Algumas considerações sobre cuidados e condições mínimas necessárias a ter na formação e na prática quotidiana do reiki para um desenvolvimento sustentado da terapia de forma segura e de acordo com os princípios de Mikao Usui adaptado à realidade ocidental atual.
um pequeno ensaio por Miguel Tomás

Resumo   
É frequente encontrar alguém a dizer que o reiki é “a arte secreta de convidar a felicidade”. No dia-a-dia da vida quotidiana, convidar a felicidade em nós mesmos exige esforço e dedicação constante a longo tempo. Requer muitas vezes, mudanças na vida pessoal e social que não são fáceis de aceitar e reconhecer sem uma busca ativa, estudo honesto e verdadeiro sobre a ciência (ocidental) por detrás do reiki contida de um modo resumido e simplista nos princípios ensinados pelo fundador Mikao Usui. Desde o início do reiki em Portugal, no fim da década de 90, muito evoluiu na sociedade portuguesa no que diz respeito a perceções erróneas ou até mesmo desinformação na população em geral e para trás ficaram equívocos e misticismos utilizados na sua divulgação como tentativa de o definir e explicar publicamente, alguns tão incompletos ou até mesmo errados, que muitas vezes o associaram a mais uma técnica de charlatões e vigaristas. O ensaio aqui apresentado aborda os equívocos mais comuns sobre o reiki e apresenta alguns insights sobre o que o autor entende ser as condições mínimas de segurança para uma prática frequente da terapêutica de acordo com o que se pretende para o reiki dentro da definição de terapias complementares na medicina tradicional ocidental. Futuros avanços do reiki em Portugal requer por parte dos praticantes uma prática honesta durante a interação energética através do manuseamento das mãos do terapeuta a muito curta distância do corpo físico de outra pessoa, enquanto ao mesmo tempo cultiva uma mentalidade e dedicação ao estudo teórico nas áreas multidisciplinares que o reiki abrange, como por exemplo, como justificar bloqueios mentais e emocionais a um paciente.

Palavras-chave: reiki, meditação, tipos de formas energia na atualidade, medicina complementar, terapia, educação sexual, modelos de funcionamento da logica racional ocidental 

Recomendação de leitura: este texto utiliza #hashtags, palavras com um cardinal # antes. O autor recomenda que as utilize em pesquisas na internet de modo a aprofundar um pouco mais o que se esta a tentar dizer no decorrer do texto

1 Introdução

O reiki é uma técnica que visa promover e facilitar o equilíbrio do SER interior quando o bem-estar da pessoa está ausente. Faz parte das #bioterapias que promovem o reequilíbrio do SER através da utilização de diferentes “tipos de energia“, diferentes “frequências energéticas“.  

Os seus primeiros passos em Portugal deram-se nos anos 90. Nesse tempo, era restrito a pequenos grupos de indivíduos e, na maioria das vezes, associado a um custo elevado pago pelo curso de formação. Na última década, houve uma expansão da técnica, não apenas devido a uma maior divulgação na população em geral, mas também devido à redução de custos dos cursos e terapias. Um dos efeitos secundários dessa massificação foi ver o reiki muitas vezes envolto em confusão e misticismo, em particular com alguns movimentos religiosos, mesmo dentro do cristianismo ao ponto de em 2009, o Comitê de Doutrina da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos ter publicado as “Diretrizes para Avaliação do Reiki como Terapia Alternativa”, onde afirmou a prática atual do reiki como uma superstição e não deve ser confundida com a cura pela fé ou com a medicina tradicional convencional [26]. O Reiki é considerado como uma medicina complementar em alguns países e a sua prática consiste no auxilio e promoção da cura assistida [27]. 

A técnica do terapeuta de reiki consiste no uso das mãos para promover o reequilíbrio #bioenergético no corpo humano com a #bioenergia natural do meio ambiente à sua volta e durante uma sessão terapêutica de reiki. Muita confusão e debate tem acontecido quando alguém associa o reiki a CURA ou refere as propriedades curativas do reiki [1] [3]. Quando isso acontece é importante ter em mente o facto que toda a doença ou problema não desaparece, ou é curada, de um instante para outro apenas com a assistência desta terapia (ou qualquer outra). Embora possa acontecer em casos excecionais, mas muito pouco frequentes. O processo de “cura” ocorre devido à interação com energias subtis, conhecidas como chi na China, ki no Japão e prana na Índia, são “energias” que envolvem o corpo humano constantemente e todos os dias. 

Para uma melhor compreensão sobre o que é energia em relação a um ser vivo, nada melhor do que a utilização de uma analogia simplista com ajuda dos desenvolvimentos atuais na área da cosmologia e na área da física de partículas. Uma compreensão básica do funcionamento de ondas gravitacionais e eletromagnéticas como se uma pessoa qualquer fosse um planeta ou uma estrela a mover-se na imensidão do cosmos e do universo. Ao considerar na analise aspetos meramente geométricos, a energia pode ser representada por forças que interagem entre si, mesmo estando tão distantes como estrelas noutras galáxias, através de trocas de energia viajando à velocidade da luz [11] [17] [18]. O mesmo tipo de efeitos pode ser transposto para as trocas de energia observadas nos seres vivos quando considerando cada um, cada ser vivo, existe na sua própria dimensão, no seu próprio tempo, no seu próprio espaço físico, à sua escala, dentro da realidade universal do planeta. 

Dito isto, o reiki é uma técnica que facilita a cura dos processos naturais no corpo humano, por meio da interação com os campos de bioenergia de uma pessoa [1]. Referido de um modo simplista como “a cura do paciente“. A função do terapeuta consiste em servir de ponte de ligação entre as diferentes #bioenergias a acontecer na realidade do presente e do momento, enquanto as alterações e correções bioenergéticas vão acontecendo a cada passagem de proximidade das mãos do terapeuta no corpo físico do paciente. Referido de igual modo de forma simplista como “troca de energia“, uma bioenergia que existe dentro e fora de tudo o que é material e físico de qualquer organismo celular ou ser vivo à face do planeta Terra.

1.1 O que é a bioenergia

O termo bioenergia ou energia biológica, refere-se à energia natural que qualquer ser vivo possui para viver. Como se trata de energia uma das suas características é de não ser algo materialmente físico ou palpável. Comporta-se como algo mais parecido com o movimento do ar ou vento à nossa volta, com o movimento da água num rio ou num oceano. 

O uso da palavra energia no reiki deve estar sempre associado aquilo que é conhecido a interagir continuamente no corpo físico, apesar de não ser percetível ao olho humano. A soma de todos os tipos de partículas energéticas que os físicos costumam escrever nos seus artigos e pesquisas cientificas, assim como os seus efeitos e sintomas no ser humano e visíveis a olho nu, sendo os mais frequentes pertencentes aos domínios das emoções e sentimentos. Algumas noções podem ser encontradas aqui [7] [8] [9] e aqui [10] [11], mas uma explicação mais elaborada está fora do que se pretende abordar neste ensaio de escrita sobre o reiki. 

