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Cantinho de Leitura dos Núcleos Porto, Penafiel e Ermesinde

Semanalmente partilharemos textos que nos ajudem a fazer caminho juntos, com a prática dos 5 Princípios da Filosofia Reiki.
Só por hoje

Sou calmo
Confio
Sou grato
Trabalho honestamente
Sou bondoso

As borboletas e a vela

É Fariduddin Attâr, autor persa de Mantic Ittair (A Fala ou A Conferência das Aves), que nos conta esta magnifica parábola nocturna: Uma noite as borboletas reuniram-se, atormentadas pelo desejo de se unirem à vela. Uma primeira borboleta foi até ao castelo distante e viu no interior a luz de uma vela. Voltou, contou precisamente o que tinha visto. Mas a sábia borboleta que presidia à reunião disse que aquilo não lhes adiantava nada.
Uma segunda borboleta penetrou no castelo e foi mais perto da vela. Voou em seu redor, tocou até a chama com as suas asas e a vela ganhou. Voltou, com as asas queimadas, e contou a sua viagem.
Mas a borboleta sábia disse-lhe:
– A tua explicação também não é exacta…
Então levantou-se uma terceira borboleta, ébria de amor. Penetrou no castelo, pousou no rebordo de um castiçal, depois ergueu-se nas patas traseiras e atirou-se violentamente sobre a chama. Os seus membros ficaram vermelhos como o fogo. Identificou-se com a chama.     

Então a borboleta sábia – que tinha estado a ver ao longe – disse às outras:     

– Aprendeu o que queria saber. Mas só ela o compreendeu, e é tudo

de: Jean-Claude Carrière, Tertúlia de Mentirosos, Contos Filosóficos do Mundo Inteiro, Editorial Teorema

 
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Meditação e Escuta para Jovens , em Penafiel (On-Line)

No momento atual os Jovens têm que estudar , apresentar trabalhos , ter aulas on line, estando muito tempo em casa.
Já lá vão algumas semanas .

Dos 14 aos 24 ♥

OBJECTIVO:
– Ouvir, Partilhar, Estar Só por Hoje contigo 🙂

COMO ?
– Direto ( on line) da pagina Núcleo de Reiki de Penafiel;
– plataforma Zoom , envia apenas o teu nome e email para nucleoreikipenafiel@gmail.com 

Nuno Miguel Moreira Nunes

Coordenador Nucleo  Reiki Penafiel 

Associado APR-000652-PT

Claudia Magalhães Duarte

Co-Coordenadora Nucleo Reiki PenafielAssociada APR-003345-PT

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CANTINHO DE LEITURA DOS NÚCLEOS PORTO, PENAFIEL E ERMESINDE

Cultivamos o gosto pela leitura e pela escrita
O nosso objetivo é despertar, para uma prática diária dos Princípios da Filosofia Reiki, rumo à arte de convidar a felicidade.


Só por hoje

Sou Calmo
Confio
Sou grata
Trabalho Honestamente
Sou Bondoso

Sonhar é viver…

Sonhar é viver…
É deixar a vida acontecer.
O importante é fazer de cada minuto uma vitória,
Uma glória, Um sentimento…
Que se conquista a todo o momento.
Sonhar também é ficar feliz
Sonhar é encantar,
É saber esperar.
Porque todos nós sonhamos!
Sonhamos com todas as coisas
Que desejamos ter e não temos!
Sonhamos com os nossos sonhos
Sonhos feitos à medida da nossa cabeça!
Sonhamos com amores
Amores feitos à medida dos nossos corações.
Não vamos deixar voar os sonhos.
Vamos segura-los com a mão,
Com Ternura, com Paixão…
Não vão eles fugir…
Mas… Se partirem, se isso acontecer,
Vamos então deixar que partam mas apenas
Com um suspiro!
Por isso não vamos deixar morrer o sonho.
Vamos lutar à nossa medida!
…e se não conseguirmos aprender a sonhar
Mesmo depois de tanto tentar
O mais importante é saber que esse dia
“um dia vai chegar”
e que vais PODER SONHAR…!
SONHAR À TUA MEDIDA!

Autor: Cristina Videira

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Eventos de três Núcleos juntos ;)

Todos os dias partilharemos textos enviados, para os Núcleos.
A escrita meditativa, limpa a alma, abraça a nossa fragilidade e ajuda-nos a celebrar a vida juntos Hoje.
Voamos nas asas de um Beija – Flores, ao encontro de um jardim com brincos de princesa.
O cheirinho a paz, enche os nossos corações de esperança..
Nunca se sintam Sós ♥

Hoje o texto partilhado foi este  ❤️

DESAFIO
Escrita meditativa
Partilhando o texto
Nuno Miguel Moreira Nunes
(coordenador do Núcleo de Penafiel APR)
Gratidão <3

Escrita meditativa- desafio aceite

Desde que me conheço sempre gostei de fazer copias, escrever , desenhar , na escola primária se bem me lembro era bom aluno em Português, adorava Educação Visual. Adorava inventar… inventar no desenho , à toa dizia eu !!! Sim era a minha intuição na altura a falar comigo e eu népia, pensava logo que não iriam gostar , toca de apagar ou rasgar.
Brinquedos… Sou do tempo do lego, puzzle, cariocas, montar e desmontar peças de automóveis de brincar e que ando dava por mim, sobravam peças, os carros, estavam diferentes mas andavam na mesma, invenção minha!
Segundo a minha Mãe, adorava cantar e imitar as músicas dos anúncios que passavam na TV… Anos mais tarde , no secundário era difícil comunicar com os professores ou colegas, porque com a minha gaguez, até ficava vermelho, mas respondia menos, falava menos , notas mais baixas no que dizia respeito à Participação nas aulas. Nos testes escritos era mediano, porquê? Porque escrevia , escrevia e escrevia tudo o que me vinha à cabeça.
Na cozinha adoro comer e cozinhar , mas com muita Calma pois para mim é uma terapia relaxante, para mim e para os outros.

Como vida é fantástica, coloca- nos os Pais que escolhemos , os Amigos que nos ajudam crescer com críticas construtivas, trabalhos que nos ajudam a escolher o nosso futuro, se der errado… temos pena : aprendi mais uma tarefa.

Ainda hoje a CALMA é um grande desafio para mim.
” A tua voz passa tanta calma que me sinto muito bem” e eu penso se a minha voz mostra a minha essência, então quem sou eu para julgar e Vamos lá trabalhar mais um pouco , ok? CALMA, 1 dia de cada vez pois assim hoje que escrevo, Abril de 2020, nesta altura um cromo chamado covid19, obrigou-me a parar e ajustar ainda mais e explorar o meu SER . OBRIGADO 🙂

Para terminar, tive o meu
Mestre de Reiki que me incentivou a cantar, respirar e comunicar. Com o Reiki ajudou-me, sem dúvida alguma. Depois quando mais medito e faço auto tratamento, mais as ideias aparecem e depois lá volto eu , bora lá, por a mão na massa.

Assim me despeço
Com muita Amizade
Desafio aceite
Abraço Feliz🌻

Nuno Miguel Moreira Nunes
5.4.2020

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Núcleo do Porto: Desafio Escrita Meditativa

” há tanto que se pode fazer agora, e fazemos tanto nesta altura em que temos de estar mais tempo em casa; algo que não imaginamos que faríamos tão cedo. Hoje dei comigo a ver fotografias de outros tempos, algumas bem antigas que já nem me lembrava que um dia foram uma realidade nos meus dias. Recordar é viver, e viver nos dias de hoje pode ser a olhar para dias felizes que vivemos outrora. Sigamos em frente com os nossos dias, ainda que em casa, o mais ocupados possível. Que as fotografias de hoje sejam orgulho de amanhã de altura em que tivemos mais coragem e esperança”

Paulo Pinto
Março 2020

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CANTINHO DE LEITURA DO NÚCLEO DO PORTO

Cultivamos o gosto pela leitura e pela escrita
Praticando os 5 Princípios da Filosofia Reiki.
Só por hoje

Sou Calmo
Confio
Sou Grato
Trabalho Honestamente
Sou Bondoso

COMPAIXÃO O MUNDO PRECISA MUITO DESSE SENTIMENTO!
Valéria Spinelli

Em um momento onde tanto se fala em gratidão, pouco se fala em compaixão. Um amor puro, além do sentimento do relacionamento entre homem e mulher. Esse amor é algo maior que você pode sentir pelos outros e principalmente por si mesmo.
No significado de compaixão, é apresentada a piedade, um sentimento de pesar por algum acontecimento alheio, vontade de ajudar ao próximo, de confortar quem padece de algum mal.

Pouco vemos no mundo de hoje o sentido dessa palavra na prática. Assistimos brigas dentro das casas, entre familiares, nas ruas e entre amigos. Vemos pessoas lidando com a noite, frio e o perigo, para conseguir levar algo até sua casa e sua família e ainda assim sendo julgadas.

Primeiramente, devemos descobrir o poder de somente observar a situação, e não julgar. Seja uma pessoa, ou um momento, quando passamos, apenas a olhar e não julgar, podemos crescer neste sentimento de sabedoria que é a compaixão.

Sobre o abraço… nunca o economize, ele é cura.

Uma oportunidade para ajudar pode ser uma prova enviada por Deus

“Não julgue, para não ser julgado. A medida que usar, também será usada para medir você”

Por cultura, hábito, talvez, na maioria das vezes julgamos e afirmamos o pior sobre muitas dessas situações. Alguém aqui nunca fechou o vidro do carro no trânsito para evitar que aquela pessoa lhe pedisse algo, ou tentasse vender alguma coisa?

Concordamos com todos os perigos vividos nas cidades hoje. Um problema de segurança grave que deixou de existir apenas nas maiores cidades e passou a acontecer em qualquer lugar, mesmo no interior em municípios pequenos. Lidamos todos os dias como o medo pela falta de segurança, e, então, deixamos de lado todo o amor, e apenas oferecemos o julgamento. Quando falamos deste sentimento, não quer dizer que vamos abdicar da justiça.

