam a introdução à prática, muito virada para o próprio praticante. Com o nível 2 já começam a ter uma abordagem ao outro e à prática de voluntariado. O nível 3 tem um grande enfoque no desenvolvimento pessoal e na profissionalização do tratamento ao outro, ao passo que o 3B é o ensinar a ensinar.
Cada nível deve ter, pelo menos, seis meses de prática continuada, ou seja, os cursos não devem ser de apenas um único dia. Deve haver acompanhamento para que o praticante possa crescer, experimentar e colocar as suas questões. O nível 3B devia ser um pouco mais longo, dos seis meses a um ano.
Para se chegar a terapeuta de Reiki, deve ter-se uma prática de mais de um ano e meio, para se chegar a Mestre de Reiki, pelo menos dois a dois anos e meio. Isto como mínimo para o crescimento, aplicação de todos os conceitos em si, para depois os saber aplicar nos outros.
Artigo publicado na Saber Viver por Ana Luisa Bernardino e Marta Chaves

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Entrevista na Radio Clube de Penafiel

Ola Amigos :))
Foi com muito gosto que a convite da Dra. Adelaide Galhardo, Diretora da Bilbioteca Municipal de Penafiel,  fui falar sobre o Livro do Super Reikinho, os Livros do nosso Presidente João Magalhães e claro, sobre o tema do Reiki. :)) com musicas fantásticas, fica o link:
Só por hoje SOU GRATO _/|\_
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Reiki e Yôga – Alimentos para a Alma

Um método desenvolvido por Juliana Luz de Ávila
Quem já não entrou num restaurante, morrendo de fome, e após uma bela e saborosa refeição, sentiu aquela sensação incrível de prazer e saciedade?! Pois é, essa foi a forma mais perfeita que encontrei para descrever neste artigo, o que senti depois de passar pela experiência de Reiki e Yôga, juntos, na mesma sessão!
Esse é o trabalho realizado pela brasileira Juliana Luz de Ávila, 42 anos, com formação em Yôga e Especialização com Mestre DeRose, além de cursos de Respiração, Cromoterapia, Florais, Radiestesia, Aromaterapia e Formação em Reiki I,II e III.
O Método DeRose, já há muito tempo, passou a ser bem mais que um simples curso para constituir uma cultura, um estilo de se viver. Seu aspecto fundamental é o alcance do bem-estar pessoal. Para atingir essa meta, diversas ferramentas são utilizadas, entre elas, técnicas respiratórias, técnicas orgânicas que melhoram o tônus muscular e a flexibilidade, além de procedimentos para o aprimoramento da descontração emocional e da concentração mental. Tudo isso visando a expansão da lucidez e o autoconhecimento. (Extraído do Blog do DeRose)
Na prática da Yôga se vocalizam os mantras, que são sons e ultra-sons que aplicam vibração vocálica para desesclerosar meridianos energéticos, proporcionam o aquietamento das ondas mentais, assim como a dinamização os chakras.
Como já sabemos, o Reiki é transmitido através da imposição das mãos e baseia-se na ideia de que uma energia vital invisível (“KI”)  flui, aumentando e sincronizando esta energia localizada nos pontos de sua maior concentração, os chakras.
Eis o ponto convergente destas duas práticas! E por isso que juntas, tanto funciona, tornando incrível e indescritível a sensação e o benefício que produz uma sessão com Reiki e Yôga aliados. Conversando com a Juliana…
Como surgiu a ideia de aliar as práticas do Reiki com a Yôga?
A ideia surgiu quando eu percebi que o atendimento individual surtia mais efeito que em grupo, então resolvi incluir o Reiki no final das aulas ao invés dos relaxamentos usuais das aulas de Yôga.
Como chegam as pessoas, emocionalmente falando, nas sessões? E ao sair, como estão?
As pessoas chegam realmente sentindo-se estressadas, confusas em relação aos seus problemas e suas resoluções. Ao sair, sentem-se carregando menos peso, mais confiantes. Que suas vidas podem melhorar a cada dia, porque de fato o que muda é o modo de encarar a Vida!
Qual o ponto de convergência entre as duas práticas?
Complementam-se! O Yôga trabalha ao mesmo tempo o físico e o psico-físico atuando na área emocional e o Reiki por sua vez, atua diretamente nos centros energéticos, fortificando-os, energizando-os, trazendo mais autonomia ao ser, de forma integral, reestabelecendo-o na saúde física, mental e espiritual.
Resumindo: Yôga e Reiki – alimentos para a Alma!

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Reiki Guia para uma Vida Feliz, um caminho pela arte secreta de convidar a felicidade

Em que circunstância surgiu a ideia de escrever o livro REIKI, GUIA PARA UMA VIDA FELIZ, publicado em março de 2016?

Consolidei este conceito em março de 2015, quando estava nos jardins do Palácio Imperial, em Tóquio. Alguns conteúdos tinham já começado a ser preparados antes, orientados para a vivência da filosofia de vida no Reiki. Nessa data, também se consolidou a ideia do tema central – uma atitude de montanha e de bambu. A forma como surgiu o nome e o conceito do livro é mais uma prova, para mim, de que tudo tem um tempo próprio e que o acumular de saberes e condições é que torna possível um dado momento. O livro foi construído como uma ferramenta de apoio à prática da filosofia de vida e foi isso mesmo que senti.

De que forma este livro difere de O GRANDE LIVRO DO REIKI, publicado em 2015?

O Grande Livro do Reiki é um manual para todos os níveis, com os conhecimentos essenciais e aprofundados das técnicas para a nossa progressão e vivência no Usui Reiki Ryoho. Este novo livro traz a profundidade da filosofia de vida e um toque especial da perspetiva japonesa do Reiki. Felizmente, ao longo deste tempo, fui adquirindo várias informações inéditas sobre o Mestre Usui, Hayashi e Takata, que geralmente partilhamos entre vários pesquisadores, da Austrália ao Canadá. É muito interessante ver esta partilha, que nem sempre é fácil nem acessível, mas que devia existir, principalmente entre praticantes de Reiki. Algo de incrivelmente único neste livro é que é o primeiro livro publicado onde estão referências ao Manual da Terapia Reiki da Associação do Mestre Usui. Então temos um livro com conteúdos absolutamente novos, que te trazem um reforço à filosofia de vida, à prática meditativa e ao crescimento de virtudes em cada um dos níveis de Reiki.

Em termos gerais, como pode definir o Reiki?

É a energia universal que nos vitaliza, que vitaliza tudo no universo. É um conceito estranho, mas que possivelmente faz todo o sentido à medida que vamos praticando. Reiki é como o vento, não vemos, apenas sentimos. Esta energia está em tudo, tanto no Universo como em nós mesmos. Quando praticamos o Usui Reiki Ryoho, aprendemos a trabalhar ainda mais com Reiki. Quanto mais praticamos, também elevamos a consciência e a nossa própria vibração. A mudança começa mesmo em nós.

Como é que o Mestre Usui influenciou a sua vida?

Tudo começou com uma questão – quem foi este homem que inventou o «Reiki»? Quem descobriu isto?
A partir daqui, compreendi que, para trabalhar o melhor possível, tinha que conhecer as origens. Assim, sempre que agradeço, incluo sempre a sabedoria do Mestre Usui. É alguém que me inspira porque teve uma vida de dificuldades como todos nós, mas foi à procura do seu caminho e, arduamente, com entrega, encontrou-o. As suas mensagens são profundas e simples – A Arte Secreta de Convidar a Felicidade; A melhoria do Corpo e da Mente; Os cinco princípios. Tudo isto é inspirador e faz-me todo o sentido. É por isso mesmo que agradeço tantas vezes pela sua sabedoria. O que seria de mim, como pessoa, sem o Reiki e os ensinamentos do Mestre Usui?

Quais são os três poderes que o Reiki reaviva?

Segundo os ensinamentos do Mestre Usui, Reiki reaviva-nos o poder natural da vida, o poder natural da nossa essência e o poder natural do corpo. Reiki ajuda-nos a compreender aquilo que nos rodeia e anima, assim como a compreensão da nossa própria essência e vitalidade do corpo. São considerados poderes, pela Usui Reiki Ryoho Gakkai, pois capacitam-nos. É o que se chama de empoderamento. É por isso mesmo que Reiki traz tanta transformação na vida. Na prática, há um poder para nos reanimar, mas resta a nós sabê-lo cumprir.

O Reiki é benéfico para todos? O que é que ele traz a quem o pratica?

Sim, Reiki, a energia, é benéfica para todos, assim como o método, o Usui Reiki Ryoho o é para todos. A grande questão está em saber interpretar os benefícios. Por exemplo, se eu tiver demasiadas toxinas dentro de mim, quer sejam físicas, mentais ou emocionais, Reiki irá trazer ao de cima essas toxinas, situações, para que possam ser tratadas. Para alguns, isso é assustador! Para outros, é algo incrível!
Podemos dizer que Reiki revela-nos o que há a mudar, Reiki comunica connosco. E, como em qualquer comunicação, precisamos compreender o que é comunicado, algo que nem sempre é fácil pois é uma interação interior. Praticar Reiki e receber Reiki poderá fazer toda a diferença. Além da energia, claro, vamos trabalhar a filosofia de vida que é aquela que trará a grande transformação à nossa consciência, promovendo a «melhoria do corpo e da mente».

De que forma paciente e praticante de Reiki se podem ligar?

Podemos considerar a ligação neste processo como algo entre três partes – praticante, paciente, energia. É um sistema que só pode funcionar com todos os vetores. O praticante é um recetor e emissor da energia; o paciente, utente, cliente, é um recetor e a energia é o que circula e permeia todos. Apesar de a prática de Reiki ser unidirecional, existe sempre uma comunicação neste sistema «triangular», que é feito entre as auras de cada um e a própria energia. Estas ligações auxiliam o praticante a perceber as questões que o seu recetor tem e de que forma aquele pode auxiliar com a energia universal, pois é esta que ele está a usar no momento. Técnicas como o enraizamento e, posteriormente, o banho seco poderão auxiliar a terminar essas ligações. Claro que a predisposição e força da consciência do praticante irá reforçar o desligar da situação.

Em que sentido é que os cinco princípios ajudam a desenvolvermos a atenção plena e consciente do momento presente?

Segundo as indicações do Mestre Usui, nos preceitos colocamos as mãos em gassho, ou seja, iniciamos um momento meditativo que, ao trabalhar com os princípios, se inicia com uma indicação preciosa – «só por hoje»! O que significa «o momento presente». Assim, a prática de Reiki não está na mesma linha do nosso conceito ocidental de fazer tudo ao mesmo tempo – atender o telefone enquanto escrevemos um email e ainda responder verbalmente a uma questão que a pessoa ao lado nos coloca. A filosofia de vida no Reiki pede-nos consciência, atenção, harmonia, com uma postura diligente, mas também bondosa. Ao praticarmos conscientemente os princípios, estamos mesmo a usar os seus ensinamentos e energia na nossa vida. Isso faz com que tudo mude, porque nós é que mudamos.
Se, no meio da «tempestade» diária, pararmos e recitarmos os princípios, vamos ter uma atitude muito diferente perante as situações. Não esperes que isto aconteça de um momento para o outro, é algo que demora tempo, por isso mesmo temos o quarto princípio. Desenvolveres a atenção plena com Reiki é tornares-te mais consciente das tuas necessidades e das necessidades dos outros, sendo compassivo e compreendendo que tudo necessita de harmonia e equilíbrio.

Usa frequentemente a expressão «ser forte como uma montanha e flexível como o bambu”. Pode explicar-nos o significado desta comparação e de que maneira o Reiki nos pode ajudar a cultivar a força e a flexibilidade?

Foram conceitos que fui sentindo muito na pele. A vida, o lidar com tantos praticantes de Reiki, cada um com as suas necessidades, dentro do seu universo próprio, requereu de mim grandes esforços. Por um lado, precisei de ser flexível, senão quebrava. Por outro lado, precisei de firmeza interior, caso contrário poderia ficar afetado pelas situações ou opiniões. Então tudo me começou a fazer sentido – precisamos de ser fortes como uma montanha e flexíveis como um bambu. Tudo isto se relaciona com a disciplina e a bondade. É uma frase que resume as virtudes dos cinco princípios.

O Reiki é muito mais do que impor as mãos e deixar a energia fluir. Refere que é uma entrega, uma rendição à força do Universo. Pode explicar esta definição?

Em várias situações muito complicadas, encontrei-me numa posição em que teria de optar – resistir e quebrar ou entregar, render e aceitar. Foram lições muito importantes para mim que me fizeram compreender a importância do Reiki. Quando estamos a aplicar Reiki em nós ou nos outros, temos mesmo que saber entregar. Não nos apegarmos tanto ao que não sentimos ou ao que sentimos, mas deixar a energia cumprir o seu trabalho. Assim como no nosso dia-a-dia, precisamos entregar-nos à vida! É incrível fazê-lo e sentir como tudo realmente tem um sentido próprio e que o nosso caminho tem que passar por atitudes de compaixão verdadeira. A felicidade faz sentido quando a cultivamos em nós e nos outros.

Atualmente o Reiki começa a ser comummente aceite em Portugal. Acha que o trabalho que desenvolveu até aqui tem contribuído para desmistificar crenças e preconceitos ligados a esta prática?

Felizmente não é só o meu trabalho, é o trabalho de imensa gente. Acredito mais ainda que cada pessoa é o Rosto do Reiki e, por isso mesmo, cada praticante tem em si uma imensa responsabilidade para a credibilização da prática. Por isso, tu mesma és parte deste trabalho.
Desmistificar as crenças e preconceitos é mesmo muito importante. São imensas as mensagens e emails que recebo de pessoas que tinham medo de praticar Reiki por acharem ou terem visto a prática associada a outras coisas. Com entendimento e esclarecimento, percebemos que Reiki está além de crenças e religiões, por isso é que todos o podem praticar.

Há cada vez mais praticantes e terapeutas de Reiki pelo país fora. Acha que é apenas uma moda ou que se trata realmente de um despertar da consciência?

Por muito que me falem em moda, este é um conceito que não consigo encaixar, muito possivelmente porque, se alguém o pratica por moda, irá deixá-lo de fazer ao compreender que Reiki vai além dos objetivos que pretende alcançar. Mas tocas num ponto muito importante: há mesmo cada vez mais terapeutas. Isso é muito positivo, mas quem o está a fazer tem que se lembrar que está a cuidar da saúde do próximo e, como tal, deve ter muita responsabilidade pelo seu saber e pela forma como pratica. Principalmente para não confundir Reiki com outras coisas. Assim como não vamos ao dentista para nos tratar do joelho, quando vamos a um terapeuta de Reiki esperamos uma prática de Reiki. A responsabilização faz parte do quarto e quinto princípios.

De que forma o livro REIKI, GUIA PARA UMA VIDA FELIZ pode ser um pilar na construção de pessoas mais conscientes e equilibradas?

Acima de tudo é uma partilha de vida. Não quero que ninguém pense que este É o Livro, nem pensar! E está muito longe disso, tanto que ainda me falta imenso de vivência com Reiki, mas acredito que aquilo que partilho pode dar ideias. Como se fossem pequenas sementes, essas ideias irão germinar com a prática, com o cuidado que lhe derem. Leiam neste livro aquilo que os Mestres Usui, Hayashi e Takata ensinaram, observem de que forma vocês podem crescer aplicando a filosofia de vida no Reiki, pois a verdadeira transformação é interior, não apenas colocando as mãos. Aprendam novas técnicas e dicas para a vossa prática quotidiana. É uma partilha que iremos realizar em conjunto. Podem sempre enviar-me emails com as questões que encontrarem.

Como se obtém paz de espírito na vida com a prática de Reiki?

É um trabalho constante e diário. A prática ajuda-nos a criar uma paz interior, uma consciência presente para todos os momentos. Quando algo surge que perturba a nossa paz e felicidade, não quer dizer que não fiquemos tristes ou magoados, mas na verdade a capacidade de compreensão e a força para levantar é muito maior. Começamos a compreender que, para termos paz, precisamos não só de a cultivar em nós mas também de parar de impedir essa mesma paz de estar com os outros. Somos nós que provocamos muitas situações na nossa vida com as nossas atitudes. Por vezes, mesmo querendo fazer bem, estamos a fazer mal. É por isso mesmo que a prática vai-nos trazendo consciência e essa sim, cultiva a paz de espírito na vida. A grande lição é que antes de querer aliviar o sofrimento de alguém, tenho que parar de fazer os outros sofrer.

Em REIKI, GUIA PARA UMA VIDA FELIZ, apresenta-nos os 125 poemas do Imperador Meiji que o Mestre Usui entoava na prática de hatsurei-ho. Quais os conceitos basilares destes poemas?

Compreendendo a cultura japonesa, o Imperador Meiji foi uma pessoa muito considerada e que tinha uma perspetiva muito própria para o crescimento do Japão. Muitas mudanças ocorreram no seu tempo. Não sabemos por que escolheu estes 125 poemas de entre mais de 10000, mas de fato eles têm um impacto muito construtivo em nós. Neste livro, fiz ainda um trabalho de divisão dos poemas por temas. Irás achar bastante interessante este conceito. Ao entoarmos os poemas ou refletirmos sobre as nossas questões com eles, encontramos a «voz amiga», o conselho que nos pode auxiliar. Além de que era uma prática que ajudava os alunos a encontrarem a mente vazia. Isto quer dizer que, se eles tinham que se concentrar em algo, que fosse nesse poema. Vale a pena experimentar. Começamos a sentir Reiki de uma forma diferente.

De que maneira estes poemas nos ajudam a refletir acerca da nossa vida e como é que podem contribuir para uma vida feliz?

Existe uma grande diferença entre ler de passagem e ler entranhando os conhecimentos que uma mente de «principiante» alcança. Assim como se te sintonizares com a energia, colocares a tua questão e escolheres um poema… verás como faz diferença. Por exemplo, ao refletir sobre esta entrevista:

108 — AMIGOS – Os amigos com quem se trabalha e se apoiam uns aos outros devem assumir a liderança do país.

É um poema que me leva a refletir sobre a escolha das pessoas com quem faço algum projeto. É mesmo algo de muito valioso e importante pois tudo o que fazemos tem energia. Se conjugarmos as energias certas, tudo dá certo. Vale a pena trabalhar com os poemas.

Considera o Reiki um caminho longo a ser traçado?

Sem dúvida que sim. Quanto mais pratico mais sinto necessidade de praticar. Quanto mais procuro, mais encontro e compreendo. Esta compreensão leva-me a perceber que Reiki é um caminho para mim que me preenche totalmente. Espero que cada praticante de Reiki encontre nesta arte secreta de convidar a felicidade uma forma de ser feliz, de estar em paz e harmonia.

O que falta à maioria dos terapeutas de Reiki?

Aqui cada um terá que encontrar as suas próprias necessidades. Falando por mim, apesar de praticar terapia energética antes de aprender Reiki, gostaria de ter aprendido a tratar com Reiki. Não apenas a colocar as mãos, mas a compreender as técnicas e o sentido da energia, ou mesmo como fazer uma consulta. Acabei por descobrir isso mesmo através da prática e é por isso que tanto agradeço as bases sólidas que o meu avô me transmitiu que evitaram muitas situações. Sem dúvida que é a prática que nos traz experiência, por isso, quem queira ser terapeuta, em consciência, deve procurar ter essa experiência…o voluntariado, a partilha entre colegas… Temos que nos lembrar que vamos trabalhar num campo da saúde e que neste campo há o outro lado, a pessoa que vai receber a terapia. É um universo de responsabilidade. A energia faz o seu trabalho, mas o terapeuta tem também muito trabalho a fazer. Hoje em dia sinto ainda a necessidade de diálogo entre terapeutas.

Três palavras são imprescindíveis para um praticante de Reiki: mente, coração e mãos. Pode explicar?

Foi um conceito que comecei a sentir muito na prática. Em primeiro, precisamos de ter uma mente limpa, vazia, para que a energia flua sem bloqueios, para que a nossa perceção seja correta. Depois, precisamos de um coração predisposto. Um grande mestre dizia que, tendo a mente vazia, enchíamos o coração [de compaixão]. Um coração predisposto faz funcionar a energia, atrai Reiki e distribui-o por quem mais precisa, para nós ou para os outros e isso acaba por ser feito pelas mãos, as asas do coração.
Então temos estas três palavras tão importantes para a nossa prática de Reiki – Mente limpa, Coração predisposto, ação correta.

Por que é que sentiu que neste livro era importante enquadrar exercícios de limpeza dos chacras, de técnicas de Reiki e de meditação?

Cada vez mais precisamos relembrar o que é realmente o Usui Reiki Ryoho. Costumamos chamar Reiki à nossa prática, mas Reiki é a energia. O método por si é muito mais que só energia, só colocar as mãos ou tratar de outra pessoa. Não poderemos cuidar corretamente dos outros se não cuidarmos de nós. Não conseguiremos compreender um caminho de cura se não realizarmos o nosso mesmo. Para isso, temos que trabalhar os vários aspetos desta disciplina. Reiki começa com meditação. É o que fazemos quando colocamos as mãos em gassho e de seguida as técnicas trazem-nos a harmonia e equilíbrio para que a mente mude. A limpeza é incrivelmente importante. No Japão vemos as pessoas a praticarem um ritual de limpeza antes de entrarem para o templo, algo que está descrito também no livro. Praticar Reiki é algo que requer também um espírito harmonioso e limpo. Podemos praticar em qualquer lado e de qualquer forma, mas a nossa ligação, forma de estar e perceção são completamente diferentes quando encontramos essa harmonia e limpeza. Cuidar dos chacras é algo que fazemos com o autotratamento, mas empoderar a energia desses chacras foi algo que quis intensificar e tornar relevante com este livro.

