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Há oito anos que surgiu o primeiro Prémio Hayashi de Investigação Reiki

A 30 de Junho de 2012 a Associação Portuguesa de Reiki realizou o Fórum Reiki e Empreendedorismo, uma iniciativa para a partilha de saberes e desenvolvimento profissional da prática de Reiki. Nesse mesmo dia tivemos o prazer de entregar o Prémio Hayashi de Investigação Reiki a Mónica Policarpo, pela sua tese de mestrado na área da Gestão da Saúde.

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Reiki como forma terapêutica no cuidado à saúde: uma revisão narrativa da literatura – Estudo académico

Reiki é uma terapia complementar, caracterizado pela imposição das mãos no ser humano com objetivo de reestabelecer o equilíbrio, físico, mental e espiritual. Este trabalho visa identificar a produção científica sobre a terapia complementar reiki, a partir de uma revisão narrativa da literatura, realizada através de uma busca na Biblioteca Virtual da Saúde, entre os anos de 2007 a 2012.

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Práticas integrativas e complementares na promoção da saúde de servidores públicos federais: contribuições da terapia Reiki – Estudo académico

As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) têm se destacado por sua visão ampliada do processo saúde-doença-cuidado, pela desmedicalização da atenção à saúde e pelas contribuições para o autocuidado e autonomia.

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Segundo artigo publicado de um estudo académico realizado em Portugal, sobre a alteração das propriedades vibratórias da água

Este segundo artigo reporta um estudo de seguimento do trabalho
principal que foi realizado de 8 a 11 de setembro de 2015. O estudo
principal foi publicado no Journal of Evidence-Based Integrative
Medicine
e está disponível online para consulta
.

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Implementação de um Programa de Voluntariado Reiki num Centro Médico Académico no Midwest, EUA – Estudo Académico

Priscilla Jurkovich, e Sara Watson, de 2017 a 2019, realizaram um estudo sobre a prática de Reiki em regime de voluntariado, num Centro Académico Médico, nos Estados Unidos da América, que reforça outros estudos sobre os benefícios de Reiki como uma prática complementar e integrativa, no apoio à saúde e cuidado dos utentes.

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Reiki aliado ao cuidado de enfermagem à pessoa com ansiedade: proposta de instrumento para consulta de enfermagem – Estudo Académico

Nos últimos anos os transtornos de ansiedade têm sido cada vez mais comuns e causam impactos sobre o bem-estar e nas atividades de vida diária das pessoas bem como representa um dos problemas que mais afetam os trabalhadores que atuam na área de saúde. A Enfermagem através da Sistematização da Assistência de Enfermagem reconhece a ansiedade como diagnóstico de enfermagem e, nesse estudo, propõe-se como intervenção de enfermagem o Reiki aliado ao cuidado de enfermagem à pessoa com ansiedade.

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ESTUDO ACADÉMICO – O REIKI NAS PRÁTICAS DE CUIDADO DE PROFISSIONAIS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

O Reiki nas práticas de cuidado de profissionais do Sistema Único de Saúde. Florianópolis, 2017. Dissertação de Mestrado em Saúde Coletiva. Programa de Pós – Graduação em Saúde Coletiva. Universidade Federal de Santa Catarina.

Orientador: Prof. Dr. Charles Dalcanale Tesser

Os nossos associados podem ler o PDF aqui…

O Reiki é uma prática oriunda do Japão caracterizada por imposição de mãos nas superfícies corporais ou próximo delas e que segundo seus praticantes transmite uma energia universal como forma de equilíbrio energético para si ou nos outros. Os praticantes também são orientados a seguir princípios e valores de conduta, de acordo com a tradição, passado de mestre para iniciado. O Reiki é uma PIC presente no Sistema Único de Saúde (SUS) e na atenção primária à saúde (APS) pelo menos desde 2004, quando foi registrado em levantamento do Ministério da Saúde, sendo que recentemente foi reconhecido oficialmente como uma prática integrativa e complementar (PIC) na tabela de procedimentos do SUS. Pesquisas têm evidenciado os seus benefícios à saúde humana, no entanto, existe uma carência de estudos qualitativos focando a prática do Reiki por profissionais de saúde do SUS, e sua contribuição para seu cuidado pessoal, seu bemestar e qualidade de vida, e como influência ou é aplicado no cuidado do outro e dos usuários dos serviços. Assim, esta pesquisa objetivou analisar a experiência de profissionais do SUS de Florianópolis recém-iniciados em Reiki. Realizou-se um estudo observacional qualitativo, envolvendo um grupo de 21 profissionais do SUS que se inscreveram voluntariamente e participaram de um seminário gratuito de iniciação em Reiki nível I, no município de Florianópolis/SC. A coleta dos dados foi realizada entre os meses de Janeiro e Fevereiro de 2016, por meio de entrevistas semiestruturadas, transcritas e analisadas por meio de análise de conteúdo temática, no software MAXQDA Standard 12. Os participantes eram na maioria jovens, enfermeiros, embora houvesse no total 07 profissões, do sexo feminino, atuantes na atenção primária, de equipes de Saúde da Família e Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), e servidores do Hospital Universitário da UFSC. Os entrevistados relataram ter praticado Reiki para si mesmo, e que a prática contribuiu para o cuidado pessoal na saúde física, mental, bem-estar e autoconhecimento. O reiki foi visto como forma de autoatenção, segundo a perspectiva de Eduardo Menendez, tendo sido praticado também em familiares e amigos. Os profissionais entenderam o Reiki como prática integrativa e complementar para (re)equilíbrio ‘energético’, de caráter holista e espiritualista. A grande maioria não praticou o Reiki em usuários nos serviços de saúde, em que atuam (apenas três o fizeram), devido à insegurança e dificuldades de tempo e espaço, mas foram otimistas quanto a sua oferta aos usuários do SUS, principalmente na atenção primária à saúde e em abordagens coletivas ou grupais, incluindo a possibilidade de capacitação dos usuários. Vem crescendo a popularidade do Reiki, principalmente por praticantes leigos, que vem usando este por mais de 90 anos, deste a época de Mikao Usui, seu fundador. São necessários mais estudos, bem como sua divulgação para a comunidade acadêmica, melhorando a aceitabilidade social e institucional desta PIC e visando elucidar as formas pelas quais esta prática pode ser inserida no cuidado dos profissionais e usuários do SUS, com intuito de um cuidado integral a saúde das pessoas e na prevenção e promoção da saúde.

Palavras-chave: Reiki, Atenção primária à saúde, Terapias complementares, Saúde Pública, Cuidado.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE SAÚDE PÚBLICA PROGRAMA DE PÓS – GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA

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Este trabalho recebe o Prémio Hayashi de Investigação Reiki, 2019
Esta publicação é da responsabilidade do CEPI
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A eficácia da Terapia Reiki – estudo que recebeu o Prémio Hayashi de Investigação Reiki

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para conclusão do Curso Técnico em Enfermagem à Escola Técnica Estadual Carlos de Campos, na área de Saúde, realizado por  Andressa Santos Muller; Andreza Gomes de Oliveira; Giseli Silva Costa; Matheus Pastoura Alves da Silva; Nataly Alves de Souza.  Orientadora: Prof.ª Fabiane Lima de Macêdo 

Mediante a recente inserção do Reiki no Programa Nacional de Práticas Integrativas Complementares em Saúde (PNPICS) do Sistema Único de Saúde (SUS) e a possibilidade de aplicação por diversos profissionais da área, em especial todos os níveis de Enfermagem, este trabalho apresenta uma síntese de referências bibliográficas de artigos científicos nacionais e internacionais – escritos em Português, Espanhol e Inglês, publicados entre 2010 e 2017, nos bancos de dados do ScIELO, MEDLINE e BIREME – que comprovam a eficácia do Reiki para aplicações em seres humanos: seja no sistema circulatório, neurológico, coadjuvante em tratamentos oncológicos, doenças mentais, aspectos psicoemocionais ou em outras situações. 

Na pesquisa foi consolidada a comprovação da eficácia da técnica, a redução de agravos de doenças (inclusive crônicas) e a redução do índice medicamentoso. Estimulam-se mais pesquisas científicas, que elaborem as abrangências e limites de ação, indicações e contra-indicações do Reiki e das demais PICS, bem como se estimula o endossamento de campanhas de marketing informativas ao público geral e a integração mais concisa nos serviços públicos entre governo, gestores, agentes, profissionais e usuários, destacando a viabilidade financeira e a relevância da Humanização, no processo de cuidados, 

acolhimento e decisão dos usuários pelas técnicas que mais se adequem às suas necessidades. 

Este trabalho pode ser lido pelos nossos associados, na biblioteca de Reiki do Prémio Hayashi de Investigação Reiki.

Este trabalho recebeu o Prémio Hayashi de Investigação Reiki em 2019
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Reiki: Religião ou prática terapêutica? Estudo académico

Nédja Barros Teixeira, Mestre em Ciências da Religião pela Unicap (PE), especialista pela Universidade Salgado de Oliveira e graduada em Letras pela Unicap, inicia o seu trabalho de Reiki: Religião ou prática terapêutica? com o seguinte texto:
Partimos da seguinte questão: qual o significado do reiki enquanto cultura – e religiosidade – para um povo cujos caminhos sofreram modificações em todo o percurso ao longo de sua história? Indagamos ainda qual a aceitação dessa modalidade de terapia e quais os benefícios trazidos por essa aceitação. Constatamos que as práticas do reiki como terapia de cura, juntamente com as suas aplicações terapêuticas, manifestam-se como um meio de subsistência, com características arreligiosas. Ao mesmo tempo, reconhecemos que o reiki tem grande aceitação dentro de nossa cultura.

Cabeçalho da página
Os nossos associados poderão ler este artigo completo na Biblioteca online da Associação Portuguesa de Reiki…

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Reflexões sobre bem-estar espiritual de mulheres portadoras de dor crónica

Fabiana Rodrigues Garcia, realizou uma dissertação de mestrado para a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, na qual incluiu o estudo de Reiki, numa reflexão sobre bem-estar espiritual de mulheres portadoras de dor crónica. É galardoada com o Prémio Hayashi de Investigação Reiki, por este trabalho.