Mas a questão é a compaixão! Por que ouvimos tão pouco essa palavra?! Compaixão pelo outro, por quem precisa de você.
O mínimo para você é muito para alguém. É ceder, sem esperar nada em troca. Vem do coração, vem do carinho, expressa-se em palavras, mas, principalmente, em atitudes. Para entender esse sentimento, primeiro deixe de ligá-lo à palavra piedade. Não sinta pena de uma situação, mas sinta compaixão por quem a vive, emane esse sentimento para esse ser humano.

O outro não precisa da sua pena, dó, ele precisa da sua atitude por menor que for. Respeite quem precisa de alguma ajuda, respeite as situações ao seu redor. É preciso também fazer com que os defeitos de outra pessoa, não nos impeçam de amar. Abra um caminho diferente do julgamento imediato, e com compaixão viva seu dia melhor. As mais belas ações acontecem no silêncio! Acredite nessa poderosa e silenciosa compaixão.

Devemos nos sentir privilegiados, por fazer parte de um todo, ter compaixão pela natureza, ser gratos e sentir o chão que pisamos todos os dias. Cuide da terra que o acolhe todo os dias e tenha compaixão por todas as criaturas, que vão, sim, sentir-se abraçadas por você. Sinta empatia por tudo que o cerca, este é o princípio.

Empatia e compaixão quando sentidas em seu maior aspecto, atravessam o mundo. Ajude alguém, não pense em quem vai saber desse acontecimento ou não, apenas ajude. Aceite que até quem nos fez mal algum dia, deve receber nossa compaixão.

Quando você estiver pronto e sentir esse amor em seu coração, estará pronto para sentir a verdadeira compaixão.

Entendimento é compaixão, acolhimento. Uma pureza que o mundo com certeza precisa sentir mais.
Aceite seu momento, o que você passou hoje e o que tem no agora. Abra seu coração e sim permita que seu amor alcance o mundo inteiro.

Vamos refletir! A compaixão faz com que nada atrapalhe a nossa capacidade de amar.

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CANTINHO DE LEITURA DO NÚCLEO DO PORTO

Cultivamos o gosto pela leitura e pela escrita.
A Filosofia Reiki ensina a Como Fazer para Cuidarmos do Nosso Jardim
<3
Só por hoje
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Sou Calmo
Sou grato
Trabalho honestamente
Sou bondoso

NÃO CORRA ATRÁS DAS BORBOLETAS,CUIDE DO SEU JARDIM
Denyse Lage Fonseca

… Muitas vezes, passamos um longo tempo de nossas vidas correndo desesperadamente atrás de algo que desejamos, seja um amor, um emprego, uma amizade, uma casa, etc.
Muitas vezes, a vida usa símbolos, acontecimentos que são sinais para que possamos entender que, antes de merecermos aquilo que desejamos, precisamos aprender algo importante, precisamos estar prontos e maduros para viver determinadas situações.
Se isso está acontecendo na sua vida, pare e reflita sobre a seguinte frase: “Não corra atrás das borboletas. Cuide do seu jardim e elas virão até você!”. Devemos compreender que a vida segue seu fluxo e que esse fluxo é perfeito.
Tudo acontece no seu devido tempo.
Nós, seres humanos, é que nos tornamos ansiosos e estamos constantemente querendo “empurrar o rio”. O rio vai sozinho, obedecendo ao ritmo da natureza. Se passarmos todo o tempo desejando as borboletas e reclamando porque elas não se aproximam da gente, mas vivem no jardim do nosso vizinho, elas realmente não virão.
Mas, se nos dedicarmos a cuidar de nosso jardim, a transformar o nosso espaço

[a nossa vida]

num ambiente agradável, perfumado e bonito, será inevitável… as borboletas virão até nós!
Dê o que você tem de melhor e a vida lhe retribuirá…

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Palestra de Reiki na Oncologia

No passado dia 11 de Outubro, a Delegação de Braga da Liga Portuguesa Contra o Cancro dinamizou uma palestra dedicada à Terapia Reiki e aos seus benefícios na prestação de cuidados aos doentes oncológicos e aos seus familiares/cuidadores.

Os terapeutas voluntários Álvaro Braga, Sandra Pinto e Sofia Vilas Boas foram os oradores e sentada à mesa esteve também Fátima Soeiro, coordenadora da delegação, na qualidade de mediadora.

Foi um momento muito especial, de profunda reflexão, aprendizagem e partilha.

Tem sido muito gratificante colaborar ao longo destes anos com uma causa tão nobre, como é a luta contra o cancro, abraçada pela LPCC Delegação de Braga e em colaboração estreita com a equipa de psicologia desta casa.

Gostaríamos de agradecer o acolhimento desde a primeira hora por parte da coordenadora, Fátima Soeiro, e das psicólogas, Carla Ribeiro e Joana Rodrigues.

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CANTINHO DE LEITURA DO NÚCLEO DO PORTO

Rubrica mensal on-line
Cultivamos o gosto pela leitura e pela escrita.
<3
Só por hoje
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Trabalho honestamente
Sou Bondoso

ESTAMOS SEM TEMPO E COM A ATENÇÃO DISPERSA
No nosso mundo há uma quantidade enorme de pessoas, trabalhadoras e muito inteligentes, que se dedicam, por dinheiro, a criar formas de captar duas das coisas que temos de mais precioso: a nossa atenção e o nosso tempo. Ainda que consigam caçar-nos por apenas alguns segundos, já alcançam boa parte do seu objetivo.
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Parece que somos quase impotentes para resistir a todos esses apelos. O erro mais grave reside no facto de não reconhecermos de imediato que se trata de algo mau para nós. Afinal, a nossa atenção e o nosso tempo são finitos e não chegam para tudo. Ao deixarmo-nos ir para onde estas seduções nos aliciam, estamos a deixar para trás outras coisas, talvez mais necessárias.
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Descansar é algo essencial. Mas há quem tome o sossego como um desperdício de tempo. Preferindo seguir pelos sedutores caminhos que as tecnologias de hoje nos propõem. Vamos de imagem em imagem, de link em link, quase nunca sem encontrar algo que, de verdade, nos interesse… mas parece que adoramos andar a ver estes mostruários.
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As nossas mentes, rebeldes e muito ágeis, como se fossem macacos, saltam de um sítio para outro, sem cessar, nunca param, nunca admiram nada. Há muito movimento de ideias e dispêndio de energia, mas nenhuma ação. Não se constrói ou ganha nada… apenas se perde, atenção e tempo.
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Cada vez mais, as pessoas têm medo de si mesmas, das memórias, sonhos, alegrias e terrores dos caminhos do seu íntimo. Usam a tecnologia para se manterem a uma distância segura de si próprias, mas acabam ainda mais infelizes, quando se dão conta dos resultados destas suas escolhas… a solução que encontram é infantil, de tão ingénua: mergulhar ainda mais naquilo que nos distrai, para ver se tudo não passa de um pesadelo do qual acordaremos e… de forma instantânea, ficará tudo bem!
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Outras vezes, sonhamos com mudanças imediatas de condição ou lugar, sem nos darmos conta de que, mesmo que acontecessem, não matariam o problema, uma vez que ele reside dentro de nós e nas portas que mantemos abertas ao que nos tenta escravizar. Poderíamos tornar-nos milionários ou ir viver para uma bela e calma ilha que, ainda assim, não teríamos paz. O problema está em nós, não nas nossas circunstâncias.
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Durante séculos, homens e mulheres, um pouco por todo o mundo, construíram mosteiros e conventos para viverem. A sua preocupação principal era a de não se deixarem distrair a fim de aproveitarem o seu tempo para construir a uma vida melhor. Mas estas paredes inspiravam cada um deles a construir dentro de si um castelo, onde a sua atenção profunda se concentrasse no mais importante e não se perdesse.
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As distrações de um mundo cada vez maior e mais selvagem têm de ficar do lado de fora da nossa vida, sob pena de desperdiçarmos a nossa existência.
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O problema não é a inteligência artificial. É a inteligência humana que está a artificializar-se e a definhar, de cada vez que cede aos mecanismos básicos de quem nos quer autómatos dependentes, consumidores automáticos e escravos dos interesses alheios.
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É essencial que aprendamos a aproveitar ao máximo o tempo que nos é dado, garantindo que somos senhores da nossa atenção.

José Luís Nunes Martins

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Cantinho de Leitura do Núcleo do Porto – Outubro

RUBRICA MENSAL ON-LINE

Cultivamos o gosto pela Leitura e pela Escrita

Que desperte e  facilite a prática diária dos 5 Princípios da Filosofia Reiki

Para que, juntos, consigamos sentir Paz.

Abracemos a Felicidade, sorrindo para a Vida

Só por Hoje 

Sou Calmo

Confio 

Sou Grato 

Trabalho Honestamente 

Sou Bondoso

A Vida é Uma Brincadeira, Não Leve Nada Tão a Sério.

Sobre como viver a vida de uma maneira mais leve e divertida.

Em algum momento da vida, não sabemos precisar quando, caímos na falácia de que precisamos amadurecer.

Só que esse amadurecer vem carregado de coisas chatas.

Neste momento, começamos a desgarrar das coisas de criança.

Aí vem os adultos… chatos e desanimados com a vida, despejando todas suas crenças em cima das crianças: “é jovem, a vida não é só brincadeira… um dia você vai crescer e vai precisar trabalhar duro para sobreviver.”

Despeja aquilo que tem na sua mente e propaga sendo uma verdade universal.

A pergunta crucial: quem disse que a vida tem que ser assim?

O que exatamente é esse amadurecer?

É deixar de viver a vida com leveza e se apegar a padrões necessários para trabalho, viver em sociedade, relacionamentos?

Por que deixamos de levar tudo como se fosse uma grande brincadeira?

Surgem as metas, os objetivos, as coisas sérias…

Tudo isso com que finalidade? Se tava tão legal quando criança poder brincar, por que tiraram isso da gente?

A verdade é que não tiraram, apenas colocaram um monte de tralhas desimportantes em cima da nossa essência.