Apresenta-nos igualmente técnicas para trabalharmos os cinco princípios, do nível 1 de Reiki ao nível de Mestre. De que maneira estes exercícios estruturados contribuem para o desenvolvimento pessoal?

Este foi um exercício que pratiquei e continuo a praticar ao longo do caminho. Os cinco princípios não param no primeiro nível e muito menos no dia da sintonização. É algo que vai sendo semeado em nós e, como todas as sementes, requer muitos cuidados para que possa vingar, dar flor e fruto. Um mestre de Reiki não é mais que um praticante de nível 1. Todos nós precisamos praticar os cinco princípios, não só como uma recitação mas sim como uma vivência, um eco, na nossa vida.

A dada altura, cita a seguinte frase de Augusto Cury: «Entendo que solidariedade é olhar no próximo as lágrimas nunca choradas e as angústias nunca verbalizadas.» Ser praticante de Reiki é também ser solidário?

É ser mesmo muito solidário. Reiki ajuda-nos a abrir o coração, daí dizermos ser uma terapia de amor incondicional ou de compaixão. Quanto mais nos unimos à energia universal mais compreendemos a interrelação que existe entre todos nós e isso leva-nos a ser cada vez mais solidários e bondosos. Vale a pena desenvolver o voluntariado e ajudar a cuidar de quem mais precisa.

Que mudanças lhe trouxe a viagem ao Oriente, para além de cimentar a realização desta obra?

Estas viagens que fizemos, tanto ao Japão como à China, levaram-nos a compreender ora a cultura oriental ora os fundamentos, os alicerces de uma filosofia de vida implícita. Foram muitas as lições que cada uma das viagens trouxe, mas todas convergem no mesmo caminho. Acima de tudo, fizeram-me compreender o sentido de entrega, de rendição ao universo. Não como uma folha solta ao vento, mas sim como uma parte consciente, integrante e participativa. Ver outras realidades faz-nos ver como somos pequenos e precisamos de trabalhar tanto para compreender a aceitação e o desapego.

O seu avô foi uma influência ímpar no seu crescimento e desenvolvimento interior. De que forma ele o fez ver o mundo?

Ao longo da vida, fui aprendendo as mais variadas matérias com as mais variadas pessoas. Muitas apresentavam-se como Mestres, outras não se apresentavam como nada, apenas pessoas que partilhavam saber. O meu avô foi um verdadeiro Mestre que me ensinou da forma mais árdua. Algo que me fez valorizar muito o que é aprender, respeitar a aprendizagem e ter um sentido profundo de uma arte. O meu avô era também um pintor, carpinteiro, inventor. Fazia de tudo, é a pessoa que mais admiro no mundo, reconhecendo a sua humanidade e defeitos, mas por isso mesmo era alguém de muito incrível para mim. Tudo no meu avô me fez aprender sobre o mundo, como estar nele e agir num caminho determinado. Sempre me ensinou o peso da responsabilidade que vai muito ao encontro do quarto princípio segundo os japoneses «só por hoje, trabalho arduamente».ありがとうございます蒼風

Qual a melhor maneira de sermos felizes?

Cada um encontrará a melhor resposta no seu próprio caminho, eu apenas poderei falar sobre o percurso que percorro e neste caminho compreendo que vale a pena construir a nossa consciência tendo como base os cinco princípios. Os princípios acabam por ser pilares universais nos quais fundamentamos a nossa forma de pensar, sentir e agir. À luz destes princípios, avaliamos as ações que tomamos. O mais incrível nisto é que a prática de Reiki não nos pede crenças. É por isso que integramos tão bem esta filosofia de vida na nossa forma de estar e, consequentemente, enredamos nas nossas crenças.
Seguir pelo caminho da «arte secreta de convidar a felicidade» é compreender que precisamos criar espaço em nós. Temos que nos esvaziar para depois preencher de felicidade. As ferramentas para nos esvaziarmos são os princípios, o autotratamento e as técnicas de Reiki. Lembra-te de que o caminho é longo, mas é muito bom e nem sempre o fazemos sozinho.

Qual a mensagem que quer deixar aos Portugueses com REIKI, GUIA PARA UMA VIDA FELIZ?

Vale a pena trabalhar arduamente para se ser feliz. Vale a pena praticar Reiki.
Conhecer as origens, compreender os fundamentos do Usui Reiki Ryoho irá ajudar-te a compreender melhor a tua prática. Desenvolveres a filosofia de vida irá ajudar-te a ser mais feliz e ajudará a humanidade a ser mais feliz. Todos estamos interligados e acredito que Reiki é mesmo um guia para uma vida feliz.
A ti, leitor e praticante de Reiki, desejo-te sempre dias de muita consciência serena, atenta e feliz.

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João Magalhães: “Compreender «a arte secreta de convidar a felicidade» está ao alcance de cada um.”

Reiki – Guia Para Uma Vida Feliz” é o novo livro de João Magalhães, autor de “O Grande Livro do Reiki”, fundador e presidente da Associação Portuguesa de Reiki. A obra explora em profundidade a filosofia de vida do Reiki, convidando à prática e à descoberta interior.

A filosofia de vida do Reiki é a base sólida a partir da qual se edifica o método desenvolvido por Mikao Usui. Nesta entrevista, o autor guia-nos através da sua experiência pessoal no Japão, que serviu de inspiração ao livro, e revela-nos as ferramentas inéditas que podemos descobrir em “Reiki – Guia Para Uma Vida Feliz”.

1. Como surgiu a ideia para este novo livro dedicado à filosofia de vida do Reiki?

Acredito que esta foi uma semente que sempre esteve aqui no interior, mas começou a efetivar-se no momento em que estávamos a caminhar nos jardins do Palácio Imperial, em Tóquio.
Apesar de já estar a escrever o livro, encontrei a peça chave para todo o conjunto, além de ter tido a confirmação sobre a lógica do tema «a montanha e o bambu». O livro pretende mesmo apoiar todos os praticantes a firmarem a filosofia de vida do Usui Reiki Ryoho.
Ao sentir este apelo, parei, meditei, duvidei, testei – e tudo fez sentido, realmente o trabalho de continuação teria que ser dedicado à filosofia de vida. Este momento de paragem fi-lo em três outros locais – Kamakura, Quioto e Yixing, na China. Foi através da vivência, da prova, que encontrei o sentido.

2. A quem se destina “Reiki – Guia Para Uma Vida Feliz”?

Este guia é para todos os praticantes de Reiki, de qualquer nível e de qualquer sistema. Ele serve como um caminho que percorremos em conjunto, como “O Grande Livro do Reiki”, mas orientado para o aprofundamento da filosofia de vida e para a compreensão dos conceitos orientais sobre o método de cura.
Mesmo que não sejas praticante poderás ler, compreender e usufruir da maior parte dos conteúdos do guia. Compreender «a arte secreta de convidar a felicidade» está ao alcance de cada um.

3. Que novas ferramentas podemos encontrar nesta obra, para a prática do Reiki e da sua filosofia de vida?

O livro está dividido em 17 partes orientadoras, desde a introdução à conclusão. Em cada um destes capítulos estão ferramentas para desenvolvermos a nossa filosofia de vida. Partilho contigo ainda um pequeno «segredo»: no final de cada livro meu, há sempre uma imagem. Tenta descodificar essa imagem.
As ferramentas que mais ressaltam neste livro são a compreensão do que é um método de cura, pois tem a perspetiva da filosofia de vida: os 125 poemas do imperador Meiji, algo inédito pois mandei fazer a tradução do japonês e o resultado é bastante diferente daquele a que estamos habituados; os poemas da Imperatriz Shoken, que trazem também profunda reflexão; práticas para compreendermos a importância dos preceitos e da melhoria do corpo e da mente; ensinamentos do Mestre Usui, Hayashi e Takata, também inéditos; o foco das técnicas no byosen, desintoxicação e fortalecimento da energia; a meditação, com várias técnicas; os valores a desenvolver em cada nível de Reiki, incluindo o trabalho para Mestres de Reiki; e, finalmente, o desenvolvimento do voluntariado, que faz parte da condição do amor incondicional e compaixão que partilharemos com quem mais precisa.

João Pedra Memorial14. De que forma pode a filosofia de vida do Reiki ser o caminho para uma vida feliz?

Só posso mesmo falar pela minha experiência pois encontro no Reiki, no Usui Reiki Ryoho, um caminho de grande sabedoria. No Reiki encontro as minhas limitações, a ignorância que ainda tenho e o esforço a realizar para tentar ser um pouco melhor a cada dia. É isso que me faz ser mais feliz. Tenho pilares que são construtivos e bondosos, não só para mim, mas para todos. É assim que reavaliamos uma filosofia de vida.
Quando nos entregamos, de mente vazia e coração predisposto, com as mãos em Gassho aos princípios, quando os sentimos a ressoar em cada célula do corpo, em cada questão que temos, então compreendemos que este é um caminho que nos leva a uma vida feliz.
A vida feliz é feita a cada momento, tendo nós a consciência que tudo é impermanente.
É essa mesma consciência que nos traz um profundo alívio. É a compreensão da harmonia e equilíbrio que precisamos gerar para que a nossa vida e a dos outros possam ser realmente felizes.

5. Com base na sua experiência, quais são as dificuldades mais comuns na prática da filosofia do Reiki, e como se pode ultrapassá-las?

Podemos encontrar pelo menos três dificuldades comuns:
– Não encontrar sentido nos preceitos e princípios;
– Não colocar em prática o que aprendemos;
– Encontrar as barreiras interiores.
Quando não encontramos sentido no que lemos, precisamos de questionar, praticar na vida diária. Os princípios são a pedra basilar, o fundamento do Reiki. Colocar as mãos para deixar fluir energia sem compreender a profundidade dos ensinamentos do Mestre Usui, é como beber algo de um copo sem saber exatamente o que lá está.
Ao praticares os princípios irás ver os teus obstáculos. Alguns praticantes ficam desiludidos consigo mesmos ou até frustrados por pensarem que já tinham ultrapassado essa etapa. Não há qualquer razão para ficares frustrado ou desiludido, fica é feliz pois encontraste a questão que te impede de avançar.
Quando tomamos a consciência daquela questão, damos-lhe a importância que queremos. Se aplicarmos o quinto princípio, percebemos que afinal o que julgávamos ser uma pedra gigantesca é apenas uma poeira, ou até uma flor que aprendemos a apreciar.
O melhor conselho que te posso dar é o que dou a mim mesmo – sem resistência. Aprender a ser flexível como o bambu, sabendo que tudo é impermanente leva-nos a agir sem esforço. Ser firme como a montanha ajuda-nos a manter a nossa virtude como centro, sabendo que o objetivo de vida a que nos propõe é bom para nós e para todos.
Se te aplicares sem resistência e com diligência, encontrarás mais felicidade, sem dúvida alguma. Os dias podem continuar a ser difíceis, o que te rodeia poderá continuar a ser exigente, mas tu estás firme como uma montanha, flexível como um bambu.

6. No livro descreve alguns aspetos da sua experiência no Japão, como a visita ao Monte Kurama e ao memorial de Mikao Usui. O que mais o marcou nesse percurso?

Apesar de todos os momentos em que estive no Japão com a Sílvia terem sido de profunda felicidade e agradecimento, tive dois momentos muito marcantes. O primeiro foi em Saihoji, onde está o Memorial do Mestre Usui, o segundo em Kamakura.
Estar no memorial do Mestre Usui foi para mim um momento de agradecimento, por todos os ensinamentos, por tudo o que já foi feito e irá ser feito, por poder proporcionar esta experiência a outros e partilhar muito.
Regressei novamente ao memorial antes da nossa partida, esta é também uma prática budista, uma forma de dizer que voltaremos, apenas partimos por um momento. Ao Mestre Usui, sempre um profundo agradecimento!
A segunda experiência, passada em Kamakura, foi uma revisão de vida e uma compreensão dos valores que devo cultivar para o meu crescimento, o que me exige um trabalho árduo e diário.
Recomendo vivamente Kamakura, mas claro que a mim fez-me sentido, a outros poderá não fazer. Foi algo de indescritível pois estaríamos ainda a uns 20 km da cidade e estava já a sentir uma profunda ligação, algo de estranho a descrever mas algo de muito real e profundo… como o Reiki.

7. Quais são, para si, os maiores benefícios de viver a filosofia e os princípios de Reiki?

Ser mais humano, mais consciente e construtivo. Quando encontramos em nós o diamante a polir, compreendemos a importância dos princípios. Eles são simples, são universais e como tal permitem uma verdadeira mudança no comportamento que se adequa a um bem universal, a um bem comum.
Vale a pena praticarmos Reiki, vivermos os princípios, pois também nos ajudam a estar atentos, a compreender a harmonia da vida, levando-nos a querer estar mais em sintonia com a vida.
Um exemplo da grandiosidade e simplicidade da filosofia de vida está no poema 14 do Imperador Meiji, Medicamentos. «Penso que é melhor levar ervas revitalizantes, em vez de olhar para muitos medicamentos para a cura. Precisas de treinar-te mentalmente e usares a tua capacidade de cura, ao invés de dependeres de muitos medicamentos».
Apesar dos princípios e da filosofia serem simples, a prática diária é necessária. Aplica os ensinamentos diariamente, eles não te irão impedir de errar, mas terás uma consciência completamente diferente. É isso mesmo que promove a capacidade de viver uma vida mais feliz.

Artigo publicado em Reiki Studio Porto
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A história de Denise Schinetzky: Em busca da Centelha Divina.

O Reiki entrou na minha vida dez anos depois de ter escutado esta frase de uma senhora sensitiva: “Você tem mãos de cura.” Lembro que na época fiquei intrigada, mas  minha vida tomou outras direções e nenhuma que me levasse a qualquer coisa que se aproximasse disso. Concluí a Licenciatura em Artes Visuais, e em seguida, a formação em Psicologia. Fiz a especialização em Arte Terapia e Equoterapia (Terapia com cavalos), e ainda assim, me faltava algo… Então, veio a iniciação no Reiki.
Através da Denise Schinetzky, uma destas pessoas iluminadas que cruzam tua vida e que deixam marcas na tua alma, (literalmente!), encontrei esse “algo a mais” que tanto procurava. Sou grata a ela por ter alargado este caminho de cura que escolhi como missão para minha vida, e é sobre ela e seu trabalho que escrevo a seguir.
Sobre a Denise…
Mulher com jeito de menina, olhar marcante, personalidade forte… Sorri com a alma e enxerga com o coração, e ainda: um amor imenso que transborda seu ser! Essa é a Denise, que de aluna (pois a conheci numa disciplina que ministro no curso de Arte Terapia) passou a minha Mestra.
Pedi que ela me resumisse sua trajetória, eis o que compartilhou:
Como tudo começou…
“Em 2003 escutei essa a palavra Reiki… não sabia bem o que era, só que se tratava de energia de cura, mas, no mesmo instante pensei: tenho que fazer isso! Procurei um curso, raro naquela época em cidade do interior, e sem receber nenhuma sessão fui iniciada no nível 1. Era a única aluna, não tivemos prática e a primeira sessão de Reiki que recebi foi de mim mesma. Hoje me dou conta disso e acho interessante, me fez refletir a respeito. Nessa iniciação minha Mestra já me sinalizou que eu seguiria, fazendo o Mestrado e sintonizando as pessoas.”
O Portal Quântico…
Em 2008, criei um espaço: Portal Quântico destinado ao Reiki, e as outras terapias complementares. Em 2014 o Portal precisou de mais uma sala agora somente para cursos diversos na área holística. Hoje ministro o Curso Profissionalizante de Terapeuta Reiki, com registro na AEPERS (Associação de Ensino Profissionalizante do Rio Grande do Sul), agregando outros conteúdos que são afins ao Reiki como uso de cristais, uso pêndulo, outros tipos de Reiki como o Xamânico. O Portal Quântico surgiu com um Propósito: TRANSFORMAR! Para isso promove oportunidades de despertar consciencial e transcendência do Ser seja através das Terapias Holísticas oferecidas ou através dos diversos Cursos, Palestras, Workshops. Nossos TERAPEUTAS são habilitados e possuem experiência para trabalhar com respeito pelo Ser Humano e eficácia dentro das técnicas terapêuticas e especializações que oferecem.
A cura pela consciência…
“Cada vez mais surgem estudos a respeito dos processos de manter ou recuperar a saúde e o tema se estende por discussões em diversos segmentos da sociedade. Muitas vezes tratado como se houvesse varinha mágica, fazendo com que muitas pessoas desacreditem do novo paradigma, que apesar de algumas interferências fantasiosas, vem se solidificando.  Auxílio de terapias holísticas – é muito difícil conseguirmos olhar para nós mesmos e percebermos o que está causando as desarmonias e onde estamos falhando conosco. Um terapeuta capacitado, com a terapia adequada a cada situação e pessoa, pode auxiliar nesse processo proporcionando as chaves para que sejam abertos os registros inconscientes que estão causando o desconforto ou doença, auxiliando na reelaboração disso tudo. Enfim, uma crença, um pensamento, uma emoção e, principalmente, uma atitude inovadora, desencadeiam um processo de cura, tendo por intermediário a consciência. Esse salto quântico de criatividade para além do raciocínio lógico, isto é, para a compreensão de que existem infinitas possibilidades e nossa consciência tem influência sobre elas, é que torna possível a manifestação do resultado desejável.”
Como me sinto…
“Cada curso que ministro, a cada iniciação que realizo é como se eu mesma estivesse recebendo esse “despertar” novamente e aprendendo mais sobre amor e como amar mais a mim mesma e ao outro. Somente através desse amor podemos realizar esse trabalho, não importa se voluntaria ou profissionalmente, a entrega, o amor independe disso, com certeza!”
A disciplina…
“Mantenho uma disciplina diária de prática, sempre às 10h da manhã me auto-aplicando e fazendo tratamentos à distância, Reiki Planetário, meditação dos símbolos, recebendo retorno positivo dos tratamentos à distância  e fazendo o Reiki presencial sempre que possível.”
O que me move…
“Nesse processo todo tenho certeza de que o que me move é meu Propósito Divino, que fui desvendando aos poucos. Do fundo do meu coração trabalhar com energia, com as terapias e ver as pessoas desabrochando, superando a si mesmas é o que tem de mais lindo na minha vida. É no que minha Alma se realiza e meu Espírito me guia, sempre. É canalizando o Reiki que encontro minha Centelha Divina.”

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Há muitos reikianos a exercer em Setúbal

Paula Moreira, responsável pelo Núcleo de Reiki sadino, acredita que Setúbal é uma região aberta a esta terapia. Com pouco mais de 2 anos de existência, o núcleo tem em mãos diversos projectos com o objectivo de que o Reki seja reconhecido como uma Terapia Não Convencional, além de pretender a legalização da sua prática e do ensino propriamente dito.
A um nível mais pessoal, a facilitadora recorda um episódio sucedido com ela e o seu falecido pai como um momento marcante no seu percurso enquanto reikiana e partilha um desejo: “que todos os seres humanos se unissem nesta TNC de Amor incondicional e acabasse todo o sofrimento do mundo.”.
 
A Associação Portuguesa de Reiki (APR)  tem quase 8 anos de existência. Que mais valias tem trazido o seu surgimento, na tua perspectiva?
R- Conheço a APR desde que fiz a iniciação no II nível de Reiki, em 2014. Associei-me à APR com o intuito de dar um carácter profissional e sério no meu atendimento Reiki, uma vez que tenho um espaço para o efeito.  O facto de ser Associada sem dúvida que dá mais seriedade ao Reiki.
O que faz um núcleo regional da APR? Qual a sua importância?
R- Um Núcleo de Reiki dá apoio aos praticantes de reiki seguindo as normas e diretivas da APR tendo como objetivo o associativismo e o esclarecimento sobre o Reiki. Um Núcleo de Reiki desenvolve ainda (se o entender) ações de voluntariado.
Quando e como nasceu o núcleo de Setúbal e quantas pessoas movimenta actualmente?
O Núcleo de Setúbal, nasceu em Março de 2014. Já se movimentaram muitas pessoas aqui no núcleo, embora atualmente esse número esteja reduzido a 2/3 pessoas incluindo-me a mim. Nas Partilhas de Reiki (sessões de esclarecimento), o número é sempre variável, entre as 6 e as 8.
Que objectivos específicos esperam alcançar? E que tipo de acção promovem nesse sentido e qual a vossa envolvência com a comunidade sadina?
O nosso objetivo é que o Reiki seja reconhecido como uma TNC, e que haja legalização da prática e do ensino em si. Atualmente temos Voluntariado Reiki com a LATI- Liga dos Amigos da Terceira Idade, tivemos um ano com a SAM- Serviços de aconselhamento da Moita que nos pedem mais um protocolo pois os benefícios foram bons para os seus utentes. Estamos ainda em negociações com a Escola Secundária Sebastião da Gama para inserir o Reiki como terapia de combate ao stress e síndrome de burnout.
Falando em comunidade sadina, Setúbal é uma região aberta a esta terapia?
Eu posso dizer que sim, da mesma forma que digo que há muitos reikianos a exercer.
Como é que o Reiki surgiu na tua vida e há quanto tempo?
O reiki surgiu na minha vida como uma bênção, e iniciei-me para auto-tratamento coadjuvante de uma depressão de longo prazo. Foi precisamente no ano de 2014 em que comecei o desmame dos antidepressivos e decidi enveredar por uma vida mais serena, aderindo ao reiki a nível pessoal e profissional.
Como é que aconteceu o teu envolvimento com a associação?
Esta é uma história engraçada, porque eu contactei a APR logo após o meu II nível para fazer voluntariado Reiki cá em Setúbal. Mas Setúbal não tinha ainda Núcleo formado pelo que me foi proposto assumir o cargo de coordenadora e concretizar assim o meu desejo de voluntariado.
Há algum episódio mais marcante que recordes relacionado com o Reiki?
Haver, há muitos, e todos positivos. Recordo sobretudo o fluir “sozinho” do Reiki para o meu falecido pai estando eu apenas sentada ao lado dele na cama do IPO e ele a descansar. Sem nada fazer, sem me concentrar sequer, apenas olhava para ele enquanto ele repousava.
Que futuro vês para esta terapia não só na região mas a nível geral? E como gostarias que fosse esse futuro?
O futuro é algo que ainda não existe, logo não posso predizê-lo. Mas gostaria que todos os seres humanos se unissem nesta TNC de Amor incondicional e acabasse todo o sofrimento do mundo.
Há alguma informação adicional que penses ser importante partilhar?
É urgente legalizar a prática do Reiki e reconhecê-la como Terapia Não Convencional.