Resumo

A Dor Crônica por Afecções Musculoesqueléticas (DCAME) é uma doença que, além de atingir o sistema osteomuscular, principalmente de mulheres da faixa etária entre 45 a 64 anos, frequentemente acarreta desordens psicológicas, sociais e espirituais e é influenciada por elas, podendo ainda desenvolver grande carga de desgosto para os doentes quando não diagnosticada e tratada adequadamente. Assim, dentre os aspectos citados, destaca-se o Bem-Estar Espiritual (BEE) como uma expressão da espiritualidade prática que, embora recentemente abordada em estudos científicos foi, desde o início da humanidade, apontada como uma dimensão importante no processo saúde-doença, por possibilitar, além de outros benefícios, o restabelecimento mais rápido da saúde. Foi neste contexto que se tornou necessário compreender e refletir sobre os significados do BEE que permearam a vivência de mulheres portadoras de DCAME e as formas pelas quais o BEE foi manifestado por esta população, para facilitar o esclarecimento tanto das causas da dor atribuídas por elas quanto das formas de manejo e dos impactos ocasionados pela dor. Desta forma, este estudo, que foi realizado na Clínica de Dor do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (CDHCRP) e conduzido de acordo com as normatizações da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), utilizou-se de abordagem qualitativa. Neste trabalho, após seleção por amostragem por conveniência, 11 sujeitos foram selecionados e entrevistados individualmente numa sala reservada a este fim, sendo um guia à entrevista um roteiro norteador de entrevista semiestruturada com questões fechadas para identificação e delineamento sociodemográfico e questões abertas para a apreensão dos significados de BEE bem como dos conhecimentos acerca das causas, dos impactos e das formas de alívio da dor. Os dados coletados foram gravados em um aparelho de MP3 e transcritos na íntegra para o início da análise dos dados que foi feita por meio da Análise Temática (AT), uma das técnicas da Análise de Conteúdo (AC) e possibilitaram o surgimento de quatro temas: Significados e Manifestações do BEE; Modelos explicativos para a dor; Formas de manejo da doença e Impactos da dor crônica. A partir destes temas, algumas interpretações acerca do BEE puderam ser destacadas. Relatado como um aspecto humano de difícil definição, o BEE pôde ser manifestado de diferentes maneiras. As formas apresentadas foram o bom relacionamento consigo mesmo, com o outro e com Deus, o desenvolvimento de esperança, da confiança, da fé em si e no tratamento que realizaram, o conforto físico, a ocupação, o lazer, o aprendizado e a empatia no contato com o outro. Neste trabalho, algumas causas manifestadas foram as de origem psicossocial, as sobrecargas físicas e comportamentos que perpetuam o problema, além da dor como resposta a um pecado. Destacadas algumas causas, o trabalho apontou para a utilização das preces como coadjuvante do tratamento médico convencional por todas as entrevistadas e da técnica Reiki. Tendo em vista o exposto, a DCAME mesmo impactando de forma negativa na vida das entrevistadas, desenvolvendo inclusive o medo da perda da autonomia e independência, possibilitou a modificação de suas visões de mundo, sendo fonte de descoberta de valores humanos tais como a coragem, a resiliência, a valorização da vida bem como da empatia pelo sofrimento alheio. Em suma, este estudo destacou a importância da DCAME enquanto doença multidimensional que leva o indivíduo a experimentar necessidades espirituais importantes, sendo o incentivo a busca da integralidade no contexto hospitalar para o correto manejo do problema mais do que uma emergência para a saúde pública.
Podem ler este trabalho no site da Associação Portuguesa de Reiki

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Efeitos do reiki na evolução do granuloma induzido através da inoculação do BCG em hamsters e do tumor ascítico de Ehrlich induzido em camundongos

Ricardo Garé é um dos primeiros investigadores académicos sobre o efeito do Reiki. Em 2008, realizou a dissertação para o mestrado sobre Efeitos do reiki na evolução do granuloma induzido através da inoculação do BCG em hamsters e do tumor ascítico de Ehrlich induzido em camundongos. Ricardo Garé é galardoado com o Prémio Hayashi de Investigação Reiki, da Associação Portuguesa de Reiki. Estará como orador no VI Congresso Nacional de Reiki, dia 24 de Outubro de 2015.

Introdução

Estudaram-se os efeitos da influência do Reiki na evolução do granuloma induzido experimentalmente pela inoculação do BCG no coxim plantar de hamsters, assim como os efeitos da mesma terapia em camundongos portadores do tumor ascítico de Ehrlich in vivo e in vitro. No modelo de inflamação granulomatosa crônica, utilizou-se 40 hamsters machos, os quais após serem inoculados com BCG no dia 0 no coxim da pata posterior direita, foram separados em dois grupos contendo 20 animais em cada. Um grupo denominado controle o qual não recebeu nenhum tratamento, e um grupo denominado Reiki, o qual recebeu reiki por 15 minutos, diariamente, a uma distância de 30 cm. Imediatamente antes da inoculação foi realizada a medida do diâmetro da pata a ser inoculada, sendo que as medições continuaram até o momento do sacrifício dos animais, sendo realizadas em dias alternados. No modelo de tumor ascítico de Ehrlich, foram utilzadas 26 camundongos fêmeas, as quais foram injetadas com células de Tumor de Ehrlich pela via intraperitoneal, sendo este considerado dia 0 do experimento. Em seguida estes camundongos foram separados em 3 grupos: controle (n=8), reiki A (n=9) e reiki B (n=9). Grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento, grupo Reiki A recebeu reiki por 10 minutos, diariamente, à uma distância de 30 cm e grupo Reiki B recebeu manipulação e uma técnica diferente de Reiki. Os animais então foram observados diariamente até o dia de óbito. Em relação ao edema de pata, foi observada diminuição deste nos hamsters inoculados com BCG e tratados com Reiki. Com respeito à avaliação da taxa de sobrevida em camundongos com tumor ascítico de Ehrlich, observou-se maior taxa de sobrevida nos camundongos inoculados pertencentes ao grupo Reiki A.
Podem ler mais sobre este trabalho no site da Associação Portuguesa de Reiki.

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Significados de Empowerment Psicológico na Experiência de Doença Oncológica: Reiki como Técnica Promotora

O presente estudo vem acrescentar algumas dimensões, pouco consideradas até então, nos estudos do E.P realizados no contexto de doença oncológica. Este estudo permitiu compreender, através da abordagem qualitativa, o percurso de cinco participantes no decorrer das suas vivências na experiência de doença. Nomeadamente uma maior compreensão do seu significado na experiência oncológica e a forma como a técnica Reiki prova constituir-se num recurso promissor, para o aumento dos níveis de E.P.
Todas as estratégias de E.P são importantes para os participantes re – descobrirem as forças e as habilidades que possuem, no controlo face à doença (Mok et al., 2004). Como tal, através dos resultados qualitativos, pudemos observar que os temas encontram-se todos intimamente ligados e relacionados entre si, num processo dinâmico e construtivo. A dinâmica individual é sentida pelo significado do E.P na vivência da doença de cada participante. A dinâmica contextual percepciona-se pela oportunidade de adquirir ferramentas e utilizá-las como recursos que favorecem o E.P. A dinâmica relacional influencia o sentimento de pertença e ligação à comunidade onde o participante se insere, adquirindo forças e poderes que advém desta.
Os resultados quantitativos indicam a existência de diferenças significativas entre os 2 grupos para todas as dimensões presentes no estudo de Mok (1998), (t student p<.05). O grupo que pratica Reiki obteve os valores médios mais altos para todas as dimensões, relativamente ao grupo sem Reiki. Os dados também revelam que o E.P mais alto da amostra corresponde à dimensão Esperança (M=4.34), contrariamente ao mais baixo, correspondente aos Skills e Conhecimento (M=3.43). É de notar que o grupo que pratica Reiki possui o nível de formação e de E.P mais elevado. Quanto aos resultados das médias dos constructos pressupõe-se que o grupo que não pratica Reiki tem maiores níveis de E.P associados à confiança nos médicos (itens correspondentes ao constructo), já o grupo que pratica Reiki detém menos confiança nos médicos. Relativamente aos Skills
e Conhecimento, é evidente que o grupo que pratica Reiki tem os maiores níveis de E.P, uma vez que procura saber mais informações, estando ciente do seu processo de tomada de decisão. Os níveis médios de Esperança, dimensão associada à fé, são congruentes para
ambos os grupos, representando a semelhança entre um grupo e o outro, na esperança pela recuperação, independentemente dos tratamentos que aplicam.
Estes dados vão ao encontro das entrevistas qualitativas, na medida em que os praticantes de Reiki são influenciados na opção pelo tratamento por determinantes sociais, culturais e de formação, etc. O nível de formação tem influência na decisão pelo Reiki, o que por sua vez aumenta os níveis de E.P. A autonomia individual é, igualmente, auxiliada através das escolhas dos tratamentos informados acerca da doença.
Através das entrevistas qualitativas, este estudo alcançou 7 temas principais e 26 sub – temas de E.P associados à prática de Reiki. Tais como: Controlo; Transformação de Pensamentos; Crescimento Espiritual; Aquisição de Conhecimentos e Skills; Redes de Apoio; Envolvimento Activo; GAM & GAR
Dentro destes temas e sub-temas que o estudo alcançou, destacam-se por exemplo, o subtema “Tomada de decisão” contemplado no 1º tema “Controlo”. A tomada de decisão sendo um processo de liberdade de escolha sobre os diferentes métodos de tratamento a recorrer, é interessante verificar que este processo é facilitado pela rede de apoio dos participantes, pelos profissionais de saúde (na sua grande maioria os enfermeiros) e pela própria experiência no Reiki. Também o papel da família aqui é preponderante na influência que tem sobre as decisões dos participantes. Ainda dentro do 1º Tema “Controlo”, o sub-tema “diminuição do stress físico e psicológico” foi o que manifestou a acção directa, prática e concreta dos tratamentos de Reiki no alívio dos sintomas físicos, psicológicos e emocionais causados pela doença e pelos efeitos dos tratamentos convencionais. Uma melhoria na QDV; diminuição da dor física; relaxamento; tranquilidade; bem – estar geral; auto – estima; paz interior; redução da ansiedade; alívio do stress.

O Reiki teve impacto nos mecanismos de superação da doença e consequente empowerment nesta comunidade e os sub-temas “Pensamento positivo” e “Esperança” destacados no 2º Tema “Transformação de Pensamentos”, vieram demonstrar isso mesmo. Através do auto – Reiki, a pessoa atribui uma importância maior aos aspectos positivos que a doença trouxe à sua vida e encara-a de uma forma mais optimista. A “Esperança”, ligada à fé, também é estimulada pela família/cônjuge e pelos amigos. Para além disso, o Reiki demonstrou ser igualmente relevante para a construção de uma realidade empoderadora na experiência de doença, por dar origem ao sub tema “Atribuição de significado e propósito de vida” destacado no 3º tema “ Crescimento espiritual”.
Relativamente ao 7º tema alcançado “GAM & GAR”, refere-se à participação activa em grupos de ajuda mútua e de partilhas de Reiki, facilitadores do processo de E.P. Foi curioso verificar que a maioria das participantes considerou os GAR (grupos de apoio reiki) tão ou mais eficazes no aumento do seu E.P, na medida em que estes partilham experiências entre si e com os seus Praticantes de Reiki e são grupos que têm como foco manter elevado o nível de energia entre todos os membros, favorecendo a correcta percepção sobre a doença.
Através deste estudo, é fácil de perceber que com o Reiki, a pessoa adquire um papel crucial e activo na sua própria recuperação, tornando-se no seu próprio agente de mudança, pois ela age em conformidade com os resultados que espera poder alcançar. O Reiki, neste estudo, demonstrou ser um elemento central e impulsionador de mudanças positivas, facilitando o processo de recovery, o aumento do EP e o envolvimento ativo na comunidade.
Com esta dissertação, pudemos compreender a espiritualidade, como um factor relevante para o aumento de E.P. Ao se ter verificado uma predisposição para as pessoas que possuem espiritualidade, recorrerem mais facilmente aos métodos complementares.
Nesse sentido, os profissionais de saúde, dos vários sectores da oncologia devem estar conscientes relativamente às dimensões da espiritualidade a fim de providenciar o tratamento mais adequado, uma vez que a própria espiritualidade transcende as dificuldades decorrentes da doença. Assim como o E.P, quando é facilitado pelo Reiki, origina auto transformação positiva e a mudança de atitude nas relações com os outros e perante a vida (Mok et al., 2004). Da mesma forma que o Reiki, mais do que um tratamento auto aplicado, os praticantes percebem que têm a capacidade de se ajudar a se sentirem melhores e a ter um papel crucial na própria recuperação. Por esse motivo, esta ferramenta de E.P, baseia-se sobretudo num processo de crescimento espiritual e não apenas numa técnica de tratamento.
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Rita Ferreira é vogal dos órgãos sociais e tem como funções as iniciativas de apoio social, a gestão e avaliação. Podem ler mais sobre a sua tese no site da Associação Portuguesa de Reiki, na categoria Prémio Hayashi de Investigação Reiki.
Significados de Empowerment Psicológico na Experiência de Doença Oncológica: Reiki como Técnica Promotora – Um estudo exploratório Rita Susana Évora Ferreira – Tese de Mestrado, ISPA, Instituto Universitário Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida – 2014
 

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Conclusões do V Congresso Nacional de Reiki

O V Congresso Nacional de Reiki foi um encontro que ficará a ressoar no nosso coração durante bastante tempo. A harmonia, bondade, o carinho partilhar entre todos foi fantástico. É incrível a predisposição de todos, que viram de tão longe, de sul a norte do país, para cá estarem <3 Tivemos um momento único que foi a intervenção da Juventude Positiva de Guimarães, que ao todo trouxeram 50 pessoas 😀
Connosco esteve também o Johnny e Rita De’ Carli, o Don Allen e Rolf Blum, como nossos convidados de outras vivências para partilhar as suas perspectivas sobre Reiki.
Neste ano de 2014, Ano da Juventude Positiva, além das intervenções dos jovens, cujos videos poderão ver, tivemos ainda uma mesa redonda de partilha que nos aqueceu o coração e estimulou para que se continue a apostar nos jovens. Sem dúvida que há muito a fazer e prosseguiremos com esse trabalho.
O nosso profundo obrigado a todos os oradores e vencedores do Prémio Hayashi, pela sua predisposição de partilha neste congresso e claro, um imenso obrigado aos nossos voluntários pelo seu carinho, amizade e apoio neste dia (e em tantos outros).
Queremos agradecer ao Centro Ismaili e à Comunidade Ismaili em Portugal, à amabilidade da CCC Mediadores, que vieram de Vila Nova de Gaia para nos apoiar no Congresso, trazendo vários materiais de suporte da Lusitânia, agradecemos também à Revista Zen e à Dinalivro, pelo apoio de sempre.