E isso nos deixou assim, adultos chatos e desinteressantes.

Jesus em suas pregações diz que se não nos convertermos e tornarmos como crianças, de modo algum entraremos no Reino dos Céus.

Esse Reino dos Céus que é posto nas pregações refere-se ao fazer as coisas com uma presença absoluta, não se importando com futuro ou com o passado.

Atemporalidade.

Estar em uma dimensão infinita — é assim que podemos traduzir o Reino dos Céus.

E as crianças sabem muito bem acessar essa dimensão infinita.

Quando elas brincam, ou melhor, quando se é criança, vive-se intensamente no momento presente.

Elas não estão preocupadas em saber que horas são, elas não querem ver quem é melhor, mais forte, apenas se divertem, sem compromisso, sem finalidade.

A finalidade está implícita na brincadeira em si.

Tampouco elas fazem algum juízo de valores, ficam julgando o menino porque ele é da origem A ou da cor B, a pureza do estado humano encontra-se nas crianças.

Portanto, por que não transformar essa vida séria e sem graça em uma vida cheia de luz e brincadeira?

E isso não é questão de fatos X,Y,Z acontecerem, é apenas uma questão de escolha interna.

Escolha viver uma vida alegre e volte a não levar nada tão a sério

Luiz André Birck Teixeira

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Cantinho de Leitura do Núcleo do Porto – Setembro

Cultivamos o gosto pela leitura e pela escrita.

Rubrica mensal online

Prática na vida diária com os 5 Princípios da Filosofia Reiki

Só por hoje

Sou Calmo

Confio

Sou grato

Trabalho Honestamente

Sou Bondoso

Mudar não significa tornar-se outro, mas fazer uma experiência mais autêntica de si.

Atravessar etapas de crise não é necessariamente mau: permite-nos um olhar a que ainda não havíamos chegado, permite-nos escutar não apenas a vida aparente, mas a insatisfação, a sede de verdade e de sentido, e passar a assumir uma condição mais ativa e assumida. Mudar não significa tornar-se outro, mas fazer uma experiência mais autêntica de si. No fundo, só mudamos quando nos encontramos. Não nos escutarmos, até ao fim, isso sim é desperdiçar uma preciosa ocasião para aceder àquela profundidade que pode devolver sentido à existência. Talvez precisemos descobrir que, no decurso do nosso caminho, os grandes ciclos de interrogação, a intensificação da procura, os tempos de impasse, as experiências de crise podem representar verdadeiras oportunidades. Quanto mais conscientes dos nossos entraves, limites e contradições, mas também das nossas forças e capacidades, tanto mais podemos investir criativamente no sentido da nossa identidade. Isso implica uma mudança de ponto de vista sobre nós próprios e o mundo, e advém daí naturalmente uma instabilidade face a modelos que se tinham por adquiridos.

José Tolentino Mendonça, in “O Tesouro Escondido”

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Dedicatórias de praticantes de Reiki

” Que seja um dia em plena Alegria, Partilha, Amor.

Obrigado Mestre Mikao Usui <3

Nuno Nunes

Mikao Usui está de Parabéns pelos ensinamentos que nos transmitiu. Hoje Só por Hoje será um dia alegre e pleno de energia positiva, fazendo de nós seres mais felizes e para todo o mundo geral.

Jose Paulo

O Reiki para mim tem sido complemento sensacional e já faz parte de mim. Como Voluntário, farei por gosto para ver todos as pessoas a sorrir e felizes. Portanto, com a minha Gratidão farei esse dever para espalhar a Paz e manifestar a energia de Reiki para que haja um Equilíbrio no Universo.

Miguel Ferreira

Parabens Mikao……

Obrigado pelos teus 5 princípios. Só por hoje, aqui, agora, sou grata.

Ana Santos

Reiki é Amor Incondicional é doar o melhor de nós. Parabéns Mikao e a todos os reikianos.

Anabela Jesus

Parabens Mestre Mikao

Todos juntos aqui estamos

a festejar o teu dia

TU nos dás e nós doamos !

Maria Ester (MEL)

Parabéns, Obrigado pelos teus ensinamentos. Reiki Amor Incondicional, doar o melhor, de nós, todo Amor sem esperar nada em troca.

Eugénia Seabra

Ao Mestre Mikao sou muito Grata por todos ensinamentos e com Alegria do poder energia dar-nps bons momentos.

Apesar do calor dava por sorrir, epá tava fixe, Parabéns Reiki 😀

J. J.

Obrigado pelo teu dia, está muito calor mas deu para aproveitar e nos divertir.

Nuno Miguel Moreira Nunes

Coordenador Nucleo  Reiki Penafiel 

Associado APR-000652-PT

Claudia Magalhães Duarte

Co-Coordenadora Nucleo Reiki Penafiel

Associada APR-003345-PT

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Poema do Aniversário do Nucleo de Reiki de Penafiel

Dia 26 de Julho,

è um dia especial.

Nasceu um núcleo, um orgulho,

composto por gente leal.

Há uma energia, um objectivo,

Em que cada um é capaz!

Não só ser criativo, mas também de construir a Paz.

O símbolo é um girassol.

Nuno é o seu mestre.

è assim como um farol…

cada um se sente como um “extraterrestre”!!

Sente-se muita União,

cada um ergue sua voz,

cada qual com sua emoção,

Formamos um grande NÒS.

È o quinto aniversário

Prima muita Alegria!

Porque sem ser revolucionário!

sentimos e vibramos harmonia.

O trabalho é árduo,

O “pessoal” resistente!

Há respeito mútuo,

E gente sorridente.

è dia de Parabéns,

de sintonia e de Luz!

Mantemos as nossas origens

E as bênçãos se faz Jus!

Manuela Nunes 

🙏

Nuno Miguel Moreira Nunes

Coordenador Nucleo  Reiki Penafiel 

Associado APR-000652-PT

Claudia Magalhães Duarte

Co-Coordenadora Nucleo Reiki Penafiel

Associada APR-003345-PT

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Cantinho de leitura do Núcleo do Porto

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Só por hoje

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Férias: A possibilidade de reencontrar a vida

Este vaivém que julho e agosto introduzem (com viagens mais próximas ou longas, tráfegos de vária ordem, alterações ao quadro de vida corrente…) constitui, para lá de tudo o mais, uma espécie de coreografia interior. Dir-se-ia que a própria vida solicita que a escutemos de outra forma. De facto é disso que se trata, mesmo que se não diga. É com esse imperativo que cada um de nós, mais explícita ou implicitamente, luta: a necessidade irresistível de reencontrar a vida na sua forma pura.

Se a linha azul do mar tanto nos seduz é também porque essa imensidão nos lembra o nosso verdadeiro horizonte. Se subimos aos altos montes é porque na visão clara que aí se alcança do real, nessa visão resplandecente e sem cesuras, reconhecemos parte importante de um apelo mais íntimo. Se buscamos outras cidades (e nessas cidades uma catedral, um museu, um testemunho de beleza, um não sei quê…) é também perseguindo uma geografia interior. Se simplesmente investimos numa dilatada experiência do tempo (refeições demoradas, conversas que se alongam, visitas e encontros) é porque a gratuidade, e só ela, nos dá o sabor adiado da própria existência.

Entendemos bem aquele verso de Ruy Belo que diz: «Espero pelo verão como quem espera por uma outra vida». Na verdade, não é por uma vida estranha e fantasiosa que esperamos, mas por uma vida que realmente nos pertença. Por isso é tão decisivo que as férias, tempo aberto às múltiplas errâncias, não se torne um período errático e vago; tempo plástico e criativo e não se enrede nas derivas consumistas; tempo propício à humanização não se perca na fuga a si mesmo e no ruído do mundo. Em toda a tradição bíblica o repouso é uma oportunidade privilegiada para mergulhar mais fundo, mais dentro, mais alto. É aceitar o risco de sentir a vida integralmente e de maravilhar-se com ela: na escassez e na plenitude, na imprevisibilidade dolorosa e na sabedoria confiante.

José Tolentino Mendonça

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Cantinho de leitura do núcleo do Porto – Julho

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O Presente da Vida

 Como se também eu estivesse sob a influência das estações do ano, algumas gotas escorrem pela minha cara.

Elas carregam muitas memórias e sentimentos especiais.

Memórias que se tornam vivas como bolhas de sabão criadas pelo vento.

À medida que a luz do sol incide sobre estas bolhas, surgem cores únicas maravilhosas…

Elas carregam momentos preciosos partilhados com aqueles que já não consigo ver.

Elas carregam os seus sorrisos, as suas vozes, os seus gestos.

Elas carregam a sua alegria, o seu carinho e o seu amor que senti durante tantos anos.

As bolhas eventualmente rebentam, mas os sentimentos ainda permanecem…

Os meus olhos já não conseguem captar a sua forma, mas o espaço no interior das bolhas está sempre lá.

Fecho os olhos para me tornar mais consciente deste espaço.

Venho ao meu coração em busca da água, do vento, do sol e das cores infinitas.

Encontro o espaço em que tudo é criado.

Encontro a nascente da alegria, do carinho e do amor.

Descubro a fonte da gratidão que enche o meu coração.

Gratidão por aqueles que já não têm forma com quem partilhei momentos tão preciosos.

Gratidão por aqueles que continuam ao meu lado nesta viagem.

Gratidão por todas as experiências que fizeram de mim “aquilo que sou”.

Gratidão pelas experiências extraordinárias que ainda hão de vir.

Gratidão por este momento Presente.

Gratidão pelo Presente que é a Vida.

Delfina Santos

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Cantinho de leitura do núcleo do Porto – Junho

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Só por Hoje

❤️

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A felicidade nem sempre te espera.

E isso não te desespera?

Então, faz o que tens a fazer e vais ver que

Ela coopera, prospera e às vezes até supera

O que tu esperavas, de forma sincera.

Mas não sonhes demasiado,

Não te cales até ficares asfixiado,

Nem esperes que ela chegue numa manhã de Primavera,

Entre sol, risos e flores,

porque isso são só pormenores.

