Categoria: Porto

  • RUBRICA MENSAL ONLINE do Núcleo do Porto APR

    RUBRICA MENSAL ONLINE do Núcleo do Porto APR

    Reiki e Musicoterapia
    Melodia Perfeita

    “A música é o coração da Vida.
    Através dela fala o amor .
    Sem ela não há bem possível e com ela tudo é harmonioso”.
    Franz Liszt – Pianista e Compositor austríaco de origem húngara, 1811-1886.

    A cada glândula (chakra ) sua nota musical
    1 – Dó – Supra Renais (Chakra Raíz)
    2 – Ré – Gónadas(Chakra Sexual)
    3 – Mi – Pancreática (Chakra Plexo Solar)
    4 – Fá – Timo (Chakra Cardíaco)
    5 – Só – Tiróide (Chakra Laríngeo)
    6 – Lá – Hipófise ( Chakra Frontal
    7 – SI – Pineal (Coronário)

    https://youtu.be/0eA7pTchC8s

    youtu.be
    Música para relaxar com vídeo HD de cachoeira com lago e floresta, para acalmar a mente e meditar, suave música para estudar e trabalhar. Música relaxante: h…

    https://youtu.be/v1QY8aAWYc4

    youtu.be
    2 HOURS of Relaxing Chinese Flute and Piano Music. Relaxing Slow Music for Zen Meditation, Sleep, and Healing. Close your eyes and embark on a journey to the…

    https://youtu.be/Dikmh99OSas

  • CANTINHO DE LEITURA DO NÚCLEO DO PORTO

    CANTINHO DE LEITURA DO NÚCLEO DO PORTO

    Rubrica mensal online
    Cultivamos o gosto pela escrita e pela leitura
    <3
    Só Por Hoje

    Sou Calmo
    Confio
    Sou Grata
    Trabalho Honestamente
    Sou Bondoso

    Se podes conservar o teu bom senso e a calma,
    Num mundo a delirar, p’ra quem o louco és tu;
    Se podes crêr em ti, com toda a força d’alma,
    Quando ninguém te crê; se vais, faminto e nu,
    Trilhando sem revolta um rumo solitário;
    Se à torva intolerância, à negra incompreensão
    Tu podes responder, subindo o teu Calvário,
    Com Lágrimas d’amor e bênçãos de perdão;
    Se podes dizer bem de quem te calunia;
    Se dás ternura em troca aos que te dão rancor,

    Mas sem a resignação dum santo que oficia,
    Nem pretensões de sábio a dar lições de amor;
    Se podes esperar sem fatigar a esp’rança;
    Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho;
    Fazer do Pensamento um Arco de Aliança,
    Entre o clarão do inferno e a luz do céu risonho;

    Se podes encarar, com indiferença igual,
    O Triunfo e a Derrota – eternos impostores;
    Se podes ver o Bem oculto em todo o mal
    E RESIGNAR, SORRINDO, O AMOR DOS TEUS AMORES;
    Se podes resistir à raiva ou à vergonha
    De ver envenenar as frases que disseste
    E que um velhaco emprega, eivadas de peçonha,
    Com falsas intenções que tu jamais lhe deste;
    Se és pessoa p’ra arriscar todos os teus haveres
    Num lance corajoso, alheio ao resultado
    E, calanda em ti mesmo a mágoa de perderes
    Voltas a palmilhar todo o caminho andando;
    Se podes ver por terra as obras que fizeste,
    Vaiadas por malsins, desorientando o povo,
    E sem dizer palavra e sem um termo agreste
    Voltares ao princípio, a construir de novo:

    Se quem conta contigo encontra mais que conta:
    Se podes empregar os sessenta segundos
    Dum minuto que passa, em obra de tal monta
    Que o minuto se espraie em séculos fecundos:
    Se vivendo entre o povo és virtuosa e nobre
    Ou, vivendo entre os reis, conservas a humildade;
    Se amigo ou inimigo, o poderoso e o pobre
    São iguais a ti, à Luz de Eternidade:

    Então, Ó Ser Sublime, o mundo inteiro é teu!
    Já dominaste os Reis, os tempos e os espaços;
    Mas inda para além, um novo sol rompeu
    Abrindo um infinito ao rumo dos teus passos;
    Pairando numa esfera acima deste plano
    Sem recear jamais os erros teus sequer,
    Quando já nada houver em ti que seja humano,
    ALEGRA-TE, MINHA QUERIDA, ENTÃO SERÁS UMA MULHER.