V Congresso Nacional de Reiki

Lançamos o desafio a todos os participantes, para enviarem os seus testemunhos, comentários e apresentações. Iremos publicar nesta página.

Apresentação Geral do V Congresso Nacional de Reiki

Algumas imagens do V Congresso Nacional de Reiki, poderão ver mais no nosso Facebook…

 

Reiki, como método de expansão de consciência

Johnny De’ Carli

O voluntariado no apoio ao doente através da terapia complementar reiki

Valter Jacinto

A experiência de Reiki em Hospitais Americanos

Don Allen
Don Allen é Mestre e Terapeuta de Reiki. No V Congresso Nacional de Reiki, partilhou a sua experiência nos Hospitais Americanos onde trabalhou como voluntário. Sublinhou a importância de integração com o pessoal hospitalar, para que compreendessem bem o seu trabalho; O respeito pelos profissionais e pelo paciente; O respeito pelas regras hospitalares no tratamento a utentes, com Reiki.
Um dos aspectos muito importantes foi também a forma humanizadora como o Reiki leva terapia a um doente. Não é uma terapia alternativa, é complementar e integrativa.

Reiki na comunidade: um novo paradigma de intervenção social

Rita Ferreira

Concerto de jovens Juventude Positiva

Hino da Juventude Positiva

Os cinco princípios de Reiki

A economia social no Reiki

Gabriel Simões

Reiki em família e para a família

Alexandra Moreira

Perspetiva Europeia do Reiki

Margarida Pereira e Rolf Blum

Entrega dos Prémios Hayashi de Investigação Reiki

Andreia Vieira

Reiki para crianças, jovens e professores

Moderadora: Andreia Vieira
Testemunho: joao barreto – reiki para crianças

Testemunhos

Olinda Ângelo, núcleo de Almada – IMAGINEM – testemunho


 
Bom dia AMIGOS :)))
No Caminho do Reiki encontramos pessoas que por alguma razão estão ou nos dizem algo , mesmo de passagem. Depois de muitas tentativas para ir ao Congresso de Reiki , ora porque estava longe , ou não tinha disponibilidade financeira enfim havia sempre alguma coisa que acontecia. CONFIEI ,neste ano de mudanças e oportunidades, percebi ainda mais como os 5 princípios do reiki , ao serem trabalhados diariamente, têm resultados no seu tempo certo. Mais uma vez a distância se tornou próxima de quem mais se gosta ou de quem faz sentido estar no nosso caminho. :)))))
O V Congresso de Reiki serviu para APRENDER, PARTILHAR, CONVIVER, SENTIR, o Amor Incondicional que existe .
Só por hoje sou Grato, pelo que tenho, faço, recebo, partilho, dou e por quem está no meu caminho. _/\_
Nuno Miguel Moreira Nunes
Coordenador Nucleo  Reiki Penafiel


 

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Rita Évora Ferreira em entrevista sobre vantagens do Reiki no Empowerment Psicológico de doentes oncológicos

foto_rita_ferreiraRita Évora Ferreira é uma das mais recentes vencedoras do Prémio Hayashi de Investigação Reiki, graças à dissertação de Mestrado que realizou sobre esta terapia complementar no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), em Lisboa. Perceber as componentes de Empowerment Psicológico (EP) no contexto da doença oncológica foi um dos principais objetivos do estudo. Entre as conclusões, destaca-se o facto de o grupo que praticava Reiki ter revelado maiores níveis de EP em comparação com o que apenas realizava os tratamentos convencionais. Em entrevista explica-nos como desenvolveu a investigação, o que concluiu e ainda deixa recomendações para melhor potenciar a utilização da terapia complementar Reiki na Oncologia.
Quais as conclusões mais relevantes a que chegaste com o teu estudo?
Este estudo veio acrescentar algumas dimensões pouco consideradas até então nos estudos científicos realizados no contexto de doença oncológica.Em termos gerais, procurou contribuir para o aprofundamento das componentes de Empowerment Psicológico (EP) – processo pelo qual as pessoas ganham controlo e poder sobre as suas vidas – junto da comunidade com experiência de doença oncológica e compreender de que forma o Reiki tem influência na promoção de resultados empoderadores.
Em termos específicos, ambicionou-se analisar tematicamente a experiência de Reiki vivenciada pelas pessoas com doença oncológica enquanto processo de EP, sendo que para isso se explorou o significado que os participantes atribuem ao EP, que coisas e/ou pessoas têm influência no mesmo e de que forma a experiência na prática Reiki proporciona efectivamente esse EP.
Os resultados da análise quantitativa e qualitativa são congruentes entre si, pois revelam que quem pratica Reiki possui o nível de Formação/Escolaridade e de EP mais elevado. O que significa que, em grande medida, o nível de formação/escolaridade possibilita a escolha mais informada dos tratamentos a recorrer e influencia a procura ativa pelo Reiki, tratamento complementar. A dimensão espiritual é um fator relevante para o aumento de EP dos participantes, em ambos os resultados, pois transcende as dificuldades da doença.
Os dados estatísticos quantitativos indicaram a existência de diferenças significativas nos níveis de EP entre os dois grupos (utilizadores de Reiki vs não utilizadores de Reiki) para todas as suas dimensões presentes no estudo de Mok (1998). O grupo que praticava Reiki foi aquele que, efetivamente, obteve os valores médios mais altos, relativamente ao grupo que só recorria aos tratamentos convencionais. Os dados revelam também que o nível de EP mais alto da amostra total – dos 25 participantes – foi atribuído ao domínio da Esperança (M = 4.34), em contraposição com o nível mais baixo que corresponde aos Skills e Conhecimento (M= 3.43). Foi ainda interessante verificar que o grupo que não praticava Reiki detinha maior confiança nos médicos em relação ao grupo que recorria a esta técnica. Mas isto explica-se pelo facto de estas pessoas se sentirem desprovidas de liberdade de escolha nos tratamentos a recorrer e, mais grave ainda, pela ausência dessa informação facultada pelos médicos.
Através das entrevistas qualitativas, este estudo alcançou sete temas principais e 26 sub – temas de EP associados à prática de Reiki. Tais como: Controlo; Transformação de Pensamentos; Crescimento Espiritual; Aquisição de Conhecimentos e Skills; Redes de Apoio; Envolvimento Ativo; GAM & GAR. Estes sete temas consistem nos significados atribuídos ao EP no contexto da doença oncológica, percecionados pelas participantes utilizadoras de Reiki. Dentro destes temas e sub-temas que o estudo alcançou, destacam-se por exemplo, o subtema “Tomada de decisão” contemplado no primeiro tema “Controlo”. A tomada de decisão, sendo um processo de liberdade de escolha sobre os diferentes métodos de tratamento a recorrer, é interessante verificar que este processo é facilitado pela rede de apoio dos participantes, pelos profissionais de saúde (na sua grande maioria os enfermeiros) e pela própria experiência no Reiki.
Também o papel da família aqui é preponderante na influência que tem sobre as decisões dos participantes. Ainda dentro do primeiro tema “Controlo”, o sub-tema “diminuição do stress físico e psicológico” foi o que manifestou a acção direta, prática e concreta dos tratamentos de Reiki no alívio dos sintomas físicos, psicológicos e emocionais causados pela doença e pelos efeitos dos tratamentos convencionais. Uma melhoria na qualidade de vida (QDV); diminuição da dor física; relaxamento; tranquilidade; bem-estar geral; auto-estima; paz interior; redução da ansiedade; alívio do stress são dos muitos benefícios do Reiki no recovery, alcançados não só na presente tese como em alguns estudos existentes na literatura.
O Reiki teve impacto nos mecanismos de superação da doença e consequente empowerment nesta comunidade e os sub-temas “Pensamento positivo” e “Esperança” destacados no segundo Tema “Transformação de Pensamentos”, vieram demonstrar isso mesmo. Através do auto – Reiki, a pessoa atribui uma importância maior aos aspetos positivos que a doença trouxe à sua vida e encara-a de uma forma mais otimista. A “Esperança”, ligada à fé, também é estimulada pela família/cônjuge e pelos amigos. Além disso, o Reiki demonstrou ser igualmente relevante para a construção de uma realidade empoderadora na experiência de doença, por dar origem ao sub-tema “Atribuição de significado e propósito de vida” destacado no terceiro tema “ Crescimento espiritual”.
Relativamente ao sétimo tema alcançado “GAM & GAR”, refere-se à participação ativa em grupos de ajuda mútua e de partilhas de Reiki, facilitadores do processo de EP. Foi curioso verificar que a maioria das participantes considerou os GAR (grupos de apoio reiki) tão ou mais eficazes no aumento do seu E.P, na medida em que estes partilham experiências entre si e com os seus Praticantes de Reiki e são grupos que têm como foco manter elevado o nível de energia entre todos os membros, favorecendo a correcta percepção sobre a doença.
 
O que te levou a estudar o Reiki como técnica promotora de EP?
De certo modo, a motivação pessoal prendeu-se pela observação direta, levada a cabo no âmbito do estágio curricular, nomeadamente, alguma falta de informação nas pessoas a vivenciar o processo de doença oncológica, como por exemplo o tipo de tratamentos e recursos a recorrer, para a promoção da saúde. A par disso, o Reiki surgiu como um recurso, de forma a atender às múltiplas necessidades e questões vivenciadas neste processo. Por conseguinte, são estas as razões principais que conferem pertinência a este estudo, pois trata-se de um paradigma emergente da saúde comunitária, a qual carece de mais investigação, dado o seu contributo à Psicologia Comunitária.
 