Não! Faz-te a ela de outono, inverno ou verão,

Mas faz-te a ela sem resignação,

Sem medo, reservas ou cedência,

E deixa a cabeça falar com o coração!

E não, não te contentes com a sorte,

Porque quem o faz, nem sempre é feliz até à morte!

Paula Cristina Pessanha Isidoro

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CANTINHO DE LEITURA DO NUCLEO DO PORTO

Rubrica mensal online.

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Caminhando com os principios da Filosofia  Reiki 

❤️

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IMAGINE

Imagine não haver céu
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós só o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo pelo hoje…

Imagine não haver países
Não é difícil de fazer
Nada para matar ou morrer
Nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Viver a vida em paz…

Imagine o mundo sem posses
Gostaria de saber se você pode
Não há necessidade de ganância ou fome
A irmandade dos homens
Imagine todas as pessoas
Compartilhando o mundo todo…

Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que algum dia você se junte a nós
E o mundo viverá como um único

John Lennon

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CANTINHO DE LEITURA DO NUCLEO DO PORTO

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Sou Bondoso

Um mundo bem melhor

A hora chegou, precisamos dar as mãos
E lembrar que somos todos irmãos
Tantos vão morrendo, tentando encontrar
Uma chance, um motivo pra sonhar

Fácil fingir que não há o que fazer
E que alguém, um dia, vai resolver
Somos todos parte de algo bem maior
E no fim queremos só amor

Eu e você podemos muito
Somos aqueles que podem trazer o amor ao mundo
Não precisa ir longe, procure ao seu redor
Assim a gente faz um mundo bem melhor

 Faça o melhor, dê carinho, estenda a mão
Quando houver problema, dê solução
Basta atitude, dizer mais sim que não
É só abrir seu coração

Alguns pensam que o problema é de ninguém
Mas é preciso ver que ele é seu também
Te-e-e-emos que entender: Pra mudança acontecer
Você também precisa querer 


A gente sabe que é preciso de alguém pra contar
Quando acordamos queremos mais um pra compartilhar
Os nossos sonhos, as tristezas que o tempo nos trouxe
São alicerces pra dar força à esperança hoje
Todos nós somos o mundo unido em amor
E quando essa canção bater ninguém sentirá dor
Temos a luz pra estrada escura que o mundo caminha
Um sinal que te ajuda achar tudo que se perdia
Não haverá mais obstáculos pra tropeçar
Vamos reconstruir a paz quando o tremor passar
Somos o mundo! No fundo a esperança existe
Vamos lutar pra essas crianças não crescerem tristes

Somos amor, somos el mundo
Somos la luz que alumbra con ardor, lo más oscuro
Llenos de esperanza podemos rescatar
La fe que nos puede salvar Juntos tu y yo 

We are the World, we are the children
We are the Ones who make a brighter day So lets start giving
There’s a choice we’re making, we are saving our own lives
It’s true, we make a better day, just you and me”

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CANTINHO DE LEITURA DO NUCLEO DO PORTO

Rubrica mensal online

Cultivamos o gosto pela Leitura e pela Escrita.

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Só por hoje

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Sou Calmo

Sou grato

Trabalho Honestamente

Sou bondoso

Simplifique sua vida! 

Tudo o que é belo tende a ser simples. Afirmação generalizante? Não sei. O que sei é que a beleza anda de braços dados com a simplicidade. Basta observar a lógica silenciosa que prevalece nos jardins. Vida que se ocupa de ser só o que é. 

Não há conflito nas bromélias, não há angústia nas rosas, nem ansiedades nos jasmins. Cumprem o destino de florirem ao seu tempo e de se despedirem do viço quando é chegada a hora. São simples. 

Não querem outra coisa, senão a necessidade de cada instante. Não há desperdício de forças, não há dispersão de energias. Tudo concorre para a realização do instante. Acolhem a chuva que chega e dela extraem o essencial. Recebem o sol e o vento, e morrem ao seu tempo. 

Simplicidade é um conceito que nos remete ao estado mais puro da realidade. A semente é simples porque não se perde na tentativa de ser outra coisa. É o que é. Não desperdiça seu tempo querendo ser flor antes da hora. Cumpre o ritual de existir, compreendendo-se em cada etapa. 

Já dizia o poeta: “Simplicidade é querer uma coisa só”. Eu concordo com ele. O muito querer nos deixa complexos demais. Queremos muito ao mesmo tempo, e então nos perdemos no emaranhado dos desejos. Há o risco de que não fiquemos com nada, de que percamos tudo. 

Aquele que muito quer corre o risco de nada ter, porque o empenho e o cuidado é que faz a realidade permanecer. O simples anda leve. Carrega menos bagagem quando viaja, e por isso reserva suas energias para apreciar a paisagem. O que viaja pesado corre o risco de gastar suas energias no transporte das malas. Fica preso, não pode andar pelo aeroporto, fica privado de atravessar a rua e se transforma num constante vigilante do que trouxe. 

A simplicidade é uma forma de leveza. Nas relações humanas ela faz a diferença. O que cultiva a simplicidade tem a facilidade de tornar leve o ambiente em que vive. Não cria confusão por pouca coisa; não coloca sua atenção no que é acidental, mas prende os olhos naquilo que verdadeiramente vale a pena. 

Pessoas simples são aquelas que se encantam com as coisas menores. Sabem sorrir diante de presentes simbólicos e sem muito valor material. A simplicidade lhes capacita para perceber que nem tudo precisa ter utilidade. E por isso é fácil presentear o simples. 

Dar presentes aos complicados é um desafio. Não sabemos o que eles gostam, porque só na simplicidade é possível conhecer alguém. Só depois que as máscaras caem pelo chão e que os papéis são abandonados a gente tem a possibilidade de descobrir o outro na sua verdade. 

Eu gostaria de me livrar de meus pesos. Queria ser mais leve, mais simples. Querer uma coisa só de cada vez. Abandonar os inúmeros projetos futuros que me cegam para a necessidade do momento. Projetos futuros valem a pena, desde que sejam simples, concretos e aplicáveis. Não gostaria que a morte me surpreendesse sem que eu tivesse alcançado a simplicidade. Até para morrer os simples têm mais facilidade. Sentem que chegou a hora, se entregam ao último suspiro e se vão. 

Tenho uma intuição de que quando eu simplificar a minha vida, a felicidade chegará em minha casa, quando eu menos esperar.

Padre Fábio de Melo

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CANTINHO DE LEITURA DO NUCLEO DO PORTO

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Despertando para a prática dos Princípios da Filosofia Reiki

Só por hoje 

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Trabalho Honestamente 

Sou bondoso

Sou Grato 

Neste fim de ano, alguns aprendizados – talvez maturando em mim por meses e anos – pipocaram e amadureceram na minha vida, no meu ser. Por mais maluco que isso possa parecer, na mesma caixa que veio o entendimento da PACIÊNCIA, veio também a necessidade da URGÊNCIA.

Parece meio contraditório, mas não é.

A paciência veio ensinar a me autoperdoar, a aceitar melhor o meu ritmo (tão lento pra algumas coisas, diga-se de passagem), veio me ensinar a esperar os tempos dos processos dentro e fora de mim. Veio me acalmar e dizer que não adiantam comparações e projeções externas, às vezes a gente se demora num caminho, às vezes demoram a cair as fichas, e é devagar que alguns sentidos se revelam. Às vezes levam-se anos para desatrofiar um músculo adormecido, pra abrir um caminho de vida, pra largar um vício. Paciência não é entrega, mas é dar meu passo e também confiar no caminho, é fazer a lição de casa e perceber que não vou me tornar PhD da noite pro dia, da água pro vinho. Paciência é continuar evoluindo, pegando no colo as minhas dificuldades também, dissolvendo minhas sombras à medida que minhas mãos aprendem a tocá-las. É destruir as falsas deadlines e me deixar seguir quanto tempo for necessário, mesmo que levem vidas. Porque a busca é por uma verdade, e os caminhos do autoconhecimento muitas vezes são profundos e escuros. É devagar que encontramos as verdadeiras luzes.

Não é fácil, mas vou com paciência.

E concomitantemente me surgiu a urgência. Uma urgência que de nenhuma forma é contraditória à paciência, porque não é urgência de ações, não é urgência de tarefas a serem desempenhadas. Não é urgência de conquistas, de acúmulos, de coisas, de sentimentos, de pessoas…

A minha urgência é a vida. A vida se faz urgente. Viver é urgente, amar é urgente. É urgente que meus dias não se preenchem com 90% de coisas que não contam, que não somam, que não valem a pena.

É urgente ter meus amigos por perto, não necessariamente fisicamente, mas nas intenções, nos pensamentos, nas conversas, nos compartilhamentos. É urgente constatar o que é real nos dias. É urgente amar mais do que odiar, gastar mais tempo plantando do que derrubando, seguindo em frente do que remoendo. É urgente ancorar e ser resistência na minha própria base em tempos de marés revoltosas.

É urgente desacelerar se for preciso, fugir se for preciso. É urgente me alegrar hoje e agradecer e não perder tempo com o que pesa mais do que eleva, desgasta mais do que acrescenta, cria mais problemas do que ajuda a abrir caminhos.

É urgente que emaranhados de nós sem resoluções sejam deixados de lado, é urgente não carregar nos ombros histórias de vida que não são minhas, é urgente ouvir mas não se confundir. É urgente tirar o corpo fora quando o ser não cabe inteiro, e despovoar desertos e mergulhar nas cachoeiras abundantes de pequenos momentos de felicidades inesperadas.

E no entanto, a minha urgência é paciente e a minha paciência é urgente.

E isso tudo me fez lembrar um poema de Eugénio de Andrade, que deixo aqui com o coração cheio e ao mesmo tempo tranquilo:

Urgentemente

É urgente o amor 
É urgente um barco no mar 

É urgente destruir certas palavras, 
ódio, solidão e crueldade, 
alguns lamentos, muitas espadas. 

É urgente inventar alegria, 
multiplicar os beijos, as searas, 
é urgente descobrir rosas e rios 
e manhãs claras. 