    Rudyard Kipling

  • Musicoterapia Rubrica Mensal online – Núcleo do Porto

    Musicoterapia Rubrica Mensal online – Núcleo do Porto

    Musicoterapia Rubrica Mensal online
    Reiki é… Perfeita Melodia
    Cada Chakra sua nota musical
    <3
    Só Por Hoje
    Sou Calmo
    Confio
    Sou Grato
    Trabalho Honestamente
    Sou Bondoso
    https://youtu.be/Fq46lZGYM60
    https://youtu.be/vzU6rH-TXmI
    https://youtu.be/YFD2PPAqNbw
    https://youtu.be/CYmDxBBnDg8
    https://youtu.be/nsrXmbEAr5s
  • Reiki e Xadrez – Arte e Ciência de mãos dadas – Nova atividade do Núcleo do Porto

    Reiki e Xadrez – Arte e Ciência de mãos dadas – Nova atividade do Núcleo do Porto

    Reiki e Xadrez
    Arte e Ciência de mãos dadas
    Nova atividade do Núcleo
    XADREZ… Iniciação

    A Importância Do Xadrez No Processo Ensino-Aprendizagem

    O xadrez é um jogo de estímulos e respostas para problemas, desenvolvendo assim a capacidade cognitiva do jogador. Pedagogicamente, o xadrez faz parte do currículo escolar básico de dezenas de países. Vários projetos oficiais apontam melhoras significativas sobre alguns aspetos, tais como: memória, imaginação, concentração e inteligência. Mais recentemente, na “Venezuela, o Ministério da Educação apresentou conclusões significativas sobre o chamado Projeto Xadrez: o estudo sistemático do xadrez não somente estimula a inteligência, como os avanços alcançados no campo intelectual tendem a manter-se no tempo”.

    Como podemos ver o xadrez é uma grande ferramenta no aprendizado e não poderia ficar alheio à observação do Grande Mestre Internacional GARRY KASPAROV que em uma entrevista cedida à revista Veja comenta que “o xadrez ajuda a melhorar a atenção, a disciplina, o pensamento lógico e a imaginação. Não é por acaso que, nas 13.000 escolas americanas onde se ensina xadrez, as crianças têm melhores desempenhos em disciplinas como, matemática e redação. Elas também demonstram ter um senso de responsabilidade mais aguçado”. Na sequência, quando foi questionado sobre a relação entre xadrez e senso de responsabilidade, o ex-campeão mundial, respondeu: “está na moda dizer que tudo que acontece de ruim é responsabilidade de todo mundo. O jogo coloca as coisas no seu devido lugar: é você quem responde pelo movimento de suas peças, e mais ninguém. Como na vida, você é o único responsável pelos próprios atos”

    Mas não são somente as habilidades mentais que melhoram com o desenvolvimento do jogo, outras habilidades, como: perseverança, capacidade de estudo, autoconhecimento, organização pessoal, motivação e ambição, dentre outros. Todo esse processo faz parte da “construção do indivíduo” e, como jogo, o xadrez pode ser uma forte ferramenta para facilitar esse caminho.

    O pedagogo suíço Charles Partos relata que o xadrez desenvolve:
    1- A Atenção e a concentração;

    2- O julgamento e o planeamento;

    3- A imaginação e a antecipação;

    4- A memória;

    5- A vontade de vencer, a paciência e o autocontrole;

    6- O espírito de decisão e a coragem;

    7- A lógica matemática, o raciocínio analítico e sintético;

    8- A criatividade;

    9- A inteligência;

    10- A organização metódica do estudo e do interesse pelas línguas estrangeiras

    O xadrez é um jogo de desenvolvimento mental e psicológico que auxilia na formação cognitiva e do caráter do indivíduo. Mesmo tendo sido comprovada por vários projetos, a eficácia na aprendizagem, a prática do desporto ainda é muito pouco divulgada o que dificulta na assimilação dessa ferramenta para crianças, que acabam tendo uma visão distorcida do jogo e no desinteresse em aprendê-lo.