De entre todas as formas de energia que caracterizam a bioenergia intrínseca ao ser humano, as mais conhecidas e usadas são a energia elétrica e magnética, mas também energias menos conhecidas e subtis, conhecidas da física de partículas, como aquelas encontradas noutros estados de matéria, fotões quando se querem referir a luz visível e radiação para todas as outras formas de energia não visíveis a olho nu. A radiação térmica por exemplo. Apresentado deste modo, é importante referir a importância da quantidade de energia mínima e máxima que é permitida aplicar sem danificar o que se esta a energizar. O corpo humano, não é exceção. E muitas dessas formas de energia, anunciadas na literatura cientifica de quiosque, são efetivamente incompatíveis com a biologia do ser humano, quer por se encontrarem fora dos limites e quantidades aceitáveis e de segurança quer por não fazerem parte dos tipos de bioenergias existentes na biologia física do corpo humano. Quarks, bosões, neutrinos ou até fotões, para citar alguns mais presentes na literatura cientifica de quiosque e de café.  Algo que hoje em dia a ciência já propõe uma explicação teórica multidisciplinar aprofundada e de forma clara de muitos mecanismos a acontecer ao nível dos diferentes tipos de energia que fazem parte integrante da definição mais geral e conhecida por bioenergia. Tais habilidades no manuseamento desta energia promotora de cura e de bem-estar estão naturalmente presentes em qualquer pessoa, em qualquer cidadão. É algo natural e inato ao ser humano.  

1.2 Limites de segurança na utilização das bioenergias 

A importância de conhecer os limites de energia permitidos para que não provoque dano no corpo físico do ser humano é hoje em dia algo que está presente aqui e acolá na opinião publica em geral e em particular quando se fala na implementação de novas tecnologias com é o caso do #5G. A forma de energia mais divulgada e amplamente conhecida na atualidade é a “energia elétrica” e a energia “eletromagnética“. Alguns dos efeitos dessas formas de energia podem ser observados naqueles que vivem perto de antenas de rádio [12] [13] ou perto da rede elétrica de alta tensão [14] [15] [16] ou através da energia transmitida por redes sem fios de radio para comunicações, com relatos frequentes, como o aumento na sensibilidade aos campos eletromagnéticos usados pelas torres de emissão de rádio, chegando ao limite de forçar esses cidadãos afetados a mudarem-se para áreas menos urbanas e com menor ou nenhuma cobertura de rede. 

Na área da psiquiatria, quem conhecer a evolução na historia dos tratamentos psiquiátricos com utilização de correntes elétricas, desde os primórdios da sua utilização no inicio do seculo passado até à data atual deste novo milénio, consegue entender que as quantidades de eletricidade nos choques elétricos foram diminuindo com o passar dos anos ao longo das décadas ao ponto de hoje em dia a aplicação direta no corpo humano tenha sido substituída por aplicação de campos #eletromagnéticos em substituição do choque elétrico. 

Mas estas são apenas as formas de energia mais estudadas e mais divulgadas na atualidade. Hoje em dia, já se começa a falar, por exemplo, na energia utilizada para produzir o que é conhecido comercialmente por #lasers. Existem ainda as #micro-ondas, aquilo que aquece a comida dentro do micro-ondas na cozinha, e os #ultra-sons, utilização do som ou vibração energética do ar fora dos limites audíveis pelo ouvido do ser humano. Todos estas são formas de energia começam agora a ser estudadas do ponto de vista biológico para #“tratamentos não invasivos e não intrusivos”, onde já tem aparecido um ou outro trabalho cientifico com resultados promissores, para os casos da utilização de lasers e micro-ondas. No caso da energia de ultrassons existem equipamentos médicos, em muitos hospitais, para tratamento e cura de doenças através da medicina convencional. Contudo ainda é considerado estarem foram dos limites de segurança aceitáveis e ou desejáveis, quando considerados no tratamento e cura sem riscos (0%) para o paciente. É, portanto, ainda necessário que aconteça mais trabalho cientifico de investigação e pesquisa para que se possa entender melhor os benefícios na utilização de todas estas formas de energia referidas anteriormente de modo a torna-las compatíveis com a biologia humana, semelhantes aos produzidos pelo próprio corpo e entender a sua função e funcionamento na biologia e capacidade de cura.

1.3 Importância da passagem do tempo no reiki

Atualmente, muito debate tem sido levantado sobre os significados do que se entende por “tempo“, e o seu papel na compreensão do significado de “tempo no passado” e de “tempo no futuro” [19]. É do conhecimento comum e cientifico, que todo o ser vivo possui e existe no seu próprio tempo, um tempo contido num espaço físico com dimensões físicas conhecidas que se estende até aos limites do campo de visão e do que é observável à sua volta. E este por sua vez define o que é percecionado como realidade, diferente e cada um de nós, em cada ser vivo no planeta. Além disso, o ser humano tem ainda a capacidade de sentir o mundo que está a acontecer à sua volta, sentir o vento, através das diferenças na pressão atmosférica, sentir a luz solar na forma de luz e radiação de calor, o que lhe permite construir a realidade muito para além do campo visual e observável. O que foi referido ao longo dos séculos como “sexto sentido“, a capacidade de saber mais. Duas noções distintas de #tempo são apresentadas aqui. O tempo como combinação de diferentes escalas temporais: dia, ano, década, século ou milénio, é apresentado aqui, neste contexto, associado à ocorrência não sequencial de acontecimentos, como por exemplo um conjunto de experiências vivenciadas em tempos passados, cada uma em épocas diferentes na história. E é caracterizado como possuindo na sua definição o conceito de #gravidade e influencia gravitacional em todo semelhante aos efeitos que se observa nos planetas para onde quer que se olhe no universo. Esta pequena noção de tempo apresentada, difere do tempo que se mede e vê num relógio ou computador, num objeto material inanimado, este numa numeração sequencial em períodos de 24h por dia. E como tal, não herda as caraterísticas da gravidade e seus efeitos. É apenas uma mera contagem de números em sequência. 

Esta última noção de tempo, e em jeito de exemplificar o que foi dito anteriormente, permite marcar um encontro ou reunião para conversar, fazer negócio ou até mesmo lazer. Por sua vez, os Intervenientes nesse hipotético ponto de encontro, em que cada um possui o seu próprio #”tempo gravitacional” (em todo semelhante a gravidade de um qualquer planeta) e vive no seu próprio espaço, estão agora mesmo (tempo no relógio) a acordar uma localização noutro lugar onde se encontram, um ponto de encontro comum e conhecido, ao ponto de detalhar a familiaridade nos edifícios que rodeiam o local do ponto de encontro, familiaridade no mobiliário interior no edifício e muitas vezes até no roupa e vestuário usado. No dia-a-dia ë assim que se prepara um ponto de encontro. Esta atividade de preparação requer tempo (na mente racional). Aqui tempo já não se refere aos números do relógio digital, mas sim a um tempo bio natural que possui a característica de ter gravidade. Tudo isso como forma de quer compatibilizar-se com a outra pessoa na interação social a acontecer. Relembro, ponto de encontro pode ser todo e qualquer encontro com outra pessoa mesmo uma simples ida ao café.

O processo de #recarregar a bioenergia
O modo de como uma pessoa gere e administra a energia colhida durante o processo de “abastecimento de energia” (recarregar a bioenergia) influencia nas suas escolhas do dia-a-dia e do quotidiano. Voltando um pouco atrás, ainda relativo as duas noções de tempo apresentadas, o período no tempo (época) que perambula na mente de uma pessoa (medido habitualmente em anos, décadas ou séculos) influencia as suas escolhas diárias no quotidiano e definem a realidade dessa pessoa dia após dia.  