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Voluntariado Reiki na APCA – cuidar de animais com Amor e muito Reiki

Fátima Cunha Velho é empresária, praticante de Reiki desde 2011 e ao longo dos seus 46 anos, sempre teve um grande amor pelos animais e pela Natureza. Quando era criança tinha sempre vontade de levar para casa os cães abandonados que encontrava e já em adulta foi adotando alguns gatinhos e cães que se cruzavam com ela. Esta foi uma enorme experiência de vida. Falamos com a Fátima sobre o projecto de Voluntariado Reiki para Animais na APCA.

O que te levou a fazer voluntariado Reiki, específico para animais?

Quando percebi que o Reiki podia ser aplicado em animais, e já conhecendo a APCA, através dos Passeios Solidários, senti que poderia ajudar os cães a terem uma vida melhor, dentro do abrigo.
Os animais do canil, são animais sujeitos a algum stress, devido ao que viveram antes da sua entrada, à necessidade de os juntarem nas boxes e à permanência nos seus espaços, que têm alguma dimensão, mas como estão continuamente  entrar  animais, esse espaço torna-se reduzido.

O que observas nos animais quando lhes fazes Reiki?

Fazer Reiki a um animal, é uma troca fantástica! Eu dou-lhe Reiki e ele renova-me a energia, fico muito feliz.
Há diversos tipos de reações, uns começam em pé, de seguida sentam-se e acabam deitados, no chão, outros bocejam, outros suspiram e outros ainda, lambem-me as mãos. Há também aqueles que se viram de modo a que lhes coloque as mãos num local onde sentem que precisam, por exemplo, nas ancas ou nos olhos
Embora não falem comigo, percebo perfeitamente quando estão a absorver a energia, é um momento muito emocionante, para mim.
Eles é que decidem quanto tempo querem receber Reiki, são eles que controlam a sessão, por isso é uma grande lição de humildade.

Eles sentem mesmo quando estás a alguma distância?

Sentem sim, pois quando estou a dar Reiki a um cão, rapidamente me vejo rodeada de mais 3 ou 4 que se deitam perto de mim e muitas vezes fecham os olhos e suspiram, pelo que acredito que mesmo nessa altura, estão a receber a Energia.

Fátima Cunha Velho, voluntária de Reiki para Animais
Fátima Cunha Velho, voluntária de Reiki para Animais

Gostas de tratar algum animal em particular?

A minha experiência até agora tem sido apenas com cães, gatos e os peixes que tenho no lago, no entanto, os cães e os gatos seniores têm uma recetividade muito grande, rendendo-se completamente à sessão.

O que têm em comum com as pessoas?

Em comum com as pessoas, têm o relaxamento característico da Terapia.

E o que têm de diferente?

A diferença entre os animais e as pessoas, na minha opinião, é a comunicação corporal, as turras, as lambidelas e especialmente o olhar de verdadeiro agradecimento.

Patricia Branco, voluntária de Reiki para Animais
Patricia Branco, voluntária de Reiki para Animais

O que gostarias de ver mais no Reiki para animais?

Gostaria de ver o Reiki para Animais em Clínicas Veterinárias, como complemento às terapêuticas. Tenho a certeza que seria uma mais valia, não só para os animais internados, como também para a própria equipa profissional.
O meu sonho é ver Voluntários de Reiki Animal em todos os abrigos do País. Seria uma grande ajuda para as Associações que recolhem Animais, como a APCA, que fazem um trabalho fantástico com os poucos recursos que têm, debatendo-se diariamente com muitas dificuldades, não só monetárias, mas também de recursos humanos.
Algumas pessoas têm receio de entrar no Canil, mas não é preciso entrar para ser Voluntário. Levar um cão a passear é uma ação maravilhosa.
Perto da APCA, que se localiza, em S.Pedro de Sintra, existem lindas paisagens verdejantes , que permitem a quem passeia o cão o contacto com a Natureza, permitindo o recarregar de baterias, que só se percebe quando se experimenta.  É um potente anti-stress !

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Carla Brito em Reportagem na Animais Anónimos – Um caso de sucesso

Carla Brito é terapeuta de Reiki, com uma profunda paixão pelos animais. A sua experiência, amor e carinho pelos nossos companheiros de quatro patas levou à criação do projeto do voluntariado Reiki animal em 2011.

O Projecto de Voluntariado Reiki para Animais

Na altura Carla Brito fazia voluntariado animal na UPPA e em conversa com a direção explicou os benefícios do Reiki em animais, pedindo autorização para aplicar o tratamento ao Paquito, um cão cujo estado de saúde estava bastante comprometido. Os resultados após as sessões foram bastante animadores e a técnica foi estendida a outros animais do albergue. Dado o sucesso do projeto, mais tarde foi estabelecido protocolo entre a UPPA e a Associação Portuguesa de Reiki, no sentido de mais voluntários poderem fazer as suas doações. O Bóris foi um caso de sucesso. Foi submetido a duas cirurgias para remoção de massa tumoral no cérebro, tinha ataques de epilepsia e alterações comportamentais. Desde o início dos sintomas que foi aplicado Reiki e em especial nos momentos críticos e de crise, com vista a reduzir os sintomas e promover relaxamento e bem-estar. Ele revela uma grande determinação pela vida, Esta determinação faz com que os tratamentos de Reiki tenham resultado tão positivos. No caso concreto do Bóris, o Reiki é aplicado no sentido de reforçar o sistema imunitário, tranquilizar, minimizar a dor, ajuda o corpo a libertar-se das toxinas da medicação, auxilia no equilíbrio de oscilações emocionais e comportamentais, aumenta a capacidade de recuperação e cicatrização após a intervenção cirúrgica.
No programa Animais Anónimos, foi feita uma reportagem sobre este trabalho no Albergue UPPA, com a Carla Brito. Podem ver aqui o programa na íntegra…

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O tratamento da paralisia, com Reiki

Joana Valente tem 38 anos, é praticante de yoga, Reiki e coordenadora do Núcleo de Reiki de Espinho da Associação Portuguesa de Reiki. A conjugação destas duas práticas trouxe-lhe a aprendizagem do amor incondicional, o dar sem estar à espera de receber. Abraçou o projecto de criar um núcleo para que possa levar Reiki, como filosofia de vida e terapia àqueles que mais precisam. Joana Valente considera que apesar do núcleo estar apenas no início, devagar e com solidez, conseguirão fazer crescer e espalhar o amor. Recentemente teve o desafio de fazer terapia a uma criança com paralisia e partilha connosco essa experiência.
 

Joana Valente
Joana Valente

 

COMO SURGIU ESTE VOLUNTARIADO PARA A PARALISIA?

Já tinha contatado outras mães para fazer este tipo de voluntariado, mas sem sucesso. O ano passado e porque nada acontece por acaso a mãe do anjo D., viu o contato e ligou se podíamos ajudar. Primeiro foi ela, por outras razões e agora são os dois, Mãe e filho. Caíram do céu. Sou grata.

COMO TEM SIDO PARA TI, FAZER ESTES TRATAMENTOS VISTO O UTENTE NÃO DAR FEEDBACK.

Os tratamentos têm sido uma experiência incrível, por vezes difícil de dizê-lo por palavras. A primeira vez que vi o D. apaixonei por ele.
Como o toque é importante para mim tirei os sapatinhos e fiz uma massagem nos pezinhos e vi que ele reagiu bem, então continuei. Tenho feito com ele reiki ao som dos golfinhos e por vezes de um tambor Ocean Drum, ao qual ele tem reações de palrar e a expressão do olhar é de alegria.
Apesar de ser um menino especial a sua comunicação através do olhar tem sido algo que me enche o coração.

O QUE TÊM OBSERVADO OS FAMILIARES?

O D., segundo a mãe tem andado mais bem-disposto. As fisioterapeutas do D. dizem que notam alguma evolução nele.

COMO TENS SENTIDO A ENERGIA NOS TRATAMENTOS?

A energia nos tratamentos é tão especial, tão bonita. Parece que tudo à nossa volta parou. É a energia do amor incondicional.

ACHAS QUE REIKI PODERÁ SER UMA MAIS-VALIA PARA OS CASOS DE PARALISIA CEREBRAL?

Com esta experiência sem dúvida que acho o reiki uma ajuda preciosa para este tipo de patologia. Estamos a equilibrar todo o sistema nervoso o simpático e parassimpático o que cria uma sensação de bem-estar. Neste tipo de patologia por vezes os meninos regridem nos outros tratamentos e o Reiki (do meu ponto de vista) vai fazer com que haja uma menor probabilidade de isso acontecer.
Só por hoje sou grata. <3

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Voluntária partilha a sua experiência de Reiki para seniores e animais, em Cascais

Nesta entrevista abordámos a Patrícia Branco, de 41 anos cujo percurso no Reiki se iniciou em 2010 e é agora praticante de nível III.
Antiga administradora de uma empresa e actualmente entre projetos e descobertas Patrícia Branco é voluntária há cerca de 4 meses, atende sempre que solicitada pelo Núcleo de Cascais (este núcleo abarca as localidades de Estoril, Oeiras e Carcavelos) que tem como principais projetos a partilha de Reiki na ARIM Associação de Reformados e Idosos do Murtal  cujo trabalho se baseia no apoio aos idosos que frequentam a associação bem como na Quinta do Pisão, instituição que recebe pessoas com distúrbios psicológicos onde o Reiki ajuda os colaboradores, tendo como base o trabalho da APRAssociação Portuguesa de Reiki no programa “Cuidar de Quem Cuida”.

Para além destes projetos o núcleo também presta voluntariado animal na APCA – Associação de Proteção aos Cães Abandonados de Sintra – com a presença semanal da colega  Fátima Velho.
No entanto e sempre que alguma instituição ou escola solicita este Núcleo disponibiliza-se sempre para apresentações e demonstrações de Reiki
APCA
 
Relativamente ao teu voluntariado nos centros de dia, como descreves a experiência de aplicar Reiki em pessoas idosas?
O que tenho notado é que são geralmente pessoas carentes que necessitam de atenção.
São muito receptivos mas não gostam muito de ver caras novas a fazer-lhes Reiki… Há que ter algum cuidado na introdução de novos voluntários e seguir sempre a mesma “linha” de tratamento, para conseguirmos ir ganhando a confiança deles.
Recebem bem a terapia e costumam ficar muito agradecidos e conseguem relaxar um pouco.
Consideras que o Reiki tem um impacto positivo no que respeita ás questões da solidão e da carência de que muitos dos idoso de hoje em dia sofrem?
Sim, sem dúvida.
Para além de eles reconhecerem o Reiki os relaxa e alivia algumas dores, ainda conversam um bocado e falam dos filhos que estão longes e dos cônjuges que já partiram.
Como foi ou é a tua abordagem numa primeira sessão de Reiki para com estas pessoas?
No caso de ser uma primeira vez, tento perceber se sabem o que é Reiki ou se têm alguma ideia pré definida. Faço uma breve introdução e explico o que vou fazer e como vai decorrer a sessão.
De uma forma sucinta como se passa uma sessão de voluntariado Reiki?
As sessões duram entre 20 a 30 minutos.
Primeiro fazemos a nossa ligação, limpamos energeticamente o espaço, colocamos uma música calma e chamamos a primeira pessoa.
Na conversa inicial perguntamos à pessoa como se sente desde a última sessão, registamos na ficha da pessoa as melhorias sentidas desde a última sessão e as queixas do dia.
Depois ajudamos a pessoa a deitar-se na marquesa e garantimos que está confortável. Tapamos a pessoa e abrimos o tratamento.
Como, geralmente, vamos 2 voluntários, enquanto um começa a tratar a cabeça, o outro começa a tratar os pés.
Depois de fecharmos o tratamento, enquanto ajudamos a pessoa a levantar perguntamos como se sente. Registamos na ficha.
Depois da pessoa sair, limpamo-nos energeticamente e chamamos o próximo.
Na Quinta do Pisão , onde o teu voluntariado incide sobre os colaboradores/cuidadores de pessoas com distúrbios psicológicos qual é a tua opinião sobre a necessidade e os benefícios de receber Reiki?
Estas pessoas revelam sempre grandes níveis de stress. No final da sessão, afirmam muitas vezes o quanto foi bom relaxarem um pouco.
Na minha opinião, uma sessão semanal já os ajudaria muito a aliviarem o stress e a afastarem-se por uns minutos, ainda que dentro do recinto, só stress e da loucura lá de fora.
Se tivesses que definir quais são os maiores desafios no teu papel de voluntária o que dirias?
Para mim o mais complicado é gerir o sentimento de impotência quando percebemos que a pessoa precisa de muito mais Reiki e que só daí a uma semana é que poderá voltar a receber.
Quem faz as marcações, nas instituições, vai marcando tentando “rodar” todos os que querem receber, o que é justo obviamente, mas não é suficiente para a grande maioria das pessoas.
Quais são as questões que a maioria dos teus pacientes te colocam?
A grande maioria são pessoas que já receberam alguns tratamentos e não costumam fazer muitas perguntas.
Os que ainda não estão habituados, às vezes perguntam se o que sentiram depois foi normal e se teve a ver com o Reiki.
No que diz respeito a APCA , o teu voluntariado deve funcionar de forma diferente do voluntariado com pessoas. Quais os aspetos que consideras serem mais desafiante no  Reiki Animal?
Eu não fiz ainda voluntariado com Reiki Animal. Enquanto voluntária apenas ajudei a organizar um evento para angariação a de fundos…
Como descreves a interação entre ti e os animais na partilha de Reiki?
A experiência que tenho é com os cães da família.
Mas os animais são muito mais simples que as pessoas. Depois de perceberem que podem receber Reiki (porque percebem), aproximam-se. Quando sentirem que receberam o suficiente afastam-se.
Em que situações específicas é que o Reiki pode ajudar os animais de uma associação?
Os cães dos canis são cães que tem muita falta de atenção e mimo.
O Reiki acaba por lhes dar isso tudo, quer através da energia que recebem como mimo, quer o próprio contacto físico.
Quais as maiores dificuldades, ou antes aspetos que deveriam ser melhorados para que a partilha de Reiki funcionasse melhor neste tipo de voluntariado?
Na minha opinião deveria haver uma maior divulgação junto das instituições, quer do Reiki quer do próprio voluntariado.
Para terminar, e tendo em conta que estes projetos fazem parte de ti como praticante de Reiki, porque recomendarias o voluntariado a qualquer participante?
Diriam para fazerem voluntariado, porque faz bem à alma e à mente. Sou muito mais feliz desde que sou voluntária.
Que tipo de projetos gostarias ainda de vir a desenvolver?
Gostaria de ver o nosso Reikinho em mais escolas por aqui.
E gostaria de fazer algum tipo de intervenção em lares de idosos.
Obrigada
Grata!
 
Fontes:
http://www.apca.org.pt/
http://www.portugalio.com/arim-associacao-de-reformados-e-idosos-do-murtal/ – SEM WEBSITE
http://www.cm-cascais.pt/quintadopisao

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Spiri2All People entrevista João Magalhães sobre Reiki

No passado dia 11 de Janeiro de 2016, Joana Barradas realizou mais uma entrevista para o programa na área da espiritualidade «Spiri2All People».

Muito obrigado por esta maravilhosa partilha e por uma viagem de Grândola à Amadora, para um tempo de conversa e crescimento em grupo.
«Spiri2All People»
Programa de Entrevistas na área da Espiritualidade
Com Joana Barradas
www.joanabarradaszen.com
OMDPE – Organização Mundial para o Desenvolvimento Pessoal e Espiritual
www.omdpe.com

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René Vögtli, um realizador de documentários sobre Reiki

Tive o prazer de conhecer o René Vögtli no ano passado, quando contactou a Associação Portuguesa de Reiki para o apoio sobre um documentário da prática de Reiki num hospital em Berlim e a nossa relação continuou com o apoio a este seu novo projeto «A ponte para a reconciliação». Posso dizer que é uma pessoa muito amável, com uma experiência de vida que lhe trouxe a sabedoria sobre as relações humanas. Decidi entrevistá-lo para que partilhasse um pouco da sua experiência pois traz aspetos muito importantes para a reflexão aos praticantes de Reiki e às associações existentes. Para mim, muitas das suas respostas são chamadas de atenção à realidade. Vale a pena refletirmos sobre esta experiência de vida.

Foi presidente da Reiki Network, também com a sua esposa Mischa. Como foi essa experiência?

A Reiki Network é uma associação para mestres de Reiki internacionais. Ela adere esforça-se para os mais elevados padrões de formação possíveis para o Usui Reiki Shiki Ryoho; Eles não reconhecem linhagem espiritual como faz, por exemplo, a Reiki Alliance. A partir de 1996-2008, a minha esposa Mischa e eu estávamos na presidência. Nunca estivemos juntos neste papel. No início era eu e mais tarde era ela. Em 2010, deixamos por causa de disputas pessoais. Isso provavelmente é o que melhor descreve. Foi muito tocante, foi o fracasso em resolver desarmonias nos relacionamentos. E foi doloroso.
Entenda que, em 2010, 75% dos membros eram “descendentes” meus e de Mischa, ou seja, eles foram treinados por nós ou por mestres que haviamos treinado. Nós ensinamos o Treino de Mestres e cultivamos o relacionamento ao longo dos anos e, assim, pode imaginar o que foi o afastamento… um grande passo.
Passo a explicar porque o que nós experimentamos na organização é típico do que acontece em muitas organizações.
Então, “como poderia vir a terum final doloroso?”, alguém pode perguntar. E acrescentar “entre mestres de Reiki, de todas as pessoas?!?”. O último é mais fácil de responder: É ingénuo supor que há apenas paz e tranquilidade entre os mestres de Reiki. A questão realmente é – e eu acredito que mestres de Reiki merecem escrutínio particularmente rigoroso a este respeito: Como se comportam quando a dissonância surge? Como vamos lidar com conflitos? Não temos uma cultura de pedir desculpas e perdão?
A minha esposa e a minha posição dominante dentro da organização foi o resultado direto do nosso sucesso: desde 1992, temos vindo a trabalhar em tempo integral e exclusivamente com o Reiki. Muitos milhares de estudantes de Reiki vieram aos nossos seminários e cursos para mestrado profissional a mais de 40 pessoas. Naturalmente, a maioria delas tornaram-se membros da Reiki Network. Cegos pelo nosso próprio sucesso ou talvez simplesmente devido à falta de sabedoria, nós não reconhecemos o lado sombrio da nossa presença. Não há nenhum ponto em expandir esse outro do que dizer que olhando para trás, eu gostaria de ter visto mais cedo e deu um passo atrás das posições de chefia dentro da organização para permitir que outros a se desdobrar mais facilmente.
Em retrospectiva, gostaria de questionar a minha interpretação de responsabilidade em seguida. Como presidente eu sentia-me responsável por “liderar” e como um mestre de Reiki sénior, eu sentime responsável por “ensinar”. Em princípio não há nada de errado com isso. Sou um homem e sinto-me bem na minha masculinidade. Assim, é justo dizer que as minhas qualidades Yang influenciam a minha “liderança” e o meu “ensino”. Num campo onde a maioria dos praticantes é mulher, um conflito pode surgir. Olhando para trás, gostaria de ter tido a visão para entender isso. A questão do género é uma questão interessante. E eu sinto que isso ainda não foi resolvido em muitas organizações.
A minha esposa e eu somos mestres de Reiki pelo nosso próprio direito, independentes uns dos outros – paralelamente, se quiser – e desprendidos na nossa estreita cooperação. Estamos envolvidos no trabalho de organização como indivíduos e não como uma unidade. Claro, ambos consultamo-nos mutuamente – muitas vezes chegando a conclusões diferentes … (risos) … Como profissionais que são parceiros, o nosso casamento não é fator a interferir com o nosso trabalho. Claro que na parceria profissional, precisamos ser cautelosos para enfrentar falhas ou erros e deixá-los afetar a nossa relação de amor. É algo que gerimos muito bem, ouso dizer. É verdade, no início eu às vezes estava com ciúmes do maior sucesso da minha esposa (definido como tamanho da classe …). Mas isso é foi há muito tempo. O meu relacionamento com Mischa vai além das nossas profissões individuais e dos nossos próprios chamamentos na vida. Como tal, é um privilégio absoluto e um apoio significativo para partilhar com minha amada esposa a minha vocação pessoal, que é mais do que a nossa profissão, que também partilhamos.