    “O Xadrez é algo mais do que um jogo; é uma diversão intelectual que
    tem um pouco de Arte e muito de Ciência. É, além disso, um meio de
    aproximação social e intelectual.” (GM J. R.Capablanca, ex-campeão
    Mundial).

  • Reiki e Medicina – Núcleo do Porto

    Reiki e Medicina – Núcleo do Porto


    Érica Cavalcanti

    uma das nossas coordenadoras

    Reiki, uma ferramenta que ajuda a ultrapassar o tratamento do cancro.

    Medo, dor, estresse, fadiga, ansiedade e depressão.
    Sim, são estes sentimentos reais e humanos que podem dificultar ainda mais o tratamento da doença.

    O Reiki tem se tornado uma ferramenta muito útil no aumento da qualidade de vida dos pacientes, promovendo um alívio do peso associado ao percurso seguido pelos doentes submetidos ao tratamento do cancro.

    A proposta do Reiki não é promover um milagre instantâneo ou atribuir a terapia o poder de cura, o Reiki vem na forma de amor incondicional que é o próprio Reiki, unindo duas pessoas, o terapeuta e o paciente, com o mesmo propósito que é buscar o maior sentido da vida, o amor em se estar vivo, a graça
    e o presente de se viver.

    O Reiki trás o equilíbrio ao corpo, resgatando da alma sua força vital, a força infinita da vida que nos faz acreditar no Todo e em Nós mesmo.
    Essa força vital fundamental, que nos faz encarar o medo de frente, entendendo seu real perigo, porém sem exageros, com olhos na realidade de que tudo é possível.

    Uma vez eu li que o Medo e a Fé, são exatamente a mesma coisa, os dois são acreditar em algo que não existe e somos nós que escolhemos a quem vamos dar forças para atuar em nossas mentes.

    Cientistas já confirmaram, o que bem em nosso íntimo já sabíamos há muito, que a fé e a meditação são capazes de alterar o funcionamento da atividade cerebral, melhorando o bem estar dos seus praticantes, mas o que parecer ser difícil é como praticar meditação com toda essa pré-ocupação do cotidiano?

    O Reiki pode ser uma das respostas, artigos científicos comprovam que a prática de Reiki reduz uma hormona associado ao estresse chamado Cortisol
    .A quantidade de Cortisol elevada no sangue indica um estado de alerta, ansiedade, medo, sendo considerado a hormona da fuga, uma resposta instintiva do corpo ativada quando estamos em situação de emergência.
    Essa resposta de emergência faz aumentar a pressão arterial e o nível de açúcar no sangue que é o
    combustível utilizado pelos músculos no caso de fuga.
    Quando o nível de Cortisol se mantém elevado permanecemos em um estado constante de medo e ansiedade, transformando nosso organismo em uma máquina que trabalha o tempo todo no seu limite, levando a uma desorganização e caos no funcionamento ideal do corpo.
    O Reiki trás essa pausa, acalma, tranquiliza, dá o momento de descanso para podermos continuar o caminho.

    Pacientes que recebem Reiki durante seu tratamento contra o cancro, relatam seu maior equilíbrio em lidar com seus próprios sentimentos, aumentando seu bem estar, os principais benefícios após uma sessão de Reiki é a redução da ansiedade, da dor e da fadiga. Como resultado aumenta seu estado de tranquilidade que em grande parte se reflete na qualidade do sono, tão importante para que o corpo trabalhe para restabelecer a saúde.

    De uma Forma muito particular para mim, o Reiki reduz o medo do tratamento e de todo o processo envolvido como hospital, efeitos colaterais entre outros, fazendo com que o medo de lugar a Fé.
    A Fé na vida, sendo esse o primeiro passo para o equilíbrio do corpo e da alma, o que dá aquela sensação de respirar fundo, levantar a cabeça e acreditar que somos capazes de vencer mais uma batalha.

    Assim é o Reiki, a energia que faz movimentar a Fé que temos na vida.