Quando alguém decide experienciar tempos passados está a acomodar o acesso, conhecimento e sabedoria desses tempos passados à realidade do presente. Por exemplo, uma pessoa decidiu aprender a tocar um instrumento musical. Um instrumento de música clássica de madeira, digno de um concerto ou ópera clássica. Saber o que é um transístor num sintetizador eletrónico é importante para essa pessoa?  Não. A mesma analogia pode ser feita para aqueles que gostam de idealizar o futuro quando se expressa e comunica, conceitos ou noções de futuros desenvolvimentos tecnológicos (por exemplo) mesmo sendo a apenas a amigos na realidade no quotidiano do dia-a-dia [3]. 

Esse vivenciar de outras épocas pode ser muitas vezes percecionada individualmente através das escolhas de vestuário, gostos pessoais ou qualquer outro fator que possa estar relacionado. Esse tipo de informação ajuda um terapeuta a contextualizar a realidade e história pessoal de um paciente e através do reiki pode ajudar a contextualizar a atualidade do presente ao efetuar “ligações” de volta ao presente, de volta à realidade social da vida quotidiana no dia de hoje, no presente tempo. Quando deparado num destes casos o terapeuta pode avaliar a época temporal onde o paciente está a gravitar através da medição da distância temporal para a concretização de algo, uma pequena tarefa ou um objetivo pessoal. Note bem utilizei a palavra “meditação” e não reflexão ou inferência mental, logica ou racional da mente. Pois se assim for ë insuficiente. 

Durante o processo de “recarga”, a bioenergia, quase como se de uma pilha ou bateria se tratasse, um dos efeitos é rir sem motivo prévio e de forma espontânea. É importante entender que não é poder [2], muito menos poderes especiais ou excecionais em relação uma outra qualquer pessoa. É importante entender que essa pessoa nesse estado de alegria não está doente ou “maluquinha da cabeça“. Sempre que o terapeuta não entender o que está a observar tem que abster-se de julgar nem mesmo de forma de estereotipada. Durante esse processo de “recarga” bioenergética é frequente estar associado sentimentos de maior liberdade, assim como sensações e pensamentos sobre o que é possível conseguir na vida. No contacto com outras pessoas é visualmente evidente essa “recarga” bioenergética através de observações relatando “sorte” ou “a vida corre-te bem” para descrever sentimentos de felicidade observável e sentida. Nessas circunstâncias, é importante lembrar quais são as prioridades na vida quotidiana e se estão de acordo com o que se trabalhou para alcançar esse estado de liberdade e felicidade natural. Tal tarefa é uma tarefa solitária e individual que cada um necessita de fazer como se tratasse de um ato de gestão, planeamento e execução do trabalho a fazer pela frente. Nesses períodos é aconselhável meditação, mas nunca de forma “confortável“. Estar nesse estado de ínfimas possibilidades e de mente positiva em relação à realidade é algo que hoje em dia é mais bem aceite e entendido pela sociedade e amigos. A interferência por parte de outros é percebida como sendo mais negativista, mais “sombria” ou com menos fé. 

Uma última nota. #”Distância temporal” neste contexto refere-se não só ao tempo que vai demorar, mas também ao grau de dificuldade para o conseguir fazer. Um simples teste pode ser realizado para melhor entender o processo:

“Feche os olhos e ouça. Sinta qual é a distância de cada som. Lembre-se de que não é uma medida precisa. Não pode ser. Ao abrir os olhos, está também a ativar a visão na informação sensorial do ambiente ao redor processada por todos os neurónios no corpo. Agora repita o teste, mas desta vez para determinar a distância temporal desde onde se encontra centrada a sua atenção interior até um ponto físico exterior no tempo e realidade do meio ambiente à sua volta. Pode repetir as vezes que entender e em qualquer direção.” 

Relembro que a realidade do leitor e distinta da realidade noutro lugar fora de si mesmo. A distância percecionada não deve ser confundida com uma distância numérica mensurável.

1.4 Biossensores e os 5 sentidos

Começa-se a consegui identificar e entender a vasta rede de comunicação e sensorial do corpo humano comparável a sensores altamente calibrados e sensíveis a pequenas alterações de energia muitas vezes relevado para a consciência inconsciente. Essa capacidade sensorial natural e inata nos seres vivos, mais conhecida por “os 5 sentidos” ou “o sexto sentido” por sua vez, interage no corpo humano cujo resultado final se traduz em sensações, sentimentos, emoções e pensamentos.

Ao nível sensorial no corpo humano onde a bioenergia atua, é condição necessária do corpo humano, que as medições da realidade sentida através dos “6 sentidos” seja feita numa “frequência energética“, uma escala temporal diferente da percecionada pela mente lógica e racional. Diferentes tipos de medições podem ser feitos para os diferentes tipos de sentidos a acontecer em cada momento, a cada segundo, durante toda a vida de um ser humano. O que significa que na realidade o tempo que entendemos que esta a passar dentro de nós é apenas um de muitos tempos que o corpo humano perceciona através dos seus diferentes sentidos e de forma subconsciente. Em simultâneo consegue efetuar ligações temporais entre cada um, entre cada uma dessas realidades vibracionais bioenergéticas. Para melhor entender o que aqui acabou de ser dito, recomendo que faça uma pausa para ler e estudar um pouco sobre sensores eletrónicos o seu funcionamento e como os conceitos contidos no seu funcionamento enquanto #sensores se pode ser replicado comparativamente na biologia do corpo humano com biosensores que existem naturalmente no corpo humano.

1.5 Meditação

Atualmente, os benefícios da meditação estão a ficar cada vez mais claros e evidentes para as sociedades ocidentais [21] [22]. No Top das justificações mais utilizadas para meditar, está o aumento da produtividade no local de trabalho e na recuperação de excessos promovidos no local de trabalho. Como consequência, existem cada vez mais ocidentais a renovar a suas bioenergias e a procurar novas formas de o fazer após um dia de trabalho. Com a informatização do ambiente de trabalho, houve empresas viram uma oportunidade para reduzir custos com recursos humanos e, com isso, aumentar as responsabilidades de trabalho daqueles que ficaram. Relata-se com relativa frequência casos em que os requisitos de trabalho estão fora dos termos contratuais; no entanto, devido à atual situação económica, os trabalhadores decidem continuar e negligenciar futuros problemas de saúde que possam surgir. Empresas mais sensíveis a este tipo de situações começaram há alguns anos atrás a implementar, como parte das formações para o pessoal, aulas para ensinar técnicas de meditação ou começaram a contratar serviços de terapias complementares como Yoga [23], Tai Chi [25] ou outras atividades físicas que visam promover a redução do stress no trabalho. 

