Paula Moreira, responsável pelo Núcleo de Reiki sadino, acredita que Setúbal é uma região aberta a esta terapia. Com pouco mais de 2 anos de existência, o núcleo tem em mãos diversos projectos com o objectivo de que o Reki seja reconhecido como uma Terapia Não Convencional, além de pretender a legalização da sua prática e do ensino propriamente dito.
A um nível mais pessoal, a facilitadora recorda um episódio sucedido com ela e o seu falecido pai como um momento marcante no seu percurso enquanto reikiana e partilha um desejo: “que todos os seres humanos se unissem nesta TNC de Amor incondicional e acabasse todo o sofrimento do mundo.”.
 
A Associação Portuguesa de Reiki (APR)  tem quase 8 anos de existência. Que mais valias tem trazido o seu surgimento, na tua perspectiva?
R- Conheço a APR desde que fiz a iniciação no II nível de Reiki, em 2014. Associei-me à APR com o intuito de dar um carácter profissional e sério no meu atendimento Reiki, uma vez que tenho um espaço para o efeito.  O facto de ser Associada sem dúvida que dá mais seriedade ao Reiki.
O que faz um núcleo regional da APR? Qual a sua importância?
R- Um Núcleo de Reiki dá apoio aos praticantes de reiki seguindo as normas e diretivas da APR tendo como objetivo o associativismo e o esclarecimento sobre o Reiki. Um Núcleo de Reiki desenvolve ainda (se o entender) ações de voluntariado.
Quando e como nasceu o núcleo de Setúbal e quantas pessoas movimenta actualmente?
O Núcleo de Setúbal, nasceu em Março de 2014. Já se movimentaram muitas pessoas aqui no núcleo, embora atualmente esse número esteja reduzido a 2/3 pessoas incluindo-me a mim. Nas Partilhas de Reiki (sessões de esclarecimento), o número é sempre variável, entre as 6 e as 8.
Que objectivos específicos esperam alcançar? E que tipo de acção promovem nesse sentido e qual a vossa envolvência com a comunidade sadina?
O nosso objetivo é que o Reiki seja reconhecido como uma TNC, e que haja legalização da prática e do ensino em si. Atualmente temos Voluntariado Reiki com a LATI- Liga dos Amigos da Terceira Idade, tivemos um ano com a SAM- Serviços de aconselhamento da Moita que nos pedem mais um protocolo pois os benefícios foram bons para os seus utentes. Estamos ainda em negociações com a Escola Secundária Sebastião da Gama para inserir o Reiki como terapia de combate ao stress e síndrome de burnout.
Falando em comunidade sadina, Setúbal é uma região aberta a esta terapia?
Eu posso dizer que sim, da mesma forma que digo que há muitos reikianos a exercer.
Como é que o Reiki surgiu na tua vida e há quanto tempo?
O reiki surgiu na minha vida como uma bênção, e iniciei-me para auto-tratamento coadjuvante de uma depressão de longo prazo. Foi precisamente no ano de 2014 em que comecei o desmame dos antidepressivos e decidi enveredar por uma vida mais serena, aderindo ao reiki a nível pessoal e profissional.
Como é que aconteceu o teu envolvimento com a associação?
Esta é uma história engraçada, porque eu contactei a APR logo após o meu II nível para fazer voluntariado Reiki cá em Setúbal. Mas Setúbal não tinha ainda Núcleo formado pelo que me foi proposto assumir o cargo de coordenadora e concretizar assim o meu desejo de voluntariado.
Há algum episódio mais marcante que recordes relacionado com o Reiki?
Haver, há muitos, e todos positivos. Recordo sobretudo o fluir “sozinho” do Reiki para o meu falecido pai estando eu apenas sentada ao lado dele na cama do IPO e ele a descansar. Sem nada fazer, sem me concentrar sequer, apenas olhava para ele enquanto ele repousava.
Que futuro vês para esta terapia não só na região mas a nível geral? E como gostarias que fosse esse futuro?
O futuro é algo que ainda não existe, logo não posso predizê-lo. Mas gostaria que todos os seres humanos se unissem nesta TNC de Amor incondicional e acabasse todo o sofrimento do mundo.
Há alguma informação adicional que penses ser importante partilhar?
É urgente legalizar a prática do Reiki e reconhecê-la como Terapia Não Convencional.