É possível afirmarmos que o Reiki tem efeitos práticos concretos enquanto técnica promotora de EP?
Não só é possível afirmá-lo em termos práticos, pelos inúmeros resultados alcançados, como se constitui num direito público a obtenção destas informações, por parte da comunidade. Arriscaria, inclusive, a afirmar que todos os profissionais de saúde, que lidam diariamente e intervém nestas situações de crise, deveriam apelar à prática de Reiki. O Reiki, enquanto ferramenta promotora de saúde e bem – estar, para além de possuir cada vez mais adeptos, tem vindo a ter cada vez mais evidência cientifica pelos seus muitos benefícios visíveis e percepcionados.
Através deste estudo, é fácil de perceber que com o Reiki, a pessoa adquire um papel crucial e activo na sua própria recuperação, tornando-se no seu próprio agente de mudança, pois ela age em conformidade com os resultados que espera poder alcançar. O Reiki, neste estudo, demonstrou ser um elemento central e impulsionador de mudanças positivas, facilitando o processo de recovery, o aumento do EP e o envolvimento ativo na comunidade.
 
Fala-nos sobre a recetividade da comunidade académica ao teu trabalho. Como acolheram a ideia de estudares este tema e como reagiram, depois, às conclusões?
Referi, na entrevista anterior, que a comunidade académica mostrou-se pouco recetiva à proposta de estudar algo que fugisse tanto aos padrões convencionais instituídos. Ideias que se constituem disruptivas, mostram-nos um caminho a percorrer longo e desafiante, porém, quando conquistado, revela-se bastante gratificante. Como reação aos resultados, este estudo foi alvo de muitos elogios, críticas construtivas e, mais importante, de reconhecimento. É importante sentirmos o valor daquilo que fazemos e do trabalho que tivemos que percorrer para o alcançar, especialmente, se aquilo que procuramos dá resposta às necessidades das pessoas, fazendo com que o recurso, que se constitui o Reiki, seja acessível a toda a comunidade.
Da metodologia fez parte as sessões de Reiki a doentes oncológicos. Queres explicar aos leitores do RKP em que consistiu toda a metodologia para que os resultados da tua investigação fossem validados cientificamente?
Este estudo de carácter exploratório é baseado numa metodologia qualitativa e quantitativa útil e adequada. A abordagem qualitativa tenta englobar toda a diversidade que a ação humana pode assumir e manifestar, aprofundando o contexto que pretende explorar (como? Porquê?). Por seu turno, a abordagem quantitativa procura identificar padrões diferenciais de relações entre as variáveis (quais são?).
Participaram no estudo 25 participantes com doença oncológica, 15 dos quais utilizavam os tratamentos convencionais e 10 utilizavam o tratamento complementar de Reiki. Esta amostra foi recolhida por conveniência e snowball através de contactos de grupos de Reiki da Associação Portuguesa de Reiki (APR) e outro grupo que recorre a tratamentos convencionais, apoiados pela Associação Girassol Solidário. A resposta aos questionários, bem como as entrevistas gravadas, foram presenciais. Todos os participantes aceitaram participar livremente no estudo e assinaram o Termo de Consentimento Informado.
Na fase de recolha dos dados, primeiramente solicitou-se a autorização à autora da Escala original, tendo-se obtido a sua anuência. De seguida, utilizou-se o Questionário de EP aplicado à doença oncológica, 5 pontos na Escala de Likert, retirado do estudo de Mok (1998), seguido de um processo de tradução preconizado pela literatura e obteve-se a seguinte versão portuguesa: Questionário de E.P para pessoas com doença oncológica – QEDO_VP1, Ferreira e Ornelas (2013). Foi aplicado o Questionário aos 25 participantes do estudo e, por fim, aplicou-se o guião de entrevista semi estruturado às 5 participantes do grupo que recorria ao Reiki. Para os dados qualitativos das entrevistas procedeu-se à Análise Temática de Braun & Clarke (2006), que obedece a 6 fases de análise. Quanto aos tratamentos dos dados quantitativos, optou-se por utilizar o Software Estatístico (SPSS) para cálculo dos testes específicos.
 
Tendo em conta os resultados a que chegaste, que recomendações poderás fornecer à comunidade Reiki e também à comunidade médica convencional de forma a melhor contribuir para o EP dos doentes oncológicos?
As recomendações que proponho à comunidade de profissionais de saúde, baseiam-se no meu percurso pessoal e através dos resultados empíricos alcançados.
Acima de tudo, a comunidade médica dos setores oncológicos deve estar atenta não só às necessidades reais dos seus utentes, como deverá acompanhar a evolução que se faz acompanhar a atualidade.
O carinho, a simpatia, a atenção, o comunicar as informações são características dos profissionais de saúde que os estudos indicam serem empoderadores para os indivíduos. Alguns estudos indicam também que várias são as vezes em que as pessoas tornam-se passivas ao receber o seu tratamento e sentem-se incapazes na tomada de decisões por parte dos profissionais. Ainda assim, a grande maioria das participantes deste estudo atribuiu o aumento dos seus níveis de EP aos enfermeiros e não à classe médica. Neste sentido, recomendo que a comunidade hospitalar faculte as informações necessárias acerca dos diferentes métodos de tratamento a recorrer, que vão além dos convencionais e que facilite o acesso a escolhas informadas e autónomas aos seus utentes. Por último, apelo a uma maior consciência relativamente às dimensões da espiritualidade, pois já se verificou que a própria espiritualidade transcende as dificuldades decorrentes da doença e seria, igualmente, interessante validar a formação profissional, na prática de Reiki, ao pessoal dos Hospitais, Clínicas, Centros de Saúde e Organizações de base comunitária, compreendendo a comunidade como um todo nos respectivos suportes de tratamento.
Por isso, o Reiki veio revelar neste estudo os seus benefícios práticos e o seu papel promotor de EP, abrindo as portas para a transformação positiva das pessoas que o usam e revolucionando o sistema que o desafia.
 
Podes acrescentar qualquer outra informação que consideres pertinente para o assunto em causa.
No que concerne a sugestões para estudos futuros, estes resultados reforçam a necessidade de conceptualizar o EP para este contexto, enquanto processo individual, relacional e colctivo. Considero pertinente que futuras investigações implementem instrumentos de avaliação que tenham em conta a dimensão espiritual, assim como, seria útil validar o presente Questionário traduzido para a população portuguesa, de forma a poder ser representativo da mesma. As Ciências Sociais carecem de estudos empíricos que relacionem o EP aos contextos da doença oncológica.

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Núcleo do Bonfim apoia estudo académico sobre Reiki

O núcleo de Reiki do Bonfim, no Porto, pela sua coordenadora Filomena Isidoro apoiou a recentemente laureada monografia de Reiki: Terapia Complementar no Sistema de Saúde. Esta foi uma monografia realizada no âmbito do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas. A sua autora, Érica Cardoso, expressa assim a gratidão pelo apoio desta Mestre de Reiki:
À Mestre de Reiki Maria Filomena Isidora (Filó), por ter reacendido a luz do 
Reiki em minha vida, por sempre ter sido impecável em me ajudar com o trabalho e 
por sua incrível forma de explicar o que é o Reiki.
Agradecemos à Érica pelo seu esforço e persistência e a Filomena Isidoro pela bondade e apoio para a realização desta monografia.

Reiki: Terapia Complementar no Sistema de Saúde Monografia realizada no âmbito do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas

Érica Cavalcanti Cardoso 2013

A Erica Cardoso contactou a Associação Portuguesa de Reiki em 2013 com o intuito de receber apoio de documentação para fundamentar o seu trabalho. Graças à sua persistência e dedicação, o resultado foi uma nota de 17 valores nesta monografia. É assim uma laureada do prémio Hayashi de Investigação Reiki, em 2014.

porto

Resumo

O Reiki é uma terapia complementar que vem demonstrando grandes benefícios quando utilizadas como auxílio no tratamento de diversas enfermidades, acredita-se que o Reiki através de métodos simples de imposição de mãos em áreas específicas do corpo é capaz de equilibrar a energia natural, levando o corpo a caminhar naturalmente para um estado de saúde. A palavra Reiki é dividida em duas partes, REI “ a energia do universo”, onde estão inseridos todas as coisas e KI “energia vital” a energia que dá vida ao corpo. A terapia do Reiki vem adquirindo cada vez mais praticantes em todo o mundo, inclusive em Portugal. O Reiki inicialmente era praticado por pessoas leigas, fora do círculo de tratamento de saúde sendo praticado em hospitais por ação de voluntários, com os inúmeros relatos dos efeitos benéficos, o Reiki passou a ganhar a notoriedade da classe médica onde cada vez mais surgem adeptos desta terapia. Estudos científicos estão sendo desenvolvidos em busca de respostas fisiológicas que justifiquem os efeitos demonstrados pelo Reiki. Este trabalho busca relatar o que se conhece sobre a história, a teoria e a prática, bem como dar uma visão geral do estado da investigação do Reiki e incluindo seu alcance nas diversas áreas da saúde. Com objetivo de divulgar e entender a importância do Reiki como terapia integrativa complementar.

Podem ver na página do Prémio Hayashi de Investigação Reiki, o trabalho de Érica Cardoso Reiki – Terapia Complementar no Sistema de Saúde…

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Reiki – Terapia Complementar no Sistema de Saúde é mais um prémio Hayashi de Investigação Reiki 2014

Reiki: Terapia Complementar no Sistema de Saúde Monografia realizada no âmbito do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas
Érica Cavalcanti Cardoso 2013
A Erica Cardoso contactou a Associação Portuguesa de Reiki em 2013 com o intuito de receber apoio de documentação para fundamentar o seu trabalho. Graças à sua persistência e dedicação, o resultado foi uma nota de 17 valores nesta monografia. É assim uma laureada do prémio Hayashi de Investigação Reiki, em 2014.
porto
Resumo
O Reiki é uma terapia complementar que vem demonstrando grandes benefícios quando utilizadas como auxílio no tratamento de diversas enfermidades, acredita-se que o Reiki através de métodos simples de imposição de mãos em áreas específicas do corpo é capaz de equilibrar a energia natural, levando o corpo a caminhar naturalmente para um estado de saúde. A palavra Reiki é dividida em duas partes, REI “ a energia do universo”, onde estão inseridos todas as coisas e KI “energia vital” a energia que dá vida ao corpo. A terapia do Reiki vem adquirindo cada vez mais praticantes em todo o mundo, inclusive em Portugal. O Reiki inicialmente era praticado por pessoas leigas, fora do círculo de tratamento de saúde sendo praticado em hospitais por ação de voluntários, com os inúmeros relatos dos efeitos benéficos, o Reiki passou a ganhar a notoriedade da classe médica onde cada vez mais surgem adeptos desta terapia. Estudos científicos estão sendo desenvolvidos em busca de respostas fisiológicas que justifiquem os efeitos demonstrados pelo Reiki. Este trabalho busca relatar o que se conhece sobre a história, a teoria e a prática, bem como dar uma visão geral do estado da investigação do Reiki e incluindo seu alcance nas diversas áreas da saúde. Com objetivo de divulgar e entender a importância do Reiki como terapia integrativa complementar.
[su_button url=”https://www.associacaoportuguesadereiki.com/reiki-terapia-complementar-sistema-de-saude/”]Ler o PDF[/su_button]
 

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Ricardo Monezi – Tese de Doutoramento de Reiki – Efeitos da prática do Reiki sobre aspectos psicofisiológicos e de qualidade de vida de idosos com sintomas de estresse:estudo placebo e randomizado