  • Cantinho de Leitura do Núcleo do Porto – Rubrica mensal online

    Cantinho de Leitura do Núcleo do Porto – Rubrica mensal online

    Cultivamos o gosto pela escrita e pela leitura.
    <3
    Saborear os Princípios da Filosofia Reiki com a Família

    Só Por Hoje

    Sou Calmo
    Confio
    Sou Grato
    Trabalho Honestamente
    Sou Bondoso

    Quero continuar a ser filha dos meus pais
    Laurinda Alves

    Os filhos que cuidam dos pais por amor são verdadeiros salva-vidas. Salvam da solidão, da exclusão, do abandono, do esquecimento, da indigência moral e emocional em que vivem muitos velhos.

    A partir dos quarenta e muitos, cinquenta e poucos, todos começamos a sentir que os papéis se invertem nas famílias e caímos na conta de que mais ano, menos ano, seremos convocados a cuidar dos nossos pais. Confrontados com doenças crónicas, ou chamados de emergência depois de acidentes cardiovasculares cerebrais, quedas e até atropelamentos provocados por distração, falta de audição ou visão, damos connosco atordoados e aflitos, sem saber o que pensar. Pior, sem sabermos o que fazer. Como agir, a quem recorrer, como ajudar?

    O ‘como’ é a grande questão que atravessa as nossas vidas. Saber como, é, porventura, mais importante do que saber o quê e porquê. Muitas vezes nem chegamos a perceber os ‘porquês’ do que nos acontece, mas nunca poderemos evitar os ‘como’. O problema é que a vulnerabilidade dos nossos pais – mesmo quando eles não se queixam ou tentam disfarçar! – consome-nos, para-nos e obriga-nos a repensar muita coisa. E a aprofundar este grande ‘como’, para percebermos como havemos de fazer para os ajudar a viver essa etapa de novas dependências, como podemos ficar mais próximos ou estarmos mais presentes sem termos que renunciar à nossa vida pessoal, profissional e conjugal.
    Ver envelhecer os pais não é um processo fácil e embora seja natural, traz muita ambivalência ao coração. Ficamos tristes por eles e com eles, mas ao mesmo tempo temos medo que as suas dores, as suas debilidades e a sua perda de capacidades se eternizem. Sofremos porque nos sentimos muitas vezes impotentes perante o seu sofrimento e a sua fragilidade crescente, mas também porque o envelhecimento dos pais nos remete fatalmente para o nosso próprio envelhecimento, que é assim uma espécie de tabu individual. Uma filha não gosta de ver a imagem da degradação física da sua mãe porque mesmo sem querer pensa no seu próprio corpo dali a 20 ou 30 anos. Um filho resiste muitas vezes a cuidar do seu próprio pai, ou chega a afastar-se dele na velhice, pelas mesmas razões. Porque lhe custa lidar com a imagem avelhentada de um pai que deixa de ser forte e protetor, que de alguma forma deixa de ser o seu pai-herói.

    A realidade dos filhos que começam a ter que ser pais dos seus pais é tremenda e por vezes impõe-se de forma brutal. Pode chegar através de pequenos sinais como as lendárias perdas de memória ou as clássicas quedas em casa e tropeços na rua, mas também pode anunciar-se através de doenças graves que implicam tratamentos delicados ou cuidados continuados que envolvem questões sobre as quais nunca apetece falar (estou a pensar na temível incontinência, por exemplo, mas também na perda de autonomia para fazer a higiene própria ou na incapacidade de tratar da alimentação 4 vezes por dia, todos os dias, e ainda nas noites passadas em branco) e que muitos filhos maiores já sabem porque já experimentaram. Daí o pavor de muitos homens e mulheres ainda entre os quarenta e os cinquenta. Temem que estas situações se agravem e eternizem obrigando-os a adiar ou até a pôr de lado a sua realização pessoal e profissional, abdicando de uma vida que legitimamente sonharam para si mesmos e não contemplava o pesadelo de uma mãe, uma sogra, um pai ou um sogro doentes, acamados ou a precisarem de ser lavados e alimentados todos os dias.