1.6 Filosofia de vida no reiki

O Reiki, como modo de vida, não está disponível para discussões de caracter filosófico clássicos, uma característica encontrada nas sociedades ocidentais, no entanto, tem encontrado argumentos científicos através de avanços nas medicinas complementares à medicina convencional. As origens da prática do reiki são claras, para quem conhece um pouco mais sobre o modo de vida das sociedades orientais e coloca poucas dúvidas sobre suas raízes, mais ainda quando se refere à espiritualidade [5]. Desenvolvido pelo budista japonês Mikao Usui, é ensinado no mundo inteiro e adaptado às tradições culturais locais. Os ensinamentos deixados por Mikao Usui sobre a técnica são simples e têm o objetivo de promover o bem-estar interno e externo de uma pessoa, para que se torne mais consciente e sensível a assuntos da natureza e ao ambiente circundante, isto é, adote praticas de vida simbióticas com a natureza planetária. É comum encontrar entre os cursos lecionados de ensino do reiki os cinco princípios ensinados por Mikao Usui: 

  • Só por hoje, não se zangue 
  • Só por hoje, não se preocupe 
  • Só por hoje, seja agradecido, seja grato
  • Só por hoje, trabalhe duro 
  • Só por hoje, seja gentil para outros. 

Recorrentemente apresentado e conhecido como 

a arte secreta de convidar a felicidade

os cinco princípios resumem não apenas os requisitos, mas também servem como diretrizes para a promoção de um estilo de vida mais saudável. Mais ciente do que está por perto, todos os dias, durante cada dia, com agradecimento e gratidão. 

2 Prática de Reiki 

Ao longo dos anos, a prática e a promoção do reiki evoluíram com o tempo, de acordo com os ensinamentos daqueles que ministram aulas em pequenos cursos de fim de semana. Recentemente, com os avanços nas formas de comunicação através da Internet, tem crescido ainda mais e avançou para grupos organizados na sociedade, como resposta e forma de melhorar a qualidade do conhecimento divulgado e no desenvolvimento da técnica. Uma reflexão mais atenta sobre o que acontece com frequência em grupos de partilha de reiki, em sessões de esclarecimento ou até mesmo durante formações educativas, encontra no decorrer dessas sessões, explicações e conceitos incompletos, muitos até erróneos, numa tentativa de explicar o que é o reiki do ponto de vista ocidental como forma de tratamento doenças físicas, como cancro, dores musculares ou qualquer outra maleita ou apenas na procura de agradar à audiência atenta ao que está a ser dito. Por entre todos esses comentários e conversas, o reiki ajuda efetivamente na recuperação do paciente através da capacidade natural do corpo humano recuperar e se curar ao promover o fluir da bioenergia dentro e à volta do corpo físico e material [4] [5] [6], num ato tão simples (para um olhar mais desatento), do movimento das mãos a curta distância do corpo de outra pessoa, entre 10 a 20cm mas nunca a menos do que isso.

2.1 A quem se destina

A terapia de Reiki é aberta a todos que estão disponíveis e prontos para aceitar suas verdades interiores, com interferência mínima de terceiros e numa procura de consciência em da realidade simbiótica da natureza planetária. Frequentemente associado a emoções e sentimentos perdidos, o tempo durante a sessão não deve ser gasto em falar sobre a vida ou os eventos diários do paciente, muito menos a falar sobre o obituário da família, quer recente quer em vidas passadas. A sessão de Reiki deve ser realizada em silêncio, enquanto o terapeuta faz o trabalho num local adequado e com as condições mínimas para a realização da prática, preferencialmente onde os sons da natureza proporcionem um ambiente sonoro adequado, em alternativa uma música adequada, mas não envolvente. É um requisito prévio para quem busca melhorias na vida pessoal, dedicar algum tempo antes, e ganhar consciência do que deve ser abordado nas sessões terapêuticas de reiki. Passe algum tempo sozinho, faça anotações pessoais sobre este ou aquele assunto, ou agende uma consulta com um médico ou psicólogo. É importante ganhar consciência sobre emoções e sentimentos e dar-lhes prioridade durante as sessões de reiki. Como parte das medicinas preventivas, a terapia de reiki serve melhor o seu propósito para assistir no tratamento de doenças estágios iniciais de desenvolvimento. No entanto, o reiki tem apresentado bons resultados em pacientes oncológicos calmantes em hospitais [27] e pacientes após tratamento médico ou cirúrgico [3] [4].

2.2 O que esperar após uma sessão

Para aqueles que á pouco tempo estiveram numa sessão terapêutica de reiki, é comum ouvir comentar um estado de ausência ou até mesmo sonolência com pouca ou nenhuma memória do que aconteceu durante a sessão. Muitas vezes, devido à natureza de relaxamento da terapia, a maioria dos pacientes tende a acalmar e passar por um sono ligeiro sem se aperceber que a sessão, entretanto já terminou e passaram mais de 60 minutos desde o início. No entanto, não é motivo para afirmar que a terapia o “curou” ou “as melhorias na saúde eram visíveis logo depois da sessão“. É necessário que o paciente aprenda e pratique os “cinco princípios do reiki” nos próximos dias, para que as mudanças na vida diária possam ser promovidas em harmonia e enquanto socializa moderadamente com os outros. Outro equívoco comum encontrado foi publicitar o reiki como algo que serve para resolver problemas ou situações pessoais de forma imediata ou permanentemente. Somente o pensamento têm essa capacidade de se ir embora de um momento para outro. As situações da vida e seus problemas exigem empenho, muitas vezes trabalho árduo, para chegar ao ponto em que alguém precisa ou quer estar. Pelo meio, o caminho em como lá chegar, define o resultado, o sucesso e as melhorias conseguidas na vida diária. Esse é o processo de cura e somente no final é que se pode afirmar que a cura aconteceu.

2.3 Reiki em crianças

Crianças de tenra idade, menores, na casa dos dez anos, não são aconselhadas a ter acesso à terapia de reiki. A restrição é algo de adultos e não de crianças. É do conhecimento público que as crianças nessas idades estão bem preparadas, lidam melhor do que os adultos com os tipos comuns de desequilíbrios abordados por essa terapia, encontrando maneiras mais rápidas e melhores de voltar a um equilíbrio saudável. No entanto, como qualquer coisa na vida, em circunstâncias justificadas, crianças que sofreram algum tipo de agressão psicológica, percetível à distância, que se mostre ser incapaz de esta recuperar por si mesma, o reiki pode ajudar. A agressão aqui pode ser tão simples quanto um abuso contínuo da liberdade e liberdades individuais pessoais, promovido por excessos de pais inaptos.

 Em relação aos praticantes de reiki e ao reiki em geral, é comum encontrar excessos em pais que procuram “proteger” as crianças em demasia e a todo tempo, ou de algum modo alimentem crenças e considerações pessoais sobre algumas doenças e entendem que apenas o divino é capaz de resolver.  

2.4 Reiki à distância

Reiki à distância não é aconselhável na fase atual de desenvolvimento do Reiki em Portugal. Para que uma sessão de reiki à distância ocorra em sabedoria, é necessário que o terapeuta tenha a capacidade do correto desapego incluindo o de cariz e natureza sexual, emocional e sentimental durante a sessão de terapia à distância. Mais, o facto de ser a distância requer que entenda e domine os significados de #sincronicidade. Um erro comum é, por exemplo, começar a comparar de forma igual episódios ou situações do paciente com as próprias do terapeuta. 