Também fundou a RIO – Reiki International Organization. Quais são os principais objectivos?

Muito rapidamente, depois de sairmos da Reiki Network, fundamos a RIO juntamente com dois mestres de Reiki. A precipitação deste desenvolvimento foi, provavelmente, também porque ansiava por uma nova … pertença, uma casa. Além disso, é muito da minha natureza para ir a todo vapor uma vez que eu estou empenhado em alguma coisa. Em tais assuntos paciência não é o meu ponto forte (risos).
A RIO nunca foi um substituto ou uma competição para qualquer organização, e muito menos o que foi deixado. A RIO recebe Reiki pessoa de qualquer nível, origem ou pertencente organizacional. Alguém, mesmo “charlatões” pode entrar. Dependendo do serviço que queira usar, existem códigos de conduta nossos que precisam aderir. Por exemplo. se alguém se quiser registar numa emergência na nossa corrente de Reiki, existem certas condições (por exemplo, que a pessoa em necessidade concorda em receber tratamentos à distância). Para o Fórum ou para a Lista de Praticantes é diferente o código e regra de conduta. Informações na biblioteca estão abertas. Se um “charlatão” copiar, bem, isso é ótimo, fizemos uma contribuição para todos. Tornam-se mais bem informados e treinados. RIO é suposto ser um lugar de encontro, de partilha, informação e apoio mútuo. Hoje, existem mais de 300 participantes de 16 países. Não há taxa de entrada; contribuições financeiras são auto-determinadas e voluntárias.
A velocidade com que nós fundamos a RIO trouxe alguns problemas com ela. Cansaço dos indivíduos, as dificuldades financeiras só para citar dois. Consequentemente, nós mudamos a RIO na medida em que hoje eu sou o único executivo e tomo conta de todos os projetos. Assim, é claro, eu estou limitado e, portanto, alguns projetos foram congelados.
Atualmente, o Reiki como ajuda às pessoas em necessidade é o serviço mais ativo. A nossa loja é bem frequentada e a produção de vídeo é muito ativa. Um descendente do Rio tem organizado estágios para praticantes de Reiki no hospital em Berlim

Daí surgiu um estudo de eficácia de Reiki em um centro de droga

Fez um excelente trabalho e muito creditado com um documentário sobre a prática de Reiki num ambiente clínico num Hospital em Berlim. O que representa este projeto para si, pessoalmente e para a Comunidade de Reiki?

Comecei a fazer produções de vídeo, há alguns anos. No início estávamos, principalmente, a documentar encontros, etc. Então eu transcrevi um trecho de um documentário de televisão alemão, encurtando-o para a mensagem relevante sobre o Reiki. E comecei a ter alguns vídeos existentes traduzidos para outras línguas. Passei a retratar personalidades do Reiki e, finalmente, o grupo suíço que foi para a clínica em Berlim para um estágio de Reiki, que é o documentário a que se refere.
Paralelamente ao filme nós também gravamos músicas e mensagens de áudio, mesmo experimentando entoar Reiki num CD, uma experiência marcante. Assim surgiu o que hoje chamamos RIO-Productions (RIO-P).
As imagens dizem às vezes mais do que as palavras. O vídeo é uma media do nosso tempo. Além disso, relaciona-se com a ideia de tradição oral. O video sobre Berlin tornou-se a peça principal da Rio-Productions. Ao fazê-lo, descobri um lado completamente novo em mim: eu alcancei uma fonte de criatividade, que não sabia existir. Isto é muito emocionante para mim a nível pessoal. Ao fazê-lo encontrei o que eu considero a minha vocação na vida e que é também a minha profissão, ou seja, a disseminação do Reiki, o que considero uma revelação.
Se, além disso considerar agora que eu faço as filmagens com meu filho mais novo, que é o diretor dos filmes, bem, pode ver por que estou tão entusiasmado e inspirado.
Para a comunidade de Reiki espero que este video sirva como um motivador. Ele contém informações valiosas que devem estar disponíveis gratuitamente para todos. Eu gostaria de ver o meu trabalho como uma construção de pontes e este vídeo em particular, a ligação dos praticantes de Reiki com os profissionais. Com demasiada frequência muitos praticantes estão cheios de preconceitos em relação a medicina e ciência. E vice versa. Espero que este video contribua para limpar alguns desses preconceitos.
Além disso, é uma excelente forma de abrir portas quando se fala com pessoas céticas, seja no campo da medicina, em negócios ou na política. Quando eles vêem que uma clínicai reconhecida aprova Reiki, muitas vezes começam a levar as coisas a sério. Como tem acontecido na instituição de drogas que eu mencionei antes.
Eu, pessoalmente, alegro-me em mais um aspecto. Já olhou para as credenciais do vídeo, a lista dos patrocinadores? Estou muito satisfeito que algumas partes tenham patrocinado o vídeo apesar de no passado pode não terem cooperado uns com os outros. Isto, também, é uma espécie de construção de pontes que eu vejo como parte de minha missão pessoal.
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Que feedback teve com este trabalho?

Houve um feedback muito positivo. A Reiki Magazine deu um parecer muito favorável e as pessoas falam sobre isso na comunidade. Eu acredito que está traduzido em 5 idiomas. Além do conteúdo, recebemos muitos elogios para a qualidade profissional do vídeo. O vídeo é muitas vezes visto e recolhe muitos gostos, além de ser partilhado em social media. Os patrocinadores do vídeo também estão muito felizes e alguns continuam a apoiar os meus projetos futuros.
É claro que estou satisfeito com o feedback, mas também sou um pouco distanciado dele. Sim, a reacção positiva é encorajadora e mostra o que se faz bem – para que se possa fazer mais. Mas eu acho que é o feedback negativo, os comentários críticos que realmente impulsionam para novas dimensões.
O que me faz mais feliz a este respeito é quando vejo as pessoas passarem de um video para o outro, além de recomendar a outros. Ainda não é viral mas … (risos).

Fale-nos sobre o seu mais novo projeto em Reiki?

Este é um grande problema. Nós apenas filmamos na Alemanha e viemos a perceber que ele provavelmente será, pelo menos, um documentário de 45 minutos. Trata-se de uma parte crucial da história do Reiki moderno que liberta as futuras gerações de levarem problemas não resolvidos do passado. É emocionante … e assustador. Assustador, porque a visão por trás dele é … ambiciosa, para dizer o mínimo. Tem como título «Estrada para a reconciliação».
Antes de prosseguir, permitam-me por favor, dizer o seguinte: eu acredito que o “projeto” mais importante que qualquer pessoa pode ter no Reiki é a prática. Como um mestre de Reiki eu sinto que o que fiz na semana passada, ou seja, iniciando as pessoas em Reiki, está acima de qualquer projeto-filme que possa ter.
Nos anos 80, após a morte Hawayo Takata, começou uma polarização na comunidade Reiki. Primeiro foi a Reiki Alliance vs Barbara Webber Ray. Nos anos 90 havia a tentativa de registar o Usui Shiki Ryoho que alienou muitos. Hoje em dia alguns acham que há uma divisão entre o que às vezes é chamado de Reiki “ocidental” e Reiki “oriental”. Essa polarização trouxe dificuldades nas cooperações.
Cerca de 5-7 anos atrás, uma mudança começou a manifestar-se. Acredito que a associação ProReiki alemã é um bom exemplo de cooperação bem sucedida e através da partilha de estilos de Reiki.
Hawaya Takata pode ter sido controversa e contraditória. Mas Reiki foi popularizado por ela, ela abriu as portas. Fato é que tudo o que sabemos hoje de Reiki foi iniciado com o seu trabalho. Isso inclui o renascimento e popularização do Reiki “Oriental”. Sem Takata não haveria nenhum de nós no mundo doReiki. É preciso lembrar que o grupo no Japão isolou-se, sendo um grupo pequeno e secreto até que com o tempo as pessoas formaram-se no Reiki ocidental e os descendentes de Takata os revelaram.
Uma das últimas testemunhas vivas desse tempo e uma que ainda está ativa até hoje é a neta de Takata – Phyllis Lei Furumoto. Ela está centralmente envolvida no desenrolar da história do Reiki a partir dos anos 80 até hoje.
O coração do «Road to Reconciliation» será uma entrevista em profundidade com a Sra Furumoto. Os pontos de vista dos outros protagonistas serão incorporados, bem como material histórico. O objetivo do filme é resolver obscuridades que terminam com um senso de … ou ainda melhor terminam com a reconciliação. Para ajudar e inspirar futuras gerações de praticantes de Reiki.

Quais são os maiores desafios para tornar este projecto uma realidade?

Primeiro precisávamos assegurar a participação da srª Furumoto. Deixei claro que isto não vai ser um filme de propaganda para ela ou a Reiki Alliance mas sim, que será uma documentação jornalística. Que eu precisava independência e permanecer crítico. Não a conhecia pessoalmente, não estou na Aliança e, portanto, não é de todo garantido que ela tenha entrado nesta aventura. O meu aluno, o Mestre David Bolius que conhecera a srª Furumoto foi fundamental para o nosso encontro.
Depois, há o financiamento. Nós todos concordamos que, se eu não encontrasse patrocinadores para um montante mínimo de € 10,000 antes do verão que seria um sinal de que o projeto não precisa ser realizado. Recebemos essa quantia, mas eu ainda estou à procura de mais apoio financeiro. Se algum leitor puder partilhar o entusiasmo por este importante trabalho, por favor, entre em contato comigo. Ainda há espaço para o seu nome nas credenciais no final do filme.
O maior desafio que foi a descoberta de quão forte são alguns sentimentos. Francamente, foi um pouco chocante. Ele ainda me deixa perplexo de ver como maus sentimentos sobre assuntos relativamente triviais são perpetuados durante um longo período de tempo. E como contraditório é Reiki, para a cura e perdão que está a ser ensinado pelas mesmas pessoas. A rigidez que encontro em alguns realmente fez-me pensar se o objetivo do filme – a reconciliação – pode em absoluto ser alcançado. Claro, ele também me mostrou como é muito importante o filme.
Um desafio que eu preciso continuamente de ser cauteloso é manter uma distância sobre o assunto. Não injetar minhas próprias preferências, os meus próprios julgamentos ou mesmo os meus problemas pessoais no trabalho. É uma ilusão pensar que se pode ficar neutro. Mas para ficar alerta sobre as brechas de uma própria subjetividade é um imperativo e uma responsabilidade desafiadora para um esforço jornalístico.
Outro desafio são as minhas próprias inseguranças. Estou a visar um documentário profissional, mas eu sou um autodidata. Eu posso fazer isto, eu posso viver até ele? E mais um desafio pessoal é trabalhar com o próprio filho. Será que nosso relacionamento interferirá? Será que vou ser capaz de permitir-lhe o espaço necessário? Este último video funcionou extremamente bem em Berlim, tenho o prazer de dizer, e encheu tanto de nós com uma alegria especial que é um bónus que não teríamos se fossemos estranhos a trabalhar em conjunto. Isso mostra que os desafios são também oportunidades.

Como acha que o filme pode trazer um novo olhar sobre o Reiki e todos os praticantes?

Cura, cura holística, em particular, é o objetivo do Reiki. Isso inclui perdoar. Se o filme pode mostrar como as gerações atuais estão a tentar, melhor: se se pode ver indulgente em movimento, bem, então eu acredito que nós fizemos um estudo de caso que tem impacto não só sobre as futuras gerações de Reiki, mas além disso. E se nós não, nós, o povo de Reiki, então quem iria fazer isso, este ato de desapego, esse perdão, essa reconciliação?

Como já visitou Portugal, qual a sua ideia dos portugueses?

A minha impressão do povo português é que é “Civilizado”. O que quero dizer com isto é que senti a polidez reservada e humildade do Português e a sua calma que, às vezes, é caracterizada como algo melancólica. Eu acredito que ressoa uma herança cultural profunda. Esta contém um sentido de responsabilidade que eu aplaudo e no contexto de Reiki sou muito grato que ela se manifeste em tais desenvolvimentos maravilhosos como seu a sua associação e o trabalho comunitário. Muito obrigado por tal.

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Congresso Nacional Reúne Praticantes de Reiki no Porto

Mais de duas centenas de praticantes de Reiki de todo o país participaram no VI Congresso Nacional de Reiki, promovido pela Associação Portuguesa de Reiki. João Magalhães, Presidente da APR, faz um balanço positivo do evento e revela as prioridades para 2016.
O VI Congresso Nacional de Reiki, que este ano decorreu na cidade do Porto, abordou temas como o Reiki nos hospitais, Reiki para animais, Reiki no apoio à pessoa com deficiência e o Reiki e a Psicologia no tratamento da depressão.
A iniciativa contou, entre outros, com a participação dos oradores Johnny De’Carli, autor e Mestre de Reiki, Ricardo Garé, médico veterinário, e Luís Carlos Matos, Mestre em Medicina Tradicional Chinesa pelo ICBAS e Doutorando em Engenharia Biomédica pela FEUP.
João Magalhães, Presidente da Associação Portuguesa de Reiki, falou-nos sobre este VI Congresso Nacional, onde foram também anunciados o tema para 2016, “A Filosofia do Reiki”, e a criação de uma Comissão Nacional de Ética, e as prioridades da APR para 2016:
1. Que balanço faz do VI Congresso Nacional de Reiki? 
Foi de coração quente. Sempre gostei de todos os congressos mas este trouxe-me algo de muito especial. Senti proximidade. Apesar de sermos mais de duzentas pessoas numa sala pequena, acabou por ser ainda mais positivo. Todos estávamos mais próximos e de alguma forma todos convivemos.
A partilha de temas foi excelente, pois pegámos em casos muito interessantes como hospitais, animais, a interação entre Psicologia e Reiki para a depressão, a apresentação de vários projetos de «Cuidar de Quem Cuida», o tema central de 2015, além da apresentação do Luís Matos que nos deu um enquadramento científico sobre a energia, e sem esquecer mais uma apresentação de coração do Johnny De’ Carli.
Algo que foi muito importante foi também a apresentação do voluntariado Reiki (e não só) na Cercigui. É também muito positivo vermos o lado das instituições e da forma como praticantes mudam a vida das pessoas. Neste caso não foi apenas só com Reiki mas também com muitas outras atividades de voluntariado lúdico, que auxilia na qualidade de vida de todos.
Encerrámos com a entrega dos prémios “Dar de Coração”, sobre as iniciativas de voluntariado, e ainda o “Prémio Hayashi de Investigação Reiki”, sobre trabalhos académicos.  Este tema é muito importante, pois mesmo a nível internacional somos a única associação a dar reconhecimento oficial ao esforço que muitos académicos fazem, muitas vezes indo contra tudo e contra todos, para que se possa credibilizar cada vez mais a prática – merecem mesmo reconhecimento e apoio.
Por tudo isto, o Congresso foi mesmo de coração quentinho. Foi um tempo de Reiki, alegria e muita partilha. Creio que deixou muita gente feliz.
2. Quais são as prioridades da APR para 2016, “Ano da Filosofia do Reiki”?
Será um ano de extrema importância, pois irá também incidir muito no esclarecimento e na transformação. Não podemos continuar a passar a mensagem que Reiki é apenas energia ou o passar da energia.  A parte central do método é o que está descrito nos preceitos.
A mudança que fazemos implica tomada de consciência e inflexão nos padrões de vida. Assim, em 2016 iremos criar vários workshops que incidirão na importância dos princípios como base transformadora da mente e do coração, assim como a reflexão nos poemas do Imperador Meiji.
O objetivo passará mesmo por mostrar a importância da transformação da nossa mente e coração para conseguirmos trilhar um melhor caminho para a felicidade.2016 será um ano lindíssimo para todos os praticantes.
3. Como vai atuar a nova Comissão Nacional de Ética?
A Comissão Nacional de Ética para a Terapia Reiki surge como uma resposta natural, fundamentada nos estatutos da Associação Portuguesa de Reiki como um apoio à autorregulamentação e regulamentação do Reiki em Portugal.
Esta comissão serve os interesses das pessoas em geral que usufruem da prática, e dos praticantes de Reiki em particular. A sua missão será a de cooperação, integração e apoio, tendo sempre em vista os princípios que nos regem. Criará instruções de referência para a prática profissional, dará pareceres sobre irregularidades na prática, auxiliará na resolução de conflitos, dará apoio informativo sobre o que exista de legal no âmbito da terapia Reiki ou reencaminhará para as entidades competentes. Trabalhará para o reconhecimento da terapia em Portugal.
Esta é uma comissão para a qual já há muito muito tempo temos vindo a trabalhar e que terá como decisor um associado, pois são os associados que compõem a APR.
É muito importante este tipo de iniciativa para apoiar os praticantes até a resolverem questões internas que têm ou a esclarecer o público em geral que procura mais informações sobre a prática profissional.
Alguns praticantes ficam receosos de que seja algo para controlar, mas é evidente que não. Nunca nos podemos esquecer de que tudo em que haja envolvimento profissional necessita de um sustento ético e que, infelizmente, nem sempre tal acontece.
Mesmo com o inquérito que fizemos sobre a prática de Reiki em Portugal,  77,4% dos inquiridos respondeu que não receberia Reiki, profissionalmente, de qualquer pessoa, então, devemos mesmo trabalhar para mais informação, consciência e prática.
Acima de tudo, queremos esclarecer, unir, simplificar e tornar o Reiki cada vez mais acessível a todos. Cada um de nós é o rosto do Reiki e aquilo que os outros pensam e falam sobre o Reiki, dependerá muito das nossas atitudes. Tu que és praticante, fazes diferença.
Fonte: Reiki Studio Porto

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Entrevista a Tânia Martins editora da revista Zen Energy

Tânia Martins, licenciada em Ciências da Comunicação e da Cultura – Jornalismo, é jornalista e editora da revista Zen Energy, a mais conceituada publicação de desenvolvimento pessoal, e de outras revistas do grupo, tais como, Reiki & Yoga, Vida & Saúde Natural e Comer com Saúde, todas elas ligadas ao bem-estar físico e mental. A jornalista entrou para o mundo editorial aos 22 anos e há 7 que trabalha na revista Zen, onde tem a possibilidade de conduzir os leitores a adotarem um estilo de vida saudável e consciente, que contribua para o seu bem-estar.
 