    À medida que o tempo passa e as doenças avançam percebemos que não existem pais perfeitos nem filhos ideais. Todos passamos pela experiência dos sentimentos contraditórios, pelas fases de maior nostalgia em que apetece ser apenas filho, voltar à infância (à ideia de uma infância protegida, seja ela real ou idealizada), recusar o envelhecimento, fingir que está tudo melhor do que realmente está, mas também por momentos de zanga, frustração, impaciência, raiva, confusão, alheamento e rejeição, que alternam inexplicavelmente com tempos de ternura, dedicação, amor e compaixão. Trazemos em nós tudo isto e muito mais. Dizem os especialistas que o caminho é aceitar esta mesma ambivalência tentando focar mais no amor e menos na culpa. Percebo os especialistas, pois nada é mais erosivo na relação entre pais e filhos do que os sentimentos de culpa mútuos. São erosivos e empobrecedores, aliás. Não levam a lado nenhum e fazem-nos esbarrar constantemente em muros de silêncio que rapidamente se tornam intransponíveis e nos afastam irremediavelmente uns dos outros. Os pais, porque se sentem culpados de estarem dependentes e darem tanto trabalho; os filhos por não estarem a ser capazes de cuidar, de acompanhar e mimar os pais como deviam e gostariam.

    No meio de tanta vulnerabilidade e dependência também há boas notícias. As relações familiares muitas vezes fortalecem-se na adversidade. É um mistério que assim seja, mas acontece. Irmãos desavindos ou pouco próximos no dia-a-dia são capazes de largar tudo para socorrer outro irmão a braços com a realidade de um cancro terminal, uma situação de demência ou um cúmulo de debilidades dos pais. Já vi isso acontecer muitas vezes nos anos em que fiz voluntariado de cabeceira. Mas também já vivi isso com as doenças dos meus próprios pais. Somos quatro filhos vivos e temos vidas muito diferentes e muito exigentes, mas sempre que o pai ou a mãe precisam vamos a correr. Fomos e somos mais capazes de viver bem as situações más, do que de prestar atenção às fases fáceis e boas. Nessas alturas andamos todos mais absorvidos com as coisas de cada um, com as exigências da vida pessoal, profissional e familiar de cada um. Até podemos parecer distantes, mas perante a notícia de um tumor cerebral ou de uma hospitalização de emergência, criamos tacitamente turnos em que nos revezamos para tudo. Sejam banhos ou compras de supermercado, idas aos médicos e tratamentos, ou permanência à cabeceira. Nisto somos iguais a todos os irmãos e irmãs a quem já aconteceu terem um pai ou uma mãe a precisar de cuidados 24h sobre 24h.

    A boa notícia é esta de nas fratrias poder haver uma lógica de entreajuda em que todos contribuem e se complementam. Entre irmãos os papéis são quase sempre diferentes e pode haver um mais púdico, outro mais capaz de dar banhos e tratar da higiene, outro que gosta de cozinhar e outro ainda que gosta de levar a passear. Há mil maneiras de exprimir os afetos pelos pais e a situação só se complica quando os filhos não se complementam, não se ajudam ou descartam o seu papel sobrecarregando um deles. Ou, claro, quando os filhos são únicos e se sentem mais impotentes.

    A outra boa notícia no meio das doenças e sintomas de envelhecimento que geram dependências é poder haver um tempo reparador em família. Parece difícil, posto desta forma, mas mais uma vez falo pelo que vi e vivi. Há uma dimensão reparadora na proximidade familiar quando os pais ficam vulneráveis. Seja porque pais e filhos sentem necessidade de se perdoarem mutuamente por razões ou questões antigas, seja porque existe a chamada ‘dívida de gratidão’ que atravessa o coração dos filhos perante quem lhes deu vida e quem cuidou deles na fragilidade extrema dos primeiros tempos de vida, na verdade o tempo da doença prolongada pode ser muito reparador. Pode restaurar relações e fortalecer laços. E também pode desfazê-los para sempre, claro, se tudo isto for vivido de forma negativa ou não houver possibilidade de cuidar.