No Reiki, é importante entender em extenso todo o conhecimento relacionado com a inteligência das emoções, ser mais erudito no que concerne a todo o tipo de assuntos relacionados com a #sexualidade assim como saber manter separado assuntos pessoais e privados da vida quotidiana. Um bom exemplo justificativo do que foi dito anteriormente, consiste em interrogar sobre qual a proximidade que se consegue ter com um paciente sem que ele ou ela comece a achar errado, sinta estranho ou mesmo desconforto. É importante relembrar que existem muitas pessoas, mulheres e também homens, que sofrem de violência doméstica e também de violência sexual e não contam a ninguém. Guardam só para si. Em particular no caso de #”violência contra os homens”. Como o reiki é uma terapêutica de proximidade onde se passa por zonas de cariz sexual, é muito importante que o terapeuta consiga e esteja equipado com as ferramentas e conhecimento necessário de forma a que a sessão de reiki termine com os resultados desejados tanto para paciente como para o terapeuta. Em suma, é necessário ter sabedoria e sapiência mínima para que o terapeuta não se envolva emocionalmente mesmo quando disfarçado de empatia ou compaixão. Pois nesses casos fica mais difícil de entender de forma abrangente o que se está verdadeiramente a passar com o paciente. 

Quem procurar aprofundar esta técnica recomenda-se o estudo dedicado na área da psicologia e sexologia (não freudiana). Outra questão que ainda não está devidamente esclarecida nos ensinamentos e formações sobre reiki na atualidade é a noção de valor e de quanto custa uma terapia de reiki à distância. E como tal é muitas vezes motivo de disputa e conflito e algo a evitar de todo. É, portanto, necessário um maior esclarecimento sobre o reiki a distância de forma fundamentada e clara preferencialmente com suporte científico. De modo a que a prática se torne inequívoca tanto para terapeutas como para os pacientes no futuro.

Dado a evolução atual do conhecimento sobre o reiki em Portugal. O autor desaconselha a qualquer terapeuta a pratica do reiki à distância. Em substituição faça uma reflexão, uma meditação, acompanhado de uma oração (para aqueles mais religiosos) com o fim de se libertar e distanciar do paciente e na procura de soluções criativas para a situação, problema ou obstáculo que o paciente trouxe e pediu para resolver/curar e ultrapassar.

2.5 Excesso de dedicação na busca do reiki

Com o reiki é necessário fomentar e promover o bem-estar na vida quotidiana do terapeuta, todos os dias. A prática pode transformar-se de tal modo que a natureza e todas as suas formas de vida, desde a menor formiga até o maior animal ou árvore, são uma extensão do terapeuta enquanto parte da natureza circundante em #simbiose, ao mesmo tempo que se reconhece e aceita cada ser vivo dotado de liberdade individual (atos violentos não são aceitáveis). 

Quem gosta de praticar ou realizar sessões de reiki regularmente, é importante não o fazer logo após um dia de trabalho, mesmo sendo ao fim de semana. Mesmo assim, ao considerar dar uma sessão de reiki depois do trabalho, é aconselhável primeiro uma visita a um parque natural ou praia, para quem mora na cidade, ou uma caminhada por entre campos e bosques para quem vive no campo.  São boas práticas e opções saudáveis para fomentar a troca de bioenergia estagnada e liberar todas as emoções e stress após um dia de trabalho. Descansar num local tranquilo para libertar e deixar ir embora o ambiente de trabalho, todos os seus momentos de tensão e maior stress que foram sendo acumulados durante o dia por falta de tempo para viver no presente. Somente depois de toda a atividade da mente e do corpo estiver reequilibrada, o terapeuta consegue finalmente encontra-se a si próprio para poder ter a calma e paz necessárias para meditar. 

Atividades físicas como Yoga, Tai Chi ou outras que sejam mais adequadas são de grande ajuda neste processo. Passar algum tempo consigo mesmo e desfrutar da meditação ou outras atividades que promovam o bem-estar. À medida que a mente se dispersa durante a semana, é importante que o terapeuta se dê a permitir, trazer de volta tudo o que ficou para trás e acumulado na mente e no corpo nos últimos dias. Seus momentos stressantes, em particular aqueles carregados de emoções. 

Caso o terapeuta esteja a atravessar um período de desafio sentimental ou emocional, este tem que decidir fazer também ele uma pausa na prática terapêutica até voltar á normalidade do presente e se sentir confortável. Nesses momentos e fases é normal observar mudanças na vida social, amigos, colegas e conhecidos vão e vêm e, com ela, diferentes sentimentos. Para esses períodos, o terapeuta deve permitir que seja ele ou ela o paciente com necessidades de ajuda. Algo que faz parte do processo de aprendizagem. Permitir que a vida quotidiana ajude a procurar quem está disponível para facilitar e dar, mesmos recorrendo de outras terapias ou medicinas. 

2.6 Afetividade

Outro desafio que o terapeuta de reiki tem pela frente é a aprendizagem e estudo sobre a afetividade. Durante o processo de aprendizagem, o terapeuta necessita de desenvolver consciência de si mesmo e de como lidar com questões relacionadas com a afetividade. Isso não significa uma atitude ou presença fria ou até mentalista. A terapia a acontecer tem que o ser de forma livre e com uma sensação de paz e segurança interior ou então não acontecer de todo. A acontecer, sem o fazer à espera de algo maior em troca, nem emocional, nem sentimental. A compreensão das emoções é de grande relevância. Por exemplo, há alguns anos atrás foi comum encontrar notícias sobre reiki dado a animais de estimação pelos seus donos. Enquanto donos, é normal e saudável ter emoções e sentimentos em relação ao animal de escolha com o apego natural. No entanto, esses sentimentos naturais em relação ao animal de estimação impedem que a pratica se faça de forma livre e desapegada. Outro sinal de uma prática de qualidade duvidosa acontece quando um terapeuta é visto a desejar um pedido a algum tipo de divindade durante a sessão de terapêutica. O desejo de tudo correr bem, o desejo de bons sentimentos. Embora a princípio pareça adequado, também pode levar ao desenvolvimento de laços de apego e dependência. É sempre bom lembrar que, como seres humanos, temos um lado menos consciente que trabalha o tempo todo, processando informação do ambiente envolvente e que mais tarde podem ser lembradas, através de emoções e sentimentos e assumir diferentes formas de acordo com as circunstâncias circundantes no momento, seja por repetição comportamental ou simplesmente por expectativas que não chegou a concretizar.

2.7 Intuição não é reiki

Outro equívoco comum em Portugal em relação ao reiki é o ato de conversação intuitiva e de intuição. Durante a prática, é importante entender o silêncio e todo o conhecimento enquanto movimenta as mãos na proximidade do paciente, enquanto ao mesmo tempo está consciente e a sentir com as mãos o fluxo de bioenergia em movimento. E não para comunicar com espíritos, seres espirituais ou de outras dimensões. 

2.8 Fadiga, tédio e ilusão nas convicções

Cada oportunidade de fazer reiki é uma nova oportunidade que não pode ser confundida com sessões anteriores de reiki. O ambiente circundante é diferente a um ponto tão simples quanto as condições climatéricas no exterior. A temperatura é diferente, o nível de humidade é diferente, a velocidade do ar e vento são diferentes. Ou seja, convencer-se e formular regras ou justificações sobre alguns porquês em sessões anteriores serve apenas o propósito e tentativa de justificar a mente racional e lógica, conduz a confusão e mal interpretações frequentes e, como resultado, uma má experiência de reiki durante as sessões seguintes. Algo que o terapeuta de reiki necessita de praticar frequentemente a evitar como não cair nessas tentações da mente racional e lógica. Em suma, o terapeuta não pode procurar explicações para aquilo que não necessita de ser explicado. A menos que tal explicação seja tão real quanto o ar que respiramos ou a temperatura que sentimos constantemente.