Cai o silêncio nos ombros e a luz 
impura, até doer. 
É urgente o amor, é urgente 
permanecer. 

Clara Baccarin

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Cantinho de Leitura do Núcleo do Porto rubrica mensal online

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2019 Ano da Meditação e Saúde Mental em Reiki ❤️

Só por Hoje

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A escrita a partir do lado orgânico, a escrita meditativa

A escrita meditativa é a escrita que realmente fala e fala porque ouve primeiro a si, se reconecta, silencia, percebe, experimenta.

A escrita meditativa é criativa sem esforço, porque é concebida por meio da fluidez. O que é exposto é honesto, é verdadeiro, existe dentro e, portanto, não demanda invenções. A escrita meditativa é mais uma energia que uma folha de papel e um lápis ou caneta.

O lado orgânico é nossa identidade original. É quem somos sem adulteração, sem a pressão dos papéis que exercemos. Se nossos papéis falam de uma forma o nosso ser orgânico fala de outra. O primeiro fala mais pelo estímulo externo. O segundo fala mais pelo silêncio.

Escrita Meditativa

O que está fora de nós também é usado, mas como secundário.

Primeiro silenciamos e começamos uma viagem para o espaço interno e sagrado que temos. Verificamos os tipos de pensamentos que estamos desfrutando naquele momento e vamos organizando sempre com foco na clareza, na limpeza, portanto, com foco naquilo que é bom e positivo. A proposta é reconhecer as próprias qualidades como algo inato, presente. Sentir-se bonito, capaz, feliz. Não convidar as más ideias e pensamentos negativos e inúteis a uma xícara de chá. É deixar que estes passem como uma brisa de vento. Dentro dessa energia, o espaço interno é organizado e se prepara como uma grande tela branca, como se logo a frente uma grande folha de papel esperasse um traçado, uma história mais bonita de aprendizado e autocuidado. Até situações negativas são retratadas a partir dessa perspectiva de transformação e auto melhoria.

Depois desse passeio interno, aí sim, olhamos a paisagem, escrevemos sobre ela, sobre nós, sobre os sabores que degustamos, sobre uma situação, sobre o nosso dia. A escrita vai mostrar um conteúdo mais profundo e alicerçado na autenticidade e honestidade.

Não há escrita impulsiva, o contar de fatos com criticismo ou com censura, a autopunição. Nada disso!

O objetivo da escrita meditativa

O objetivo é sempre autoconhecimento e uma visão mais límpida do mundo. A ideia é criar uma relação mais leve com a vida, com os fatos, e além da auto melhoria e autocuidado, vem a dinâmica de educar nossos pensamentos, melhorar nossa fala, nos tirar dessa onda de comunicação violenta ou daquela intelectualização que fala demais sem ter nada a dizer. Outro ponto é estimular o uso do potencial criativo, a escuta atenciosa até do silencio que sempre tem muito a nos dizer. Desabafamos, nos aliviamos, inspiramos, movemos projetos através dela.
O objetivo principal é a imersão em uma experiência transformadora não apenas para aquele momento, mas para a vida.

O que usamos? Sobre o que escrevemos?

Usamos o silêncio, a música, a paisagem, uma experiência cotidiana, o momento das refeições e até mesmo um problema ou fato cotidiano que lidamos com constância. Mas o principal, usamos nossa identidade verdadeira.

Meditações conduzidas ou não, fazem parte. Dança faz parte. Movimento, poesia, desenhos, caminhadas silenciosas, experiência em meio à paisagem, contemplação, sentimentos …

Brotam então: diários, cartazes, músicas, poemas, artigos, teses.

Escrevemos sobre sentimentos, ideias, vontades, medos, esperança, sonhos, dialogamos com o que não é visto, mas sentido. Falamos com nossa fé, com uma Energia Maior, criamos até receitas, desenhamos nossos projetos, desabafamos nossos pesos, valorizamos nosso potencial. Tudo isso é colocado no papel dentro de um formato passo a passo.

“Mas eu não sou bom de escrita” – A escrita meditativa é para você também. Com concentração, autocuidado, acolhimento, com a escuta atenta da alma, todos podem escrever. Não se preocupe! A escrita meditativa existe justamente para desbloquear os medos e limites que criamos.

Os benefícios da escrita meditativa são inúmeros!

A escrita meditativa favorece não apenas a reconexão com nosso lado criativo, como também favorece um diálogo mais harmonioso e amoroso com o mundo.

Além disso, o autoconhecimento é a experiência principal dessa atividade, seguido de relaxamento, mas também de melhora na concentração para tarefas cotidianas. A organização das ideias se torna mais fácil, os pensamentos mais transformadores são escolhidos, deixando de lado aquele excesso de assuntos que temos e que nos tira de nossos propósitos e objetivos. Propósito é uma das palavras que a escrita meditativa usa com constância. Escrever com essa conexão mais sincera e orgânica, mostra o caminho a seguir sem desgaste. Essa forma de escrita funciona pelo fluir e com a energia do descomplicar.

Momentos destinados a essa experiência criam ainda um mecanismo de desabafo e de posterior leveza. Expressamos sentimentos de forma consciente e propondo sempre uma melhoria. Com constância, a escrita meditativa passa a mostrar efeitos em nosso cotidiano, seja no trabalho, nas conversas diárias, na interpretação de textos e leituras de notícias e no próprio pensar mais silencioso.
Valéria Amores

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Despertando para a prática dos Principios da Filosofia Reiki  

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Receita de Partilha

Ingredientes:

1 kg de ternura

1 L de óleo de concentrado de paciência

1 Kg de perdão em pó

1 L de essência de amizade

2 L de bom humor

3 L de concentrado de solidariedade

1 Kg de esperança

2 pacotes de 500 g de tolerância

10 pitadas de sorrisos

2 L de essência de amor 

1 folha de carinho do seu tamanho

Preparação:

Misture o amor, o perdão e os sorrisos espontâneos, no fundo do coração.

Passe os outros ingredientes por um coador e adicione-os aos anteriores.

Leve a lume forte da sua bondade,mexendo sempre, até alcançar o ponto de pasta cremosa.

Abra a folha de papel de carinho, unte-a com a pasta.

Deite-se sobre a folha de papel de carinho e enrole-se nela.

Relaxe.

Pense em momentos alegres que fizeram com que você risse sonoramente.

Pense naqueles outros que fizeram com que você se derretesse de ternura.

Sinta o gosto de mel de abelhas simpáticas.

Sinta o perfume de flores bonitas.

Sinta a temperatura de uma noite de verão estrelada.

Ouça a música alegre do rouxinol encantado.

Mantenha o seu coração pleno de emoções boas.

Aguarde mais ao menos meia hora, até que a pasta cremosa e a folha de carinho tenham sido completamente absorvidos.

Depois, é só espalhar o resultado à sua volta.

FELIZ NATAL com muito REIKI ❤️

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RUBRICA MENSAL ONLINE – Cantinho de leitura do Núcleo do Porto

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A VERDADE NÃO SE DIZ

Quem não consegue calar-se e escutar, não admira nem aprende, não sonha nem trabalha.
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Admirar é fundamental. Parar e contemplar é uma forma excelente de nos abrirmos à beleza e à bondade do mundo e dos outros. Quem não se espanta, vive isolado num mundo em que é rei e escravo… longe da verdade.
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O silêncio é uma condição essencial ao aperfeiçoamento e à própria perfeição. As palavras são importantes, mas quase sempre são mais confusão do que luz.
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É fundamental aprendermos a aprender, a escutarmos com todos os sentidos, num silêncio onde o mundo e os outros nos possam tocar com o que têm e são de melhor.
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Se estamos sempre a falar e a pensar no que podemos e vamos dizer a seguir, perdemos muito do que os outros nos dizem. Mesmo quando nos dizem coisas sem valor. Os maus exemplos podem ser excelentes referências, enquanto modelos a evitar. Maus caminhos que importa não seguir.
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Mas, cuidado, só se aprende no silêncio. Mesmo connosco mesmos, só com tranquilidade podemos escutar as vozes que, em nós, nos indicam os caminhos do bem.
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Só no silêncio nos entregamos com toda a confiança, saindo dos imensos labirintos do nosso interior, a fim de alcançarmos aquela porta no mais fundo de nós que nos abre ao infinito.
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É também na quietude quase absoluta de quem sabe escutar que sonhamos aqueles que hão de ser os nossos planos de vida.
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Só se trabalha bem em silêncio. Mesmo aqueles que têm nas palavras os instrumentos do seu dom, precisam de as semear na quietude dos silêncios de onde hão de brotar as ideias que as sustentam.
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As palavras apenas podem apontar para a verdade. A verdade está nas obras concretas, mas também na ausência delas. A verdade é a obra ou o vazio, não a palavra.
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As palavras podem ser verdadeiras, mas nunca são a verdade. A verdade é o que é, o que existe, ainda que não a consigamos compreendamos.
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A vida não deixa nunca de nos ensinar que é ao silêncio que caberá sempre a última palavra.
José Luís Nunes Martins