É com muita honra que a Associação Portuguesa de Reiki disponibiliza a Tese de Doutoramento do Dr. Ricardo Monezi, cuja defesa foi realizada no mês de Junho de 2013. Esta honra vem, por ser a primeira tese de doutoramento realizada na área do Reiki, em português, assim como é uma justa homenagem ao grande homem, amigo e investigador, Ricardo Monezi. Hoje o Reiki deu mais um passo para aqueles que têm a necessidade de encontrar explicações lógicas e mensuráveis sobre esta aplicação.
Muito há ainda a fazer no campo da investigação mas os pilares estão lançados. Em Portugal temos também a Prof. Antónia Maura Ferreira a terminar a sua tese. Também o Prof. Dr. António Cabrita fez um estudo sobre Reiki na Universidade de Coimbra e cada vez mais se desenvolvem os estudos e as teses, sendo eles reconhecidos por nós com o Prémio Hayashi de Investigação Reiki. Cada vez mais a comunidade de Reiki fica engrandecida com estes contributos. Resta agora, aos praticantes, exercerem a sua prática de forma consistente e profissional, nunca relegando para segundo plano a doação e os cinco princípios de Reiki que são a nossa filosofia de vida e guias orientadores.
Acredito que Mikao Usui se sinta honrado por este esforço.
Ricardo Monezi é também galardoado com o Prémio Hayashi de Investigação Reiki, por este trabalho.
A Ricardo Monezi e a todos os que têm remado a favor de e de uma prática consistente e contra a maré da incredulidade, um grande bem-hajam. Só por hoje, sou grato!
João Magalhães,
Presidente, Associação Portuguesa de Reiki

Efeitos da prática do Reiki sobre aspectos psicofisiológicos e de qualidade de vida de idosos com sintomas de estresse: estudo placebo e randomizado

Tese apresentada à Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina, para a obtenção do Título de
Doutor em Ciências.
São Paulo
2013
RICARDO MONEZI JULIÃO DE OLIVEIRA

Introdução

ricardo moneziO estresse constitui-se como um desvio da homeostase, podendo contribuir para o desenvolvimento de uma série de sintomas que podem representar um prejuízo à saúde do idoso. Esta crescente parcela da população mundial tem procurado práticas integrativas e complementares como o Reiki, técnica de imposição de mãos, para o controle de doenças crônicas e melhora do bem estar. Com o objetivo de avaliar se a terapêutica Reiki poderia produzir alterações psicofisiológicas e de qualidade de vida em idosos com sintomas de estresse este estudo, que durou oito semanas, mensurou em um grupo de voluntários que receberam Reiki e um grupo que recebeu um tratamento Placebo, respostas psicológicas como níveis de estresse, ansiedade, depressão, percepções de tensão e bem estar, qualidade de vida, além de respostas fisiológicas como temperatura periférica, tensão muscular e condutância elétrica da pele. O conjunto dos resultados obtidos sugere que a terapêutica Reiki produz alterações psicofisiológicas e de qualidade de vida em idosos compatíveis com uma redução significativa de estresse.

Discussão

p.60
Atualmente o Reiki figura como uma das técnicas de imposição de mãos mais utilizadas entre a população, o que vem chamando a atenção de alguns pesquisadores quanto à avaliação de sua efetividade (252). Estudos sugerem que o uso racional, além da qualidade crescente de pesquisas que trazem informações a respeito da segurança e eficácia das terapias integrativas e complementares foram decisivas no deslocamento dessas modalidades terapêuticas da marginalidade para a linha de frente do cuidado humano (46, 235). Uma grande parcela da população idosa busca complementar seus tratamentos convencionais utilizando-se de intervenções que promovam seu bem estar, saúde e qualidade de vida de maneira integral (253, 254). Dessa maneira, o presente estudo buscou verificar como o Reiki poderia atuar sobre aspectos psicológicos, fisiológicos e de qualidade de vida de idosos que sofrem com sintomas de estresse, uma síndrome que pode ser relacionada com o desenvolvimento de diversos distúrbios psicossomáticos (255). A resposta ao estresse afeta o sistema nervoso central, envolvendo efeitos fisiológicos decorrentes principalmente da estimulação do ramo simpático do sistema nervoso autônomo (256), que podem levar a um aumento da pressão sanguínea e da frequência cardíaca. Um grande volume de sangue é deslocado dos órgãos digestivos para grandes músculos esqueléticos, a fim de gerar a resposta de luta ou fuga, descrita por Hans Selye na década de 50 (13). Como resultado, verifica-se a redução da temperatura e elevação da condutância elétrica da pele (257). Sintomas e comorbidades relacionados ao estresse podem ser detectados tanto quantitativamente como qualitativamente, através da utilização de equipamentos que mensuram os níveis de tensão muscular, condutância elétrica da pele e temperatura ou inventários e escalas psicológicas específicas, como as utilizadas no presente estudo.

Ricardo Monezi

Conclusões

P. 71

  1. Nossos resultados sugerem que a terapêutica Reiki produziu as seguintes alterações psicofisiológicas e de qualidade de vida em idosos com estresse, através da promoção de um possível estado de relaxamento, superior ao constatado no grupo Placebo:
    1. Redução dos níveis de estresse;
    2. Redução dos níveis de ansiedade e depressão;
    3. Redução da percepção de tensão muscular e elevação da percepção de bem estar;
    4. Elevação dos níveis de qualidade de vida referente aos domínios:
      1. “Aspectos espirituais, Religião e Crenças pessoais”; “Físico”; “Psicológico”;
      2. além das facetas “Autonomia” e “Intimidade”;
    5. Elevação da temperatura periférica da pele;
    6. Redução da tensão muscular do músculo frontal e condutância elétrica da pele.
  2. Sugere-se a realização de futuros estudos, de natureza multidisciplinar, a fim de aprofundar a compreensão a respeito dos possíveis mecanismos psicofisiológicos e físicos envolvidos com a técnica Reiki.

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Efeitos da prática do Reiki sobre aspectos psicofisiológicos e de qualidade de vida
de idosos com sintomas de estresse:estudo placebo e randomizado. / Ricardo Monezi
Julião de Oliveira. — São Paulo, 2013.
Título em inglês: Effects of Reiki practice on psychophysiological and quality of life
aspects of elderly patients with stress symptoms: a randomized placebo study.
Podem ler a Tese de Doutoramento de Ricardo Monezi aqui…
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Prémio Hayashi de Investigação Reiki

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Tese de doutoramento aumenta informação académica sobre Reiki

post-reik-johreii
Com o objectivo de contribuir para o conhecimento disponível sobre as terapias complementares e a sua integração na área da saúde, Marcela Jussara Miwa realizou uma tese de doutoramento que incluiu o Reiki. Em entrevista, a investigadora esclarece as conclusões a que chegou e revela a intenção de prosseguir os seus estudos, desta vez sobre Reiki nos hospitais.
“Com o poder nas mãos: um estudo sobre Johrei e Reiki” é o título da tese de doutoramento levada a cabo por Marcela Jussara Miwa, na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo. Para a sua realização, desenvolveu pesquisa em dois campos distintos: um Núcleo de Reiki e a Igreja Messiânica Mundial, ambos em Ribeirão Preto, São Paulo, entre Outubro de 2009 e Janeiro de 2012. Participaram no estudo 15 reikianos e cinco frequentadores do Núcleo, mais 14 messiânicos e cinco frequentadores da Igreja.
Entre os principais resultados, a investigadora salienta que “a crença no poder curativo dessas energias, Reiki e Johrei, aparece como principal sustentação de sua eficácia”. Por outro lado, refere que “tanto os ensinamentos da Igreja Messiânica como os ensinamentos e teorias associadas ao Reiki, foram capazes de fornececer novos sentidos para questões ou problemas desses sujeitos, modificando comportamentos como humor, agressividade, tolerância e sociabilidade, possibilitando a emergência de uma «identidade holística» e a configuração de novas «comunidades de encantamento» em torno dessas suas práticas”.

O que é que a motivou a escolher este tema para a sua tese de doutoramento?

O meu interesse pelo Reiki começou quando eu realizava a minha pesquisa de mestrado. Na época, estudei imigrantes japoneses no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial. Para compreender certos costumes e tradições desses imigrantes, fiz algumas aulas de idioma e cultura japoneses. A professora de japonês era mestre reikiana e apresentou-me a técnica. Interessada pelo assunto, iniciei-me nos níveis I, II e III (ou 3A) do Reiki, além de incentivar alguns familiares a fazerem o mesmo. Devido à minha profunda curiosidade pelo tema, efectuei estudos sobre técnicas de energização pelas mãos, paralelamente à minha pesquisa de mestrado. Conheci outros reikianos e mestres de Reiki e ao constatar algumas divergências nas teorias que apresentavam sobre a técnica, além das contradições entre os ideais que defendiam e seus comportamentos, resolvi elaborar uma pesquisa mais aprofundada. A princípio, o meu projeto de doutoramento incluía mais técnicas de energização, como toque terapêutico, cura prânica, mahikari e passe espírita, porém, por uma questão de tempo e viabilidade da pesquisa, acabei por restringir o meu estudo apenas ao Reiki e ao Johrei da Igreja Messiânica Mundial.

Sentiu abertura da parte da Universidade para a realização desta pesquisa, apesar de os campos de investigação incidirem sobre o Reiki e o Johrei?

Durante a entrevista do processo selectivo para o doutoramento, na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, uma das professoras teceu o seguinte comentário: “Não sei se a aprovo porque o seu projecto é muito original, ou se eu a reprovo justamente porque o seu projecto é muito diferente do que estamos acostumadas a estudar.” Felizmente fui aprovada e, posteriormente, essa mesma professora foi quem me apresentou a Igreja Messiânica em Ribeirão Preto-SP, cidade onde realizei toda a minha pesquisa de campo. No meio académico, a minha maior dificuldade foi, e ainda é, conseguir publicar artigos científicos nas revistas da área da Saúde.

Quais foram os principais objectivos que se propôs atingir com a pesquisa?

Pessoalmente, quis compreender melhor as teorias sobre Reiki e Johrei, as suas semelhanças e diferenças, saber quem são as pessoas que praticam essas técnicas e em que é que elas acreditam realmente. Academicamente, o meu intuito foi contribuir para o crescimento das pesquisas sobre o uso de terapias complementares e integrativas na área da Saúde, principalmente as que dizem respeito às técnicas de energização pelas mãos, como o Reiki, por exemplo, cuja utilização em hospitais está a aumentar e poucos estudos são encontrados a esse respeito.

No decurso da investigação, quais foram os maiores desafios que teve de enfrentar e como é que os ultrapassou?

Estudar os grupos de Reiki e Johrei foi bom. Quando me sentia cansada ou triste no local de pesquisa aproveitava para receber Reiki ou Johrei dos praticantes, sempre muito solícitos em ajudar-me. Como adoptei a etnografia como método de pesquisa, isso levou-me a uma convivência de maior duração e intensidade com os grupos – frequentei por mais de um ano cada local – facto que, por alguns momentos, me desgastou um pouco. Se por vezes cogitei a possibilidade de desistir da pesquisa, tal foi muito mais por questões de ordem pessoal do que académicas (parentes e pessoas próximas passaram por graves problemas de saúde durante o meu doutoramento, o que consumiu boa parte do meu tempo, energia e dedicação). Com um pouco de paciência e perseverança tudo se resolveu.

Concluiu que a crença no poder curativo destas energias aparece como a principal sustentação da sua eficácia. Apesar de estar no papel de investigadora, logo, com uma missão de imparcialidade, de que forma a sua crença pessoal foi, ou não, afectada?