2.9 A prática

Antes de iniciar uma terapia de reiki, é necessário que o terapeuta se “abasteça de energia” a partir da natureza num ambiente propício para se libertar da vida quotidiana diária, onde se predispõem a um tempo de meditação pacífica para acalmar a mente lógica e racional. Durante esse período, efetuar uma verificação dos sentimentos internos, como por exemplo definir o nível de cansaço. definir o nível de stress. entre muitos outros… enquanto busca dentro de si os princípios do reiki “pelo menos hoje …“, não como lembrança na memória, mas como um ganhar de consciência mental sobre tudo o que entende e lhe diz através de cada princípio do reiki. Somente após uma autoavaliação inicial, o terapeuta esta preparado para iniciar a sessão ou, em caso de impossibilidade, aconselhar um colega substituto. Durante a prática, um bom terapeuta não toca no corpo do paciente. O ato de tocar não só tem significados sociais públicos, mas também pode causar outras sensações no paciente durante a terapia, por exemplo, de natureza sexual ou emocional. Tais sentimentos não são saudáveis para o relacionamento e a interação do terapeuta com o paciente. No final da sessão, o terapeuta fecha o vínculo da mente racional e também a emocional, em casos onde se aplique. Tradicionalmente realizado durante o ato de juntar as mãos, mostrando sinal de agradecimento e gratidão. Mas não necessita de se transformar num ritual. É desaconselhável até que assim seja. Durante esta etapa, é muito importante levar o tempo necessário e não ter pressa para terminar. A parte da consciência consciente mental racional e lógica vai dando algumas indicações de como regressar ao momento presente em segurança e sem desconforto. Uma experiência que o terapeuta não quer apressar, pois facilita a prática em futuras terapias. 

Lembre-se que o cérebro e, em geral, o “sistema nervoso” no corpo humano opera em #multifrequência bioenergética, isto é, perceciona a realidade de diferentes maneiras e a diferentes velocidades daquele que habitualmente habita na mente racional e logica. 

As sessões em grupo são úteis apenas para treinar a técnica, mas também a prática do silêncio. Para que uma sessão em grupo seja realmente bem-sucedida, é necessário que cada praticante ou terapeuta tenha conhecimento prévio sobre educação sexual, algo que ainda não pertence ao currículo do aluno nas escolas portuguesas. O principal motivo está novamente no modo de como se gere a afetividade ao nível individual dentro do grupo, podendo resultar em alguma confusão no que está a acontecer durante a sessão enquanto o paciente relaxa o corpo, podendo ser interpretadas inconscientemente e à posteriori como sinais subtis de cariz sexual. Mais grave ainda, quando o terapeuta toca com as mãos no corpo do paciente. Nesses casos, o paciente retrai e bloqueia o fluir da bioenergia, o que conduz no fim a uma avaliação negativa da terapia. Uma explicação é encontrada durante a sessão. Além de estar muito próximo de alguém, o paciente necessita de entrar num estado mental pacífico e permitir que a bioenergia flua livremente enquanto sente um ambiente seguro, confortável e aconchegado ao ser cuidado e tratado durante a sessão. Nessas condições significa um aumento da sensibilidade do paciente a pequenas alterações no ambiente circundante, enquanto as mãos do terapeuta se aproximam do corpo e passam por áreas sensíveis. 

A prática de Reiki visa auxiliar a cura, através da interação com a bioenergia que irradia ao redor do corpo do paciente, por meio da influência da bioenergia do terapeuta. Todo ser humano é único. Cada pessoa é diferente da outra. Os terapeutas não são iguais. Ao procurar uma sessão de reiki, é necessário antes da marcação, o paciente relembrar emoções, sentimentos e verdades internas (não necessita de verbalizar caso assim entenda) para que possa escolher com mente livre e de acordo com o que deseja “curar” na sua vida pessoal. Quando uma terapia de reiki começa, o terapeuta desenha com as mãos os símbolos conhecidos de reiki, a uma distância segura do paciente. Somente depois o terapeuta deve se aproximar e iniciar a sessão. Durante a terapia, o terapeuta e o paciente estão em silêncio, conscientes apenas das suas realidades individuais no momento presente do ambiente circundante, seja na cidade ou num local natural do campo, seja na cidade.    

2.9.1 Cuidados para uma prática em segurança

Nos pontos 1.1 e 1.2 foi abordado o tema da bioenergia e formas de energia conhecidas atualmente que atuam de forma subtil durante uma terapêutica de reiki. É importante o terapeuta estar bem informado e treinado sobre como descarregar os excessos de energia para mais tarde poder conseguir facilmente identificar e tomar as devidas precauções para se proteger e cuidar da sua saúde. Um dos tipos de energia que pode afetar o terapeuta é a eletricidade estática. E como tal saber quando está estaticamente carregado é fundamental para manter o seu equilíbrio energético. 

2.10 Uso de simbologia

Com cada símbolo disponibilizado no curso de formação de muito curta duração, inclui uma pequena explicação sobre os possíveis significados. O estudo da técnica ë agora possível ser feito através da Internet, onde os alunos têm a possibilidade de estudar e aprender por si mesmos enquanto praticam cada uma das matérias essenciais para uma boa pratica de reiki. A escrita japonesa conhecida no ocidente como símbolos são usados pelos budistas e exibidos em templos e representam certos princípios da teoria budista. Algo semelhante a uma forma de relembrar todo o conhecimento associado a esse símbolo ou frase contido nos princípios de reiki. 

É comum ouvir alguém dizer que para poder utilizar um símbolo de reiki necessita primeiro de se sincronizar com o reiki e sua energia. Para quem sabe um pouco mais sobre o humor budista, sabe também que existem outros significados igualmente importantes por trás de tais declarações. Na vida real, trata-se de praticar e estudar primeiro, antes que qualquer reiki seja possível. Somente então “a ativação da energia reiki é possível“. O uso e estudo de símbolos para “aceder às energias ocultas de cura do reiki” também é uma afirmação muito forte na sociedade ocidental. Existem aqui tradições históricas em ocultar mensagens em símbolos, envoltas em misticismo, chegando algumas ao extremo e implicar poderes divinos. Alguém em sabedoria entende facilmente que o reiki não requer crença ou prática de alguma religião ou filosofia em particular. De facto, para um praticante de reiki bem-sucedido, como em qualquer campo do conhecimento, é importante não adicionar significados ou justificações com base nas possibilidades do desconhecido. Aprender a aceder as ignorâncias e limites do conhecimento pessoal do terapeuta é um modo de vida saudável e recomendado. 

Os símbolos conhecidos do reiki são quatro e organizados de acordo com o que é necessário para ser ensinado e aprendido. Como afirmado anteriormente, memorizar o grafismo é apenas o passo inicial para começar o estudo do reiki. Hoje em dia, os significados ensinados podem ser usados como palavras-chave num qualquer motor de busca na Internet para procurar não apenas livros, mas também apresentações de áudio ou vídeo. O importante aqui é aprender a distinguir o que são verdadeiras declarações na Internet. 