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A POLÉMICA SOBRE OS VALORES DOS CURSOS DE REIKI

Não foi fácil encontrar uma imagem bem alusiva à mensagem que quero passar, mas encontrei esta sobre tatuagens que define bem os valores de cada imagem e que sem dúvida nenhuma mostra a diferença dos desenhos, consoante seu respectivo valor.
E, aqui começo por partilhar o seguinte:
As pessoas procuram saber valores, escolas de Reiki, duração do curso, níveis, etc…
Existem indivíduos que oferecem os níveis, outros aplicam baixos valores, e, no final quando as pessoas nos aparecem para fazer voluntariado, partilhas, encontros de Reiki, chegam à conclusão que pouco ou nada lhes foi ensinado. Já dei com tudo. Nem os Cinco Princípios conhecem, a aplicação da auto cura e refiro-me às posições, nunca ouviram falar. Outros dar Reiki aos outros, ouviram qualquer coisa mas nunca sentiram, ou seja não receberam na formação a colocação das mãos nas áreas corporais. Manuais, e eu já os vi e tive-os nas mãos, por exemplo um aluno com mestrado de Reiki Essencial tinha 4 folhas A4 dobradas ao meio, um mestrado. Outros meia dúzia de folhas muito básicas, enfim nem me adianto mais em contar nestes 20 anos que estou no Reiki o que já chegou às minhas mãos. Sei de uma coisa, quando esses alunos participavam nas minhas aulas, ficavam sem jeito por nada saberem em relação aos meus alunos. Não sou melhor que ninguém, mas ensino o que me foi ensinado e muito mais, as minhas experiências e estudos sobre as bases de Reiki.
Pois bem, as escolhas são sem dúvida de cada um.
Cada aluno vai dar às mãos de quem tem que ir. Costuma-se dizer quando o aluno está pronto, aparece o mestre ou vice-versa.
É bom recordar, que existe livre arbítrio, então existem escolhas…certo?
Depois notam bem a diferença.
A maioria, ainda por cima, desconhecem os métodos existentes.
Pela partilha da imagem vamos colocar o método principal existente sobre Reiki, Usui ShiKi Ryoho, ou método tradicional.
Sendo esta formação a base original universal, (e mesmo assim, a original nunca saiu do Japão) comparando-a à 1ª imagem do desenho da cabeça do leão, que está desenhada perfeitamente por um profissional, esta tem um investimento de R$ 2.000, a 2ª imagem uma cabeça de leão desenhada por um curioso, custa R$ 200 e uma 3ª cabeça de leão desenhada estilo um aprendiz em desenho, custa R$ 20, penso que nesta partilha está bem explícito a grande diferença da forma como se passam os cursos de Reiki.
Nem tudo o que reluz é ouro, diz o velho ditado, e o barato sai caro, sem dúvida nenhuma. Existe uma diferença, quando o investimento tem uma diferença, será que é tão difícil de perceber?
A coisa nem sempre parece o que é!
As pessoas ficam contaminadas pelas publicidades enganosas, como “oferecemos, damos, só paga x”…
Essas mesmas pessoas pensam que estão bem encaminhadas, outras pensam aqui é mais barato e fico ligada ao Reiki, e mais interpretações surgem, tudo depende como cada um as interpreta à sua forma.
Esta pequena partilha vem para descodificar de alguma forma, o que se passa com as más divulgações e publicidades sobre a Técnica Complementar o Reiki!
E para relembrar mais, afirmo aqui o seguinte:
NÃO SOMOS NENHUMA RELIGIÃO!
NÃO SOMOS NENHUMA SEITA!
NÃO MANDAMOS DESPIR NINGUÉM!
NÃO CURAMOS NINGUÉM!
REIKI NÃO TEM CONTRA-INDICAÇÃO NENHUMA!
SOMOS UMA FILOSOFIA DE VIDA!

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Núcleo de Almada
Olinda Ângelo

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Quotas

O Núcleo de Reiki de Almada vem por este meio desejar a todos os Associados da APR e a todos que nos seguem um Bom Ano Novo 2017!!!
Ano após Ano, vamos nos desenvolvendo como uma Grande Familia que um dia escolhemos um novo caminho com uma Filosofia de Vida diferente.
E como dizia nosso Mestre Mikao Usui, Reiki é a Arte que convida à Felicidade!
Felicidade essa, que se encontra em nosso interior!
Para isso, temos que nos reencontrarmos, dia após dia, seguindo os tão indispensáveis 5 Princípios do Reiki e a Auto Aplicação diária!
Esta Associação também vai-se desenvolvendo à medida que tomamos consciência do nosso próprio desenvolvimento.
Como entrámos num Novo Ano, vamos renovar nossa responsabilidade conscientemente, para que a nossa Associação cresça mais e mais…
Como somos uma Associação sem fundos lucrativos, crescemos no Voluntariado onde cada elemento que faz parte dela, tem uma “obrigação” a cumprir, renovar-se como Associado, caso estejam interessados no novo cartão de sócio pedirem e o pagamento das “quotas” para que tudo seja atualizado!!!
Eu já fiz todo o processo e paguei as minhas quotas e TU também já pagaste???
Ainda não…????
Do que estás à espera…???
VAMOS LÁ!!!!
És Reikiano???
E, por acaso já és Associado???
Ainda não????
Olha que não sabes o que perdes…
Lê só as vantagens de o seres:
Mais valias
 
Pertencer  e trabalhar com uma associação empenhada no reconhecimento da terapêutica complementar Reiki
Acesso a material de apoio, cobrindo as três áreas do Reiki: Via Ensino, Via Profissional, Via Filosófica
Ter voto em matérias de decisão, participar na construção de uma prática auto regulamentada
Participar em projetos de estudo de Reiki
Candidatar-se a Coordenador, representando a associação na sua área de trabalho ou residência
Desenvolver a sua prática ou doar o seu tempo como Voluntário
Eventos de esclarecimento e partilha
Fórum online
Fazer parte dos órgãos sociais
 
Ser Associado
Ser associado é participar, na medida do possível, numa partilha de saberes e na construção de uma via sólida para o Reiki em Portugal. É cumprir os objetivos da Associação e, em conjunto, definir estruturas, partilhar conhecimento e alinhar visões claras para o ensino e prática do Reiki. A Associação, os seus órgãos sociais e representantes, como os Coordenadores, encetam esforços para ter ações de partilha e esclarecimento gratuitas, como é o caso do “Chá com Reiki” ou encontros e meditações aos quais os associados podem participar, colocando as suas questões ou partilhando as suas ideias.
Para saberes mais sobre este assunto, entra na página da APR no seguinte link:
https://www.associacaoportuguesadereiki.com/inscricao-2/
 
 
 
 
Obrigada por fazeres parte desta Associação!!!
Amor & Luz em todos os corações
O Amor é a Chave para e em tudo!!!
Olinda Ângelo

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Encontro mensal Reiki em Vila Nova de Stº André

Uma vez mais reunimo-nos num encontro mensal em Vila Nova de Stº André, onde para além da meditação e partilha de Reiki, iniciamos um ciclo de debates sobre a metafisica no sentido de perceber como a mente influencia o corpo físico.
Junto o link da apresentação e proposta de meditação
http://avelar.no-ip.org/apresenta/meta_respira/
Saúde
/JA

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Cantinho de Leitura do Núcleo do Porto – Rubrica mensal online