Os sujeitos que entrevistei demonstraram interesse pelo Reiki ou pelo Johrei, motivados pelos benefícios que poderiam receber (cura, relaxamento, equilíbrio energético, solução de problemas, etc.) e por meio dessa crença conseguiram efectuar mudanças nos seus comportamentos e visões do mundo, o que também contribuiu para darem outros, ou novos, sentidos àquilo que enfrentavam, tornando mais fácil suportar alguns sofrimentos. A minha maior preocupação é quando a crença vira motivo para preconceitos, ou seja, entristeço-me quando vejo alguém defender a sua técnica como¬ a melhor, como a verdadeira. Como estudiosa e curiosa que sou a respeito dessas técnicas de energização, percebo que todas elas estão voltadas para o bem-estar e o aprimoramento dos sujeitos. Se há variações nas teorias e procedimentos, isso se deve ao fundador de cada prática, tendo, para isso, que se relevar o contexto (aspectos históricos e sociais) em que essas práticas surgiram. Se alguns percebem mais benefícios que outros, talvez seja pelo facto de estarem mais ou menos “afinados” com as energias subtis.
Acredito realmente nessa ideia de “afinidade energética” e esforço-me para levar uma vida mais equilibrada, segundo as minhas crenças particulares. Há mais de seis anos evito a ingestão de qualquer tipo de carne, pois sinto-me desconfortável ao pensar que, para meu deleite gastronómico, eu tenha que causar sofrimento e morte de um animal (mas nada contra os carnívoros). Mantive os ovos e leite na minha dieta por perceber que a ausência destes causariam deficiências no meu organismo. Pratico meditação sempre que possível e tento não cultivar demasiadas expectativas em relação ao futuro, isso ajuda a diminuir a ansiedade e, também, as frustrações. Procuro também retribuir as dádivas que recebo de Deus e/ou Universo, ajudando as pessoas no que for possível, dentro das minhas condições e limitações.

Em relação ao Reiki especificamente, concluiu que o mesmo possibilita a criação de uma “identidade holística” e até a configuração de novas “comunidades de encantamento”. O que é que pretende significar exactamente com isto?

Nalguns dos seus estudos, o sociólogo Max Weber constatou que a crescente racionalização do mundo e o progresso científico contribuíram para a depreciação de outras formas de conhecimento (como o religioso, o mágico, o popular, etc.) e para a gradativa exclusão da magia e dos aspectos transcendentais para explicar o vivido – o que Weber identificou como processo de “desencantamento do mundo”. Quando defendo a ideia de que tanto o Núcleo de Reiki como a Igreja Messiânica que estudei se configuram como “comunidades de encantamento”, estou a apontar para o facto que, mesmo estando imersos numa sociedade pautada pela racionalidade científica, esses grupos cultivam outras formas de pensar e conceber o mundo que os cerca, atribuindo outros sentidos para o sofrimento e fundamentando as suas crenças em aspectos que fogem da compreensão da racionalidade científica, como por exemplo, a energia subtil. A possibilidade de esses grupos se reunirem num local de crenças comuns também oferece o acolhimento e a sociabilidade que não encontraram noutras esferas da sociedade.
Quanto à “identidade holística”, refiro-me a uma dada forma de estar no mundo que atenta para os aspectos psicoemocionais e energéticos do sujeito e a maneira como eles influenciam na qualidade de vida e interferem nas relações sociais.

Tem interesse em aprofundar os seus conhecimentos em relação ao Reiki?

Como mencionei anteriormente, fui iniciada em Reiki até ao nível III (ou 3A), faltando-me somente o nível de mestre. Creio que iniciar pessoas é uma responsabilidade muito grande e pondero que não tenho a capacidade para assumir esse compromisso por enquanto. Por ora, acredito que a melhor maneira de contribuir para o Reiki é prosseguir os meus estudos sobre a técnica e tentar divulgar ao máximo o conhecimento que adquiri.

Pondera continuar a investigar estes temas a nível académico?

Sim. Estou a cogitar a possiblidade de prosseguir os meus estudos com uma pesquisa de pós-doutoramento sobre o uso de Reiki em hospitais. Ainda estou a fazer os ajustes no projecto e a analisar os locais para a pesquisa. A realização de tal empreitada dependerá da aprovação por parte das agências de financiamento de pesquisa.

Quer deixar alguma sugestão aos nossos leitores?

Por ora tenho muito pouco a acrescentar além daquilo que apresentei na tese de doutoramento. Sobre técnicas de energização pelas mãos, gostaria de mencionar dois livros que não constam nas referências bibliográficas da minha tese e que são muito interessantes: All love – a guidebook for healing with sekhem – seichim – reiki and skhm de Diane Ruth Shewmaker e A luz que cura – oração pelos doentes de Agnes Sanford. Talvez os leitores já os conheçam, mas para quem ainda não leu, vale a pena conferir.
Agradeço imensamente pela oportunidade de divulgar meu trabalho. E desejo muita paz a todos os corações.
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Marcela Jussara Miwa é cientista social e mestre em Ciência Política pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutora em Ciência pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.
Pode ver a Tese de doutoramento sobre Reiki de Marcela Jussara Miwa aqui:
“Com o poder nas mãos: um estudo sobre Johrei e Reiki”
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Investigação sobre Psicossomática e Reiki premiada pela APR

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Mónica Sousa é psicóloga e desenvolveu uma investigação teórica que alia a perspectiva psicossomática e o Reiki no que diz respeito à relação corpo-mente-saúde-doença. O artigo valeu-lhe o Prémio Hayashi de Investigação, entregue pela Associação Portuguesa de Reiki no passado dia 25 de Janeiro.
Sabendo que a psicossomática encara o homem numa perspectiva holística, isto é, vendo-o como um todo composto por mente e corpo, em interacção com um contexto social, Mónica Sousa produziu uma investigação em que alia esta perspectiva à do Reiki, enquanto terapia complementar e filosofia de vida. Em entrevista ao Reiki em Portugal, a psicóloga fala da motivação que a levou a pesquisar estes temas e reconhece que “através do Reiki, o indivíduo pode entrar em contacto com seu próprio eu, o que o ajudará em termos espirituais, mas também no tratamento físico, mental e emocional”.

Qual foi a sua principal motivação para desenvolver esta investigação teórica?

Este artigo de reflexão teórica surgiu de longas tertúlias com mestres de Reiki, que fomentaram em mim o desejo de aprofundar a temática, até então desconhecida. Na verdade, o artigo visou o desbravamento de caminhos encobertos de muita incerteza, desagradecimento e dubiedade, procurando trazer à luz do dia a relação entre duas temáticas controversas: a psicossomática e o Reiki.

premio-hayashi-psicossomatica-reikiQual foi a receptividade dos seus colegas e professores em relação à sua pesquisa?

O desconhecimento em torno da psicossomática, bem como do Reiki, faz com que alguns dos meus antigos professores mantenham as suas reticências em torno destas temáticas. Todavia, após a leitura do artigo, os meus colegas de profissão, amigos e conhecidos compreenderam a pertinência da mesma.

Nota que os temas relacionados com as terapias complementares, nomeadamente o Reiki, estão a ter mais aceitação entre os meios académicos?

Infelizmente a receptividade destas temáticas nos meios académicos é muito criticável, possivelmente devido ao número ainda limitado de estudos nesta área. A comunidade científica, bem como alguns investigadores e profissionais de saúde (do qual destaco os enfermeiros) têm contribuído para a sua crescente idoneidade. Por exemplo, tive uma enorme receptividade por parte da Associação Portuguesa de Reiki, o mesmo já não poderei afirmar em relação à Sociedade Portuguesa de Psicossomática. Advogo que um longo caminho deverá ser percorrido.

Não é praticante de Reiki mas mesmo assim desenvolveu uma pesquisa exaustiva sobre esta terapia complementar e os seus benefícios. Ficou interessada em aprofundar o Reiki na prática?

Fiquei interessadíssima no contínuo aprofundadamento dos meus conhecimentos em torno do Reiki, bem como em conjugá-los com a minha prática clínica.

Integra o Reiki na sua prática profissional, encaminhando para esta via algumas das pessoas que segue em Psicologia Clínica?

A maioria da população junto da qual exerço a minha profissão são pessoas com lesões neurológicas adquiridas. Possivelmente, de forma errónea, algumas questões são consideradas como prioritárias, em detrimento de outras. Todavia, espero num futuro próximo integrar esta terapia na reabilitação/estimulação cognitiva.

O facto de a sociedade se agarrar àquilo que, na sua investigação, denomina como “segurança aparente da Medicina” está a dificultar que cada um encontre, dentro de si, a solução para o mal-estar da civilização descrito por Freud?

Digamos que sim, uma vez que cria a ilusão de que tudo está ao alcance de um comprimido, renegando, muitas vezes, para segundo plano a raiz do problema. Esta cultura de aceitação cega da lógica, ideologia e da prática da Medicina Ocidental reforça o ditado popular: “Pior cego é aquele que não querer ver”, pois o “ver” implicará certamente um sofrimento que a ocidental industrializada repugne. Esta questão deverá ser analisada em pormenor. A solução poderá estar dentro de nós, mas o “nós” só existe por causa de um outro. Por outras palavras, considero que mesmo dentro de nós existe um outro, que pode existir como objecto interno, o que complexifica a questão de encontrar dentro de nós a resolução para esse mal-estar civilizacional. Assim, através do Reiki, o indivíduo pode entrar em contacto com seu próprio eu, o que o ajudará em termos espirituais, mas também no tratamento físico, mental e emocional. Ao entrar em contacto com o seu próprio eu, poderá entrar em contacto com o outro e assim sucessivamente, o que certamente terá notáveis implicações nos elementos que constituem a sociedade.
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Comentário de Cátia Duque, psicóloga e coordenadora do Núcleo de Santa Maria da Feira:
“Este artigo reflecte um olhar sobre a interligação entre o Reiki e a Psicossomática, dando mais um passo em frente na conquista do Reiki como terapia complementar. É importante continuar-se a mostrar, cada vez mais, o lado sério e profissional desta terapia, de forma científica e sustentada através de investigações, estudos e artigos, como é o caso deste.”
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Mónica Sousa concluiu Psicologia Clínica, sub-área de especialização em Psicopatologia e Psicoterapias Dinâmicas pela Universidade de Coimbra em 2010. É pós-graduada em Psicoterapia Dinâmica Integrada e em Avaliação e Reabilitação na Neuropsicologia Clínica. Publicou 2 artigos em revistas especializadas e 3 trabalhos em actas de eventos. Possui 13 itens de produção técnica. Participou em 21 eventos em Portugal. Recebeu 1 prémio e/ou homenagem. Actua na área de Ciências Sociais com ênfase em Psicologia. Nas suas actividades profissionais interagiu com 7 colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos.
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Prémio Hayashi para investigação da Universidade de Coimbra

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A Associação Portuguesa de Reiki atribuiu, no passado dia 21 de Dezembro, mais um Prémio Hayashi de Investigação. A distinção foi entregue a Maura Ferreira pela investigação que está a desenvolver com Reiki na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
Procurar investigar os efeitos do Reiki nos aspectos psiconeuroimunológicos e na qualidade de vida é o objectivo da pesquisa que está a ser levada a cabo na mais antiga universidade do país. Juntamente com a sua equipa, Maura Ferreira tenta compreender e avaliar sobretudo o que acontece com as células de defesa do organismo.
A investigação preliminar foi desenvolvida num modelo experimental animal e os resultados foram publicados em Dezembro de 2012 na revista da Associação Portuguesa de Patologia Experimental (pág. 76), no âmbito do II Simpósio Luso-Brasileiro de Patologia, com o título Energy Healer Procedure in an Experimental Model – Preliminary Results.
Entre as conclusões alcançadas destaca-se o aumento verificado da actividade dos leucócitos nos animais que receberam Reiki, o que pode representar um efeito positivo sobre a resposta imunológica desses animais. Ainda assim, os investigadores acreditam que outros estudos de caracterização da resposta imune podem elucidar os efeitos do Reiki, razão por que continuam a trabalhar neste campo.
Segue-se um texto da autoria da investigadora Maura Ferreira sobre o trabalho desenvolvido:

Investigando a Energia curativa Reiki em modelos experimentais

O conceito de Medicina Integrativa (MI) é mais recente no debate das Medicinas Alternativas e Complementares (MAC), e surge a partir da busca de um modelo que viabilize a introdução de novas práticas nos sistemas nacionais de saúde. (OTANI e BARROS, 2011). Está relacionada com a combinação de tratamentos entre a Medicina convencional e as práticas da MAC que apresentam elevadas evidências de segurança e eficácia (NCCAM, 2008) comprovadas cientificamente.
Na pesquisa científica, muitas vezes as coisas já existem e nós não conseguimos ver, por isso, é muito importante pensar sobre o que estamos a observar e a fazer. É muito importante PENSAR. Pensar a partir da pessoa e não da doença, porque atrás de uma amostra, de um procedimento de investigação clínica, de uma colecta de material para laboratório, está um paciente, está a pessoa que busca os cuidados de saúde. As nossas investigações devem ter a pessoa como centro, por isso, o consentimento livre informado, a bioética, não são apenas conceitos a serem discutidos, mas devem ser uma exigência na investigação.
Há lacunas grandes entre a fase em que o investigador descobre e a disponibilização da descoberta para a pessoas. Em Saúde Pública, o que investigamos e descobrimos em laboratório nem sempre chega. Os interesses que financiam muitas investigações são, por vezes, interesses comerciais que nem sempre correspondem ao poder de compra da população que mais precisa.
Mesmo nas Terapias Naturais não podemos perder de vista a evidência cientifica, bem como o seu uso consciente e coerente. A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem oferecido aos países membros algumas orientações e guias para a implantação das práticas complementares/alternativas. Esta organização tem mostrado preocupação sobretudo no que diz respeito ao uso de produtos e medicamentos naturais e algumas terapêuticas invasivas que devem ser realizadas por profissionais qualificados e experientes.
Numa compreensão holística da pessoa, ou seja, considerando o ser em sua totalidade, a OMS definiu saúde como o completo bem-estar físico, mental, social e espiritual.
Os diferentes modelos de saúde e os processos de compreensão do Ser nas diferentes sociedades e em diferentes contextos e épocas, apontam terapêuticas, onde temos a pessoa como centro e em outros momentos a doença.
Quando se trata do estudo de energias curativas e da consciência, encontramos diferentes cartografias que mostram essa busca pessoal da consciência de nós mesmos. Responder e compreender a pessoa numa relação com o invisível em interacções onde o comportamento e a componente psicológica influenciam os sistemas endócrino e imunológico, ou seja, influenciam diretamente na saúde-doença-cura.
O “estado do ser e de suas interacções sensitivas” são por vezes difíceis de quantificar dentro de um modelo de investigação, por outro lado as pessoas sentem o que acontece e relatam suas experiências sensitivas que por vezes possibilitam mudanças nos padrões de dor e sofrimento, na qualidade de vida e em alguns casos no processo de cura e auto-cuidado.
Compreender o sofrimento no ser humano é buscar a sua origem enquanto conceito saúde-doença no contexto social. O sofrimento e a saúde são resultados desta capacidade de adaptação, de agir e de reagir da estrutura psicofisiológica que envolve o eixo neuroimunoendócrino (pinel, hipotálamo e supra-renais), bem como da intervenção e desequilíbrio de agentes internos e externos nos organismos vivos. Além da intervenção das diferentes relações sociais que contribuem na escolha do estilo de vida e da interacção no ambiente onde se insere.
A Saúde enquanto processo histórico depende não só do contexto social em que os indivíduos estão integrados, mas também dos regimes e forças económicas e políticas que regem o social. Ao mesmo tempo, interage com a variabilidade fisiológica própria do ser humano, que não é estanque e procura constantemente adaptar-se às variações do meio interno (corpo) e externo (ambiente), medido pelas acções e reacções psicológicas e pelo seu estilo de vida.
Do ponto de vista da Saúde, a doença é uma forma que o corpo tem de nos chamar a atenção. É uma forma de nos dizer que há algo errado, que não estamos em harmonia e que precisamos de nos escutar, de observar como estamos a agir e a reagir em relação ao que nos acontece interna e externamente.
Hoje sabemos que o estilo de vida pode mudar os efeitos lineares energéticos de um organismo vivo. Quando estudamos a nível molecular uma única célula, conseguimos compreender as relações entre a transcrição, presença e expressão de proteínas, metabolitos intracelulares e extracelulares e a sua sobre ou supregulação. O estudo da expressão dos genes através da transcritópmica (citando um exemplo nas ciências designadas como ómicas) tem permitido a medição de várias características dos sistemas vivos e a compreensão da organização biomolecular. Os estímulos ambientais e relacionados com estilos de vida diferentes influenciam de forma desigual os níveis de metabolitos de um sistema vivo (LINDON; MICHOLSON; HOLMES, 2007).
No que diz respeito à investigação sobre as Terapias Integrativas e Complementares, as ciências têm vindo a constatar o que culturas milenares já diziam quanto à existência das relações e alterações entre genes, cérebro e comportamento. Registos da Medicina Chinesa, para citar um exemplo, descrevem a inter-relação dos rins com o cérebro.
A Psiconeuroimunoendocrinologia é uma área das ciências que estuda a interacção entre o sistema nervoso, imunológico e endócrino e o factor psicológico (MONEZI, 2005). As interacções entre mente e emoções com diferentes sistemas, principalmente o endócrino e o imunológico, foram alvo de diversos estudos (ADER,1975,1988; BYERLY, 1976; LEVINE, 1978; STEFANO, 2001) que apontam que essas conexões e inter-relações sistémicas poderiam constituir um acesso para mecanismos internos, naturais e que poderiam desencadear tanto processos patológicos como de cura (citados em MONEZI, 2005).
E é nessas interacções do sistema nervoso simpático e parassimpático em relação ao comportamento e resposta imunológica que pretendemos compreender e avaliar os efeitos do Reiki. A nossa investigação na Universidade de Coimbra procura investigar os efeitos da energia curativa Reiki nos aspectos psiconeuroimunológicos. Estamos a tentar compreender e avaliar principalmente o que acontece com as células de defesas. Quais são os efeitos do Reiki nos aspectos psiconeuroimunológicos e na qualidade de vida?
A nossa investigação preliminar foi desenvolvida num modelo experimental animal e os resultados foram publicados em Dezembro de 2012 na “Revista Portuguesa de Patologia Experimental”, no âmbito do II Simpósio Luso-Brasileiro de Patologia, com o titulo “Energy healer procedure in an experimental model – preliminary results) e estamos submetendo a publicação e apresentação no Congresso Anual da Sociedade Internacional para Pesquisa de Medicina Complementar (ISCMR), que acontecerá em Abril deste ano em Londres.
Temos grandes desafios pela frente, nomeadamente encontrar a metodologia adequada, bem como conseguir os recursos financeiros necessários para o material recolhido poder ser analisado, entre outros. Penso que cada vez mais precisamos criar um fundo entre os que actuam com Reiki, destinado a contribuir para este tipo de investigações, mostrando através de evidências cientificas o que muitos já percebem nas suas práticas diárias. Acredito que a contribuição das ciências é uma porta através da qual devemos passar se queremos promover o debate das políticas públicas. E isto porque “fazer ciência” não está longe de ser cidadão e da cidadania. Não está longe da nossa vida diária, das nossas acções quotidianas. Devemos cada vez mais exigir que aquilo que é descoberto chegue aos que precisam enquanto serviço. Esse é também um desafio de quem faz ciência, bem como e de toda a sociedade, organizada ou não.
No artigo publicado falamos sobre as intervenções de cura energética que ganharam popularidade como uma abordagem não-invasiva e não-farmacológica para o relaxamento, alívio da ansiedade e modificação da percepção da dor. Existe pouca investigação para apoiar a aplicação destas técnicas na prática clínica e verifica-se a necessidade de mais estudos clínicos e laboratoriais. O objectivo do estudo com os resultados preliminares que publicamos foi avaliar a possível acção de um procedimento de Reiki sobre os leucócitos de ratos.

O QUE SÃO LEUCÓCITOS?

Os leucócitos são um grupo de diferentes células, com diferentes funções no sistema imune. Alguns leucócitos atacam diretamente o invasor, outros produzem anticorpos, outros apenas fazem a identificação e assim por diante.

MATERIAIS E MÉTODOS

Um grupo de dez ratos Wistar, machos, com 8 semanas de idade, foram aleatoriamente divididos em dois grupos pequenos de cinco animais cada. O grupo I não foi submetido a qualquer tipo de manipulação e os animais do grupo II foram submetidos a Reiki durante 15 minutos por dia, três vezes por semana durante oito semanas. Após este período, foi colhido sangue de todos os animais, o qual foi enviado para avaliar os linfócitos e monócitos autofluorescência, sem identificar o grupo de cada animal. Foi realizada a medição autofluorescência num gráfico de pontos FITC / RPE usando um citómetro de fluxo BD FACSCanto II para avaliação.

RESULTADOS

Autofluorescência média aumentou significativamente nos monócitos do grupo II (0,76% contra 0,10%; Mann-Withney teste p = 0,0238). Linfócitos do Grupo II apresentaram também aumento de autofluorescência (0,10% vs 0,04%), sem significado estatístico.
Não houve diferença significativa na histologia do pulmão entre os dois grupos de animais, após 8 semanas de procedimento experimental.

CONCLUSÕES

Em conjunto, os resultados preliminares sugerem um aumento da actividade dos leucócitos em animais submetidos a procedimento de Reiki. O que pode representar um efeito positivo sobre a resposta imunológica desses animais. Outros estudos de caracterização da resposta imune podem elucidar os efeitos de processos curador de energia.
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Agradeço de coração a Dr. Paulo, Dra. Vera, Dr. Santos Rosa, Dr. Cabrita, Dra. Ana Rute, Dr. Gustavo, Dr. Ricardo, Dra. Ana Calado que contribuíram para os resultados preliminares.
Maura Ferreira
 

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Artigo publicado na revista da Associação Portuguesa de Patologia Experimental (pág. 76):
Energy Healer Procedure in an Experimental Model – Preliminary Results
Artigo de Maura Ferreira publicado pela Associação Portuguesa de Reiki:
Uma ideia da energia Reiki com fundamentação científica
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Investigação de Vânia Soares revela influência do Reiki em desenhos infantis

Vânia Soares, Prémio Hayashi de Investigação Reiki

Vânia Soares, Prémio Hayashi de Investigação Reiki
Durante o 3.º Congresso Nacional de Reiki foi entregue, pela segunda vez, o Prémio Hayashi de Investigação. Vânia Soares foi a vencedora, pela pesquisa que desenvolveu e que lhe permitiu encontrar “alterações comuns” nos desenhos de todas as crianças estudadas, após a realização de sessões de Reiki.
Vânia Soares é professora do Ensino Básico, Variante de Educação Visual e Tecnológica, e desenvolveu a sua investigação no âmbito de uma pós-graduação em Educação Especial, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria, subordinada ao tema “Influência do Reiki – Terapia de Desenvolvimento Humano na Realização do Desenho Infantil com Crianças com Necessidades Educativas Especiais e Dificuldades de Aprendizagem”. No decurso da sua pesquisa, detectou alterações nos desenhos das crianças acompanhadas, que sugerem mais harmonia e disponibilidade, bem como uma maior exteriorização do Eu.

Qual a importância de ter sido distinguida pela APR?

Ser distinguida pela APR com o Prémio Hayashi de Investigação foi muito importante. Não pelo prémio em si, mas pelo reconhecimento de tudo o que ajudei a construir ou ajudei a crescer, com vista a quebrar barreiras em torno da medicina complementar e de abraçar a oportunidade de despertar a sociedade para a abertura, reflexão e mudança de atitude e, quem sabe, da sua futura integração nos centros de recuperação infantil. Dedico este prémio à fonte de toda a Energia Universal e a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, permitiram que este trabalho fosse realizado, nomeadamente, dedico-o às crianças que acolheram o Reiki com muita alegria e interesse.