O primeiro símbolo disponibilizado a um estudante de reiki é escrito como “sei he key” e seus significados estão associados à natureza de uma pessoa e à sua humanidade. A semelhança do símbolo a uma figura humana facilita a compreensão básica de possíveis significados. É frequentemente referido como a técnica de estabelecer ligações entre a mente racional e lógica com a mente emocional. A cura ocorre quando a unidade acontece entre as diferentes mentes no corpo de uma pessoa. Como esse símbolo se refere a emoções, um praticante não deve descartar nos seus estudos, áreas do conhecimento na psicologia e inteligência emocional.

O símbolo de concentração, também chamado por vezes de símbolo do poder, é escrito como “shoku rei”. No budismo, refere-se à natureza e organização do que é real e à criação de substância a partir do vazio potencial. Uma abordagem mais prática pode ser entendida como uma forma de relembrar o terapeuta no início da sessão, para deixar de lado toda atividade mental desnecessária e para estar no momento presente e em harmonia com a natureza circundante. Um estudo aprofundado levará o aluno a desenvolver a sua própria técnica para se concentrar e focar no momento do presente e deixar de lado pensamentos e sentimentos soltos em busca de serenidade e paz durante a sessão.   

O símbolo intemporal é escrito como “hon sha ze sho nen” e é conhecido por permitir o envio de energia, bem como pela cura à distância, e permite o tratamento problemas de épocas passadas, incluindo ligação a vidas passadas. Este símbolo necessita de uma adequação dos seus significados para poder ser utilizado nas sociedades ocidentais. Como atualmente vivemos num mundo quântico, uma palavra de possibilidades físicas onde o tempo não é mais medido apenas com um relógio mecânico. Noções de relatividade temporal são úteis para a compreensão de significados mais profundos de “vidas passadas“, cada qual em sua época com sua própria história e como tudo isso está relacionado com cura de aspetos menos materialistas e menos físicos da mente e do corpo. A extensa historia e acontecimentos nas sociedades ocidentais europeias, é comum encontrar alguém, um paciente interrogando-se, por outros tempos na história e vida europeia, à procura de unidade e reconciliação. Herança familiar, ou simplesmente circunstâncias diárias da vida, acrescentado o lado mais mentalista e envolvendo tudo em sonhos, com suas próprias ilusões e desejos. Todos nós, em algum momento, nos mudamos para um lugar onde o ser interior é capaz de cumprir seu próprio objetivo de vida, longe das impossibilidades percebidas no mundo real. Este símbolo convida o aluno a treinar, a pratica para um retorno seguro à realidade do momento presente através das realizações de vida do paciente, entre todos os perigos e medos contidos. A jornada pode ser apresentada através de todas as suas épocas e tempos na história. Embora possa ser treinado, este trabalho está mais facilitado para os terapeutas com uma mente visual, abordando aspetos de forma visual do eu interior projetados na realidade do eu. É necessário aprender uma linguagem mais abstrata, conceptual, vulgarmente referida por “esotérica“, para que se possam efetuar tratamentos e curas intemporais e promovam um retorno seguro da bioenergia do paciente à unidade e ao tempo presente. 

O último dos símbolos a aprender é escrito como “dai ko myo” e representa uma escolha consciente para uma conexão mais espiritual e ao mesmo tempo mais terrena, com todos os seres vivos no planeta. É necessário que nesta fase o aluno reconheça o seu percurso de vida pela frente. Para aqueles mais propensos ao raciocínio lógico, uma maneira de pensar “dai ko myo” é entendê-lo como uma representação de potencial ilimitado de todos os ensinamentos espirituais e leis naturais do universo. Independentemente da filosofia religiosa. O estudo e a prática promovem mudanças pessoais na vida do terapeuta, de entre as quais a mais comum observada é o desapego da sociedade em geral e das interações sociais diárias na busca dos objetivos individuais imateriais estabelecidos pelo terapeuta. Auto-capacitação, criatividade e intuição são conceitos a serem dominados para toda a vida, não adequados para curiosos ou para aqueles que procuram um argumento discutível.     

Aqueles que assumem o compromisso, estudo e trabalho honesto e sincero, podem entender o uso de símbolos no reiki apenas para lembrar todos os significados possíveis dentro de todo o conhecimento universal, comparável a um jovem estudante universitário a lembrar de ideias e conceitos básicos essenciais quando começa a trabalhar na sua vida profissional ativa depois de finalizar os estudos. 

É frequentemente encontrado em declarações de terapeutas menos experientes, afirmando que um símbolo é específico para o tratamento desta ou daquela doença. A terapia de reiki consiste apenas na troca de energia, sem tocar o corpo físico e deste modo o terapeuta está apenas a facilitar a capacidade curativa inata do corpo físico do paciente, auxiliando na cura do que é conhecido na medicina convencional como emoções e sentimentos por exemplo. Os símbolos do reiki são aqueles fornecidos apenas pelo seu fundador, Mikao Usui. Quaisquer outros símbolos não devem ser confundidos com reiki. É importante entende-los como um meio de lembrar o conhecimento necessário para uma sessão bem-sucedida de reiki e encerrar de uma vez por todas a discussão em torno da afirmação seguinte 

depois de desenhar os símbolos, estes funcionam por sua própria vontade e poder, cuidando de tudo, incluindo a proteção de todos envolvidos

 Esse tipo de afirmação é perigoso, está mais próximo do lado supersticioso e demonstra a inexperiência do terapeuta na prática do reiki. Além disso, é necessário entender que não é uma boa prática misturar técnicas. É recorrente encontrar relatos de pessoas que se autodenominam terapeutas certificados, usando sua própria simbologia da qual, por algum motivo, “receberam” ou estudaram e decidiram incluir no reiki. De fato, a grande maioria, até a presente data, usa esse argumento como uma forma de se diferenciar de outros terapeutas ou como forma de promover o seu negócio ou aumentar o status social.

2.11 Condições do local para uma sessão terapêutica bem-sucedida

Como em qualquer edifício, é necessária ventilação adequada do ar interior, para que o dióxido de carbono produzido e a humidade possam ser removidos adequadamente. Sobre este assunto, a regulamentação portuguesa como o RCCTE [29] e a ventilação natural NP EN 1037 [30] deve ser usada para avaliação e verificação das condições do ambiente no espaço. Com o aumento do dióxido de carbono e da humidade devido à respiração, tanto o terapeuta quanto o paciente podem começar a sentir sinais leves de sonolência. Como afirmado anteriormente, é comum ouvir alguém comentar sobre as sessões que acabaram de ter e dizer: “sentir sonolência é um bom sinal“, o que pode não ser o caso, dependendo das condições que o terapeuta tem a oferecer. O uso de aromas e fragrâncias deve ser cuidadosamente e salvaguardado. Os argumentos mais comuns encontrados são “gosto mais deste incenso” ou “esse incenso tem mais energia …” ou mesmo “esse incenso serve a esse propósito“. O reiki terapêutico é um tratamento neutro, no qual tanto o terapeuta quanto o paciente estão sujeitos à mesma energia. O uso das fragrâncias pessoais do terapeuta pode levar a um tipo errado de sentimento e pode ser confundido com um de natureza sexual ou sentimentos de apego. Além disso, sabe-se que o incenso é usado na limpeza da sala com janelas e portas abertas, para que o ar possa ser renovado. A água é necessária para uma sessão terapêutica de reiki. Tanto o terapeuta quanto o paciente devem beber água em quantidade suficiente, mas não tanto ao ponto de interromper a terapia para uma necessidade urgente a casa de banho. 