Qual foi o teu percurso de vida e o que te levou a chegar a este mundo holístico pela via jornalística e editorial?
O mundo da escrita e da leitura começou a fazer parte da minha vida desde muito cedo e, com apenas 10 anos, descobri a minha verdadeira vocação: ser jornalista. Sem querer ser pretensiosa, sonhava em mudar o mundo algum dia, fazer a diferença, através da escrita, mantendo as pessoas informadas, levando até elas informação verdadeira. Foi com esse propósito que terminei a minha licenciatura em Ciências da Comunicação e da Cultura, vertente de Jornalismo, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa. Após terminar a licenciatura e, de forma a aprofundar os meus conhecimentos, tirei um curso de rádio no CENJOR (Centro Protocolar de Formação para Jornalistas), que foi, sem dúvida, uma mais-valia para a minha formação. Pouco tempo depois, e apesar de algumas contrariedades e de muita persistência, entrei para o mundo editorial, onde tive o privilégio de estagiar em diversas revistas, jornais e, inclusive, numa rádio local. E, um desses estágios foi na revista Zen Energy, pela qual me apaixonei desde o primeiro minuto e que tem como principal objetivo ensinar-nos a encontrar o equilíbrio e crescimento necessários para uma vida harmoniosa e feliz. Já lá vão 7 anos desde que faço parte da maravilhosa equipa Zen que, ao longo destes anos, já lançou no mercado diversas revistas ligadas ao bem-estar físico e mental.
O que é trabalhar para uma(s) revista(s) dedicada(s) a uma vida mais feliz e a promover hábitos de vida saudáveis?
Hoje em dia, trabalhar no que se gosta e no que sempre se sonhou é um privilégio e eu considero-me uma verdadeira sortuda por esta distinção. Contudo, e como dizia o escritor e poeta Ralph Waldo Emerson: “Nada se obtém sem esforço; tudo se consegue com ele”. E é através deste pensamento que rejo o meu percurso de vida e profissional, empenhando-me de corpo e alma em tudo o que faço. Por isso, e respondendo à tua questão, trabalhar para a Zen é um sonho tornado realidade, não só por ser a revista mais positiva à venda no mercado, mas por ir ao encontro dos meus objetivos e ideais de vida, ou seja, contribuir para que todos vivam em harmonia consigo próprios e em sociedade, plenos de energia positiva, alcançando a felicidade e o seu equilíbrio total.
ReikiYoga06
De que forma é que este grande trabalho editorial transformou a tua vida?
Desde sempre me senti atraída pelo “mundo alternativo, natural e mais ecológico” e, através da revista Zen, das entrevistas a especialistas de renome nacional e internacional, dos seus artigos, alguns escritos por mim e outros escritos por terapeutas, psicólogos e nutricionistas conceituados, tenho a possibilidade de conduzir as pessoas a adotar um estilo de vida saudável e consciente, que contribua para o seu bem-estar e para o equilíbrio e sustentabilidade do planeta. Por isso, poder expressar-me livremente através da escrita e, principalmente, ter a meu cargo editorial as revistas do grupo é uma tarefa de grande responsabilidade, mas que me motiva positivamente dia após dia, pois sinto-me privilegiada por conhecer pessoas admiráveis e extremamente positivas que vêm à Terra com a missão de contribuírem para um mundo melhor. Por último, e não menos importante, não posso deixar de referir o facto de ter a possibilidade de trabalhar com pessoas extraordinárias, colegas de trabalho, colaboradores externos e com a própria diretora da revista, Elisabeth Barnard, que sempre depositou confiança em mim e no meu trabalho. Posso dizer que este foi o grande momento de confiança, em que senti que alguém apostava em mim e confiava em mim, o que me fez crescer a nível profissional e pessoal.
Tens alguma prática que costumes fazer habitualmente para o teu bem-estar?
Sim. Pratico com regularidade exercício físico, que, como todos nós sabemos, é fundamental para assegurar um bem-estar pleno e um aliado importante para perder/manter peso ou, simplesmente, para combater o stress e a ansiedade. Recentemente, descobri uma nova paixão: o Karaté Shukokai, onde pratico na Academia de Karaté Shukokai Dojo Samurai, na Rinchoa (Sintra), sob a alçada do Mestre Dinamérico Fernandes. Esta prática traz enormes benefícios para o corpo, mente e espírito. Fisicamente, o karaté é bom para os ossos e os músculos, cria resistência. Mentalmente, ajuda a desenvolver disciplina, concentração e foco. Espiritualmente, constrói confiança, aumenta o autocontrolo, a serenidade e a paz. O karaté é também uma ótima arte de defesa pessoal quando bem ensinado. No entanto, o grande objetivo enquanto arte é o desenvolvimento integral do ser humano, procurando o equilíbrio entre a mente e o corpo. Outra prática a que recorro habitualmente para o meu bem-estar é a meditação a ouvir música. Ouvir música é, para mim, uma meditação calmante e relaxante, pois permite-me descontrair e esquecer, por breves instantes, tudo o que me rodeia, parar os pensamentos e apenas prestar atenção à música, ao ritmo, à melodia, aos instrumentos e deixar que a música me leve suavemente ao silêncio.
Qual é a tua filosofia de vida?
Como dizia o Mestre Eckhart de Hochheim: “Existe apenas o instante presente… um agora que é sempre e perpetuamente novo. Não existem o ontem ou o amanhã – mas apenas agora, como ele era há mil anos atrás e como o será daqui a mil anos”. Viver o momento presente é a minha filosofia de vida, acompanhada de uma boa dose de gratidão e um sorriso, por vezes, menor, mas sempre verdadeiro.
E o teu desejo para o mundo?
O mundo de hoje precisa de pessoas com atitudes e coragem para serem felizes, precisa de pessoas com uma visão positiva da vida e que permaneçam em paz com elas mesmas. Desta forma, estarão a criar um mundo melhor para si e para os que amam.
Queres deixar alguma mensagem para os teus leitores da revista Zen Energy, Reiki & Yoga, Vida & Saúde Natural e Comer com Saúde?
Sim. Em primeiro lugar, agradecer a todos os leitores que nos acompanham e, em segundo lugar, desejo que consigamos continuar a inspirar positivamente as pessoas por muitos anos.
 
Contactos:
E-mail: t.martins@zenelly.pt
Tel.: 910 106 522
Facebook: www.facebook.com/tania.martins.733

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Entrevista a Andreia Vieira – Responsável pelo Projeto "Barrigas com Reiki"

Partilhamos a entrevista publicada no blog Mulher, Filha e Mãe realizada a Andreia Vieira, vogal da direção da Associação Portuguesa de Reiki (APR) sobre o projeto  Barrigas com Reiki, do qual é responsável.
 

Na sequência da minha grande vontade de publicar o meu testemunho sobre os benefícios que a prática de Reiki e Meditação me trouxeram durante a gravidez e no meu pós-parto (que podem consultar aqui), achei que seria bastante interessante e complementar, falar com a responsável pelo projeto Barrigas com Reiki da Associação Portuguesa de Reiki (APR).

Conheci o projeto enquanto grávida, e na altura, infelizmente não pude participar por motivos profissionais e de incompatibilidade de horários.

Contudo, sempre tive bastante curiosidade no mesmo, e hoje, penso ser o momento ideal para vos dar a conhecer um pouco mais sobre o projeto e sobre os benefícios do mesmo durante a gravidez e no pós-parto, não só para atenuar determinada sintomatologia característica do período da gravidez, e todos os desconfortos subjacentes, como para lidar e/ou prevenir situações como Baby Blues, Depressão e Ansiedade pré e pós-parto.

Via email, a Terapeuta e Mestre de Reiki e membro da direção da Associação Portuguesa de Reiki, Andreia Vieira, atualmente responsável pelo projeto Barrigas com Reiki, respondeu-me a algumas questões, não só sobre o projeto como também a outras inerentes à temática Saúde Mental no Pré e Pós-Parto, que hoje, partilho convosco!

Acima de tudo, espero que vos seja útil.

No que consiste o projeto Barrigas com Reiki?


O Barrigas com Reiki é um ponto de encontro para grávidas e seus acompanhantes tendo como base o Reiki, não só enquanto terapia complementar mas também como filosofia de vida. Durante os encontros pratica-se meditação e as grávidas são orientadas no seu auto-tratamento Reiki, de forma a adequá-lo às várias fases da gestação, de forma a prevenir ou aliviar algumas das situações de saúde mais comuns, por exemplo, os enjoos, os desequilíbrios hormonais, a ansiedade ou azia, entre outras. Acontece também haver partilha de Reiki entre as participantes, que habitualmente não têm oportunidade de receber sessões de outra pessoa.
Por outro lado, como o Reiki é também uma filosofia de vida, explora-se esta vertente como forma de ajudar as grávidas a relaxarem e a encontrarem a serenidade necessária para melhor lidarem com os vários desafios trazidos pela gravidez, parto e pós-parto.
Qual considera ser a importância da sua prática durante a gravidez e no pós-parto?


A prática de Reiki durante a gravidez pode ser uma excelente ajuda. Sabe-se que a gravidez é um período único na vida da mulher. Não só pelas inúmeras transformações que ocorrem a nível físico, como também pelas diversas mudanças a nível emocional e psicológico. Tudo faz parte de um processo natural e fisiológico que, se for vivido com serenidade e harmonia, deixará marcas muito positivas para sempre na mãe, no bebé, no casal e em toda a família. O Reiki pode ser uma preciosa ajuda para viver este período com paz e equilíbrio e esse é o feedback que recebo das várias grávidas que já tive o privilégio de acompanhar. O Reiki pode até ser muito valioso antes da concepção, quando há dificuldades em engravidar, ao contribuir para equilibrar e serenar os elementos do casal, contribuindo até para que se possa perceber o que estará a bloquear.
Acredita que a realização de Reiki durante a gravidez e no pós-parto poderá prevenir o desenvolvimento de Baby Blues, Depressão e Ansiedade Pós-Parto?


Sem dúvida que pode contribuir para a prevenção de baby blues, depressão e ansiedade pós-parto . O Reiki tem boas indicações para ajudar no tratamento da ansiedade e depressão em geral, adaptando-se perfeitamente enquanto ferramenta de prevenção dessas situações pós-parto. Ainda assim, chamo a atenção para o facto de se tratar de uma terapia complementar, pelo que a pessoa deve seguir todos os conselhos do seu médico assistente.
O Reiki ajuda porque vai contribuir para o relaxamento total do organismo e ajuda a equilibrar a pessoa como um todo, isto é, tendo em conta as suas dimensões física, emocional, mental e espiritual. Ao mesmo tempo, o Reiki é também uma filosofia de vida assente em princípios universais positivos e construtivos, o que também ajuda em casos de depressão e/ou ansiedade. Além disso, costumo sublinhar que só o facto de uma mãe recente conseguir estar uma hora sem interrupções a cuidar de si, do seu corpo e mente e a relaxar já a irá ajudar muito na recuperação de uma situação de baby blues ou outras.
Enquanto Terapeuta e Mestre de Reiki, qual a sua recomendação para as mulheres e respetivas famílias que poderão vir a passar ou que estão a passar por uma situação como a descrita anteriormente?
Começo por sublinhar que esta situação é muitíssimo mais comum do que se imagina e é importante dizermos isto. É importante porque as mulheres precisam de saber que estão acompanhadas, que há milhares que sofrem ou sofreram da mesma maneira e que não são mães menos zelosas, carinhosas e fantásticas que todas as outras. Vive-se muito a ditadura da imagem, difundida agora também através das redes sociais, das mulheres que mal acabam de dar à luz já estão em forma, com roupas maravilhosas e a fazer vida social com o recém-nascido. Isto está tudo certo, claro, é até muito bom que haja estas experiências positivas, mas cria-se uma enorme pressão em torno das mulheres que não conseguem replicar esse modelo.
Além disso, digo às mulheres e familiares que os compreendo muitíssimo bem. E compreendo de facto, pois acompanhei de perto uma situação destas na minha família e sei bem o quanto pode ser desestruturante, com fortes repercussões no equilíbrio de toda a família. Por isso, recomendo também que se procurem rodear de toda a ajuda possível e imaginária. Uma situação destas requer apoio da família, muita compreensão e carinho. Acima de tudo, tento passar a mensagem dos Cinco Princípios do Reiki, que são os princípios que orientam a conduta do praticante de Reiki. Assim, diariamente, dizemos:
Só por hoje,
Sou calmo
Confio
Sou grato
Trabalho honestamente
Sou bondoso
Trabalhar os Cinco Princípios durante a gravidez, e também no pós-parto, ajuda bastante na prevenção de depressão/ansiedade. Auxilia até durante o trabalho de parto. A este propósito recordo-me de um caso específico em que a grávida, que era praticante de Reiki, recitava os Cinco Princípios para enfrentar as contrações durante o trabalho de parto.

Obrigada Andreia!

Só por hoje, sou grata.

Entrevista publicada aqui:
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Reiki dá-se ao respeito – reportagem na revista Visão

“O rótulo de charlatanice vai. A terapia alternativa conquista agora crescentes e insuspeitos adeptos, até entre médicos. O que se passou?”
Esta é uma reportagem realizada pela jornalista Clara Soares à Associação Portuguesa de Reiki – Monte Kurama, à Enf.Zilda Alarcão e ao Projecto Reiki Sem Fronteiras.
Felizmente o Reiki começa a descolar-se das várias interpretações erradas que tinha e está a ser identificado como uma terapia complementar. Este é um trabalho de todos e para todos, cadapraticante de Reiki é em si, o próprio representante desta bonita terapia complementar e filosofia devida. É com divulgações destas que podemos dar mais força ao trabalho que temos vindo a fazer pelacredibilização da nossa prática e reconhecimento profissional. Acreditamos que o projecto da Norma da Prática da Terapia Complementar Reiki (NPTCR-01) é também um passo positivo e construtivo para o esclarecimento e suporte ao cliente/utente, além da implementação do Código Deontológico.
Um grande obrigado a todos e vamos em frente!
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João Magalhães: “O melhor do Reiki é a partilha”

Desde a sua idealização, a 22 de Maio de 2008, até aos dias de hoje, a Associação Portuguesa de Reiki tem mobilizado a comunidade do Reiki e o público em geral no sentido de uma prática ética, credível, comprometida, integrativa e esclarecida.

No ano em que se assinala o 7º aniversário da Associação Portuguesa de Reiki, João Magalhães fala-nos, em exclusivo, sobre a actividade desta entidade, o recente projecto da European Reiki Federation e os desafios que ainda se colocam em Portugal.

1. Como começou o seu percurso no Reiki?

Desde muito cedo que comecei a praticar algumas técnicas de tratamento energético e um dia, em 2000, alguém me disse, «tens que experimentar Reiki, vais ver que é interessante».
Assim foi e despertou em mim algo de profundo. Não só a qualidade do tratamento era melhor, pelo tipo de energia, mas também fez e faz-me procurar sempre mais. «O que é isto que eu sinto?», «como me posso melhorar mais?».
Reiki, para mim, é mesmo algo de extraordinário, é indissociável da minha vida, é transversal a tudo o que faço.
Não gosto de apregoar que sou isto ou aquilo, que faço isto ou aquilo, as coisas surgem naturalmente. Considero-me sempre um aprendiz e a palavra Mestre é algo que não pretendo ter de conotação.
O melhor no Reiki é a partilha e o caminho a que os cinco princípios nos conduzem, para a felicidade.

2. O que o levou a criar a Associação Portuguesa de Reiki e, mais recentemente, a European Reiki Federation?

A Associação Portuguesa de Reiki surgiu como uma necessidade que não era bem minha, foi um impulso de «isto tem que surgir» e como tal não posso considerar como algo que criei, mas sim como algo que foi predisposto e necessário a surgir, que se vai criando e recriando mas sempre mantendo a missão, os valores e a visão inicial.
Ela surgiu muito do apoio que era necessário aos praticantes e de casos muito complicados eticamente, que me levaram a considerar que algo precisava de ser feito. Isto foi há 7 anos atrás, e assim continuamos no nosso trabalho diário.
A European Reiki Federation surgiu do encontro e partilha que tenho vindo a realizar com as várias associações europeias ao longo destes anos.
Partilhamos muito, temos as mesmas «dores» e necessidades, desenvolvemos projetos conjuntos intereuropeus e os frutos começarão a revelar-se em breve.
Este ano teremos um projeto de solidariedade que envolverá todas as Associações e Federações Europeias, isto mostra claramente a partilha que existe e o que o Reiki pode fazer não só por uma sociedade ou comunidade mas por um conjunto enorme de pessoas, trazendo a transformação social.
A ideia da ERF é a do desenvolvimento e esclarecimento do Reiki, alcançando objetivos comuns, trazendo a prática a cada vez mais pessoas.

3. Que balanço faz de quase sete anos de atividade da APR? Há algum projeto em particular que gostasse de destacar?

Foram sete anos de incrível trabalho, partilha e muito Reiki.
É uma aprendizagem de humanidade muito grande e exigente pois temos que lidar com as opiniões, sensibilidades, necessidades e dores de muitas pessoas diariamente. Isso leva-nos a crescer muito, a ver as nossas próprias fragilidades e a trabalhar mais para um bem comum.
Apesar dos projetos mais mediáticos serem os dos hospitais, aquele que mais me tocou foi mesmo o primeiro projeto que iniciamos na Cruz Vermelha, em 2010, e que ainda hoje continua, para seniores, intitulado Viver + Energia.
Por vezes são até as pequenas ações diárias de ajuda a quem mais precisa o que torna a particularidade da Associação e tantas coisas são feitas, desconhecidas para o público. Reiki é mesmo assim.
Considero este projeto para seniores importante porque, mesmo no final de uma longa vida, todos têm direito a viver em harmonia, sem dor, seja ela física ou emocional.
“Senti uma grande humanidade” foi o que um dos meus utentes uma vez me disse e algo que me marcou, indicando a importância de podermos chegar a quem mais precisa e quer receber.

4. A perceção do Reiki mudou bastante nos últimos anos, muito graças ao trabalho da Associação junto de várias entidades e da comunidade médica. Como caracteriza o Reiki em Portugal, hoje, e que desafios ainda falta superar?

De fato, há muito trabalho dentro da comunidade médica e científica para o esclarecimento da prática, mas esta, de certa forma, é muito mais simples pois tem necessidades muito próprias às quais conseguimos responder.
As grandes dificuldades estão ainda nos próprios praticantes, o que é natural. O Reiki é simples e incrivelmente importante para nós, como tal é muito fácil integrarmos o que somos no Reiki e o nosso sistema de crenças, só que isso por vezes leva a uma descaracterização da prática, quando levada a público.
Por exemplo, tenho muitas aprendizagens ao nível terapêutico, mas quando me pedem uma sessão de Reiki, foi isso que me pediram e é o que tem que ser feito. É como ir ao dentista e ele querer operar-me o joelho. Então, se queremos mostrar o que é Reiki e se é Reiki que nos pediram, é simples, é deixar fluir a energia.
O maior desafio é mesmo conseguirmos levar esclarecimento, apoiar e incentivar os Mestres de Reiki a darem acompanhamento nas suas formações e sensibilizar os praticantes em geral de que se querem um caminho de profissionalização devem praticar bastante.
Além de fazer Reiki em amigos e familiares, num segundo passo podem desenvolver com o voluntariado. Não só crescem compassivamente, como na prática de Reiki.

5. Qual poderá ser o caminho para a regulação e profissionalização da prática e ensino do Reiki, a nível nacional?

É um tema com o qual temos estado a trabalhar há anos, e no qual incentivamos a participação de todos os interessados e das restantes associações de Reiki. Não é fácil.
É um tema que está sempre a ter revezes, porque a maior parte dos praticantes não compreende a verdadeira necessidade por detrás desta regulação. Isso é natural, tem a ver com a experiência de vida de cada um, mas se aumentarmos a nossa perspetiva para abranger as queixas que existem, encontra-se a necessidade.
Ainda há pouco tempo, a nossa congénere francesa informou-nos de que um plano possível que estávamos a trabalhar em conjunto não foi aceite pelos seus associados, exatamente por não compreenderem a necessidade, por Reiki ser simples e tal é suficiente.
Então, o caminho para a regulamentação passa primeiro pelo esclarecimento das necessidades e não por ações de obrigação.

6. Que recomendações daria a um praticante que decida dedicar-se profissionalmente ao Reiki? E a quem procura um profissional de Reiki pela primeira vez?

Pratica muito, primeiro em ti, depois nos outros. Pelo menos tem um ano de experiência a praticar nos outros.
O Mestre Hayashi podia ensinar em cinco dias, mas depois levava os alunos para um ano de estágio, algo muito diferente de um curso de um ou dois dias, sem mais prática.
Temos que ver que iremos cuidar do outro, olhar para a sua saúde e apesar de ser “apenas colocar as mãos” há muito mais do que isso, lembra-te: “só por hoje, trabalho honestamente”.
Porque não praticar o primeiro ou o terceiro nível, para compreender a dimensão total do Reiki? Cuidar do outro implica responsabilidade, não menosprezes o teu trabalho e a quota de responsabilidade naquilo que fazes.
Se o fizeres sem experiência, estás a colocar em risco a perspetiva que se tem do Reiki. Não te esqueças de que para a pessoa que tratas, tu és o rosto do Reiki.
Observa as técnicas de Reiki, pratica-as nos teus próprios problemas – conseguiste resolvê-los? Observa os princípios e transforma a tua forma de estar na vida. Pensa de que forma poderás levar esses princípios para as pessoas que te procurarem.
Para quem procura um profissional, tente ter referências ou faça uma pequena “entrevista” primeiro.
Coloque as suas questões, pergunte o que é Reiki e de que forma pode auxiliar na sua questão. Esteja informado e não se esqueça: não é preciso tirar a roupa; o Reiki não faz promessas de cura.