Pratica
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<3
Saborear os Princípios da Filosofia Reiki com a Família
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Quero continuar a ser filha dos meus pais
Laurinda Alves
Os filhos que cuidam dos pais por amor são verdadeiros salva-vidas. Salvam da solidão, da exclusão, do abandono, do esquecimento, da indigência moral e emocional em que vivem muitos velhos.
A partir dos quarenta e muitos, cinquenta e poucos, todos começamos a sentir que os papéis se invertem nas famílias e caímos na conta de que mais ano, menos ano, seremos convocados a cuidar dos nossos pais. Confrontados com doenças crónicas, ou chamados de emergência depois de acidentes cardiovasculares cerebrais, quedas e até atropelamentos provocados por distração, falta de audição ou visão, damos connosco atordoados e aflitos, sem saber o que pensar. Pior, sem sabermos o que fazer. Como agir, a quem recorrer, como ajudar?
O ‘como’ é a grande questão que atravessa as nossas vidas. Saber como, é, porventura, mais importante do que saber o quê e porquê. Muitas vezes nem chegamos a perceber os ‘porquês’ do que nos acontece, mas nunca poderemos evitar os ‘como’. O problema é que a vulnerabilidade dos nossos pais – mesmo quando eles não se queixam ou tentam disfarçar! – consome-nos, para-nos e obriga-nos a repensar muita coisa. E a aprofundar este grande ‘como’, para percebermos como havemos de fazer para os ajudar a viver essa etapa de novas dependências, como podemos ficar mais próximos ou estarmos mais presentes sem termos que renunciar à nossa vida pessoal, profissional e conjugal.
Ver envelhecer os pais não é um processo fácil e embora seja natural, traz muita ambivalência ao coração. Ficamos tristes por eles e com eles, mas ao mesmo tempo temos medo que as suas dores, as suas debilidades e a sua perda de capacidades se eternizem. Sofremos porque nos sentimos muitas vezes impotentes perante o seu sofrimento e a sua fragilidade crescente, mas também porque o envelhecimento dos pais nos remete fatalmente para o nosso próprio envelhecimento, que é assim uma espécie de tabu individual. Uma filha não gosta de ver a imagem da degradação física da sua mãe porque mesmo sem querer pensa no seu próprio corpo dali a 20 ou 30 anos. Um filho resiste muitas vezes a cuidar do seu próprio pai, ou chega a afastar-se dele na velhice, pelas mesmas razões. Porque lhe custa lidar com a imagem avelhentada de um pai que deixa de ser forte e protetor, que de alguma forma deixa de ser o seu pai-herói.
A realidade dos filhos que começam a ter que ser pais dos seus pais é tremenda e por vezes impõe-se de forma brutal. Pode chegar através de pequenos sinais como as lendárias perdas de memória ou as clássicas quedas em casa e tropeços na rua, mas também pode anunciar-se através de doenças graves que implicam tratamentos delicados ou cuidados continuados que envolvem questões sobre as quais nunca apetece falar (estou a pensar na temível incontinência, por exemplo, mas também na perda de autonomia para fazer a higiene própria ou na incapacidade de tratar da alimentação 4 vezes por dia, todos os dias, e ainda nas noites passadas em branco) e que muitos filhos maiores já sabem porque já experimentaram. Daí o pavor de muitos homens e mulheres ainda entre os quarenta e os cinquenta. Temem que estas situações se agravem e eternizem obrigando-os a adiar ou até a pôr de lado a sua realização pessoal e profissional, abdicando de uma vida que legitimamente sonharam para si mesmos e não contemplava o pesadelo de uma mãe, uma sogra, um pai ou um sogro doentes, acamados ou a precisarem de ser lavados e alimentados todos os dias.
À medida que o tempo passa e as doenças avançam percebemos que não existem pais perfeitos nem filhos ideais. Todos passamos pela experiência dos sentimentos contraditórios, pelas fases de maior nostalgia em que apetece ser apenas filho, voltar à infância (à ideia de uma infância protegida, seja ela real ou idealizada), recusar o envelhecimento, fingir que está tudo melhor do que realmente está, mas também por momentos de zanga, frustração, impaciência, raiva, confusão, alheamento e rejeição, que alternam inexplicavelmente com tempos de ternura, dedicação, amor e compaixão. Trazemos em nós tudo isto e muito mais. Dizem os especialistas que o caminho é aceitar esta mesma ambivalência tentando focar mais no amor e menos na culpa. Percebo os especialistas, pois nada é mais erosivo na relação entre pais e filhos do que os sentimentos de culpa mútuos. São erosivos e empobrecedores, aliás. Não levam a lado nenhum e fazem-nos esbarrar constantemente em muros de silêncio que rapidamente se tornam intransponíveis e nos afastam irremediavelmente uns dos outros. Os pais, porque se sentem culpados de estarem dependentes e darem tanto trabalho; os filhos por não estarem a ser capazes de cuidar, de acompanhar e mimar os pais como deviam e gostariam.
No meio de tanta vulnerabilidade e dependência também há boas notícias. As relações familiares muitas vezes fortalecem-se na adversidade. É um mistério que assim seja, mas acontece. Irmãos desavindos ou pouco próximos no dia-a-dia são capazes de largar tudo para socorrer outro irmão a braços com a realidade de um cancro terminal, uma situação de demência ou um cúmulo de debilidades dos pais. Já vi isso acontecer muitas vezes nos anos em que fiz voluntariado de cabeceira. Mas também já vivi isso com as doenças dos meus próprios pais. Somos quatro filhos vivos e temos vidas muito diferentes e muito exigentes, mas sempre que o pai ou a mãe precisam vamos a correr. Fomos e somos mais capazes de viver bem as situações más, do que de prestar atenção às fases fáceis e boas. Nessas alturas andamos todos mais absorvidos com as coisas de cada um, com as exigências da vida pessoal, profissional e familiar de cada um. Até podemos parecer distantes, mas perante a notícia de um tumor cerebral ou de uma hospitalização de emergência, criamos tacitamente turnos em que nos revezamos para tudo. Sejam banhos ou compras de supermercado, idas aos médicos e tratamentos, ou permanência à cabeceira. Nisto somos iguais a todos os irmãos e irmãs a quem já aconteceu terem um pai ou uma mãe a precisar de cuidados 24h sobre 24h.
A boa notícia é esta de nas fratrias poder haver uma lógica de entreajuda em que todos contribuem e se complementam. Entre irmãos os papéis são quase sempre diferentes e pode haver um mais púdico, outro mais capaz de dar banhos e tratar da higiene, outro que gosta de cozinhar e outro ainda que gosta de levar a passear. Há mil maneiras de exprimir os afetos pelos pais e a situação só se complica quando os filhos não se complementam, não se ajudam ou descartam o seu papel sobrecarregando um deles. Ou, claro, quando os filhos são únicos e se sentem mais impotentes.
A outra boa notícia no meio das doenças e sintomas de envelhecimento que geram dependências é poder haver um tempo reparador em família. Parece difícil, posto desta forma, mas mais uma vez falo pelo que vi e vivi. Há uma dimensão reparadora na proximidade familiar quando os pais ficam vulneráveis. Seja porque pais e filhos sentem necessidade de se perdoarem mutuamente por razões ou questões antigas, seja porque existe a chamada ‘dívida de gratidão’ que atravessa o coração dos filhos perante quem lhes deu vida e quem cuidou deles na fragilidade extrema dos primeiros tempos de vida, na verdade o tempo da doença prolongada pode ser muito reparador. Pode restaurar relações e fortalecer laços. E também pode desfazê-los para sempre, claro, se tudo isto for vivido de forma negativa ou não houver possibilidade de cuidar.
Os filhos que cuidam dos pais por amor são verdadeiros salva-vidas. Salvam da solidão, da exclusão, do abandono, do esquecimento, da indigência moral e emocional em que vivem muitos velhos. Podem sentir um enorme stress interior e a tal ambivalência de sentimentos, podem até ter pavores de que tudo vá de ‘mal em pior’, mas têm a possibilidade de se reconciliar em vida, de agradecer, de dar de volta aquilo que receberam, e até de aceitar a fragilidade, a dependência e a sua morte. Podem ser obrigados a viver tudo isto no auge das suas próprias crises existenciais, no seu tempo de balanços de vida, de crises e ruturas, de luto definitivo por uma adolescência que já não volta, mas tudo isto vale a pena se quisermos ser para sempre filhos dos nossos pais e cumprir o nosso papel até ao fim. Mesmo que temporariamente pareça que somos pais deles.
A minha experiência de cabeceira com estranhos, mas também de filha que tem os pais a morar em casa há anos, encerra e revela aquilo que Marie de Hennezel resumiu de forma maravilhosa : “Cuidar de um pai velho vai para além da relação filial. Um ser humano ao ajudar outro ser humano vulnerável aprende a ser melhor”.
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Cantinho de Leitura do Núcleo do Porto da APR

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“Eu Sou a Rita”
Quero dar-vos conta de como eu sinto e vivo com a paralisia cerebral. Lembrei-me de uma mãe que ao ler as minhas crónicas de facebook deixou um comentário de muita tristeza, porque lhe tinham dito, umas horas antes, que o filho tinha paralisia cerebral. Fiquei contente com o comentário que ela deixou. Disse-me que ficou menos triste e ainda bem, só por me ler. Dizem-me que sou positiva na maneira de ver e escrever o mundo em redor. É verdade que poucas vezes pensei em abordar este tema nos meus textos. Toca-me, vivo com ele e por isso ganhei vontade e é disso que vos falo, na minha maneira de ver as coisas.
Confesso que sou alegre, o meu pai diz que sou bem resolvida, como que se houvesse resolução para um problema que vai viver comigo para sempre… Mas na verdade, eu encaro muito bem a paralisia cerebral, mas há coisas que me preocupam, porque agora estou na adolescência, já penso em rapazes, naquelas coisas normais de uma rapariga da minha idade. Mas sabem? Eu não sou daquelas pessoas que fica muito triste por ver as minhas amigas já a namoriscar e eu ainda sem ter nenhum rapaz que goste de mim, sim… porque sinceramente eu acho que ainda tenho muito tempo para essas coisas. Não vale a pena ficar triste nem pensar por antecipação naquilo que a vida nos vai fazendo e dando!
Agora o que eu sei, é que a sociedade quando olha para uma pessoa com paralisia cerebral, pensa sempre assim: – “Ai coitadinha é tão lindinha, e nem vai casar nem ter filhos nem vai conseguir tirar a carta de condução…ai coitadinha “.
Coitadinho é de quem pensa assim. Digam lá se não concordam comigo? Hoje penso à minha maneira, com boa disposição e pensamento muito positivo, que lá irei crescendo na diferença. Sem ser vaidosa, até acho que vejo as coisas de forma menos fútil do que muitos jovens da minha idade.
Também acho que por mais que se criem dias de sensibilização, a sociedade ainda está muito aquém daquilo que podia ser a aceitação da diferença e daquela palavra bonita de dizer e pouco usada… a solidariedade. Não acham que é assim como digo e que tenho razão?
Por mim, encaro a vida com felicidade e alegria. Mesmo, mesmo, não é só textinho bonito para estar aqui a fazer palavras cruzadas… Acho que não é preciso andarmos aí a chorar pelos cantos, porque senão, é pior para se ultrapassarem os obstáculos que vamos tendo ao longo do caminho da vida!.
A minha vida ainda é curta, mas digo-lhes que tenho memória de coisas por que já passei, aquilo que nem mesmo os adultos passaram. Dores, terapias que me revoltavam pela maneira como me doíam e eram feitas. Ouvir médicos a dizer coisas aos meus pais, pensando que eu não entendia tudo da maneira como eles diziam. Os meus pais depois, mesmo em pequenina, explicavam-me e fazíamos uma grande risota, da forma como eles falavam. Acho que isso também me ajudou a ficar assim como sou, com uma carapaça sorridente. Claro…os meus pais sempre muito amigos e preocupados. Sabe Deus como eles sofreram! A minha mãe muito presente, a correr comigo para todo o lado, onde achavam ou lhes contavam que poderia ter melhoras. O meu pai sempre positivo e a fazer-me rir, como um exemplo para lidar com a indiferença. Sempre a darem-me força para eu ser ainda mais forte, os meus irmão, resmungões mas atento. Foi por isso que consegui chegar aqui com esta determinação e boa disposição. Acho que agora já não vou perder essas duas palavras na minha forma de ser. Determinação e boa disposição.
Eu sei que ainda sou nova para vos falar dos obstáculos que a vida nos vai colocando ao longo do caminho, mas olhem que, como vos digo, eu também já vou tendo alguma percepção desses obstáculos, porque os meus pais sempre me põem a conviver com alguns jovens também diferentes, por exemplo a Liliana, a Lili tem PC e já tem alguma experiência da vida e dessas dificuldades de que vos falo, mas mesmo assim ela encara a vida a sorrir, e tem sempre em mente a palavra “Vontade!” A Sara, de quem também já vos falei e conheci através dos meus textos, foi também para mim uma inspiração amiga. Ambas são já adultas e sofreram como eu de paralisia cerebral, ao nascer. Somos tantos, que muitas vezes nem reparam em nós! A Rita Cuca, a Fernanda, sei lá quantos mais!
Como já vos disse, quando for grande, acho que quero ser jornalista, mas para isso ainda tenho de me esforçar muito e estudar muito mais. Quando se é diferente, não basta ser bom, tem que se ser muito bom, para marcar a tal diferença. Aqui posso usar com total propriedade aquela frase: sem esforço nada se consegue! Lá está!. Sempre a palavra diferença em tudo. Eu acho que a família nesta questão de lutar, é importante porque nunca nos deixa ir abaixo. Mesmo baixinho e ao ouvido, eles estão sempre, sempre a repetir as palavras, “Querer e Determinação.” Para mim isso tem um papel importante. Não acham?. Eu não vos vou mentir, não pensem que às vezes também não passo por momentos mais difíceis e tristes, porque é verdade que passo, não sou diferente das outras pessoas… Mas essa tristeza passa logo para a boa disposição, começo por disfarçar e depois esqueço-me que estava triste.
Já percebi há algum tempo, quando comecei a pensar nisto tudo, que a família ao longo da minha vida, terá sempre um papel importante. São eles que nunca me vão deixar de lembrar que tenho que sorrir, pela sorte que tenho em ser como sou!
Gosto de frases e pensamentos e li uma de um senhor chamado J.R Tolkien (fui pesquisar e apenas sei que ele foi um escritor e poeta inglês, muito conhecido por ser o autor do “Hobbit”, e “Senhor dos Anéis”), que disse:
“Onde não falta vontade existe sempre um caminho”.
É esse caminho que faço apoiada na vontade de querer e no olhar atento ao mundo cruel que me rodeia, para onde eu sorrio. Afinal a diferença e a Paralisia Cerebral são apenas uma forma de viver. E quem disse que a paralisia é que me impõem limites a mim? Fiquem já a saber que eu é lhos imponho a ela! Faço questão que ela perceba sempre quem manda!
Além disso, eu não sou a paralisia cerebral…eu sou a Rita!
https://aosolhosdarita.wordpress.com/…/eu-e-a-paralisia-ce…/