2.12 As sessões não devem ser para socializar

Porque está na moda ou porque “eu tenho a oportunidade de estar com aquela amiga para falar sobre o assunto que eu tanto estou ansiosa e a espera” não é algo que não pertence ao reiki. Atualmente, existe muita variedade na socialização e lugares muito mais ajustados e adequados ao ato de conversar e socializar.

2.13 A ilusão da aparência

A aparência física, o código de vestuário ou o tipo de roupa não podem medir a qualidade do reiki (por exemplo vertir-se de branco). A qualidade pode ser medida nos dias seguintes com perceções internas do SER do paciente. Também é comum encontrar comentários afirmando algum tipo de poder especial de um terapeuta em particular, ou mesmo, o terapeuta é um “ser humano especial“. Ou então entrar em discussão argumentativa sobre a “árvore genealógica” ou sobre “qual, ou quem, é o melhor” ou mais antigo. Isso vai contra os princípios básicos do reiki.    

2.14 Dinheiro, pagamento e devolução

Uma sessão de reiki é algo que não pode ser induzido a comprar. Deve ser dada gratuitamente e espontaneamente. Um terapeuta não pode forçar ou induzir alguém para uma sessão terapêutica de reiki só porque entendeu durante uma conversa informal que essa pessoa tem sintomas de algum tipo ou natureza. Ter esse comportamento pode ser comparável a pegar em alguém e levá-lo ao hospital, quando esta a dizer que não quer, apesar de estar ciente de um possível problema de saúde. 

Uma das “lições” para iniciantes em reiki é sobre a troca. Como em todo e qualquer trabalho, é importante praticar a troca, entender seus significados e o valor monetário do dinheiro. Enquanto pratica e estuda, trocas de trabalho por trabalho ou trocas de tempo por tempo são uma boa forma de buscar sabedoria e entendimentos sobre troca e apresentam oportunidades para uma compreensão mais profunda sobre o que se entende por valor.   

3 Ensinar reiki

O ensino do reiki tem sido realizado em pequenos grupos e de duração de curto prazo. É comum encontrar “cursos de reiki” anunciados, organizados por nível de um a três, onde o último é considerado para quem procura a mestria na prática. Como em qualquer área do conhecimento, o aluno precisa de tempo para estudar e praticar o que foi ensinado enquanto desenvolve sua própria técnica. Nos primeiros dias do reiki em Portugal, era normal encontrar a exigência, no final dos cursos, de praticar durante os 21 dias seguintes antes de poder fazer a outras pessoas. O número exato de dias não é relevante, mas sim a necessidade de praticar para o desenvolvimento de habilidades técnicas e estudo pessoal antes de começar a dar reiki a outros. 

Atualmente, existem cursos de pacotes terapêuticos com várias “técnicas“, com um interesse diário crescente da população em aprender mais sobre o assunto. Pelo lado negativo, os cursos tornam-se ainda mais curtos e muitos deles geram alguma confusão devido a ensinamentos muitas vezes contraditórios. Esses cursos são mais informativos do que qualquer outra coisa, e não estão adequados para habilitar o aluno no reiki em segurança. Para aqueles que buscam mais ativamente, os cursos devem ser bem estruturados para permitir o desenvolvimento profissional do reiki após um processo de estudo educacional e crescimento interno. A importância de entender o reiki como um modo de vida, como qualquer outra profissão logo após o término dos estudos universitários, permite dominar o conhecimento e todas as ferramentas necessárias para que seja bom no seu trabalho durante a atividade terapêutica. Antes de decidir estudar reiki, é importante fazer arranjos pessoais e ser informado sobre o que é, o que esperar profissionalmente no dia-a-dia, preparação das necessidade e procura real por parte da população, à semelhança de toda e qualquer outra profissão. É importante falar sobre diferentes entendimentos da prática, saúde, felicidade, mas acima de tudo quais as condições mínimas de segurança para a realização da pratica muito antes de abordar questões como ética ou legalidade. Mais ainda quando, se tenta abordar a felicidade no reiki, particularmente quando se observa apego e exageros durante as sessões terapêuticas ou de esclarecimento.

É comum também encontrar diferentes entendimentos e interpretações dos símbolos. Isso é considerado parte integrante normal no autodesenvolvimento individual do terapeuta. Observar e estudar as diferenças de técnica e de prática permite, posteriormente, vincular-se ao conhecimento mais científico, o que por sua vez, facilita o acesso as diferentes áreas do conhecimento na medicina tradicional e clássica. Somente após a conclusão desse trabalho, será possível saber quais são os pontos fortes de cada terapeuta. Os psicólogos não são todos iguais, muito menos sociólogos ou psiquiatras, o mesmo que se espera dos terapeutas de reiki.   

4. Conclusões

O Reiki em Portugal iniciou seus primeiros passos como prática no final dos anos 90 e registrou um aumento exponencial nos últimos anos. O interesse da população na prática de reiki está a exigir aos terapeutas de reiki um maior investimento pessoal na procura de sabedoria através do conhecimento de forma a permitir o avanço da pratica como terapia complementar. No entanto, o ensino da técnica de reiki necessita de se aprofundar e alargar a mais áreas do conhecimento ocidental numa procura de melhorar a qualidade dos resultados [31]. Muito foi discutido nas redes sociais sobre a prática do reiki como terapia em Portugal, mais ainda como uma medicina complementar, no entanto, estudos de investigação científica sobre os seus benefícios reais só agora estão a ser publicados e considerados como parte do desenvolvimento de medicinas e terapias complementares. O que se está a pedir agora aos terapeutas é uma mudança em direção à prática preventiva na saúde da população nas medicinas convencionais e a mudança para as medicinas preventivas. 

A terapia de reiki não está aqui para substituir as áreas tradicionais ou convencionais da medicina, na verdade, está aqui para acrescentar mais saúde e cuidados. A medicina convencional aborda a doença e enfermidades somente após um diagnóstico e correta identificação de um problema de saúde físico observável, enquanto as medicinas preventivas estão aqui para ajudar e evitar que essas doenças aparecem em primeiro lugar. 

Para aqueles que foram submetidos a tratamento médico, o reiki permite melhores resultados na sua recuperação. A prática atual de reiki está disponível em hospitais nas salas de recuperação dos pacientes onde o terapeutas de reiki têm assistido pacientes com necessidades emocionais em clínicas especializadas em psicologia ou psiquiatria, em pessoas em tratamento de doenças identificadas pela medicina convencional ou pacientes em recuperação de cirurgia. 

Sobre o autor

O autor é praticante de reiki com formação. O primeiro contacto com o reiki foi no final dos anos 90, quando a prática tinha acabado de chegar a Portugal. Desde então, tem estudado e desenvolvido a sua técnica e prática do reiki pessoal. Sempre que solicitado fornece insights sobre como obter melhores resultados nas prática ou terapia de reiki.

uma prática de reiki em segurança em com segurança, todos e a todas.
Até uma próxima oportunidade,
Miguel Tomás Silva

http://www.linkedin.com/in/migueltomas 

nota

Caso o leitor desejar utilizar este conteúdo para adaptar e fazer alterações pode faze-lo livremente. O autor pede apenas que seja incluído o seu nome de acordo com o que está estipulado para a partilha de conteúdos na internet no site da creative commons em http://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/

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