7. Existe alguma técnica ou aspeto do Reiki que aprecie especialmente, que gostasse de partilhar connosco?

Tenho duas que aprecio e pratico muito. A primeira é o Joshin Kokyu Ho e a segunda é o Nentatsu Ho.
Experimenta praticar durante quinze minutos a prática da respiração, fazendo reciclar e aumentar a tua energia vital.
Depois, ainda de mente vazia, visualiza uma virtude que queres alcançar, coloca uma mão na terceira visão e outra na nuca e deixa fluir Reiki. Visualiza-te nessa virtude, a comportares-te com essa virtude. Observa os resultados.
Fonte: Entrevista realizada pelo Reiki Studio Porto

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Super Reikinho o livro de Reiki para crianças

Sílvia Oliveira é terapeuta, Mestre de Reiki e ao longo dos anos como coordenadora do núcleo de Reiki de Guimarães, foi desenvolvendo vários projectos de voluntariado, com crianças, seniores, pessoas com deficiência e mesmo animais. Em todos estes projectos encontrou nas crianças uma realização muito importante com o Reiki – realmente a energia e filosofia de vida trazia-lhes transformação e felicidade. Mesmo nas suas consultas foi procurando a melhor forma de ajudar as crianças com Reiki e assim, um dia, surgiu o Super Reikinho.
Continuar a ler Super Reikinho o livro de Reiki para crianças

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Reiki no programa "Viva Saúde" – com Andreia Vieira, elemento da Direção da Associação Portuguesa de Reiki (APR)

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No dia 4 de maio, a edição do programa “Viva Saúde”, transmitido pela RTP África, foi inteiramente dedicada à terapia complementar Reiki. Ao longo do programa, Andreia Vieira, elemento da Direção da Associação Portuguesa de Reiki (APR), procurou esclarecer as principais dúvidas relacionadas com esta terapia e filosofia de vida, abordando as suas origens, forma de atuação, indicações e vantagens.
O programa pode ser visto aqui:
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Núcleo de Porto-Bonfim em entrevista

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Quem apresentamos hoje é a Filomena Pessanha, mais conhecida por Filó – a coordenadora do Núcleo do Porto-Bonfim. Nesta entrevista dá-nos conta das muitas atividades que tem vindo a desenvolver em torno do Reiki e apela à união e harmonia, tendo por base os Cinco Princípios.
Há quanto tempo estás ligada à Associação Portuguesa de Reiki e de que forma tens vindo a colaborar?
Iniciei a atividade no Núcleo do Porto-Bonfim como coordenadora em Março de 2013. As atividades do Núcleo são em part-time às terças da parte de tarde e fins de semana. Com a vida e com o Reiki aprendi que é melhor fazer menos e melhor do que muito e mal. Mas em qualquer altura, se aparecer alguém desta zona que possa dedicar mais tempo como coordenador, sairei e reformar-me-ei, podendo assim continuar com o Reiki no meu tempo livre.
Tenho colaborado falando cada vez mais de Reiki e da Associação Portuguesa de Reiki (APR) junto de pessoas que me vão procurando e pedindo ajuda. Aqui o Reiki escuta e anda em ação, mesmo em casa de meu pai, presencial ou online. Nos locais de voluntariado de saúde, como o IPO e a Pastoral de São João, os pedidos de ajuda e esclarecimento são uma realidade e em que eu procuro dar o meu melhor como pessoa e formadora de Reiki. A isto chamo pôr os Princípios do Reiki na prática e no exemplo com Tudo e com Todos.
Em relação à terapia Reiki, como nas instalações do Núcleo há boa energia mas muito ruído, uma vez que é um cube desportivo, acabei por decidir fazê-la por marcação à terça-feira de manhã. Faço Terapia e Reiki Escuta na Farmácia Silva Pereira, que é mesmo pegada ao Núcleo.
Agora, às terças-feiras de tarde, o Núcleo anda em movimento fazendo voluntariado Reiki. Para já, só com a minha participação. O voluntariado na Casa Diocesana de Sao Tomé tem sido com a colaboração do Ricardo, coordenador do Núcleo de Matosinhos.
A partir deste mês de outubro, também à terça-feira de tarde e de mãos dadas com a Sónia Gomes, coordenadora do Núcleo do Porto, estarei a fazer terapia no espaço Zen a cuidadores de doentes de Alzheimer. Futuramente, também serei colaboradora com a Sónia num protocolo que ambos os núcleos assinaram com a Associação Acreditar.
Quinzenalmente, o Núcleo tem rubricas online de:
Musicoterapia – Foco na relação dos chakras e notas musicais. Reiki é perfeita harmonia despertando o escutar, sentir saborear;
Aprender com cinema – Filmes e vídeos despertam para ver, escutar, aprender e saborear.
Cantinho de Leitura – Núcleos de Porto e Porto-Bonfim de mãos dadas. Poesia e livros que aconselhamos com foco nos Princípos do Reiki
Uma vez por mês e online
Reiki e Medicina – Como lidar com a doença. Colocando sempre os Princípios para despertar a importância da prevenção.
Semanalmente e também online
O núcleo apresenta um post Reiki Abraça Relações com Alma, feito por Mário Carvalho, Master Coaching, e Drª Céu Gomes, psicóloga e psicoterapeuta. São focados temas relacionados com Reiki – A Arte Secreta que Convida a Felicidade.
A formação tem lugar aos fins de semana e sempre em quatro módulos com máximo seis alunos. Diploma a entregar no ultimo, após um teste escrito.
 
Assumir a coordenação de um núcleo é um grande desafio. O que te motivou a dar este importante passo?
Abracei este desafio com co-responsabilidade de ser exemplo do que divulgo. Difundir o Reiki e dar a conhecer a Associação, que é referência de Reiki em Portugal. Reikiana terapeuta de Reiki e formadora no exemplo. Dar a cara para que cada vez existam mais pescadores neste caminho de Amor Incondicional. Ajudar jovens e adultos a prevenirem a doença com Reiki ou, se já a tiverem ultrapassarem, melhor e com o Reiki descobrirem como podem sentir Harmonia e Felicidade de Ser.
Reiki para cada um, para estarmos com todos. Este é um foco com prioridade.
Um caminho com princípio sem fim….
 
Queres acrescentar mais alguma informação sobre o núcleo que coordenas?
O objetivo da Filó, como pessoa e coordenadora do Núcleo Porto-Bonfim é ver os núcleos de mãos dadas. Reikianos que o sejam cada vez mais no exemplo e juntos. Acredito ser tempo de manuais uniformizados, permitindo sempre ao formador pôr um pouco de si, com criatividade e em liberdade. Sinergia dos Núcleos. Só assim chegaremos mais longe com Reiki. A harmonia entre coordenadores é urgente.
 
CONTACTOS DO NÚCLEO DO PORTO-BONFIM
Coordenadora: Filomena Pessanha (Filó)
911175475
Morada: Académico Futebol Clube
Rua Costa Cabral-186-4200-208 Porto
225020129
Sala de terapia por marcação: Farmácia Silva Pereira
Rua Costa Cabral -293 -4200-208 Porto
225518167
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Rita Évora Ferreira em entrevista sobre vantagens do Reiki no Empowerment Psicológico de doentes oncológicos

foto_rita_ferreiraRita Évora Ferreira é uma das mais recentes vencedoras do Prémio Hayashi de Investigação Reiki, graças à dissertação de Mestrado que realizou sobre esta terapia complementar no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), em Lisboa. Perceber as componentes de Empowerment Psicológico (EP) no contexto da doença oncológica foi um dos principais objetivos do estudo. Entre as conclusões, destaca-se o facto de o grupo que praticava Reiki ter revelado maiores níveis de EP em comparação com o que apenas realizava os tratamentos convencionais. Em entrevista explica-nos como desenvolveu a investigação, o que concluiu e ainda deixa recomendações para melhor potenciar a utilização da terapia complementar Reiki na Oncologia.
Quais as conclusões mais relevantes a que chegaste com o teu estudo?
Este estudo veio acrescentar algumas dimensões pouco consideradas até então nos estudos científicos realizados no contexto de doença oncológica.Em termos gerais, procurou contribuir para o aprofundamento das componentes de Empowerment Psicológico (EP) – processo pelo qual as pessoas ganham controlo e poder sobre as suas vidas – junto da comunidade com experiência de doença oncológica e compreender de que forma o Reiki tem influência na promoção de resultados empoderadores.
Em termos específicos, ambicionou-se analisar tematicamente a experiência de Reiki vivenciada pelas pessoas com doença oncológica enquanto processo de EP, sendo que para isso se explorou o significado que os participantes atribuem ao EP, que coisas e/ou pessoas têm influência no mesmo e de que forma a experiência na prática Reiki proporciona efectivamente esse EP.
Os resultados da análise quantitativa e qualitativa são congruentes entre si, pois revelam que quem pratica Reiki possui o nível de Formação/Escolaridade e de EP mais elevado. O que significa que, em grande medida, o nível de formação/escolaridade possibilita a escolha mais informada dos tratamentos a recorrer e influencia a procura ativa pelo Reiki, tratamento complementar. A dimensão espiritual é um fator relevante para o aumento de EP dos participantes, em ambos os resultados, pois transcende as dificuldades da doença.
Os dados estatísticos quantitativos indicaram a existência de diferenças significativas nos níveis de EP entre os dois grupos (utilizadores de Reiki vs não utilizadores de Reiki) para todas as suas dimensões presentes no estudo de Mok (1998). O grupo que praticava Reiki foi aquele que, efetivamente, obteve os valores médios mais altos, relativamente ao grupo que só recorria aos tratamentos convencionais. Os dados revelam também que o nível de EP mais alto da amostra total – dos 25 participantes – foi atribuído ao domínio da Esperança (M = 4.34), em contraposição com o nível mais baixo que corresponde aos Skills e Conhecimento (M= 3.43). Foi ainda interessante verificar que o grupo que não praticava Reiki detinha maior confiança nos médicos em relação ao grupo que recorria a esta técnica. Mas isto explica-se pelo facto de estas pessoas se sentirem desprovidas de liberdade de escolha nos tratamentos a recorrer e, mais grave ainda, pela ausência dessa informação facultada pelos médicos.
Através das entrevistas qualitativas, este estudo alcançou sete temas principais e 26 sub – temas de EP associados à prática de Reiki. Tais como: Controlo; Transformação de Pensamentos; Crescimento Espiritual; Aquisição de Conhecimentos e Skills; Redes de Apoio; Envolvimento Ativo; GAM & GAR. Estes sete temas consistem nos significados atribuídos ao EP no contexto da doença oncológica, percecionados pelas participantes utilizadoras de Reiki. Dentro destes temas e sub-temas que o estudo alcançou, destacam-se por exemplo, o subtema “Tomada de decisão” contemplado no primeiro tema “Controlo”. A tomada de decisão, sendo um processo de liberdade de escolha sobre os diferentes métodos de tratamento a recorrer, é interessante verificar que este processo é facilitado pela rede de apoio dos participantes, pelos profissionais de saúde (na sua grande maioria os enfermeiros) e pela própria experiência no Reiki.
Também o papel da família aqui é preponderante na influência que tem sobre as decisões dos participantes. Ainda dentro do primeiro tema “Controlo”, o sub-tema “diminuição do stress físico e psicológico” foi o que manifestou a acção direta, prática e concreta dos tratamentos de Reiki no alívio dos sintomas físicos, psicológicos e emocionais causados pela doença e pelos efeitos dos tratamentos convencionais. Uma melhoria na qualidade de vida (QDV); diminuição da dor física; relaxamento; tranquilidade; bem-estar geral; auto-estima; paz interior; redução da ansiedade; alívio do stress são dos muitos benefícios do Reiki no recovery, alcançados não só na presente tese como em alguns estudos existentes na literatura.
O Reiki teve impacto nos mecanismos de superação da doença e consequente empowerment nesta comunidade e os sub-temas “Pensamento positivo” e “Esperança” destacados no segundo Tema “Transformação de Pensamentos”, vieram demonstrar isso mesmo. Através do auto – Reiki, a pessoa atribui uma importância maior aos aspetos positivos que a doença trouxe à sua vida e encara-a de uma forma mais otimista. A “Esperança”, ligada à fé, também é estimulada pela família/cônjuge e pelos amigos. Além disso, o Reiki demonstrou ser igualmente relevante para a construção de uma realidade empoderadora na experiência de doença, por dar origem ao sub-tema “Atribuição de significado e propósito de vida” destacado no terceiro tema “ Crescimento espiritual”.
Relativamente ao sétimo tema alcançado “GAM & GAR”, refere-se à participação ativa em grupos de ajuda mútua e de partilhas de Reiki, facilitadores do processo de EP. Foi curioso verificar que a maioria das participantes considerou os GAR (grupos de apoio reiki) tão ou mais eficazes no aumento do seu E.P, na medida em que estes partilham experiências entre si e com os seus Praticantes de Reiki e são grupos que têm como foco manter elevado o nível de energia entre todos os membros, favorecendo a correcta percepção sobre a doença.
 
O que te levou a estudar o Reiki como técnica promotora de EP?
De certo modo, a motivação pessoal prendeu-se pela observação direta, levada a cabo no âmbito do estágio curricular, nomeadamente, alguma falta de informação nas pessoas a vivenciar o processo de doença oncológica, como por exemplo o tipo de tratamentos e recursos a recorrer, para a promoção da saúde. A par disso, o Reiki surgiu como um recurso, de forma a atender às múltiplas necessidades e questões vivenciadas neste processo. Por conseguinte, são estas as razões principais que conferem pertinência a este estudo, pois trata-se de um paradigma emergente da saúde comunitária, a qual carece de mais investigação, dado o seu contributo à Psicologia Comunitária.
 
É possível afirmarmos que o Reiki tem efeitos práticos concretos enquanto técnica promotora de EP?
Não só é possível afirmá-lo em termos práticos, pelos inúmeros resultados alcançados, como se constitui num direito público a obtenção destas informações, por parte da comunidade. Arriscaria, inclusive, a afirmar que todos os profissionais de saúde, que lidam diariamente e intervém nestas situações de crise, deveriam apelar à prática de Reiki. O Reiki, enquanto ferramenta promotora de saúde e bem – estar, para além de possuir cada vez mais adeptos, tem vindo a ter cada vez mais evidência cientifica pelos seus muitos benefícios visíveis e percepcionados.
Através deste estudo, é fácil de perceber que com o Reiki, a pessoa adquire um papel crucial e activo na sua própria recuperação, tornando-se no seu próprio agente de mudança, pois ela age em conformidade com os resultados que espera poder alcançar. O Reiki, neste estudo, demonstrou ser um elemento central e impulsionador de mudanças positivas, facilitando o processo de recovery, o aumento do EP e o envolvimento ativo na comunidade.
 
Fala-nos sobre a recetividade da comunidade académica ao teu trabalho. Como acolheram a ideia de estudares este tema e como reagiram, depois, às conclusões?
Referi, na entrevista anterior, que a comunidade académica mostrou-se pouco recetiva à proposta de estudar algo que fugisse tanto aos padrões convencionais instituídos. Ideias que se constituem disruptivas, mostram-nos um caminho a percorrer longo e desafiante, porém, quando conquistado, revela-se bastante gratificante. Como reação aos resultados, este estudo foi alvo de muitos elogios, críticas construtivas e, mais importante, de reconhecimento. É importante sentirmos o valor daquilo que fazemos e do trabalho que tivemos que percorrer para o alcançar, especialmente, se aquilo que procuramos dá resposta às necessidades das pessoas, fazendo com que o recurso, que se constitui o Reiki, seja acessível a toda a comunidade.
Da metodologia fez parte as sessões de Reiki a doentes oncológicos. Queres explicar aos leitores do RKP em que consistiu toda a metodologia para que os resultados da tua investigação fossem validados cientificamente?
Este estudo de carácter exploratório é baseado numa metodologia qualitativa e quantitativa útil e adequada. A abordagem qualitativa tenta englobar toda a diversidade que a ação humana pode assumir e manifestar, aprofundando o contexto que pretende explorar (como? Porquê?). Por seu turno, a abordagem quantitativa procura identificar padrões diferenciais de relações entre as variáveis (quais são?).
Participaram no estudo 25 participantes com doença oncológica, 15 dos quais utilizavam os tratamentos convencionais e 10 utilizavam o tratamento complementar de Reiki. Esta amostra foi recolhida por conveniência e snowball através de contactos de grupos de Reiki da Associação Portuguesa de Reiki (APR) e outro grupo que recorre a tratamentos convencionais, apoiados pela Associação Girassol Solidário. A resposta aos questionários, bem como as entrevistas gravadas, foram presenciais. Todos os participantes aceitaram participar livremente no estudo e assinaram o Termo de Consentimento Informado.
Na fase de recolha dos dados, primeiramente solicitou-se a autorização à autora da Escala original, tendo-se obtido a sua anuência. De seguida, utilizou-se o Questionário de EP aplicado à doença oncológica, 5 pontos na Escala de Likert, retirado do estudo de Mok (1998), seguido de um processo de tradução preconizado pela literatura e obteve-se a seguinte versão portuguesa: Questionário de E.P para pessoas com doença oncológica – QEDO_VP1, Ferreira e Ornelas (2013). Foi aplicado o Questionário aos 25 participantes do estudo e, por fim, aplicou-se o guião de entrevista semi estruturado às 5 participantes do grupo que recorria ao Reiki. Para os dados qualitativos das entrevistas procedeu-se à Análise Temática de Braun & Clarke (2006), que obedece a 6 fases de análise. Quanto aos tratamentos dos dados quantitativos, optou-se por utilizar o Software Estatístico (SPSS) para cálculo dos testes específicos.
 
Tendo em conta os resultados a que chegaste, que recomendações poderás fornecer à comunidade Reiki e também à comunidade médica convencional de forma a melhor contribuir para o EP dos doentes oncológicos?
As recomendações que proponho à comunidade de profissionais de saúde, baseiam-se no meu percurso pessoal e através dos resultados empíricos alcançados.
Acima de tudo, a comunidade médica dos setores oncológicos deve estar atenta não só às necessidades reais dos seus utentes, como deverá acompanhar a evolução que se faz acompanhar a atualidade.
O carinho, a simpatia, a atenção, o comunicar as informações são características dos profissionais de saúde que os estudos indicam serem empoderadores para os indivíduos. Alguns estudos indicam também que várias são as vezes em que as pessoas tornam-se passivas ao receber o seu tratamento e sentem-se incapazes na tomada de decisões por parte dos profissionais. Ainda assim, a grande maioria das participantes deste estudo atribuiu o aumento dos seus níveis de EP aos enfermeiros e não à classe médica. Neste sentido, recomendo que a comunidade hospitalar faculte as informações necessárias acerca dos diferentes métodos de tratamento a recorrer, que vão além dos convencionais e que facilite o acesso a escolhas informadas e autónomas aos seus utentes. Por último, apelo a uma maior consciência relativamente às dimensões da espiritualidade, pois já se verificou que a própria espiritualidade transcende as dificuldades decorrentes da doença e seria, igualmente, interessante validar a formação profissional, na prática de Reiki, ao pessoal dos Hospitais, Clínicas, Centros de Saúde e Organizações de base comunitária, compreendendo a comunidade como um todo nos respectivos suportes de tratamento.
Por isso, o Reiki veio revelar neste estudo os seus benefícios práticos e o seu papel promotor de EP, abrindo as portas para a transformação positiva das pessoas que o usam e revolucionando o sistema que o desafia.
 
Podes acrescentar qualquer outra informação que consideres pertinente para o assunto em causa.
No que concerne a sugestões para estudos futuros, estes resultados reforçam a necessidade de conceptualizar o EP para este contexto, enquanto processo individual, relacional e colctivo. Considero pertinente que futuras investigações implementem instrumentos de avaliação que tenham em conta a dimensão espiritual, assim como, seria útil validar o presente Questionário traduzido para a população portuguesa, de forma a poder ser representativo da mesma. As Ciências Sociais carecem de estudos empíricos que relacionem o EP aos contextos da doença oncológica.

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Entrevista na Reiki Magazin – O trabalho da Associação Portuguesa de Reiki

Entrevista por Oliver Klatt a João Magalhães sobre o Reiki em Portugal, realizado pela Associação Portuguesa de Reiki, para a revista Reiki Magazin.
A Revista Reiki Magazin iniciou o seu percurso em 1997, com distribuição na Alemanha, Áustria e Suiça, tendo cerca de 10000 exemplares. É uma revista de conteúdos sobre Reiki e práticas relacionadas para o desenvolvimento pessoal. Este contacto surgiu com a presença da Associação Portuguesa de Reiki, representada pela Margarida Pereira, no Congresso ProReiki, realizado em 2013, na Alemanha.
Reiki Magazin
A entrevista integral pode ser lida aqui, em alemão…

Reiki in Portugal – Die Aktivitäten des portugiesischen Reiki-Verbandes „Monte Kurama”

reiki in portugal

Reiki gibt es in Portugal seit den 1980er Jahren. In den 1990er Jahren begann es sich weiter auszubreiten. Seit 2010 ist Reiki nun auch im portugiesischen Gesundheitssystem und im sozialen Bereich zunehmend präsent. João Magalhães, der Gründer des Verbandes, berichtet über die Aktivitäten des „Monte ­Kurama”.

Die Kerngruppe des „Monte Kurama”

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Nuno Miguel Nunes apresenta-nos o Núcleo de Penafiel

nuno_nunesNuno Miguel Nunes é o coordenador do Núcleo de Penafiel da Associação Portuguesa de Reiki (APR) e nesta entrevista revela alguns dos projetos que pretende levar a cabo naquela cidade para promover a terapia complementar e filosofia de vida Reiki.
 
Há quanto tempo estás ligado à APR e de que forma tens vindo a colaborar?
Sou Nuno Miguel Moreira Nunes, tenho 42 anos,sou associado da APR desde 2010. Desde então procuro manter-me informado com a leitura de apoio e notícias sobre o Reiki. Na prática realizei terapias no Espaço onde tive formação (entre 2009 e 2012, isto é, até ao nível IIIB) de Reiki no Sistema Tradicional Tibetano. Mais tarde, em 2013, comecei a fazer voluntariado juntamente com a Vanda Jacinto, coordenadora do Núcleo do Montijo, o que fiz durante um ano.
 
Assumir a coordenação de um núcleo é um grande desafio. O que te motivou a dar este importante passo?
Quando decidi mudar de vida para Penafiel e começar uma vida nova neste ano de oportunidades decidi avançar e fazer o que mais gosto: amo e sonhava fundar o Núcleo de Reiki de Penafiel, uma vez que não existia nada na cidade e o Reiki pouco era divulgado. Este desafio leva-me a trabalhar ainda mais diariamente os Cinco Princípios do Reiki em divulgação no âmbito de atividades e eventos diversos.
 