    Os filhos que cuidam dos pais por amor são verdadeiros salva-vidas. Salvam da solidão, da exclusão, do abandono, do esquecimento, da indigência moral e emocional em que vivem muitos velhos. Podem sentir um enorme stress interior e a tal ambivalência de sentimentos, podem até ter pavores de que tudo vá de ‘mal em pior’, mas têm a possibilidade de se reconciliar em vida, de agradecer, de dar de volta aquilo que receberam, e até de aceitar a fragilidade, a dependência e a sua morte. Podem ser obrigados a viver tudo isto no auge das suas próprias crises existenciais, no seu tempo de balanços de vida, de crises e ruturas, de luto definitivo por uma adolescência que já não volta, mas tudo isto vale a pena se quisermos ser para sempre filhos dos nossos pais e cumprir o nosso papel até ao fim. Mesmo que temporariamente pareça que somos pais deles.

    A minha experiência de cabeceira com estranhos, mas também de filha que tem os pais a morar em casa há anos, encerra e revela aquilo que Marie de Hennezel resumiu de forma maravilhosa : “Cuidar de um pai velho vai para além da relação filial. Um ser humano ao ajudar outro ser humano vulnerável aprende a ser melhor”.

  • Cantinho de Leitura do Núcleo do Porto da APR

    Cantinho de Leitura do Núcleo do Porto da APR

    Cultivamos o gosto pela escrita e pela leitura
     <3
    Parar…ler…sentir….

    Só Por Hoje
    Sou Calma
    Confio
    Sou Grata
    Trabalho Honestamente
    Sou Bondosa

    “Eu Sou a Rita”

    Quero dar-vos conta de como eu sinto e vivo com a paralisia cerebral. Lembrei-me de uma mãe que ao ler as minhas crónicas de facebook deixou um comentário de muita tristeza, porque lhe tinham dito, umas horas antes, que o filho tinha paralisia cerebral. Fiquei contente com o comentário que ela deixou. Disse-me que ficou menos triste e ainda bem, só por me ler. Dizem-me que sou positiva na maneira de ver e escrever o mundo em redor. É verdade que poucas vezes pensei em abordar este tema nos meus textos. Toca-me, vivo com ele e por isso ganhei vontade e é disso que vos falo, na minha maneira de ver as coisas.

    Confesso que sou alegre, o meu pai diz que sou bem resolvida, como que se houvesse resolução para um problema que vai viver comigo para sempre… Mas na verdade, eu encaro muito bem a paralisia cerebral, mas há coisas que me preocupam, porque agora estou na adolescência, já penso em rapazes, naquelas coisas normais de uma rapariga da minha idade. Mas sabem? Eu não sou daquelas pessoas que fica muito triste por ver as minhas amigas já a namoriscar e eu ainda sem ter nenhum rapaz que goste de mim, sim… porque sinceramente eu acho que ainda tenho muito tempo para essas coisas. Não vale a pena ficar triste nem pensar por antecipação naquilo que a vida nos vai fazendo e dando!

    Agora o que eu sei, é que a sociedade quando olha para uma pessoa com paralisia cerebral, pensa sempre assim: – “Ai coitadinha é tão lindinha, e nem vai casar nem ter filhos nem vai conseguir tirar a carta de condução…ai coitadinha “.

    Coitadinho é de quem pensa assim. Digam lá se não concordam comigo? Hoje penso à minha maneira, com boa disposição e pensamento muito positivo, que lá irei crescendo na diferença. Sem ser vaidosa, até acho que vejo as coisas de forma menos fútil do que muitos jovens da minha idade.

    Também acho que por mais que se criem dias de sensibilização, a sociedade ainda está muito aquém daquilo que podia ser a aceitação da diferença e daquela palavra bonita de dizer e pouco usada… a solidariedade. Não acham que é assim como digo e que tenho razão?

    Por mim, encaro a vida com felicidade e alegria. Mesmo, mesmo, não é só textinho bonito para estar aqui a fazer palavras cruzadas… Acho que não é preciso andarmos aí a chorar pelos cantos, porque senão, é pior para se ultrapassarem os obstáculos que vamos tendo ao longo do caminho da vida!.

