Celebrar 13 anos do Prémio Hayashi de Investigação Reiki
A 30 de junho de 2012, a Associação Portuguesa de Reiki entregou o primeiro Prémio Hayashi de Investigação Reiki, a Mónica Policarpo, pelo seu trabalho de “Integração das Medicinas Alternativas e Complementares no Plano Nacional de Saúde”, uma tese de mestrado do ISCTE, em Portugal.
Esta celebração, fez-me recordar um encontro muito querido há cerca 15 anos. A 17 de abril de 2010, a Associação Portuguesa de Reiki criou o 1º Simpósio Luso-Brasileiro de Reiki, que contou com a participação da Profª Antonia Maura Alves Ferreira e do Prof. Ricardo Monezi. Este último apresentou o seu trabalho Efeitos da Avaliação da Impostação de mãos sobre os sistemas hematológico e imunológico de camundongos machos.
Celebrar os estudos académicos e o Prémio Hayashi de Investigação Reiki
Hoje, 30 de junho de 2025, celebramos não só este reconhecimento dado aos estudos académicos de investigação sobre os benefícios de Reiki, mas celebramos mais ainda aqueles que têm vindo a dispor do seu tempo e coragem para os realizar. Partilhamos então um resumo destes dois trabalhos:
- Avaliação dos efeitos da imposição de mãos em sistemas hematológicos e imunológicos de camundongos machos – Ricardo Monezi
- Integração das Medicinas Alternativas e Complementares no Plano Nacional de Saúde – Mónica Policarpo
Avaliação dos efeitos da imposição de mãos em sistemas hematológicos e imunológicos de camundongos machos
Ricardo Monezi apresentou a dissertação de mestrado, defendida em 2003 na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, focada na avaliação dos efeitos da imposição de mãos em sistemas hematológicos e imunológicos de camundongos machos. A pesquisa investigou se essa prática, sem contato físico direto, induz alterações fisiológicas, como a contagem de monócitos e plaquetas, e a atividade citotóxica de células Natural Killer (NK) e Lymphokine Activated Killer (LAK). Os resultados sugerem uma alteração fisiológica significativa nos animais tratados, diferindo dos grupos controle e controle-luva, o que indica que os efeitos observados não são atribuíveis ao efeito placebo. A dissertação também contextualiza a imposição de mãos como uma terapia complementar e revisa a literatura sobre psiconeuroimunoendocrinologia e a relação entre campos bioeletromagnéticos e saúde.
A impostação (colocação) de mãos, uma prática de terapias complementares, demonstrou influenciar os sistemas hematológico e imunológico em estudos com camundongos machos, conforme uma pesquisa de 2003 da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. No sistema hematológico, observou-se uma diminuição significativa do número de plaquetas nos animais submetidos à impostação, o que pode estar relacionado a níveis reduzidos de hormonas sexuais como estrogénio e testosterona, conhecidas por estimular a produção de plaquetas. Adicionalmente, verificou-se uma elevação do número de monócitos na leucometria específica, possivelmente correlacionada com a Interleucina-6 (IL-6), uma citocina que regula a proliferação de células mielomonocíticas e percursoras hematopoiéticas, e cujos níveis podem ser influenciados pelo estrogénio.
No sistema imunológico, a impostação de mãos levou a uma elevação da atividade citotóxica de células Natural Killer (NK) e de células Lymphokine Activated Killer (LAK). As células NK são linfócitos cruciais na defesa inata contra células tumorais e infetadas por vírus, enquanto as células LAK são linfócitos que, quando ativados, mostram alta citotoxicidade contra diversas células cancerosas. A pesquisa sugere que esta elevação na citotoxicidade pode estar ligada aos níveis de estrogénio, que podem modular a atividade das células NK e LAK, bem como a produção de IL-2, uma citocina que promove a sua ativação. Os autores do estudo enfatizam que as alterações fisiológicas encontradas não sugerem um efeito placebo ou condicionamento, pois os grupos controlo e controlo-luva (placebo), sem contacto físico, não apresentaram as mesmas respostas, apontando para uma possível interação de “energias subtis” ou campos bioeletromagnéticos.
Integração das Medicinas Alternativas e Complementares no Plano Nacional de Saúde – o 1º trabalho homenageado do Prémio Hayashi de Investigação Reiki
Mónica Policarpo apresentou uma dissertação de mestrado que aborda a integração das Medicinas Alternativas e Complementares (MAC) no Plano Nacional de Saúde (PNS) em Portugal. Ela investigou as representações sociais dos estudantes de Enfermagem sobre as MAC, analisando como o ano de licenciatura e a idade influenciam o seu conhecimento e atitudes. O trabalho contextualiza o Serviço Nacional de Saúde português, define e classifica as MAC, e explora a viabilidade e os desafios de uma medicina integrativa, incluindo a regulamentação atual destas práticas no país. Através de uma investigação empírica com questionários, o estudo avalia a satisfação com o PNS e a recomendação de inclusão das MAC por parte dos futuros profissionais de saúde.
A formação em Enfermagem desempenha um papel significativo na moldagem do conhecimento dos futuros profissionais de saúde sobre as Medicinas Alternativas e Complementares (MAC). Os estudantes que progridem para o 4º ano da licenciatura demonstram um nível de conhecimento superior sobre as MAC em comparação com os alunos do 1º ano, especialmente em áreas como a Medicina Tradicional Chinesa, Homeopatia e terapias ligadas ao “Físico e Energético”, “Utilização do elemento líquido” e “Reequilíbrio estrutural e energético”. Este aumento de conhecimento é atribuído à socialização e aprendizagem que ocorrem ao longo do curso de Enfermagem.
Embora os alunos mais velhos (com mais de 21 anos) tendam a ter um maior conhecimento sobre a Medicina Ayurvédica e algumas terapias específicas, o ano de licenciatura (e o consequente avanço académico) revela-se mais determinante do que a idade isoladamente na aquisição de saberes e perceções sobre as MAC. Os estudantes também demonstram um forte interesse em incluir disciplinas de MAC no seu currículo e em obter formação adicional, sendo a Massagem a única terapia na qual muitos consideram a possibilidade de se tornarem profissionais.
Apesar de um reconhecimento geral de que as MAC “geram grandes dúvidas” e de uma incerteza sobre os seus efeitos secundários ou a sua definição clara, a grande maioria dos estudantes de Enfermagem, cerca de 85,33%, recomenda a integração das MAC no Plano Nacional de Saúde (PNS).
Esta recomendação é reforçada pela perceção de que as MAC são úteis, promovem a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida, além de favorecerem uma boa relação terapeuta/cliente. Curiosamente, a satisfação com o PNS atual é relativamente baixa, com apenas um terço dos estudantes satisfeitos, o que pode indiretamente contribuir para a sua abertura à inclusão das MAC como uma forma de alargar a oferta de cuidados de saúde. Caso as MAC fossem integradas no PNS, os estudantes estariam dispostos a utilizá-las como utentes, com particular preferência pela Medicina Tradicional Chinesa, Massagem, Acupunctura e Meditação, que são também as mais abordadas no seu percurso académico.
Podes ler o 1º trabalho homenageado, da Mónica Policarpo, aqui…
João Magalhães
A Associação Portuguesa de Reiki é uma Associação sem fins lucrativos para o apoio a praticantes de Reiki e esclarecimento sobre o Reiki em Portugal.
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