Que atividades tens previstas para breve?
Não havendo ainda o espaço físico do Núcleo, tenho agendado para o mês de outubro , em parceria com a Câmara Municipal de Penafiel:
4 de Outubro ( dia do Animal e de S. Francisco de Assis) das 14h às 19h – Partilha de Reiki em troca de bens que revertem a favor da CROP no Parque da Cidade, havendo também hipótese de adoptar um Amiguinho…
19 de Outubro ( Domingo) o Núcleo de Reiki de Penafiel vai-se juntar ao dia da Juventude da Câmara com uma caminhada a começar pelas 9h a partir do centro da Cidade (Largo da Ajuda; junto ao Rio Cavalum) até ao parque da Cidade. Haverá várias partilhas e sessões de Reiki durante a tarde até perto das 18h
de 20 a 24 de outubro – Sessões de esclarecimento sobre Reiki em cinco escolas (será realizada uma sessão por dia numa escola do concelho). Num destes dias virá acompanhar-nos o Reikinho, com o apoio do Núcleo de Guimarães, coordenador por Sílvia Oliveira (dia ainda a confirmar)
– Mais Reikianos que queiram partilhar ou tirar dúvidas, também estarei disponível. 🙂 e serão bem-vindos.
– às quintas-feiras, assim que haja disponibilidade de uma sala provisória (a ser cedida gentilmente pela Junta de Freguesia de Penafiel), o Núcleo irá realizar uma vez por semana partilhas de Reiki entre reikianos, das 18h30 às 20h, com donativo.
– Para avançar com um projeto de voluntariado, aguardo a resposta da APADIMP e da Abraço no Porto.
 
CONTACTOS DO NÚCLEO DE PENAFIEL

Nuno Miguel Moreira Nunes (coordenador)
Av. José Julio, 279, 2º. DT  4560-547 Penafiel
tlm: 934181584
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Núcleo de Sintra celebra primeiro aniversário na Associação QE

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O Núcleo de Sintra da Associação Portuguesa de Reiki (APR), coordenado por Susie Gonçalves e Sandra Duarte, comemorou o seu primeiro aniversário no dia 27 de junho, durante a festa do final de ano letivo dos alunos da Associação QE, instituição onde tem desenvolvido os seus projetos de voluntariado. Segue uma entrevista às coordenadoras em jeito de balanço deste primeiro ano de atividade.
 
Parabéns pelo primeiro ano como Núcleo da APR em Sintra. Durante este tempo, qual foi o momento mais forte para o Núcleo?
Muito gratas pelo vosso apoio e um agradecimento especial aos voluntários que tornam possível o desenvolvimento dos nossos projetos de voluntariado. O momento mais forte para o Núcleo foi a participação no Mercado Solidário de Primavera, organizado pela Diakonia. Foram três dias de experiências bastante diversificadas, com muita aprendizagem e convívio com as pessoas e com os nossos voluntários, em que pudemos estar à disposição da população para informar e esclarecer tudo sobre o Reiki, a APR e o Núcleo. Além disso, foi muito gratificante por termos contribuído para ajudar a Diakonia a desenvolver os seus projetos de apoio social.
 
Como é o reconhecimento ou a compreensão do Reiki na vossa região?
Sentimos que temos ainda um longo caminho a percorrer no que toca à divulgação. Há quem procure o Reiki por necessidade e já com alguma compreensão, outras pessoas procuram apenas por curiosidade e com muitas crenças ainda por desmistificar.
 
O que acreditam que poderia ser ainda mais benéfico para que o Reiki estivesse mais presente em Sintra?
Não sabemos bem. Este primeiro ano foi para nós um ano de adaptação, de organização e de aprendizagem de como podemos funcionar melhor daqui para a frente. Sabemos que devemos continuar com o nosso trabalho de divulgação e apoio aos associados mas estamos recetivas a outras sugestões e, como é óbvio, contamos com todos os que nos quiserem ajudar nesta missão.
 
Desenvolvem o vosso projeto de voluntariado numa área muito delicada e exigente – a pessoa com deficiência. Que benefícios destacam para a instituição e para os seus utentes?
Para a instituição os benefícios sentidos dizem respeito ao funcionamento do dia-a-dia nas residências, onde se criou uma rotina de domingo, geradora de um bem-estar que se alastra a todo o meio envolvente. Como benefícios para os utentes podemos mencionar que o Reiki trouxe maior tranquilidade e equilíbrio aos mais agitados. Os utentes mais agressivos tornaram-se mais serenos e melhoraram a sua interação com os restantes. Também o facto de receberem a visita de voluntários, vindos de fora, para dar atenção aos utentes residentes, promoveu a relação de 1 para 1, muito importante para a auto-estima deles.
Que recomendações dão a outros praticantes que queiram dedicar-se a este tipo de tratamentos?
Recomendamos aos praticantes que se permitam passar por novas experiências. São oportunidades únicas de aprendizagem e evolução, muito gratificantes. O primeiro passo começa com a formação inicial de voluntariado, mas é fundamental que a integração numa instituição passe também por uma formação específica para conhecerem a instituição e o seu funcionamento, os perfis dos utentes e suas patologias, possíveis reações e como atuar em determinadas situações comportamentais. Quem possuir os requisitos mínimos e tiver interesse em integrar a equipa de voluntários de Reiki na QE, pode entrar em contato connosco.
Como veem o núcleo de Sintra daqui a um ano?
Não vemos (risos)! Vivemos de acordo com os Cinco Princípios e Só por hoje apenas sabemos que daqui a um ano estaremos a colher o resultado daquilo que semearmos no dia-a-dia até lá. Não fazemos planos e confiamos que tudo surge na altura certa e nunca por acaso, por isso continuaremos a trabalhar honestamente no cumprimento da nossa missão. O que desejamos é que daqui a um ano tenhamos um Núcleo mais crescido, com mais alguns voluntários dedicados e que todos juntos possamos dizer que foi mais um ano que valeu a pena!
 
Contactos do Núcleo de Sintra

Rua José Alfredo da Costa Azevedo, nº 10 – Escritório A 2635-585 Rio de Mouro

Telefones:

Susie Gonçalves – 96 705 20 13

Sandra Duarte – 91 475 75 51

Email:  reikisintra@gmail.com

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Rute Calhau em entrevista sobre o Núcleo do Estoril

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Rute Calhau é a coordenadora do Núcleo do Estoril da Associação Portuguesa de Reiki (APR). Nesta entrevista explica o que a motivou a aceitar o desafio e ainda nos fala de alguns projetos do núcleo.
 
Há quanto tempo estás ligada à APR?
Estou ligada à APR desde finais de março deste ano.
 
Assumir a coordenação de um núcleo regional é um grande desafio. O que te motivou a dar este passo?
O movimento de Reiki em Portugal é o que me cativa neste projeto. Mexer esta energia e fazê-la circular para o benefício de todos. Expandir o Reiki em Portugal é algo que me fascina.
 
Que projetos estás a desenvolver no âmbito da coordenação do Núcleo?
Neste momento estou a fazer voluntariado na Ludoteca da Galiza, com o fim de sensibilizar as crianças e as suas mães, em relação aos inúmeros benefícios que esta terapia pode trazer. Já fiz lá  uma meditação guiada, seguida de partilha de Reiki, com o apoio de mães reikianas, e convívio.
 
E para o futuro, o que nos reserva o Núcleo do Estoril?
Posteriormente irei fazer mais eventos deste tipo e expandir por outras instituições, mas tudo a seu tempo. Já tenho algumas coisas em mente, só falta passar à ação. Mas o trabalho de voluntariado não é assim tão fácil como parece. Requer tempo e dedicação. Como costumo dizer: “Amor à camisola”.
 
Contactos do Núcleo do Estoril

Coordenadora: Rute Calhau
S. Pedro Estoril
Telem: 910979911

 

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Entrevista às coordenadoras do Núcleo de Famalicão

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Lu Soares e Goretti Valente assumiram em março a coordenação do Núcleo de Famalicão da Associação Portuguesa de Reiki (APR), voltando a dar vida a este importante núcleo. Nesta entrevista partilham connosco a motivação que as levou a dar este importante passo, bem como algumas das atividades que pretendem desenvolver.
 
Há quanto tempo estão ligadas à Associação Portuguesa de Reiki e de que forma têm vindo a colaborar?
Lu Soares – Estou ligada à APR desde 2011, altura em que fiz o curso preparatório de terapeuta complementar de Reiki. Tenho colaborado em eventos e ações de solidariedade promovidos anteriormente pelo núcleo de Famalicão, e mais recentemente pelo de Guimarães.
Goretti Valente – Estou ligada à Associação há 5 anos e tenho participado no voluntariado e feito formação no CENIF.
 
Assumir a coordenação de um núcleo é um grande desafio. O que vos motivou a dar este importante passo?
Lu Soares – Esta é uma grande questão. Então vou respondê-la da única maneira que sei: com o coração, porque foi ele que me levou a decidir. Recebi o convite há cerca de 2 anos e este foi o tempo que levei a decidir, justamente por ser um grande passo. Tomei a decisão baseada na vontade interior que cresceu imenso entretanto, e na vontade de querer ajudar na reativação do núcleo de Famalicão. Acompanhei este núcleo desde 2011 nos seus inúmeros eventos e atividade, com a Sílvia Oliveira na sua coordenação. Participei em várias atividades do núcleo das mais variadas formas, quer como aluna, quer como voluntária. Mas aquilo que maior gosto me dava era ao fim de uma semana de trabalho, participar nas partilhas de Reiki à sexta-feira.
Poder estar com pessoas que tinham as mesmas questões que eu e, também por isso, percebiam bem as minhas. E o facto de poder ajudar outras com as mesmas dúvidas era muito bom e motivador. E tudo isto num ambiente de amizade, intimidade, muita alegria e boa disposição. Era simplesmente fantástico!
Considero muito importante falar, debater, esclarecer e partilhar todas as questões, as alegrias, as frustrações, as experiências, as sensações no auto-tratamento e as técnicas usadas no tratamento a outros. E as partilhas semanais de sexta-feira, no núcleo de Famalicão da APR, serviam também para isso.
Acho que com estas partilhas pudemos ajudar-nos muito uns aos outros, e contribuímos também para esclarecer, divulgar e desmistificar, afinal o que é o Reiki!
Goretti Valente – O Reiki ajudou-me e ajuda-me nesta fase difícil da minha vida, E já antes frequentava este núcleo, gostava muito das atividades lá desenvolvidas, a partilha de Reiki, de saberes, o espírito de alegria e amor que lá se sentia. Durante o tempo que esteve sem atividade, muitas pessoas procuravam-me e perguntavam quando regressariam as actividades. Interiormente, senti que era a altura certa para reabrirmos e Março é o mês do Renascimento…
 
Que projetos estão a desenvolver no âmbito da coordenação do Núcleo?
Lu Soares – Além de retomarmos as partilhas de Reiki à sexta-feira, o chá com Reiki sempre que considerarmos pertinente, estamos também a ponderar fazermos um sábado por mês de ‘Dia Aberto de Reiki’ para levar o reiki a mais pessoas no concelho de Famalicão. Teremos ainda de forma quinzenal, ‘Tertúlias Reikanas’, abertas apenas a praticantes de Reiki/Reikianos, onde o tema base será o Reiki. Teremos ainda meditação orientada com Reiki, a acontecer uma vez por semana. E caminhadas meditativas, a acontecer de forma quinzenal alternando assim com as partilhas de Reiki. Temos também programadas algumas sessões de esclarecimento em instituições no concelho.
Como estamos na sede da Associação Organismo Vivo, e porque considero importante mantermos boas relações uns com os outros, pretendemos incluir esta Associação em cada atividade que vier a ser desenvolvida pelo núcleo, pois considero também uma mais-valia a experiência e o dinamismo desta Associação em áreas de apoio sócio-cultural, educativo e de solidariedade na localidade.
Goretti Valente – Além do mencionado, estamos também a ponderar incluir esclarecimentos sobre Reiki para adultos e jovens, bem como sessões de Reiki para adultos, jovens e crianças.
 
Contactos do Núcleo de Famalicão

Coordenadoras: Lu Soares e Goretti Valente

Morda: Rua da Escola, n.º 260, 4765-640 Paraíso, Delães VN Famalicão
Email: aprparaisofam@gmail.com

 

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Entrevista a Vítor Valente sobre “Partilhas de um Ser”

Capa do Livro
Vítor Valente é coordenador do Núcleo de Albufeira da Associação Portuguesa de Reiki (APR)  e em 2011 publicou “Partilhas de um Ser”. Nesta entrevista revela os objetivos e a mensagem principal do livro em que deixa o desafio: “Ouça o seu interior e liberte-se do seu ego, num local harmonioso. Encontre a centelha divina dentro de si, libertando o seu amor.”
 
Qual o objectivo que esteve na base de teres escrito este livro?
Este livro tem como objetivo a divulgação do Reiki e da sua filosofia de vida. É também um livro de autoajuda com inúmeras reflexões sobre a essência do Ser, suas formas de ver e estar no universo. O objetivo deste livro é o mesmo que me rege diariamente na minha jornada enquanto reikiano, a partilha de conhecimentos e experiências com o meu semelhante, por isso o livro tem o nome de “Partilhas de um Ser”.
 
De que forma quiseste chegar aos leitores? Aquando da publicação deste livro eu já chegava aos cyber leitores, mas eu mesmo muitas vezes prefiro ler um livro em papel e como tal o lançamento do livro teve esse objetivo, o de chegar aos leitores em forma de papel, dispensando assim as novas tecnologias.
 
Que mensagem principal quiseste transmitir? A principal mensagem do livro é o Ser na sua própria essência, a sua divindade, luz e enorme amor interior do qual é constituido, e que muitas vezes é esquecido pelo mesmo. Este livro aborda ainda como podemos utilizar o Reiki para causas sociais e humanitárias, alguns exemplos de casos práticos de Reiki e uma nova visão sobre o Reiki desmistificando aspetos errados que lhe são imputados e aos seus praticantes. “Partilhas de um Ser” fui publicado em 15/12/2011 comemorando o oitavo aniversário do meu filho.
 
Contactos
Vítor Valente – Coordenador do Núcleo de Albufeira da APR
Telem: 962856134
Email: mestreviktor@gmail.com
Site: www.mestreviktor.blogs.sapo.pt

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Entrevista a Jeane Keller – coordenadora do Núcleo da Suíça

 
 
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Jeane Keller é a coordenadora do Núcleo da Associação Portuguesa de Reiki (APR) na Suíça e tem em mente levar esta terapia e filosofia de vida a hospitais e lares da terceira idade, aproveitando o facto de o país estar cada vez mais aberto a terapias complementares. Para já, consegue ter um grupo muito entusiasta de praticantes portugueses e brasileiros que ali residem e, juntos, querem levar o Reiki mais longe.
 
Há quanto tempo estás ligada à APR e de que forma tens vindo a colaborar?
Associei-me em 2012 e nesse ano participei num workshop em Lisboa onde conheci o João Magalhães. Tenho um espaço onde realizo as minhas terapias e dou formações. Já possuo um grupo de alunos Reikianos (brasileiros e portugueses) e reunimo-nos para fazermos palestras sobre Reiki e a partilha de Reiki. Em dezembro conversei com o grupo sobre a possibilidade de sermos voluntários em hospitais e lares de terceira idade aqui na Suíça e todos aceitaram. Como a APR é uma instituição que dá apoio aos reikianos e grupos, o nosso objetivo é seremos elo dessa corrente.
Aqui na Suíça o Reiki está a ganhar espaço, mas ainda está no início. Já vejo num futuro bem próximo a Suíça a conhecer o Reiki não apenas como terapia mas também como filosofia de vida. De tal forma que no próximo dia 14 de maio estarei a fazer uma palestra sobre Reiki em Zurique no CEBRAC – Centro Brasil Cultural – uma associação sem fins lucrativos.
 
Assumir a coordenação de um núcleo é um grande desafio. O que te motivou a dar este importante passo?
O meu desejo é que os muitos Reikianos e simpatizantes que residem aqui na Suíça, ou que apenas estão de passagem, possam juntar-se ao nosso grupo para que possamos participar em projetos futuros, trabalhando a favor dos doentes nos hospitais e idosos. E assim possamos espalhar pelos quatro cantos da Suíça a arte do Reiki.
 
Já há algumas atividades do Núcleo previstas?
No próximo dia 25 deste mês teremos a nossa partilha de Reiki:
***Partilha de Reiki: 25/05 das 10h às 14h (com um café colonial)
Endereço: Espaço Lakshmi (Lägernweg 8 5034 Endingen- Argau)
 
Contactos do Núcleo da Suíça
Coordenadora: Jeane Keller
Espaço Lakshmi
Lagernweg 8, 5304 Endingen Suiça
Telf: 416 764163085
email : jeanekeller_7@hotmail.com
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Sara Cardoso em entrevista sobre "O Poder da Energia Positiva"

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Sara Cardoso volta a publicar um livro, desta vez destinado a ajudar cada um a gerir melhor a sua energia. Em entrevista, a autora explica-nos o conteúdo e o propósito de “O Poder da Energia Positiva”.
 
Qual foi o objetivo que pretendeste alcançar com a publicação deste livro?
Eu procuro sempre fazer trabalhos que sejam úteis para quem os ler, de modo que este livro, tal como o anterior que escrevi, tem como objetivo ajudar as pessoas, desta feita a “tomarem conta” da sua energia. Então este livro é para todos os que querem evoluir na direção da felicidade e a minha maior alegria será ver que ele cumpre essa função.
O que é que significa “tomar conta” da sua energia?
Bem, cada vez mais nos apercebemos de que vivemos num mundo em que tudo é energia e onde fazemos permanentemente trocas energéticas, mesmo que não tenhamos consciência delas no momento em que ocorrem, mas apenas mais tarde, quando nos sentimos esgotados depois de uma conversa com alguém ou depois de uma ida a um determinado local. Então é importante aprendermos a orientarmo-nos neste mundo energético, para conseguirmos viver em equilíbrio.
Como é que isso se torna possível?
Neste livro procuro explicar alguns princípios básicos de como podemos gerir a nossa energia – a nível físico, mental, emocional e espiritual – de modo a criar a vida feliz e harmoniosa que todos desejamos. Como sempre, tentei escrever de forma muito prática, com sugestões e muitos exercícios que nos ajudam a trabalhar a energia, de forma simples e eficaz, ajudando-nos a lidar com as emoções e a trazer alegria e felicidade à vida.
Neste livro abordas também a prática de Reiki?
Ora bem, tenho que responder Sim e não. Não: porque não inclui neste livro conteúdos exclusivos e específicos no Reiki; Sim: porque abordo o trabalho energético de base, que na minha opinião, todos os reikianos e profissionais de ajuda precisam de conhecer. Dito de outro modo, este é um livro básico sobre energia em geral e poderia ser um livro de preparação anterior a um curso de Reiki.
Afinal, como podemos criar uma vida de paz, harmonia e felicidade, tal como referes no sub-título?
Eu acredito que de facto podemos criar esta vida de felicidade e aqui remeto-me aos princípios do Reiki, mais concretamente ao que diz: trabalha arduamente. A felicidade é algo que construímos dia a dia, passo a passo, com os nossos pensamentos, comportamentos e palavras. Se nós lançarmos no mundo alegria, paz e amor, é isso que vamos receber de volta. É este o “mistério” da Energia positiva”, que é a coisa mais simples e ao mesmo tempo mais complicada do mundo.

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Entrevista a Paula da Rocha – coordenadora do Núcleo de Setúbal

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Paula da Rocha é a coordenadora do Núcleo de Setúbal da Associação Portuguesa de Reiki (APR). Aqui fica a sua apresentação e alguns projetos que está já a desenvolver com vista à divulgação e esclarecimento sobre Reiki.
 
Há quanto tempo estás ligada à APR e de que forma tens vindo a colaborar?
Em 2009 participei numa conferência sobre Reiki, na Póvoa de Varzim. Mas só me tornei associada da APR após o meu II nível de Reiki, que foi em Fevereiro deste ano.
Assumir a coordenação de um núcleo é um grande desafio. O que te motivou a dar este importante passo?
O Reiki é tão grandioso que precisa ser sentido, partilhado. Assumir a coordenação de um núcleo não é só um desafio, é assumir também a responsabilidade de divulgar e partilhar uma prática terapêutica não convencional com seriedade e integridade. Dar este passo importante, além de ir ao encontro da missão da APR, é perpetuar todo o legado do sensei Usui. Relembro algumas palavras dele que me motivaram para este efeito: “É muito melhor dar, largamente, a um grande número de pessoas no mundo e desfruta-lo entre eles, do que mantê-lo exclusivamente entre os membros da própria família.”
 
Já há algumas atividades do Núcleo previstas?
Sim, já realizámos dois eventos “Chá com Reiki”, um em 27 de março e outro  em 11 de abril, onde o esclarecimento e partilha de Reiki (gratuita) foi  sempre o tema principal. Este “Chá com Reiki” terá alguma frequência  mensal anunciada atempadamente devido ao largo número de adesões que este  núcleo tem tido.  Tivemos também no dia 26 de abril “Meditação e Reiki” e no dia  7 de maio haverá “Partilha de Reiki”, (esta partilha passará a ser semanal sempre às 5.ªs feiras), 8 de Maio – “SOS Reiki” , para quem precisa e não pode vir ter connosco, 10 de maio “Workshop de Reiki – Filosofia de Vida”, e iniciação de Reiki Nível I, prevista para Junho.
Temos ainda em agenda “O III Encontro Cura e Equilibrio” que terá lugar no  palácio D’El Carmen, dia 8 de junho, das 10h00 às 20h00, na Arrábida e o  “Encontro de Coordenadores ” a 31 de maio, em Lisboa.
Ainda no âmbito dos nossos objetivos, temos uma reunião agendada com a   Vogal do Conselho Clínico do ACES Arrábida, Enfermeira – Chefe Fátima  Semedo, para estudo de uma provável parceria entre o ACES- Arrábida e APR-  Núcleo de Setúbal.
O nosso trabalho consiste ainda na divulgação do Núcleo, como Extensão da  APR disponibilizando apoio, esclarecimento, formação e informação para  todos os Associados e não Associados da APR, e/ou não praticantes de  Reiki.
Temos ainda previsto mais workshops sobre Reiki,  meditação, feng-shui, iniciações de Reiki e “Conversas Sobre – Socorrismo”.