    A minha vida ainda é curta, mas digo-lhes que tenho memória de coisas por que já passei, aquilo que nem mesmo os adultos passaram. Dores, terapias que me revoltavam pela maneira como me doíam e eram feitas. Ouvir médicos a dizer coisas aos meus pais, pensando que eu não entendia tudo da maneira como eles diziam. Os meus pais depois, mesmo em pequenina, explicavam-me e fazíamos uma grande risota, da forma como eles falavam. Acho que isso também me ajudou a ficar assim como sou, com uma carapaça sorridente. Claro…os meus pais sempre muito amigos e preocupados. Sabe Deus como eles sofreram! A minha mãe muito presente, a correr comigo para todo o lado, onde achavam ou lhes contavam que poderia ter melhoras. O meu pai sempre positivo e a fazer-me rir, como um exemplo para lidar com a indiferença. Sempre a darem-me força para eu ser ainda mais forte, os meus irmão, resmungões mas atento. Foi por isso que consegui chegar aqui com esta determinação e boa disposição. Acho que agora já não vou perder essas duas palavras na minha forma de ser. Determinação e boa disposição.

    Eu sei que ainda sou nova para vos falar dos obstáculos que a vida nos vai colocando ao longo do caminho, mas olhem que, como vos digo, eu também já vou tendo alguma percepção desses obstáculos, porque os meus pais sempre me põem a conviver com alguns jovens também diferentes, por exemplo a Liliana, a Lili tem PC e já tem alguma experiência da vida e dessas dificuldades de que vos falo, mas mesmo assim ela encara a vida a sorrir, e tem sempre em mente a palavra “Vontade!” A Sara, de quem também já vos falei e conheci através dos meus textos, foi também para mim uma inspiração amiga. Ambas são já adultas e sofreram como eu de paralisia cerebral, ao nascer. Somos tantos, que muitas vezes nem reparam em nós! A Rita Cuca, a Fernanda, sei lá quantos mais!

    Como já vos disse, quando for grande, acho que quero ser jornalista, mas para isso ainda tenho de me esforçar muito e estudar muito mais. Quando se é diferente, não basta ser bom, tem que se ser muito bom, para marcar a tal diferença. Aqui posso usar com total propriedade aquela frase: sem esforço nada se consegue! Lá está!. Sempre a palavra diferença em tudo. Eu acho que a família nesta questão de lutar, é importante porque nunca nos deixa ir abaixo. Mesmo baixinho e ao ouvido, eles estão sempre, sempre a repetir as palavras, “Querer e Determinação.” Para mim isso tem um papel importante. Não acham?. Eu não vos vou mentir, não pensem que às vezes também não passo por momentos mais difíceis e tristes, porque é verdade que passo, não sou diferente das outras pessoas… Mas essa tristeza passa logo para a boa disposição, começo por disfarçar e depois esqueço-me que estava triste.

    Já percebi há algum tempo, quando comecei a pensar nisto tudo, que a família ao longo da minha vida, terá sempre um papel importante. São eles que nunca me vão deixar de lembrar que tenho que sorrir, pela sorte que tenho em ser como sou!

    Gosto de frases e pensamentos e li uma de um senhor chamado J.R Tolkien (fui pesquisar e apenas sei que ele foi um escritor e poeta inglês, muito conhecido por ser o autor do “Hobbit”, e “Senhor dos Anéis”), que disse:

    “Onde não falta vontade existe sempre um caminho”.

    É esse caminho que faço apoiada na vontade de querer e no olhar atento ao mundo cruel que me rodeia, para onde eu sorrio. Afinal a diferença e a Paralisia Cerebral são apenas uma forma de viver. E quem disse que a paralisia é que me impõem limites a mim? Fiquem já a saber que eu é lhos imponho a ela! Faço questão que ela perceba sempre quem manda!

    Além disso, eu não sou a paralisia cerebral…eu sou a Rita!

    https://aosolhosdarita.wordpress.com/…/eu-e-a-paralisia-ce…/

  • Palestra “Saber Estar, Saber Fazer.”

    Palestra “Saber Estar, Saber Fazer.”

    Foi com muita honra que o Nucleo de Penafiel e Vale do Sousa Recebeu a Coordenadora do Nucleo do Porto, Voluntária e Mestre de Reiki, Voluntária do SAER,  FILÓ PESSANHA , com o objetivo de partilhar o Saber Estar e Saber Fazer com o Doente. Foi muito enriquecedor :)))))))

    dscn2018 dscn2020