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A Doença: O meu maior mestre – um livro de Diana Eugénio

Desde que me lembro que sou apaixonada por desenvolvimento Espiritual e pelos mistérios da mente humana. Encontrar o sentido de propósito nos acontecimentos mais marcantes, que todos nós acabamos por viver, é algo que sempre me fascinou. Nesta fase da minha vida esta paixão acentuou-se pelo facto de agora ser eu mesma a passar por um grande desafio. Isso fez com que me aventurasse na prática em vez de ler apenas teoria. Daí nasceu este livro e a vontade de partilhar tudo o que tenho aprendido. Acredito que viver uma grande dificuldade de uma forma atenta e consciente leva-nos à descoberta de grandes tesouros.
Com este livro tenho a intenção de mostrar em como a doença pode ser um enorme “veículo” para a evolução de consciência e desenvolvimento espiritual.
Defendo uma evolução dos cuidados de saúde, no sentido de se poder conciliar a sabedoria antiga oriental, com a medicina moderna ocidental. Nesse sentido, ao longo do livro procuro transmitir as ferramentas que uso para os cuidados com o Corpo, Mente e Espírito.
No caminho em busca de saúde, tenho vindo a descobrir que as razões para que a doença se manifestasse estão registadas em mim e na minha história de vida. Pode parecer uma constatação óbvia dita assim, mas foi uma importante tomada de consciência. De repente começa a não fazer sentido o vitimismo e cresce um sentido de poder e responsabilidade, tanto pelas vivências passadas como pelas que viverei futuramente.

Este livro biográfico é uma inspiração para qualquer pessoa. Para ti, Diana, se houvesse uma frase de poder para te definir, qual seria?

Obrigada João.
“Na dor profunda ajoelhei-me. E encontrei riqueza.”

Como a prática de Reiki te ajudou e ajuda ao longo do tempo?

Eu refiro no livro que embora seja muito bom mesmo receber sessões de Reiki, é muito diferente as pessoas poderem iniciar-se com o Nível 1.
Não com a intenção de se tornarem terapeutas, mas sim para terem mais uma “ferramenta” que lhes ajude a que a Luz entre. Essa Luz cura.

Como sabes tenho o Nível 2 e pelo menos para já sinto-me bem assim.
O Reiki foi uma grande ajuda para mim porque quando a energia começa a entrar em nós, algo acontece. Começas como que a ser redirecionado. Véus vão-se abrindo no caminho.
Então até podes não te tornar um terapeuta de Reiki, mas começas a ver o teu caminho com mais clareza.
Aprendi também algo que para mim é extremamente importante: trabalhar com a energia e direcioná-la. Nunca pensei que a intenção tivesse tanto poder e nem acreditava. Enfim, só sentindo.
Mesmo que não faça auto-tratamento dou comigo a usar técnicas que nos ensinaste. Amo o Nentatsu e dou comigo a fazê-lo sem pensar. Faço o Joshin Kokyu Ho sempre que vou à natureza. Limpo um determinado chakra se assim o sentir.
O Reiki faz parte do meu dia a dia nas coisas mais simples, mesmo sem auto-tratamento.

Como te caracterizas como pessoa e como este processo te trouxe transformação interior?

Sou extremamente curiosa. Os mistérios do Universo sempre me fascinaram. Ao mesmo tempo tinha um medo profundo do desconhecido e de perder o controlo das coisas, o que me levou à doença. Foram escolhas. Inconscientes, mas ainda assim escolhas minhas.
Eu lembro-me que até 2017 eu até tinha medo de meditar, vê lá tu. Porquê? Porque era “desconhecido” o que encontraria.
Ter esta questão de saúde ajudou-me a perder o medo da aventura, principalmente interior. Não digo isto com orgulho nenhum, mas infelizmente tenho de reconhecer que precisava de uma grande chamada de atenção.

É emocionalmente desgastante viver com limitações motoras. Às vezes é frustrante mesmo. Estou aos poucos a aprender a aceitar ajuda quando preciso.
Mas também te digo, obviamente que eu preferia recuperar a saúde, mas amo a minha vida actual. Estudo e pratico os temas que gosto, Reiki, Numerologia, Astrologia, Espiritualidade, o que for. Antes eu não fazia nada disso, nem sei porquê dado que sempre gostei.
Agora ando sempre fascinada com o que vou aprendendo. Sou a cada dia que passa mais Eu. Sou livre. A doença trouxe-me liberdade.

Achas que faz mesmo sentido outras terapias, nutrição, medicinas tradicionais, se complementarem e integrarem à medicina convencional?

Acho que é extremamente importante a união de todas as ferramentas que temos à disposição.
A medicina convencional por si só não chega, mas digo o mesmo para qualquer terapia complementar sem a medicina tradicional. Ou seja, é na junção das duas que nos aproximamos da cura.
Por exemplo, eu faço medicação convencional, mas se não fizer exercício físico vou complicar a minha vida. Se não me nutrir de forma consciente igual.
A medicina tradicional ajuda a tratar dos sintomas e isso é extremamente importante. Porque continuamos a ter o nosso dia a dia para viver. Seja o trabalho, filhos, amigos etc, etc. Então tudo o que ajudar na qualidade de vida parece-me muito importante.
No entanto tratar dos sintomas não chega. É preciso olhar e entender o que o desafio nos está a tentar mostrar. É preciso reaprender a escolher. Merecemos isso. Que o sofrimento não seja em vão, mas sim consciente.
Sinto que até podem descobrir a cura para a Esclerose Múltipla(e desejo muito que consigam obviamente) , no entanto se não tentarmos alcançar o motivo, a vida chamará a nossa atenção com outra doença, ou outra perda qualquer. O Universo é inteligente.

Se tivesses uma palavra que melhor te define espiritualmente, ou seja, tu como essência, qual seria?

Fé.

Qual a mensagem que queres deixar a outras pessoas que tenham também Esclerose Múltipla?

Que procurem conciliar as as medicinas espiritual e convencional.
O corpo é um mensageiro de algo em desarmonia no nosso interior. Sinto ser muito importante tentar compreender os padrões que nos trouxeram aqui. E chorar quando o fizermos, porque é corajoso encararmos a nossa sombra de frente,
Desejo a todos que as limitações não sejam em vão e que vos possa trazer uma grande clareza

O que mais desejas para o mundo neste momento presente?

Elevação e consciência mundial.