Morada e contacto do núcleo:
Estância Concept
Rua Luís Sardinha, 18
2900-499 Setúbal
Coordenadora: Paula Moreira com total apoio e trabalho adjunto de Rafael Cabau
Tlm. – 915 660 309

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Novo Núcleo da APR em Setúbal-São Julião

Cristina e Júlio Mestre são os coordenadores do recentemente criado Núcleo de Setúbal-São Julião. Aqui dão conta das atividades que têm programadas para também contribuírem para a divulgação do Reiki.
 
Há quanto tempo estão ligados à APR e de que forma têm vindo a colaborar?
Acompanhamos o trabalho da APR desde o nosso Nível I, tendo passado a
associados logo após toda a nossa formação, no início de 2013. No entanto, já
em 2012 representámos a APR no Dia Internacional do Reiki em Setúbal e temos
participado nalguns eventos organizados pela Associação.
 
Assumir a coordenação de um núcleo é um grande desafio. O que vos motivou
a dar este importante passo?
O Reiki deve ser divulgado e assumirmos a coordenação do núcleo dá-nos
mais força ainda para o fazermos. O nome da Associação é uma mais-valia pela
credibilidade que nos dá e será divulgado nos nossos eventos.
 
Já têm algumas atividades previstas?
Temos várias atividades a decorrer: workshop de Técnicas de Iniciação à
Meditação no dia 12 em Setúbal e dia 3 de Maio no Cartaxo. Estamos também a organizar
uma Caminhada pela Paz no dia 19, bem como partilhas mensais gratuitas que se
iniciam sempre com esclarecimentos sobre o Reiki, o seu uso e benefícios.
À semelhança do anterior, estamos também a organizar o 2.º “Open Day”, que não é
mais que um grande convívio e partilha, livre, num jardim público e onde
estamos ao alcance de todos os que nos quiserem acompanhar. Nesse dia todos
que desejarem poderão receber Reiki de forma completamente gratuita.
 
Contactos do Núcleo de Setúbal – São Julião
Coordenadores: Cristina e Júlio Mestre
Telemóvel: 966 472 424
E-mail: terapias@mestrias.com
 
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Cristina Mestre
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Júlio Mestre
 

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João Magalhães em entrevista sobre o livro «Reiki – Elevação da Consciência»

Embora pouco confortável com a ideia de publicar um livro ou dar entrevistas, João Magalhães fala-nos sobre o processo de escrita do seu livro – «Reiki – Elevação da Consciência» – e partilha como descobriu esta terapia complementar e as mais-valias que lhe encontra. Em tom de partilha acaba por revelar o que o motivou a criar a Associação Portuguesa de Reiki (APR), em 2008, e termina como começa: fazendo o elogio da prática com alegria.
Finalmente publicas em livro os teus ensinamentos. Porque é que esperaste tanto tempo para fazê-lo?
Não posso dizer que escrevi este livro, ele foi-se escrevendo. Não é bem um livro com os meus ensinamentos, mas sim uma partilha de experiências e vivências que fui tendo ao longo da minha prática. Não me sinto muito confortável com o ato de publicar, por isso só posso esperar que possa ser útil de alguma forma. Não é tanto um livro de leitura mas antes de prática e ressalvo que são apenas perspetivas, pelo que recomendo a todos que sigam, sim, as indicações dos seus mestres.
Também tu sentiste a indicação do Mestre Mikao Usui ao escreveres este livro?
O livro foi acontecendo, foi-se construindo. Como tudo flui com energia, não o poderia ter feito sem Reiki, sem elevar a consciência. Seria impossível. Não sei se o Mestre Usui deu indicações, seria demasiada presunção minha interpretá-lo assim, mas peço-lhe sempre que me ajude a ter sabedoria, o que nem sempre acontece pelas minhas próprias limitações.
Um dos aspetos que realças logo no início do livro, e também recomendas muito aos teus alunos, é que pratiquem tudo consigo próprios. Reiki é, acima de tudo, a sua prática, mais do que a partilha?
Sem dúvida, não poderia escrever sobre o que não pratico. Geralmente, se der uma sugestão sobre algo que não tenha experimentado, coloco sempre essa ressalva. Os próprios programas do Tao do Reiki de 5, 10 e 21 dias, são uma prática constante. Temos que ultrapassar ideias, preconceitos e medos que nos incutem. Por exemplo, se um praticante tem dúvidas sobre o Seiheki [símbolo ensinado no nível II de Reiki] será que já experimentou o símbolo numa prática com amor incondicional por ele mesmo, ou através de meditação? Temos que praticar com alegria em vez de aceitar a dúvida como um travão. Pelo contrário, a dúvida é um impulsionador de crescimento.
Este livro distingue-se de outros porque nos convida precisamente a essa prática, nomeadamente através dos programas do Tao do Reiki que propões. Queres explicar melhor o que são estes programas e quais os seus objetivos?
Não acredito muito em distinções. Cada autor escreve à sua maneira, uns com um profundo trabalho de investigação, outros com orientação para os seus alunos. Neste livro considero-me apenas um praticante que partilha as suas experiências. Cada vez que faço um programa do Tao do Reiki, vivo esse programa com os que o subscrevem. O objetivo é auxiliar à prática de Reiki, através dos Cinco Princípios, da reflexão ou através de outras perspetivas que nos podem ajudar a crescer como indivíduos e como essência coletiva.
Adicionei o termo Tao como referência ao “Caminho” que percorremos no Reiki. O hanzi Tao representa isso mesmo, ou seja, alguém que percorre um caminho, uma forma de fazer. Quis também trazer um pouco das origens chinesas da cultura japonesa. Se fosse aplicar a mesma simbologia seria algo como Reiki Do. Com o Tao do Reiki não pretendo indicar qual é o caminho, mas sim perspetivar outros caminhos na prática que apenas podem ser vividos por quem pratica. A essência do Reiki tem mesmo que passar por aí – viver. Senão apenas teremos palavras e gestos.
reiki elevação da consciência
Além do Reiki dominas outras áreas de conhecimento e de desenvolvimento pessoal. Ainda assim, continuas a privilegiar este caminho. O que é que o Reiki tem que não encontras nos outros lados?
Há cerca de 24 anos que tenho uma abordagem muito consciente em torno de várias áreas de desenvolvimento pessoal. Em 2000/2001, quando iniciei a prática de Reiki, descobri algo que me trouxe uma enorme mais-valia na área terapêutica, a qual já praticava. Encontrei no Reiki a vantagem incrível que consistia em não me cansar e tratar-me ao mesmo tempo. A minha primeira abordagem ao Reiki foi a do tratamento, pois era algo que me era familiar. Depois fui descobrindo o Mestre Usui e a filosofia de vida e deu-se a transformação. Nunca parei de praticar e após o nível III ainda estive dois anos a dar consultas de Reiki, sem cobrar, num gabinete na Amadora. O ensino veio mais tarde, por volta de 2007.
Senti e sinto que o Reiki é mesmo um caminho com o qual me identifico. É difícil explicar, pois trata-se de algo muito interior. Isso reforça ainda mais a minha perspetiva de que em primeiro lugar vem o Reiki. Há ainda outro aspeto que realço, que consiste em não precisarmos de crenças para praticar Reiki, pois é energia. Isso é extraordinário e adapta-se a qualquer pessoa, desde que queira.
O Reiki é de tal forma o teu caminho que acabaste por criar, em 2008, a Associação Portuguesa de Reiki. Que motivação forte esteve na base desta decisão?
Ao longo do tempo fui-me deparando com situações algo estranhas sobre a aplicação do Reiki. Refiro-me aos tais casos menos éticos, o desconhecimento profundo sobre Reiki, as misturas de conceitos, entre muitos outros aspetos. O estranho de tudo isto é que eu decidi ir para a frente com algo que nunca tinha feito antes na vida; eu não tinha a mínima ideia de como se gere uma associação deste tipo. Foi a meditação que me fez avançar. Felizmente, o Reiki ajudou e continua a ajudar nesse campo.
Devo dizer que apenas coloquei a semente, pois a APR cresce com o esforço de muitos, por vezes incógnitos. Simples ideias fazem grandes transformações e grandes corações trazem o que é o Reiki para uma perspetiva mais atual, útil para a sociedade e para o desenvolvimento pessoal. A Associação não poderia existir sem o seu pilar – o Reiki, esse sim é verdadeiramente importante. Estou grato a todos os que participaram e participam na Associação, e mais ainda aos que nos trazem desafios. No projeto da Associação ao longo do tempo sou apenas mais uma pessoa que contribuiu, no meio de tantas. Se acreditamos em algo, devemos fazer por concretizá-lo, para que seja benéfico para muitos.
Referiste que começaste a dar consultas gratuitas na Amadora. Curiosamente foi lá que fundaste a APR e foi lá também que recentemente criaste o teu espaço pessoal de trabalho. Sentes que de alguma forma o Reiki vai ao encontro das necessidades da população deste concelho?
Sim, é curioso como uma série de situações não previstas levam àquela localidade. Acho que o Reiki está onde deve estar e não pode ser apenas para ensino ou terapia de gabinete. Acredito que o Reiki pode ter, e tem, um grande impacto na sociedade, sobretudo nas comunidades mais necessitadas. Se o quinto Princípio nos apela à bondade, então devemos estar predispostos a servir. Felizmente esta visão tem sido cumprida em diversos núcleos da APR.
Encaras, então, o Reiki como a ferramenta mais adequada para provocar mudanças positivas na sociedade e levá-la à sua concretização em pleno. É assim que encaras esta terapia complementar e filosofia de vida?
Não digo que seja a mais adequada, pois isso depende de pessoa para pessoa. Mas é sem dúvida uma ferramenta de mudança positiva se o praticante ou o recetor o quiserem. Esse é outro dos pontos incríveis do Reiki – é passivo. A pessoa é a geradora da mudança, o Reiki fluirá unicamente se ela quiser. Os Princípios serão transformadores unicamente se ela o permitir.
Se pudesses escolher apenas um poema do Imperador Meiji, qual seria e porquê?
Sem dúvida, o poema 13, pois lembra-me constantemente a independência que devemos ter e respeitar, bem como a abertura necessária para o nosso crescimento.
Poema 13 – O Espírito
Seja o que for que aconteça
Em qualquer situação
É meu desejo
Que o meu espírito se mantenha
Sem fronteiras
Com este teu livro, e para terminarmos, que mensagem gostarias de deixar aos praticantes de Reiki que de alguma forma possam contactar com “Reiki – Elevação da Consciência”?
Entreguem-se à prática de coração. Sintam e vejam o Reiki como uma forma de melhor se conhecerem e transformarem. É esta a elevação da consciência: prática e mudança. Não se sobrecarreguem nem culpabilizem, pois tudo leva o seu tempo. Reiki deve ser praticado com alegria, só assim chegamos aos mais fantásticos momentos no caminho para a felicidade.
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joaomJoão Magalhães é designer, mestre e terapeuta de Reiki. Encontrou na prática desta terapia complementar e filosofia de vida a resposta a muitas das suas questões e é no Mestre Mikao Usui e nos Cinco Princípios do Reiki que busca inspiração. Em 2008 fundou a Associação Portuguesa de Reiki, de que é presidente, e em 2012 co-fundou o CENIF – Centro Português de Investigação e Formação em Terapias Complementares, onde dá formação. A elevação da consciência surge como um processo natural que iniciou em 1991. A cultura oriental, bem como vários outros saberes e práticas, permitiram-lhe construir a sua abordagem num caminho simples que é comum a todos os que procuram o crescimento interior, mas é no Reiki que encontra a ferramenta que considera indispensável para todo o processo. “Reiki é a arte secreta de convidar a felicidade”, a frase de Mikao Usui, guia-o neste caminho
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«Reiki – Elevação da Consciência»
O livro «Reiki – Elevação da Consciência» foi apresentado no dia 29 de março em Guimarães e a 4 de abril em Lisboa e em breve estará disponível em todas as livrarias do país. Entretanto, poderá ser encomendado através dos seguintes contactos:
Edições Mahatma
Telm: 967319952
edicoesmahatma@mail.com
www.edicoes-mahatma.com

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Núcleo de Tavira apresenta projetos para divulgar Reiki

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O Núcleo de Tavira é de criação recente e está cheio de iniciativas para promover a divulgação da terapia complementar e filosofia de vida Reiki. É composto por quatro coordenadores – Angélica Teixeira, Tiago Manhola, Helena Manhola e Francisco Martins – cada qual a imprimir a sua marca distintiva à equipa. Aqui fica a entrevista que nos concederam:
 
APR – Assumir a coordenação de um núcleo é um grande desafio. O que os motivou a dar este importante passo?

Angélica – A minha vida é preenchida por desafios. Os desafios ajudam-nos a crescer, a evoluir, a fazer crescer e evoluir quem nos rodeia. Com o apoio dos outros três irmãos (coordenadores) e com a APR, este é um desafio para o verdadeiro caminho da felicidade, com toda a certeza vinda do meu interior.
Tiago – Penso que quando se reúnem determinadas pessoas com o mesmo objetivo em vista, não há que ter receio dos desafios, por mais impossíveis que eles pareçam. Somos todos reikianos. Os meus colegas de coordenação são pessoas que já deram provas da sua capacidade de trabalho e de desafiar aquilo que normalmente se designa por tarefas “impossíveis” e o Reiki deve ser divulgado, praticado diariamente e colocado nas mãos de todos os que queiram beneficiar desta maravilhosa filosofia de vida. Por tudo isto decidi aceitar o desafio.
Helena – O que me motivou foi o trabalho de união para um bem maior neste mundo. Isto é muito mais que um desafio, é uma oportunidade de evolução, de partilha, de dar a conhecer esta energia de amor incondicional tão especial. E com estes colegas de coordenação é uma bênção fazer parte deste núcleo.
Francisco: O maior desafio é sentir que todos podemos pensar diferente e estar na vida de forma diferente. Mais conscientes de que o nosso processo de cura, seja de que natureza for, começa em nós.
APR- Que mensagem gostariam de deixar aos leitores do Reiki em Portugal?

Angélica – Com o Núcleo pretendo transformar o Reiki numa epidemia, com o verdadeiro sentir e vivenciar do que é o Reiki, ver cada ser desde o mais pequenino ao mais idoso, desde o racional ao irracional, encontrar o seu caminho de felicidade.
Tiago – O Reiki é um caminho que nos pode levar à felicidade. Basta que tenhamos a coragem de permitir que ele entre pela porta da frente da nossa vida. Não se trata de um sistema de crenças, que nos é imposto, muito menos uma religião. Ele é uma oportunidade para que possamos encarar a nossa vida de modo mais abrangente, onde o outro e o eu não são separáveis. O Reiki não é fundamentalista, não advoga que só por ele se pode ter felicidade. O que ele tem de muito mágico é que tudo depende de nós, do nosso empenho, da nossa dedicação, da nossa tolerância, do nosso trabalho interior, da nossa permissão… só assim se conseguirá colocar o Reiki ao serviço do nosso dia a dia. E é isto e muito mais que nós enquanto Núcleo tencionamos fazer em Tavira.
Atividades do Núcleo de Tavira previstas para dezembro:
Auto Reiki – dia 8 das 10h-12h (a defenir espaço no exterior)
Hora do Reiki – dias 6 /13 /20 e 27 das 15 às 17h em Cocoon
Partilhas e Momentos de Reiki – dias 3 e 17 às 21h em Cocoon
Clube de Reiki na Escola D. Paio Peres Correia
 
Contactos do Núcleo de Tavira
Morada: Cocoon – Instituto Holístico
Rua Montalvão loja 6
8800-420 Tavira
Telem.: 913374793/925080183/281098054
E-mail: cocoon@live.com.pt
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Ana Margarida Ramalho em entrevista sobre Reiki nas escolas

Ana Margarida Rodrigues Ramalho é voluntária no Núcleo de Santa Maria da Feira e professora na Escola Bento Carqueja/Agrupamento de Escolas Soares de Basto, Oliveira de Azeméis. No número especial da revista “Zen Energy” dedicada ao Reiki, publicado em setembro, fala sobre o projeto de Reiki nas escolas levado a cabo pelo Núcleo desde outubro do ano passado. Podem ler a entrevista aqui:
entrevista_revista_zen_Page_1
 
entrevista_revista_zen_Page_2
 
A entrevista está também disponível em pdf aqui:
artigo revista
 
Contactos do Núcleo de Santa Maria da Feira:
Coordeandora: Cátia Duque
Email: reiki.em.movimento@gmail.com
Site: http://reikiemmovimento.blogspot.com
Facebook: http://www.facebook.com/NucleodeSantaMariadaFeiraAPR
Morada: Vício das Letras — Livraria e Actividades Culturais Lda.
 

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A ampulheta e o tempo um romance com Reiki

A ampulheta e o tempo é um livro inspirador da autora Elisagabriel cujo tema é a depressão e bipolaridade. Neste livro revela alguns pormenores onde o Reiki pode ter influência. Entrevistamos a autora e partilhamos convosco um pouco deste tema e do livro, que vale a pena ler.
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O que te motivou a escrever este livro?

Em 1º lugar adoro ler desde que me conheço; depois já tinha escrito alguns artigos em papel; um deles até foi escrito para ser incluído numa revista sobre um tema previamente determinado.
Depois comecei a apaixonar-me pelo tema depressão e bipolaridade e quero com o livro sensibilizar a sociedade sobre um tema recorrente, mas ainda cheio de tabus porque discrimina.
Tudo começou por 1 blogue: uma fisioterapeuta usando métodos convencionais e não convencionais, curou-me um pé, e depois de me conhecer melhor, desafiou-me a escrever um blogue.
E assim foi, no final do ano de 2012 criei o meu blogue e cada dia escrevia coisas novas e também antigas (que já havia escrito).
De repente, em muito pouco tempo, reparei que tinha uma boa cotação/ nota de blogue e então senti que ia enviar isso para editoras. Só contactei 2: nem uma semana foi necessária para a Chiado Editora me enviar uma proposta de contrato. E aí: pegar ou largar? O meu marido e eu não tivemos dúvidas: ir em frente!

De que forma o Reiki trouxe mudança na tua vida?

O Reiki foi como uma PNL que se insinuou aos poucos, até os 5 princípios do reiki estarem profundamente enraízados em mim.
Ainda levou o seu tempo, até porque tive uma fase anti-Reiki, fase em que virei as costas ao Reiki, questionei muitas coisas que aprendi, como do género ter de me proteger.Tinha uma vida normal, não me protegia e de repente meteram-me na cabeça que tinha de me proteger com símbolos e mantras, caso contrário poderia apanhar energias negativas ou então não ir mais a centros comerciais, distanciar-se das pessoas negativas e não concordei com muitas destas coisas e pus tudo em questão. Estive de costas viradas para o Reiki um tempo considerável.
Depois nem o meu marido nem os meus pais aceitavam falar de Reiki/ ou que eu participasse em eventos/ ou conhecer colegas do Reiki: achavam que era uma “Seita perigosa”, ainda é assim.
Também com o Reiki, passei a ser uma pessoa menos revoltada (aceito tudo de mau e de bom que foi acontecendo na minha vida: costumo dizer que não me arrependo de nada do que fiz).
E com o princípio da gratidão (só por hoje sou grata) comecei a curar a revolta. Não quero com isto dizer que não restam feridas para curar. Afinal, sou uma simples humana e mortal!

Achas que esta prática também auxiliou no aumento da auto-estima?

Sim, porque comecei a pensar de forma diferente; comecei a pôr em prática a lei da atracção; comecei a sair da minha concha.
Sei que às vezes, temos de nos aborrecermos e zangarmo-nos para nos afirmarmos enqua-ampulheta-e-o-tempo-2anto seres humanos e sermos respeitados.
Os 5 princípios ao serem interiorizados ajudam o ser humano a tornar-se mais forte, menos complicado, menos queixoso, relativiza mais as coisas, é mais tolerante e compreensivo. Bom de qualquer forma, isto não é tarefa fácil.
Mas sim tornando-nos pessoas mais fortes, aumenta também a auto- estima ou trabalha-a pelo menos.
Tens alguma parte do livro que queiras partilhar com quem é praticante de Reiki?
Há alguns capítulos do livro, quase todos que são uma mensagem e podem ser lidos separadamente.
Se calhar recomendaria, os capítulos que ensinam a usar a Lei da Atracção.

Que recomendação dás a quem passa por um processo semelhante ao teu?

Primeiro eu senti uma atracção pelo Reiki e lutei por ele, mas acho que em geral sentimos um vazio, procuramos uma resposta e o Reiki poderá ser um caminho a percorrer para dar mais sentido à vida.
Quanto ao meu livro, eu sou Elisagabriel (a escritora) e depois temos Sofia a personagem principal do livro. Atenção eu não sou Sofia. Poderei ter passado por algumas coisas semelhantes, mas estamos a falar de um romance contemporâneo (mais seria difícil!). Por norma, os livros tem sempre muito de autobiográfico. Este tem, sim.
A minha recomendação é recomendar humildemente  a leitura da história do meu livro e reflectir e aprender estratégias de combate aos estados depressivos e de aumento da auto-estima, cujo fim pretendido será a auto-realização.