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CANTINHO DE LEITURA DO NÚCLEO DO PORTO

Reiki no Lar Salvador Brandão

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O ELOGIO DA PEQUENA HISTÓRIA
“BASTA UM INSTANTE DE VIDA, um instante só, na sua avassaladora e desprotegida complexidade, para fazer tombar o nosso exército de noções e etiquetas, os nossos cerrados esquemas de análises, o estardalhaço explicativo que nos impomos. A vida é sempre mais, Sobra sempre vida à história que contámos dela.
Não posso concordar mais com o que diz José Mattoso acerca da “incomensurável relatividade” que a escrita da história precisa incorporar. E leio e releio a consequência que ele retira: “Não dar mais valor à queda de um império do que ao nascimento de uma criança, nem mais peso às ações de um rei do que a um suspiro de amor. “Talvez um dia mereçamos uma história ensinada assim. Talvez um dia nos preocupemos definitivamente mais com a pessoa do que com a estrutura, com a singularidade mais do que com a afiliação. Talvez um dia uma palavra, um rosto ou um destino quaisquer, eleitos assim ao acaso, sirvam para revelar tudo: para nomear o entusiasmo e a dor, o vislumbre e o combate, a razão e o enigma que existir significou e significa. Passam os anos e o que resta deles? Vivências. Sim. Restam as marcas de que estivemos aqui, de que habitamos estações diferentes com a mesma mansidão ou o mesmo furor, de que tentámos sobreviver ao amor, ao desamparo e à morte com tudo o que tinhamos à mão, de que partilhamos, de que cremos e negámos coisas diferentes e até a mesma coisa, de que coexistimos nos nossos encontros e na nossa irredutível solidão. Restam de nós vestígios, monumentos de vário tipo, pegadas. Resta o pó e o silêncio dos ossos. Mas não só; de forma que não sabemos, o escasso lume que fomos perdura e serve a outros para continuar…
Se calhar, cada um de nós mesmos, interrogado sobre a sua vida, refletiria um conjunto de datas ou de acontecimentos que dão a ver o extraordinário. Contudo, o que determina mais fortemente a existência estará porventura noutro lugar, numa qualquer dobra silenciosa e submersa… A tal mundo estamos presos pelo coração, memória olfativa, memória dos lugares da infância, memória do corpo, dos gestos, dos prazeres…”
José Tolentino de Mendonça
JJosé Tolentino
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“Menina
Logo que a dispersão dos meus raios visuais, foi projetada em simpatia e esbelta figura, quase que ficava exausto de forças para me poder conduzir sem desviar tal pensamento.
Acredite menina que o meu amor tende para si, como a borboleta para o escondido pólen duma flor. Essa minha aspiração poder-se há tornar indelével com o sim que ansiosamente espero.
Queira a menina aceitar as minha mais cordiais saudações, deste seu humilde admirador”
Fernando Pessanha
Um poeta da Vida
Pai sózinho
 

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Crianças debatem os Princípios do Reiki em sessão de Filosofia

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A Associação Portuguesa de Reiki (APR) promoveu este sábado, dia 21 de fevereiro, uma sessão prática de Filosofia com crianças. A iniciativa destinou-se a promover entre os mais novos uma reflexão crítica em torno dos Cinco Princípios do Reiki.
 
O encontro realizou-se na Casa Coração, sede da APR, e contou com a presença de 15 crianças acompanhadas por 12 adultos. A sessão foi dinamizada por Luís Lima, que conseguiu manter atentos os mais novos (com idades entre os 5 os 13 anos), levando-os a participar com grande dinamismo e interesse no debate. A iniciativa seguiu as regras de uma sessão prática de Filosofia, acabando por gerar-se um diálogo produtivo e revelador do sentido que os Princípios do Reiki acabam por ter para todos, independentemente da idade e de se ser, ou não, praticante de Reiki.
Nesta sessão foram debatidos os princípios da calma, confiança e bondade (este último após votação entre os três princípios que faltavam analisar). No final, o retorno dos presentes foi muito positivo, com diversos participantes a quererem saber se estão previstas mais ações deste género, nomeadamente para se debaterem os restantes princípios: gratidão e trabalho honesto.
A APR agradece a todos os que participaram nesta primeira sessão, bem como a Luís Lima por ter aceite o desafio de trazer a reflexão crítica e a produção de sentido próprios da Filosofia para o Reiki.
Só por hoje, somos gratos. _/|\_
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Luís Lima é filósofo, tradutor e formador. Anima regularmente sessões práticas de Filosofia com crianças, jovens e adultos. É praticante de Reiki.

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A Influência do Reiki no Natal

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Estamos a atravessar uma quadra muito impressionável onde existe uma dualidade de sensações, tais como a tristeza e/ou nostalgia e uma sensação de contentamento. Vamos neste Natal colocar em prática os Cinco Princípios do Reiki.
 
Só por hoje sou grato – Por todos os seres humanos que nos ajudam nestes tempos tão morosos e conturbados em que vivemos, eis que surgem umas almas e/ou seres divinos que nos dão a mão abrindo os seus corações, dando-nos alento e ânimo para enfrentarmos novos voos, novos horizontes com palavras de esperança por um melhor futuro.
 
Só por hoje respeito todos os Seres Vivos – Incluindo os sem abrigo, os toxicodependentes, os pobres de espírito, os que carecem de apoio quer moral quer espiritual. Todos somos iguais perante a Centelha Divina, todos precisam de luz nas suas vidas, todos precisam de alguém que lhes dê atenção, valor, amor fraternal, alguém que lhes faça ver que são tão importantes como os demais, apenas um pouco esquecidos da sociedade por onde vagueiam sem orientação no seu caminho de vida. Temos então que dar-lhes a mão e ensiná-los a caminhar em outra nova direção.
 
Só por hoje não me irrito – A irritabilidade assim como a raiva são dois sentimentos com energias bloqueadas, mal elaboradas e mal direcionadas. Fazem mal à nossa líbido, corrompem-nos e fazem com que nos tornemos irritantes, intolerantes. Queremos espaço e tempo! Vamos nesta época tentar relaxar, não levar a vida tanto a sério, relativizar os problemas, abrir o nosso coração ao amor, à alegria, à vontade de viver, dando a nós próprios uma nova chance e uma nova esperança de vida. Seja bondoso!
 
Só por hoje não me preocuparei – Preocupar-nos faz parte do nosso quotidiano como é normal, mas como dizem alguns textos bíblicos que passo a citar ” A preocupação traz a velhice antes da hora e as preocupações do dia a dia não deixam dormir, e mais do que uma doença grave, tiram o sono”. Vamos então nesta época natalícia substituir a preocupação dando lugar à esperança, à gratidão por estarmos vivos, de termos alguém que nos acolhe, nos abre a porta de sua casa com um belo sorriso e um forte abraço, fazendo-nos esquecer as preocupações do momento e ajudando que as mesmas se desvaneçam por momentos.
 
Por último, Só por hoje trabalho honestamente – Júlio Dantas dizia: “Ser honesto é vestir uma roupa de estrelas”. Quando alguém é honesto, toda a sua alma resplandece, os seus olhos brilham de uma forma especial, diferente, e nos dias de hoje é tão invulgar/raro ser-se honesto. Ser honesto é ser nobre, é ter pureza no coração. Cada vez que praticamos a honestidade e agimos em conformidade, uma força de prosperidade nos impulsiona em direção ao sucesso. Para Confúcio cinco coisas constituíam a virtude perfeita: sobriedade; magnanimidade; honestidade e bondade.
 
Aplique neste Natal todos estes princípios aqui mencionados e verá nascer em si um Novo Ser Divino. Todos nós somos uma dádiva da vida!
Nesta quadra tão especial e tão querida evoque a energia do Reiki na sua vida e na vida dos que a rodeiam.
Seja feliz e viva com retidão!
Para todos os leitores desejo Um Santo Natal e que o Novo Ano que se avizinha seja profícuo em boas novas.
 
Namasté!
Artigo enviado por Elisabete Braga
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Fazer o melhor que pudermos

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“A única satisfação real que existe é a de estarmos sempre a evoluir, dentro de nós, tornando-nos mais justos, verdadeiros, generosos, simples (…). E isso todos podemos. Fazendo, a cada dia, o nosso trabalho, o melhor que pudermos.”
James Freeman Clarke
Bom dia a todos! Empenhados em fazer, sempre, o melhor que pudermos. ♥

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Outono que começa

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“Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiura, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente.”
Dalai Lama
Que este outono que hoje começa vos traga bons preparativos de mudança! Bom dia, bom outono! 😉