De que forma o Reiki foi incluído nesta investigação?

Estava muito longe de imaginar integrar o Reiki como ferramenta no trabalho que tive que desenvolver no âmbito da Unidade Curricular Projecto, do curso de Pós-Graduação em Educação Especial, no Domínio Cognitivo e Motor, pela Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leira. No entanto, e citando Albert Einstein, “a mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original”.
A ideia de integrar o Reiki no meu projecto amadureceu quando surgiu aliada também a um conjunto de sincronicidades que me fizeram acreditar que este era o caminho certo para avançar. Apesar de a proposta ter sido aceite pela minha orientadora, a minha desorientação era total, pois estava longe de saber como haveria de dar início ao projecto. Incrivelmente, foi durante uma sessão de esclarecimento com a mesma, que a minha pergunta de partida nasceu.
Como professora do Ensino Básico, Variante de Educação Visual e Tecnológica, sou colocada inúmeras vezes perante situações em que alunos utilizam o desenho para comunicar, exteriorizar pensamentos e emoções, reflectindo nele também o seu estado de espírito. Nesta óptica, decidi perceber a forma como a terapia de Reiki, enquanto terapia de desenvolvimento humano, poderá ser útil e influenciar a realização de um desenho de uma criança. Ou seja, estudar a possibilidade de existir, ou não, uma relação entre o desenho e a influência da terapia de Reiki com crianças com necessidades educativas especiais e dificuldades de aprendizagem.

Que metodologia foi usada neste estudo?

A realização do desenho infantil é influenciado por múltiplos factores e não ocorre de igual maneira em todas as crianças. A metodologia neste estudo foi criada por mim e assentou sobretudo na minha experiência profissional e relacional com crianças. Os pontos fortes deste estudo centram-se na recolha e análise dos desenhos em três momentos: antes, após a primeira terapia e após cinco sessões de terapia. Isto permite ao observador, de forma empírica, tirar as suas conclusões sem ter necessidade de recorrer a conhecimentos específicos da área do desenho e do Reiki. Na qualidade de terapeuta e investigadora deste estudo, procurei ser o mais imparcial possível na análise dos resultados, recorrendo, por isso, também, a uma extensa fundamentação teórica.

Quais as principais conclusões alcançadas?

Podemos inferir, a partir dos elementos que dispomos, que houve alterações comuns a todas as crianças. Por exemplo, o facto de todas as crianças passarem, após as cinco terapias, a utilizar a parte inferior central da folha, o que anteriormente não se verificava. Alguns autores defendem que a representação gráfica na parte inferior central da folha indica o momento presente, a harmonia, a disponibilidade. Contrariamente, as partes inferior direita e esquerda da folha, indicam instabilidade, tensões ou ansiedades face a acontecimentos do passado ou futuro, respectivamente.
Em relação às proporções e dimensões das figuras, podemos observar que estas aumentaram significativamente em relação aos primeiros desenhos, projectando uma maior exteriorização do Eu. Sendo o Reiki uma possibilidade terapêutica complementar que nos confere a possibilidade de tratar o Ser nas dimensões física, mental, emocional e energética a partir do princípio holístico, o facto de eu sentir, neste estudo, o fluxo da “energia amarela” penetrar no interior destas crianças, e observar os seus efeitos no papel, sob a forma de pontos, linhas, formas e cores, tornou-se para mim um desafio e uma agradável surpresa. Decorridos alguns meses, é com um sentimento de grande emoção que a criança “L” me pergunta sempre: “ Quando é que vens trabalhar comigo?”

De que forma poderia o Reiki vir a ser integrado, no futuro, como terapia de apoio a crianças com necessidades educativas especiais (NEE) e dificuldades de aprendizagem?

A ordem da vida consiste em fazer escolhas, passar por experiências, adquirir conhecimentos e transmiti-los. Este trabalho, a par de tantos outros, surge como incentivo à mudança. O de despertar as mentes para a possibilidade de integrar o Reiki a par de outras terapias recentes, como a hipoterapia, musicoterapia, arteterapia, entre outras, na educação especial. As crianças são seres muito especiais, receptores natos de tudo o que é energia.
Os benefícios da aplicação da terapia Reiki em crianças com NEE, cuja condição física, mental e emocional, na sua maioria, as distingue das outras crianças, poderá ser imediata e claramente benéfica. Neste estudo, o desenho foi um meio pelo qual pudemos aceder ao impacto ou efeitos desta terapia sobre a criança com NEE e dificuldades de aprendizagem através do aumento da auto-estima, concentração, redução dos níveis de ansiedade e de insegurança. Desenvolver uma linguagem e uma visão assentes na filosofia de Reiki bastará para que cada professor ou terapeuta ocupacional ganhe uma nova visão de si mesmo e dos que o rodeiam, potenciando-o com o poder de auto-cura, motivando-os a ajudar o seu próximo, criança ou adulto, com a certeza que a energia Reiki fluirá para o seu bem supremo. Quando se pretende atingir um objectivo que vise o bem-estar do nosso próximo, o Universo com toda a certeza abrirá portas para que o mesmo seja realizado.
[box type=”download”]Podem ler o trabalho de Pós Graduação, no site da Associação Portuguesa de Reiki, aqui…[/box]
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O que é o Prémio Hayashi de Investigação Reiki?
O Prémio Hayashi de Investigação foi criado pela Associação Portuguesa de Reiki com o objectivo de reconhecer o esforço que muitos investigadores e estudantes têm vindo a desenvolver para demonstrar, em meio académico, os efeitos da terapia complementar Reiki. O galardão foi entregue pela primeira vez em Junho deste ano, a Mónica Policarpo, pela tese de mestrado que desenvolveu na área de Gestão da Saúde e que incluiu a terapia complementar Reiki. Mais informação sobre este prémio pode ser encontrada aqui.
Prémio Reiki Dinalivro 2012
Recorde-se que Vânia Soares foi também a vencedora do Prémio Reiki Dinalivro 2012, subordinado ao tema “Reiki como Filosofia de Vida — Uma perspectiva do Reiki integrado na sociedade como factor de construção positiva do indivíduo e da comunidade”.
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Reiki em publicação científica brasileira


A eficácia do Reiki, sobretudo na redução de padrões de ansiedade e na melhoria da qualidade de vida, foi uma das conclusões publicadas na mais recente edição da conceituada “Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade”.
No artigo, intitulado “Relato de experiência do evento científico da terapia Reiki”, ficou estabelecido que “a eficácia do Reiki parte da percepção da pessoa como um todo, diminuindo padrões de ansiedade e melhorando a qualidade de vida”. Além disso, concluiu-se que “integrado a outros medicamentos e procedimentos, o Reiki, reduz sintomas e efeitos colaterais de quimioterapia e radioterapia, aumenta a sensação de bem-estar, diminui o medo, stresse, depressão, aumenta a auto‐estima e a energia vital”.
Apesar de as pesquisas quantitativas e qualitativas sobre esta terapia complementar ainda estarem a decorrer, “os primeiros resultados revelam os seus impactos numa melhor resposta do organismo na prevenção e tratamento das doenças crónicas”, lê-se no texto publicado na conceituada publicação científica da responsabilidade da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.
O artigo tem como principal objectivo relatar as conclusões resultantes do 2.º Simpósio Luso‐Brasileiro de Reiki, que reuniu, nos dias 16 e 17 de Abril de 2011, em Fortaleza, Brasil, cerca de 250 participantes. Entre estes marcaram presença diversos investigadores, terapeutas oriundos de Portugal e do Brasil, representantes do Ministério da Saúde do Brasil e do Vice-cônsul de Portugal em Fortaleza, além de entidades relacionadas com a prevenção e o tratamento de doenças crónicas.
Na qualidade de palestrantes estiveram, entre outros, Antónia Maura Alves Ferreira e Ricardo Monezi Julião de Oliveira, este último do Instituto de Medicina Comportamental, Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo.
O artigo está disponível aqui:
http://www.rbmfc.org.br/index.php/rbmfc/article/view/623/484

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Mónica Policarpo vence Prémio Hayashi de Investigação

A Associação Portuguesa de Reiki (APR) entregou, pela primeira vez, o Prémio Hayashi de Investigação. A vencedora foi Mónica Policarpo, pelo trabalho de investigação desenvolvido e que incluiu o Reiki enquanto terapia complementar. A distinção foi entregue durante o Fórum Reiki e Empreendedorismo, realizado no dia 30 de Junho, em Lisboa.
Mónica Policarpo é licenciada em Gestão de Recursos Humanos e desenvolveu a sua tese de mestrado na área de Gestão da Saúde. “As Medicinas Alternativas e Complementares no Serviço Nacional de Saúde” foi o tema da dissertação que realizou no ISCTE-IUL (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa-Instituto Universitário de Lisboa), tendo incluído o Reiki como terapia complementar. A tese de Mónica Policarpo está disponível no site da APR, podendo ser consultada aqui:

https://associacaoportuguesadereiki.com/reiki/projectos-de-reiki/premio-hayashi-de-investigacao-reiki.html

O objectivo da investigação passou por perceber a forma como um grupo de estudantes de Enfermagem encara as Medicinas Alternativas e Complementares (MAC) e a sua eventual integração no Plano Nacional de Saúde. Para tal, foi aplicado um questionário a 150 alunos de um curso de Enfermagem, do 1.º e 4.ºanos, entre os 18 e os 38 anos de idade. O Reiki, pela sua crescente utilização por parte dos portugueses, foi uma das terapias complementares consideradas no inquérito.
Mais formação sobre Reiki
Entre as principais conclusões alcançadas, Mónica Policarpo destaca o facto de cerca de 85% dos estudantes de Enfermagem entrevistados recomendarem a inclusão das Medicinas Alternativas e Complementares no Plano Nacional de Saúde. Segundo a investigadora, constata-se que “as MAC estão a crescer e a suscitar não só curiosidade como interesse e confiança”.
Em relação ao Reiki, “os alunos inquiridos mostraram interesse em obter formação adicional sobre esta terapia”, diz Mónica Policarpo. Por outro lado, a terapia complementar que mais se destacou foi a massagem, sendo esta o principal elo de ligação entre os futuros enfermeiros e as MAC. Aliás, concluiu-se que estes estudantes “estão interessados em introduzir no seu curso algumas terapias complementares ainda sem legislação em vigor, como é o caso da Massagem, Aromaterapia, Hidroterapia, Meditação e Reflexologia”.
Prémio Hayashi de Investigação
Mónica Policarpo encara a atribuição do Prémio Hayashi de Investigação como “um privilégio, uma verdadeira honra”. “É prova de que toda a dedicação investida na dissertação está a ter frutos e, acima de tudo, a ser divulgada a mais pessoas”, concluiu.
O Prémio Hayashi de Investigação foi criado pela Associação Portuguesa de Reiki com o objectivo de reconhecer o esforço que muitos investigadores e estudantes têm vindo a desenvolver para demonstrar, em meio académico, os efeitos da terapia complementar Reiki.

João Magalhães e Mónica Policarpo
Mais informações sobre este prémio, nomeadamente Regulamento e prazo de candidatura, podem ser encontradas aqui aqui:
https://associacaoportuguesadereiki.com/reiki/noticias-associacao/259-premio-hayashi-de-investigacao.html

Tese de Mestrado sobre “As Medicinas Alternativas e Complementares no Serviço Nacional de Saúde”:

https://associacaoportuguesadereiki.com/reiki/projectos-de-reiki/premio-hayashi-de-investigacao-reiki.html

Associação Portuguesa de Reiki
https://associacaoportuguesadereiki.com/reiki/
info@montekurama.org