A 5 de fevereiro, comemora-se o dia internacional do reiki em animais. Em Portugal, o reiki em animais tem vindo a ganhar terreno e tem já uma vasta prática cada vez mais alicerçada não só nos animais domésticos como também em animais em abrigos.

São várias as associações que recolhem, tratam e preparam para a adoção responsável, cães e gatos abandonados. Existe também legislação na área a saber: Declaração Universal dos Direitos do Animal  e a Lei de Proteção aos Animais que apontam sobretudo para os direitos dos animais e deveres dos tutores. O Código Civil, no artigo 201.º – B, determina que os animais são “seres vivos dotados de sensibilidade e objeto de proteção jurídica em virtude da sua natureza”. Também a Associação Portuguesa de Reiki (APR) criou um documento “Código Deontológico para a aplicação de Reiki em Animais” de forma a regulamentar a prática quer no voluntariado quer na prática profissional.

Verifica-se uma consciência crescente da sociedade, relativamente à proteção e cuidado dos animais como por exemplo: propostas de extinção das touradas, o veganismo, movimentos partidários (PAN), organizações não governamentais ambientais (ONGA), um progressivo aumento de lojas, clínicas e hospitais veterinários, pet sitting,  e eventos significativos: Dog summit e congressos de reiki para animais, este último organizado pela APR.

Podemos aplicar reiki a tudo e os animais não são exceção. São muitos e bons, os resultados verificados com a aplicação de reiki em animais e pode ser realizada por reikianos desde o 1º nível. A prática normalmente inicia com os animais de estimação por haver proximidade entre eles e um amor incondicional muito presente no ato de doar e receber reiki.

Os animais fazem parte da natureza, como nós e portanto, merecem todo o respeito. Uma sessão de reiki nos animais requer os mesmos procedimentos e cuidados como nos humanos, mas reveste-se de algumas especificidades particulares.

Deixo aqui algumas sugestões para reflexão/ação neste dia comemorativo.

–  Aplica reiki na água e ração;

– Quando o animal adoece, consulta um veterinário; o reiki nos animais é igualmente complementar;

– Pede autorização, mentalmente ou em voz alta para aplicar reiki;

– Espera que o animal se habitue à tua presença; conecta-te ao reiki e deixa que ele se aproxime;

– Não forces o toque; alguns animais podem sentir-se ameaçados quando tocados por estranhos ou quando estão a dormir e acordam de repente;

– O tempo de aplicação é variável, conforme a necessidade de energia que precisam; quando não querem ou não precisam de mais, alguns animais afastam-se, mas também pode acontecer que deixes de sentir o reiki a fluir.

– Inicia a terapia no chakra chave, situado nas omoplatas. Ajuda a acalmar o animal e a criar uma maior interação. Depois, segue a mesma sequência como nos humanos ou deixa-te guiar pelo byosen. Nos animais pequenos, a mão abarca todo o corpo. Nos animais de grande porte, podes fazer mais posições do que o habitual e também durante mais tempo.

– Podes aplicar reiki a curta distância desde que o animal esteja no teu campo de visão. Levanta a mão e começa a enviar Reiki. Esta forma de envio é muito usada em animais que estão em casotas, gaiolas ou aquários. Se tiveres o 2º nível é mais fácil fazeres desta maneira.

– Podes usar também a técnica de reiki à distância para animais perigosos, fauna em geral, animais em via de extinção, para um canil em particular ou para grupos de animais cujos tutores solicitaram reiki.

Ser terapeuta de reiki em animais é fantástico e existem vários grupos de voluntários nesta área, assim como vários projetos de reiki em animais. Informa-te e se sentires o apelo, verás como é maravilhoso unir duas paixões: o reiki e os animais.

Eugénia Carvalho – Coordenadora do Núcleo de Braga da APR

Podem contactar o projeto do núcleo de braga pelo seu Facebook